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Indicadores e notícias sobre a economia no Brasil e no mundo. Dados para posicionamento de empresários e dicas para gerir suas finanças pessoais.


Já o valor médio do diesel para o consumidor subiu novamente, registrando o sétimo avanço semanal consecutivo. Bomba de combustível abastece carro em posto de São Paulo. gasolina, preço da gasolina, frentista, álcool, diesel, combustíveis, reajuste, aumento. -HN- Marcelo Brandt/G1 O preço médio da gasolina nos postos terminou a semana em leve queda, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (18) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Foi o primeiro recuo após 5 altas consecutivas. Enquanto isso, o preço do diesel teve sua sétima alta seguida. De acordo com o levantamento, o valor médio por litro da gasolina nas bombas foi de R$ 4,382 para R$ 4,379 - uma queda de 0,07%. Já o diesel teve um aumento de 0,08%, de R$ 3,70 para R$ 3,703. Os valores são uma média calculada pela ANP com dados coletados em diferentes cidades pelo país. Por isso, os preços podem variar de acordo com a região. No acumulado de 2019, o preço da gasolina para o consumidor final tem alta de 0,8%. O avanço é bem menor que o do diesel, que até agora já subiu 7,3% para os motoristas. A ANP também acompanha o preço do etanol, que nesta semana teve alta de 0,38%, para R$ 2,903. O aumento foi de aproximadamente R$ 0,01. No ano, há alta acumulada de 2,83%. Já o preço do botijão de gás de cozinha caiu 0,03%, ou R$ 0,02, para a média de R$ 68,78. No ano, há queda acumulada de 0,62%.

G1

Fri, 18 Oct 2019 23:53:17 -0000 -


Litígios envolvem a Sete Brasil, um processo ambiental no Paraná e participação especial e royalties relacionados à ANP. A Petrobras informou nesta sexta-feira (18) que vai provisonar R$ 3,2 bilhões por litígios envolvendo a Sete Brasil, um processo ambiental no Paraná e litígios de participação especial e royalties relacionados à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Segundo a petroleira, o efeito do provisionamento será reconhecido no resultado consolidados do terceiro trimestre, com as informações sendo apresentadas em seu balanço do trimestre subsequente. "A companhia permanece em defesa de seus interesses nos processos em curso", disse a Petrobras em nota. Prédio da Petrobras no Rio de Janeiro Sergio Moraes/Reuters

G1

Fri, 18 Oct 2019 23:29:20 -0000 -


Google recomenda guardar telefone em local seguro, com uma bolsa ou bolso frontal. Pixel 4 traz vários sensores na borda superior e aposta no desbloqueio por reconhecimento facial. Divulgação/Google O Pixel 4, o mais recente smartphone da linha Pixel anunciado esta semana pelo Google, pode ser desbloqueado por qualquer pessoa que colocar o telefone na frente do rosto do dono do aparelho, mesmo enquanto ele estiver dormindo. O reconhecimento facial do aparelho — que depende de sensores presentes em uma borda acima da tela — aparentemente não verifica se a pessoa está de olhos abertos, o que abre diversas possibilidades de abuso. O problema foi percebido pelo repórter da "BBC" Chris Fox, que gravou um vídeo de demonstração. No entanto, o comportamento é intencional e está descrito na documentação do Pixel, que recomenda que os consumidores guardem o telefone em um local seguro, "como no bolso da frente ou na bolsa". "Seu smartphone também poderá ser desbloqueado por outra pessoa se for direcionado para seu rosto, mesmo que você esteja com os olhos fechados", diz a página de ajuda do Pixel. Para manter a segurança do telefone durante o sono, deve-se ativar o "bloqueio total", que desliga o reconhecimento facial e reverte para o uso de senha ou desenho de padrão. Porém, não é possível agendar o "bloqueio total" para ser ativado automaticamente durante a noite, o que obriga o usuário a lembrar disso todos os dias. O Pixel 4, assim como os modelos anteriores da série, não deve ser comercializado oficialmente no Brasil. Mas a tecnologia usada no celular ainda pode chegar ao Brasil: como é projetado pelo próprio Google, que é responsável pelo Android, o Pixel funciona como uma referência da plataforma e das funções que poderão ser adotadas pelos demais fabricantes. Bloqueio total precisa ser habilitado nas configurações do Android e ativado manualmente com o botão liga/desliga. Reprodução Comparação com FaceID da Apple Por enquanto, o Pixel 4 está apenas nas mãos de jornalistas e influenciadores que receberam o aparelho do Google para testes e análises. Especialistas em segurança não puderem adquirir o telefone para realizar testes, então os detalhes da tecnologia de reconhecimento facial do Google ainda são desconhecidos. O funcionamento do "FaceID" da Apple, lançado com o iPhone X em 2017, já foi estudado por pesquisadores. A tecnologia do iPhone verifica se o olho está aberto, mas o uso de óculos associado a um ambiente pouco iluminado, que pode ser simulado com fita preta, também pode permitir o desbloqueio do aparelho. Os óculos precisam ser colocados no dono do celular para fazer o desbloqueio. Par de óculos criado por especialistas da Tencent engana sensor do iPhone que verifica se o olho está aberto. Tencent Pelo que se sabe da tecnologia do Google, um par de óculos como este não seria necessário, já que o olho aberto não é levado em conta na análise do rosto. Tecnologias de autenticação biométrica — que reconhecem a pessoa pela voz, rosto ou impressão digital — devem verificar se a pessoa está consciente para que a trava de segurança digital não coloque em risco a segurança física do indivíduo. Isso é normalmente um desafio para esses sistemas, principalmente quando é necessário equilibrar a segurança com a conveniência de uso. Assim como o Android possui o bloqueio total, o iOS dispõe do SOS de Emergência para desligar os sensores biométricos (FaceID e TouchID). Impacto na segurança dos aplicativos Enquanto alguns telefones com Android possuem reconhecimento facial simulado por software, que é inseguro, o Pixel 4 traz os sensores necessários para o reconhecimento 3D do rosto, da mesma forma que o FaceID da Apple ou o Windows Hello da Microsoft. Por outro lado, o Pixel 4 não tem um leitor de impressão digital como outros smartphones com o sistema do Google. O reconhecimento facial é a única opção de biometria nesse aparelho. Muitos aplicativos — inclusive de pagamentos e internet banking — aceitam o reconhecimento de digital para desbloquear tokens, autorizar transferências e outras atividades. Como o Pixel 4 não possui leitor de digital, esses apps seriam obrigados a migrar para o reconhecimento facial para não sacrificar a conveniência aos usuários. Na prática, qualquer fragilidade no reconhecimento facial também compromete os aplicativos que dependem dessa tecnologia. Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com Selo Altieres Rohr Ilustração: G1

G1

Fri, 18 Oct 2019 20:07:24 -0000 -

Volume contratado deverá representar investimentos de R$ 11,16 bilhões. Operações estão previstas para começar em 2025. O leilão de energia A-6 contratou nesta sexta-feira (18) usinas que somarão 2,9 gigawatts em capacidade instalada, um volume que superou expectativas de analistas e deverá representar investimentos de R$ 11,16 bilhões para implementação dos projetos, que deverão iniciar operações em 2025. Após quase quatro horas e meia de disputa, o certame registrou preço médio de R$ 176,09 por megawatt, o que representou deságio de 33,73% frente aos preços máximos definidos pela licitação, segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). A expectativa de contratação variava entre 500 MW e 800 MW, bem abaixo dos quase 3 GW contratados. "Estamos hoje festejando, os analistas de mercado de energia até ontem estimavam um volume muito abaixo. Conseguimos uma compra quase duas, três vezes dos valores previstos", disse o secretário de Planejamento do Ministério de Minas e Energia, Reive Barros, a jornalistas. Segundo ele, com essa contratação, haverá energia suficiente para atender o crescimento do país. Para o secretário, o nível de contratação do leilão desta sexta-feira poderá se repetir a partir de 2020 ou até aumentar. "Nossa expectativa para 2020 é que se mantenha nesse patamar, até porque estamos hoje com reforma da Previdência ainda incompleta, reforma tributária por vir, reforma administrativa... em 2020 vamos estar com outro nível de situação no país. E aí não se trata de nenhum ufanismo, nenhuma visão mais otimista, é em cima dos dados de que dispomos", destacou. Entre as empresas vencedoras, apareceram a brasileira Eneva, com a térmica Nova Venécia, de 92,2 megawatts; a francesa Voltalia, com ao menos dois parque solares, num total de 80 megawatts; e a norueguesa Statfrakt, com projeto eólico de 75,6 megawatts, entre diversas outras, segundo relatório da CCEE. Usinas eólicas foram a fonte com maior volume negociado, com 1,04 gigawatt em capacidade, seguidas pelas termelétricas a gás, com 734 megawatts, e pelos parques solares, com 530 megawatts. Mas a licitação também contratou 445 megawatts em usinas hídricas e cerca de 230 megawatts em térmicas a biomassa.

G1

Fri, 18 Oct 2019 19:07:25 -0000 -


Valor é 10% superior ao que deverá ser arrecadado este ano. Governador mencionou aumento de receita de royalties como um dos fatores para manter o Rio de Janeiro no Regime de Recuperação Fiscal. Estado deverá receber R$ 14,8 bilhões pela extração de petróleo em 2020. Reuters/Sergio Moraes O Estado do Rio deverá receber R$ 14,8 bilhões de royalties da extração de petróleo no território fluminense em 2020 – atualmente, cerca de 70% da receita de R&PE do Estado do Rio de Janeiro tem sua origem em campos pré-sal. A expectativa de arrecadação é da Secretaria de Estado de Fazenda. O valor representa um aumento de 10% em relação ao que se pretende arrecadar até o fim deste ano: R$ 13,4 bilhões. Na quarta-feira (16), o governador Wilson Witzel mencionou o aumento dos recursos dos royalties em 2020 como um dos argumentos para manter o Rio no Regime de Recuperação. Foi uma resposta ao Conselho de Supervisão Fiscal - pela primeira vez, o órgão afirmou que o Rio não conseguirá cumprir cinco das 20 metas estabelecidas para permanecer no programa. Até o momento, o Rio arrecadou R$ 10,4 bilhões em 2019. Esse valor não inclui o montante do leilão do excedente da cessão onerosa - rateio entre estados e municípios de parte dos recursos do leilão de petróleo dos excedentes de barris de petróleo do pré-sal, a ser realizado no próximo dia 6 de novembro. Nele, o Estado pretende receber mais R$ 2,3 bilhões. Por meio de nota, a Secretaria de Fazenda informou que "Todo o montante que o Rio recebe de royalties, após as deduções constitucionais e legais, é destinado ao Rioprevidência. As deduções obrigatórias são: Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano (Fecam), Fundo Estadual de Investimentos e ações de Segurança Pública e Desenvolvimento social (Fised), transferência aos municípios e obrigações de crédito com a União". Conselho decide nesta sexta Witzel: "Não se pode crucificar o Rio de Janeiro". Reprodução/TV Globo As cinco metas não alcançadas pelo Estado do Rio são as seguintes: Concessão de linhas de ônibus intermunicipais; Extinção de estatais; Revisão da metodologia de cálculo de preço do gás; Antecipação da concessão da CEG; Emissão de títulos da dívida ativa. Essas medidas representariam uma economia de R$ 4 bilhões em três anos. O Rio também pode perder o direito de participar do Plano de Recuperação Fiscal por outro motivo: uma medida aprovada no fim do ano passado que criou nova despesa para o Estado – a revisão do plano de carreira dos funcionários da Uerj. Em contrapartida, para tentar fechar as contas, o Estado ofereceu a revisão dos contratos de fornecimento de comida para os presídios. O governador Wilson Witzel disse que já vinha apresentando alternativas para adiar o início do pagamento à União. "Se atingimos 80% das metas, isso é mais que satisfatório. Não se pode crucificar o Estado do Rio de Janeiro, diante de toda a crise que passou, se não cumprir 100% das metas. Algumas eram inexequíveis. Uma delas, por exemplo, era aumentar impostos. O Regime de Recuperação Fiscal tem dois momentos: um técnico e outro político. O técnico vai me dizer que não cumpriram 100% das metas, o político é da alçada do ministro da Fazenda e do presidente – eles irão dizer se o Rio não poderá permanecer no Regime de Recuperação Fiscal. O presidente pode tomar uma decisão política, mas eu entendo ainda que a decisão do presidente está sujeita a um processo decisório no Congresso Nacional", disse o governador. A decisão do Conselho Fiscal sobre o caso estava prevista para ser tomada nesta sexta-feira (18).

G1

Fri, 18 Oct 2019 18:32:14 -0000 -


Presidente norte-americano espera que acordo seja assinado durante as reuniões da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) no Chile em 16 e 17 de novembro. O presidente norte-americano, Donald Trump, disse acreditar nesta sexta-feira (18) que um acordo comercial entre Estados Unidos e China será assinado durante as reuniões da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) no Chile, nos dias 16 e 17 de novembro. "Acho que será assinado com facilidade, espero que até a cúpula no Chile, em que estaremos o presidente Xi e eu", disse Trump a repórteres na Casa Branca, sem dar mais detalhes. "Estamos trabalhando com a China muito bem", disse Trump. "Muitas coisas boas estão acontecendo." Bandeiras da China e dos Estados Unidos em imagem de arquivo de encontro diplomático Jason Lee/Reuters A Casa Branca anunciou que a China concordou em comprar até US$ 50 bilhões em produtos agrícolas dos EUA anualmente, como parte da primeira fase de um acordo comercial, embora pareça que a China mostre lentidão para levar isso adiante. A chamada fase 1 do acordo foi apresentada na Casa Branca na semana passada, durante visita do vice-premiê chinês, Liu He, como parte de uma tentativa de acabar com a guerra comercial entre os dois países. Autoridades dos EUA disseram que uma segunda fase de negociações pode tratar de assuntos mais espinhosos como transferência forçada de tecnologia e serviços não-financeiros.

G1

Fri, 18 Oct 2019 18:30:38 -0000 -


Mudança de horário foi revogada pelo governo em abril deste ano e não vai mais acontecer neste final de semana. Mas celulares podem fazer atualização do relógio automaticamente. Os aparelhos que não fizerem a mudança já foram atualizados pelos fabricantes, ou então estão seguindo regras enviadas pelas operadoras de telefonia. Divulgação/Google O Google publicou um anúncio oficial em seu blog, nesta sexta-feira (18), recomendando que usuários de Android no Brasil alterem as configurações automáticas de data e hora. Segundo a empresa, isso deve ser feito para não correr o risco de se perder na hora no domingo, caso os telefones atualizem para o horário de verão, que não está mais em vigor no país. O horário de verão do brasileiro deveria acontecer entre este sábado (19) e domingo (20), com os relógios sendo adiantados em 1 hora, mas foi revogado pelo presidente Jair Bolsonaro, em um decreto assinado em abril. Procuradas pelo G1, as operadoras de telefonia, representadas pelo SindiTelebrasil, informaram que "desprogramaram a alteração do horário de verão em suas plataformas, de acordo com o novo decreto presidencial". Em 2018, quando o horário de verão ainda estava em vigor, muitos usuários reclamaram que os relógios dos celulares mudaram a hora antes da data de início. É que, no ano passado, o horário de verão foi adiado de outubro para novembro, por causa das eleições. Como desabilitar a configuração automática no Android: Entre no menu de configurações; Entre na opção "Sistema" (segundo o Google, dependendo do aparelho este passo pode ser pulado); Escolha as opções de "Data e Hora"; Desativa as funções “Data e hora automáticas” e “Fuso horário automático”. Veja também: como desabilitar no iPhone Essas configurações podem ser mantidas até o dia 16 de fevereiro, quando o horário de verão chegaria ao fim, se ainda estivesse em vigor. Alguns aparelhos podem não ser impactados neste final de semana, mas no dia 3 de novembro, que foi a data de início do horário de verão no ano passado. De acordo com o Google, valem as mesmas recomendações. Os aparelhos que não fizerem mudanças no horário, segundo o Google, já foram atualizados pelos fabricantes, ou então estão seguindo regras enviadas pelas redes das operadoras de telefonia. A mudança no horário de verão brasileiro impacta o banco de dados da Autoridade para Atribuição de Números de Internet (IANA), responsável por passar as informações para os smartphones. Efetividade do horário de verão O objetivo por trás da origem do horário de verão é aproveitar os dias mais longos para obter um melhor aproveitamento da iluminação natural, poupando recursos da matriz energética e reduzindo os riscos de apagões, principalmente no horário entre 18h e 21h, quando as lâmpadas dos espaços públicos são ligadas, boa parte da população chega em casa e parte do comércio, escritórios e indústria continua ativa. Mas, nos últimos anos, mudou o padrão de consumo do país. Lâmpadas incandescentes foram substituídas por lâmpadas mais eficientes e o horário de pico de energia se deslocou do início da noite para o meio da tarde, por volta das 15h, devido ao aumento expressivo do uso de ar-condicionado. Estudo do Ministério de Minas e Energia divulgado no ano passado já apontava para a perda de efetividade do horário de verão. Segundo a nota técnica, a adoção de outros instrumentos regulatórios, como a tarifa branca e preço por horário, podem produzir resultados mais relevantes para o setor elétrico. De acordo com o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, o governo fez uma pesquisa que mostrou que 53% dos entrevistados pediram o fim do horário de verão. Não foram divulgados, entretanto, detalhes da pesquisa. Horário de verão No Brasil, o horário de verão foi instituído pela primeira vez no verão de 1931/1932, pelo então Presidente Getúlio Vargas. Sua versão de estreia durou quase seis meses, vigorando de 3 de outubro de 1931 a 31 de março de 1932. No verão seguinte, a medida foi novamente adotada, mas, depois, começou a ser em períodos não consecutivos. Primeiro, entre 1949 e 1953, depois, de 1963 a 1968, voltando em 1985 até abril de 2019, quando foi revogado por decreto. O período de vigência do horário de verão era variável, mas, em média, durava 120 dias. No mundo, o horário diferenciado é adotado em 70 países — e atinge cerca de um quarto da população mundial. O horário de verão é adotado em países como Canadá, Austrália, Groenlândia, México, Nova Zelândia, Chile, Paraguai e Uruguai. Rússia, China e Japão, por exemplo, não implementam esta medida.

G1

Fri, 18 Oct 2019 18:08:03 -0000 -

Processo vai investigar se hospitais usam preços publicados em revistas para tabelar preço. Cade afirmou ainda que valores cobrados estão acima do praticado no mercado. A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) abriu um processo nesta sexta-feira (18) para investigar um possível tabelamento de preços de medicamentos e materiais usados em procedimentos feitos nos hospitais. Segundo informações do conselho, há fortes indícios de que entidades representativas estariam orientando hospitais e prestadores de servido de saúde a seguirem os preços publicados nas publicações Brasíndice e Simpro. O Cade indicou ainda que, além de prejudicar a concorrência ao tabelar preços, as tabelas publicadas nas duas revistas têm valores superiores aos praticados no mercado, o que estaria causando prejuízo aos consumidores. O processo investiga as duas publicações especializadas, uma federação e dois sindicatos (Pernambuco e Mato Grosso do Sul). Segundo a Superintendência-Geral, uma nota técnica do Cade aponta que a maioria dos hospitais do país utiliza os valores previstos nas tabelas divulgadas pelas revistas para efetuar a cobrança pelos medicamentos e materiais hospitalares utilizados em procedimentos médicos. Segundo a nota técnica, as publicações serviriam como ponto focal para a uniformização dos preços que devem ser pagos pelas operadoras de planos de saúde. Com a abertura do processo, as revistas e associações citadas serão notificadas para apresentar defesa. O G1 entrou em contato com as duas publicações e não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem.

G1

Fri, 18 Oct 2019 18:06:24 -0000 -

Segundo Ministério da Agricultura, CAR continua obrigatório para acessar crédito agrícola e produtores devem fazer o cadastro até o fim de 2020 para ter direito a benefícios na regularização ambiental da fazenda. O presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta sexta-feira (18) a lei que retira o prazo para que os agropecuaristas façam o Cadastro Ambiental Rural (CAR). O Ministério da Agricultura afirmou ao G1 que o cadastro continuará a ser obrigatório para que o produtor tenha acesso ao crédito agrícola. O texto publicado no Diário Oficial não deixava claro se o CAR continuaria a ser exigido para a tomada de financiamentos para a atividade rural. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) disse ao G1 que teve o mesmo entendimento do ministério. Recuperação de florestas também pode ser um bom negócio rural O Cadastro Ambiental Rural foi criado em 2012 e faz parte do Código Florestal (leia mais abaixo), mas a ferramenta só entrou em funcionamento em 2014. Desde então, o prazo final para a adesão ao sistema foi prorrogado por várias vezes. A última data-limite foi 31 de dezembro de 2018. Segundo dados do Serviço Florestal Brasileiro, órgão responsável por compilar os dados do CAR, até 31 de julho de 2019, já foram cadastrados 6,1 milhões de imóveis rurais, totalizando uma área de 527,60 hectares, número bem acima da área estimada pelo governo, de 397,83 milhões de hectares, que foi baseada no Censo Agropecuário de 2006. Para especialistas, o número extra pode indicar sobreposição de áreas ou, até mesmo, uma expansão que ocorreu após o Censo. Prazo para ter direito a benefício O texto publicado no Diário Oficial diz também que somente os proprietários rurais que se registrarem no CAR até 31 de dezembro de 2020 poderão aderir ao Programa de Regularização Ambiental (PRA), que vai definir o que o produtor precisa fazer para recuperar o meio ambiente dentro da propriedade rural. Esses agricultores terão dois anos para fazer a adesão. Quem seguir esse prazo terá benefícios como isenção de multa para quem desmatou até 22 de julho de 2008, desde que faça a recuperação ambiental, e prazo de até 20 anos para fazer o reflorestamento. Se o agricultor não respeitar este calendário, ele terá que seguir um cronograma mais rígido e poderá ser multado. Código Florestal O Cadastro Ambiental Rural foi criado juntamente com o Código Florestal, que é a Lei 12.651 aprovada em 2012. Tem como meta reunir dados para combater o desmatamento. A lei prevê que todas as propriedades sejam inscritas em órgão ambiental municipal ou estadual, e estipulava datas para o cumprimento da medida. O cadastro, que é autodeclaratório, é o primeiro passo para um programa de regularização mais amplo previsto no Código Florestal. Nele, o produtor passa as coordenadas da fazenda e apresenta a documentação relativa ao imóvel. O segundo passo é o PRA, que ocorre após a análise dos dados do CAR. Este programa avalia se o agropecuarista invadiu áreas de Reserva Legal ou terras indígenas e se ele está respeitando o percentual mínimo vegetação nativa dentro da propriedade. Se o agricultor não estiver com o mínimo de mata nativa estabelecido, ele negocia com o governo um prazo para recuperar a área que falta. Quais são os percentuais mínimos? Caso o imóvel estiver localizado dentro da Amazônia Legal (Acre, Pará, Amazonas, Roraima, Rondônia, Amapá, Mato Grosso e parte de Tocantins, Goiás e Maranhão): 80% do imóvel situado em área de florestas 35% do imóvel situado em área de Cerrado 20% do imóvel situado em área de campos gerais Imóvel localizado nas demais regiões do país: 20% do imóvel situado em área de campos gerais De acordo com o Ministério da Agricultura, algumas regiões do país ainda não conseguiram a adesão integral dos produtores rurais ao PRA por causa da "insegurança jurídica que pairava sobre o Código (Florestal)". Segundo o governo, a situação foi solucionada com a publicação do acórdão do Supremo Tribunal Federal quanto ao julgamento das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (Adins) do Código Florestal. "Agora há um claro entendimento por parte dos órgãos estaduais e dos produtores quanto às regras para devida adequação à legislação", disse em nota o ministério.

G1

Fri, 18 Oct 2019 16:29:57 -0000 -


Para ex-presidente do Banco Central, instabilidade política atual deixa empresário cauteloso para investir no país. "Para destravar mais (a economia) seria necessário mais do que a área econômica consegue fazer sozinha", diz Fraga Reprodução Globo News O Brasil vive um momento de "obscurantismo" no atual governo e mesmo uma agenda econômica boa não será suficiente para fazer a economia deslanchar, avaliou nesta sexta feira o economista e ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga. Para ele, a instabilidade política atual deixa o empresário ainda mais cauteloso para investir no país. "A atitude geral sinaliza um obscurantismo e libera energias que não deveriam ser liberadas. É uma coisa mais truculenta e menos tolerante e, no fundo, menos positiva", disse ele a jornalistas em evento no Rio de Janeiro. Fraga destacou ainda que o governo precisa entender que a economia "não caminha sozinha no vácuo" e que é preciso criar um ambiente amplo e favorável para crescimento, geração de emprego, renda e melhor bem-estar social. "Para destravar mais (a economia) seria necessário mais do que a área econômica consegue fazer sozinha. Estou incluindo temas de natureza distributiva que vão além do moral. As reformas são importantes, mas precisamos ir muito além", avaliou. "(A instabilidade política das últimas semanas) deixa o empreendedor ainda mais apreensivo. A lição que temos que aprender, e já deveríamos ter aprendido, é que a economia não funciona no vácuo. Ela precisa se conectar ao social, à realidade e às nossas dificuldades gerais, inclusive políticas." Apesar das preocupações, o ex-presidente do BC acredita que a economia brasileira poderá registrar crescimento ao longo dos próximos anos, embora em um ritmo lento e gradual. As projeções do governo apontam uma expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 de 0,85%, de acordo com projeção divulgada em setembro pela secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia. "É difícil prever quanto vai ser (o crescimento lento e gradual). Prever economia é difícil, ainda mais num ambiente político complicado, polarizado e muito envenenado", completou Fraga.

G1

Fri, 18 Oct 2019 16:18:43 -0000 -


Indicador reflete uma melhora gradual da economia, com inflação baixa, juros em queda e reação do mercado de trabalho, segundo entidade. Porém, alto endividamento pode represar intenções de compra. Resultado de intenção de consumo em outubro reforça tendência de alta projetada para o segundo semestre, diz CNC Divulgação/PortalIbre A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) subiu 0,2% de setembro para outubro, para 93,3 pontos, e teve avanço de 7,7% na comparação com o antepenúltimo mês de 2018, informou nesta sexta-feira (18) a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Para a entidade, o resultado positivo reforça tendência de alta projetada para o segundo semestre do ano, após longo período de queda do índice, que durou de março a julho de 2019. "O ICF está refletindo uma melhora gradual da economia, com inflação baixa, juros primários em queda e a reação do mercado de trabalho", informou José Roberto Tadros, presidente da CNC, em comunicado. Análise detalhada No levantamento, dos sete tópicos usados para cálculo do indicador, cinco apresentaram saldo positivo na passagem de setembro para outubro. É o caso de perspectiva profissional (0,7%); renda atual (0,1%); compra a prazo (0,3%); nível de consumo atual (0,5%) e momento para duráveis (3,1%). Na mesma comparação, no entanto, apresentaram recuos emprego atual (-0,4%); e perspectiva de consumo (-1,7%). No entanto, na comparação com outubro de 2018, todos os tópicos tiveram aumento. É o caso das elevações registradas em emprego atual (2,5%); perspectiva profissional (3,8%); renda atual (6,8%); compra a prazo (12%); nível de consumo atual (8,5%); perspectiva de consumo (11,8%) e momento para duráveis (13,6%). Embora tenha destacado o desempenho como positivo, a entidade faz uma ressalva. Mesmo que o prosseguimento de taxas de inflação menos intensas de alguns produtos acarrete melhor arranjo dos itens do orçamento, e que o recebimento de recursos do FGTS e PIS/Pasep promova algum alívio nas contas, pode ser que o alto endividamento das famílias "represe" um pouco as intenções de compra. Para atingir o patamar de fevereiro deste ano (98,5 pontos), o ICF teria que subir 5,6% no próximo bimestre. Isso, na análise da entidade, pode ser considerado pouco provável diante das perspectivas de crescimento vagaroso da economia.

G1

Fri, 18 Oct 2019 16:05:12 -0000 -


Segundo Mario Draghi, há sinais lever de 'valorizações exageradas' em segmentos mais arriscados do mercado financeiro e também do imobiliário. O presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, disse nesta sexta-feira (18) que há "sinais leves" de supervalorização nos mercados financeiro e imobiliário da zona do euro, o que cria um risco para a estabilidade em um momento em que a economia está desacelerando. "O ambiente de estabilidade financeira continua desafiador, pois as perspectivas econômicas globais se deterioraram", disse Draghi a outras autoridades do Comitê Internacional Monetário e Financeiro em Washington. Presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi AFP "Existem sinais leves de valorizações exageradas na área do euro em alguns segmentos mais arriscados dos mercados financeiros, bem como nos mercados imobiliários, com diferenças marcantes entre as regiões".

G1

Fri, 18 Oct 2019 15:58:01 -0000 -

Bento Albuquerque diz que pretende entregar texto pessoalmente, 'tendo a vista a relevância do assunto'. Um projeto de lei do governo para a privatização da Eletrobras deverá ser levado ao Congresso Nacional até o fim deste mês ou no início de novembro, disse nesta sexta-feira (18) o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque. Proposta do governo para privatização da Eletrobras não prevê 'golden share', diz ministro "Vamos ver como isso será feito. Vou conversar ainda com algumas lideranças do Congresso Nacional e eu pretendo entregar esse projeto ao Congresso pessoalmente, tendo em vista a relevância do assunto", disse o ministro a jornalistas na sede da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) em São Paulo, onde ocorre nesta sexta-feira o leilão de energia A-6. Mais cedo neste mês, o ministro havia afirmado que o projeto seria enviado aos parlamentares ainda em outubro.

G1

Fri, 18 Oct 2019 15:39:30 -0000 -


Pressão de autoridades e reguladores continua forte sobre plano da Libra, enquanto apoiadores como Visa e Mastercard começam a deixar projeto. Libra, criptomoeda do Facebook, só deve ser lançada em 2020 Dado Ruvic/Reuters Os planos do Facebook de lançar a criptomoeda libra enfrentaram um novo obstáculo na quinta-feira (17), depois que o G7, grupo dos países mais ricos, disse que as chamadas "stablecoins" (moedas digitais geralmente apoiadas por dinheiro tradicional e outros ativos) não deveriam ser lançadas até que os riscos internacionais que representam sejam resolvidos. Facebook anuncia criptomoeda Libra Quando lançadas em larga escala, as stablecoins podem ameaçar o sistema monetário e a estabilidade financeira do mundo, disse um grupo de trabalho do G7 em um relatório para ministros de finanças reunidos em Washington para reuniões do FMI e do Banco Mundial. A tecnologia emergente, que atualmente não é regulamentada, como outras criptomoedas, também pode dificultar os esforços internacionais para combater a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo, além de criar problemas de segurança cibernética, tributação e privacidade, de acordo com o relatório. Libra levanta 'preocupações sérias', diz presidente do Fed "O G7 acredita que nenhum projeto global de stablecoin deve entrar em operação até que os desafios e riscos legais, regulatórios e de supervisão" sejam abordados, disse o grupo de trabalho, presidido pelo membro do conselho do Banco Central Europeu Benoit Coeure. "Espera-se que as entidades do setor privado que elaboram acordos sobre stablecoins abordem uma ampla gama de desafios e riscos legais, regulatórios e de supervisão", acrescentou o relatório. G7 exige regime rigoroso para Libra e propõe imposto mínimo Em resposta, a Associação Libra que foi criada para reger a criptomoeda disse que está comprometida em trabalhar com reguladores. Em meio a um rigoroso controle regulatório, as 21 empresas que apoiam a libra se comprometeram, na segunda-feira (14) a avançar com o projeto, ignorando a deserção de um quarto de seus membros originais, incluindo as gigantes de pagamentos Visa e Mastercard. A libra foi projetada para respeitar a soberania nacional sobre a política monetária, bem como as regras contra a lavagem de dinheiro e outros esforços para impedir finanças ilícitas, afirmou a entidade em comunicado.

G1

Fri, 18 Oct 2019 15:16:44 -0000 -


Campos Neto reiterou que o câmbio é flutuante e que ao BC só faz intervenções quando há 'gap' de liquidez no mercado. Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central Reuters O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, avaliou nesta sexta-feira (18) que a alta recente do dólar frente ao real não bateu no canal de inflação e reiterou que a política monetária tem que ser estimulativa, com espaço para corte na Selic. Em coletiva de imprensa em Washington, onde participou de eventos por ocasião da reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI), Campos Neto também afirmou que o câmbio é flutuante e que a autoridade monetária só faz intervenções quando há 'gap' de liquidez no mercado. Provocado a esclarecer comentários feitos por ele na véspera durante evento do JP Morgan sobre possíveis intervenções do BC no mercado de câmbio em caso de aumento excessivo do fluxo de dólares para o Brasil com a venda de ativos do governo, Campos Neto afirmou que as atuações acontecem em caso de "ruptura" no mercado, para baixo ou para cima. "O que nós sempre dizemos é que o banco central faz intervenções em momento onde tem gap de liquidez, ou seja, tem ruptura de um processo contínuo", afirmou. Sobre o crescimento da economia brasileira, o presidente do BC avaliou que o aumento de participação do setor privado começou a ter resultado. "Se você hoje imaginar que o PIB brasileiro tem um pedaço público e um pedaço privado, o pedaço privado na ponta está crescendo a 2% e o público está caindo", disse. "Então na verdade o que eu tenho dito é que o crescimento está um pouco mais lento, mas tem uma qualidade muito melhor", acrescentou. Compulsórios Campos Neto afirmou que o BC vai seguir promovendo, no curto prazo, pequenas reduções do compulsório, que ele avalia estar estruturalmente elevado. Uma diminuição mais expressiva do volume de recursos que os bancos são obrigados a recolher ao BC, contudo, só vai acontecer a partir da reestruturação do sistema de liquidez a instituições financeiras que está sendo preparada no BC, disse o presidente da autoridade monetária, acrescentando que o corte pode chegar a R$ 100 bilhões. Nesse novo modelo, a ideia é que, em momentos de crise de liquidez, o BC ofereça empréstimos às instituições financeiras, tendo como colateral suas carteiras de crédito que terão sido previamente precificadas, disse Campos Neto. "Se nós conseguirmos fazer um sistema de assistência de liquidez que funcione, que a gente consiga extrair liquidez do crédito privado em momentos de emergência, nós podemos trabalhar com um nível de compulsório muito mais baixo. Quando perguntado o quão mais baixo, acho que dá para usar o número de 100 bilhões", afirmou, acrescentando que o sistema de precificação dos créditos deverá estar pronta entre 2020 e 2021.

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Fri, 18 Oct 2019 14:48:15 -0000 -


Segundo governo, contrato de patrocínio de cerca de R$ 870 milhões foi encerrado. Petrobras não comentou o assunto. Carro da McLaren, com logo da Petrobras Reprodução/Twitter/McLaren A Petrobras encerrou um contrato de patrocínio com a equipe de Fórmula 1 McLaren, de 163 milhões de libras esterlinas, segundo documento publicado pelo Ministério da Economia nesta quinta-feira (17) O contrato, assinado em 2018, marcou o retorno da petroleira estatal às pistas, por meio de uma parceria técnica que previa ainda fornecimento de combustível e óleos lubrificantes, além do compartilhamento de tecnologias entre as duas empresas. "Um injustificável contrato de patrocínio da Petrobras à equipe McLaren de Fórmula 1 -- no valor de 163 milhões de libras esterlinas-- foi encerrado", afirmou o documento, elaborado pela Secretaria de Política Econômica, que detalha as ações do governo em seus primeiros 9 meses. O valor equivale a cerca de R$ 870 milhões, pelo câmbio atual. Segundo uma fonte próxima às conversas entre as duas empresas ouvida pela agência Reuters, o contrato da McLaren com a Petrobras ainda segue em curso, mas seu término de fato está sendo negociado entre as partes. A expectativa é que o fim do contrato por acordo mútuo seja anunciado em breve. Para que isso ocorra, a Petrobras deverá pagar uma taxa à McLaren. Os 163 milhões de libras não correspondem exclusivamente ao patrocínio pago à escuderia pelo direito de ter a marca exposta, que tem "valor substancialmente menor", segundo a Reuters. Motivos não informados O governo não informou os motivos para o encerramento e também não detalhou se houve consequências, como o pagamento de multas. Também não disse se alguma parte do contrato havia sido mantida. A Petrobras não comentou o assunto. Procurada, a McLaren informou via assessoria de imprensa nesta sexta-feira que "os assuntos são comercialmente confidenciais e que, por isso, não poderia fazer comentários adicionais no momento". O presidente Jair Bolsonaro havia publicado em sua conta no Twitter, em maio, que por decisão de seu governo a Petrobras estava buscando uma maneira de rescindir o contrato com a McLaren, também sem apresentar os motivos. A nova gestão da Petrobras aprofundou um programa de cortes de custos e desinvestimentos, para que a empresa possa focar investimentos em ativos essenciais, como a exploração do pré-sal. O contrato foi assinado sob a gestão do então presidente da Petrobras Pedro Parente. À época, a empresa informou que o acordo previa a exposição da marca da empresa nos carros, uniformes e nas instalações da equipe já na temporada daquele ano, e o fornecimento de gasolina e lubrificantes especialmente formulados para a escuderia para uso nas corridas em 2019. O desenvolvimento dos produtos para a McLaren ocorreria, ao longo de 2018, no centro de pesquisas da Petrobras (Cenpes), na cidade do Rio de Janeiro. A Petrobras não detalhou à época o valor e o prazo total do contrato, limitando-se a dizer que seria uma parceria de "longo prazo". Em uma apresentação, publicada no site da empresa, a petroleira apontou que pelo menos até 2022 haveria fornecimento de produtos a escuderia. No passado, a Petrobras participou na Fórmula 1 a partir de contratos com a equipe Williams, de 1998 a 2008 e de 2014 a 2016. Petrobras cancela patrocínio da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e outros 12 projetos culturais

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Fri, 18 Oct 2019 14:21:04 -0000 -


Ao todo, 266 vagas são ofertadas. Foram divulgados também resultados de pedidos de recursos. Áreas contempladas são médicos, saúde geral, guarda municipal, agente fiscal tributário, auditor fiscal tributário municipal e auditor de controle interno. Prefeitura divulga notas de parte dos inscritos no concurso público de 2019 Carlos Bassan / Prefeitura A Prefeitura de Campinas (SP) divulgou, nesta sexta-feira (18), as notas do 2° dia de provas para o concurso público de 2019, que oferta 266 vagas no total com salários de até R$ 8.232,52. As áreas contempladas na publicação no Diário Oficial são: Medicina Saúde geral Guarda Municipal Agente fiscal tributário Auditor fiscal tributário municipal Auditor de controle interno A lista de classificação prévia foi divulgada para médicos, profissionais de saúde geral, agente fiscal tributário e auditor fiscal tributário. No caso das vagas para Guarda Municipal, a relação de aprovados para o exame físico também foi publicada. Veja as listas por nome do candidato e nº de inscrição no suplemento do Diário Oficial Os candidatos podem conferir também os resultados de recursos e mudanças nos gabaritos. Os exames foram aplicados no dia 15 de setembro. Reveja resultados do 1º dia de provas e mudanças nos gabaritos para as áreas: educação, exatas, administração e instrutor de surdos Publicações separadas por edital Médicos - Edital 03/2019 Resultados dos recursos interpostos contra a aplicação das provas realizadas em 15 de setembro Resultado dos recursos interpostos contra os gabaritos publicados em 17 de setembro Alteração dos gabaritos após recursos Resultados das provas objetivas Classificação prévia Saúde geral - Edital 04/2019 Resultados dos recursos interpostos contra a aplicação das provas realizadas em 15 de setembro Resultado dos recursos interpostos contra os gabaritos publicados em 17 de setembro Alteração dos gabaritos após recursos Resultados das provas objetivas Classificação prévia dos cargos em que não há etapa adicional Guarda municipal - Edital 05/2019 Resultados dos recursos interpostos contra a aplicação das provas realizadas em 15 de setembro Resultado dos recursos interpostos contra os gabaritos publicados em 17 de setembro Resultados das provas objetivas Agente fiscal tributário - Edital 06/2019 Resultados dos recursos interpostos contra a aplicação da prova realizada em 8 de setembro Resultado dos recursos interpostos contra os gabaritos publicados em 11 de setembro Resultado da prova objetiva Classificação prévia Auditor fiscal tributário municipal - Edital 07/2019 Resultados dos recursos interpostos contra a aplicação da prova realizada em 15 de setembro Resultado dos recursos interpostos contra os gabaritos publicados em 17 de setembro Resultado da prova objetiva Classificação prévia Auditor de controle interno - Edital 09/2019 Resultado da prova objetiva Concurso 2019 Mais de 103 mil candidatos concorrem às vagas para cargos diversos na administração municipal, uma média de 389,29 pessoas/vaga. Os mais concorridos são: Agente tributário - 2.655 candidatos por vaga Auditor fiscal - 2.203 candidatos por vaga Enfermeiro - 1.389 candidatos por vaga Agente administrativo - 1.129 candidatos por vaga O salário-base varia de R$ 2.156,00 a R$ 8.232,52. Os admitidos terão auxílio-alimentação de R$ 1.041,51 e vale-transporte, que é opcional. "Para algumas categorias, também são pagos adicionais, o que está previsto em lei e também nos editais", afirma a prefeitura. Veja mais notícias da região no G1 Campinas

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Fri, 18 Oct 2019 13:40:54 -0000 -


Alertas têm sido feitos por meio de cartas, que começaram a ser enviadas em outubro. Caso o contribuinte não regularize a situação, poderá ser intimado formalmente para explicar divergências. A Secretaria da Receita Federal informou nesta sexta-feira (19) que começou a notificar cerca de 330 mil contribuintes com "indícios de inconsistências" no Imposto de Renda Pessoa Física 2019 (ano-base 2018) a verificarem suas declarações. Essas pessoas ficaram retidas na malha fina. "Trata-se de ação destinada a estimular os contribuintes a verificarem o processamento de suas Declarações de Ajuste Anual do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (DIRPF) e a providenciarem correção, caso constatem erro nas informações declaradas ao Fisco", informou o órgão. De acordo com a Receita Federal, a notificação está sendo feita por meio do envio de cartas aos contribuintes. O órgão explicou que, neste primeiro momento, esses contribuintes não estão sendo autuados, o que implicaria no lançamento de multa. Mas advertiu que, caso o contribuinte não aproveite a oportunidade de se "autorregularizar", poderá ser intimado formalmente para explicar as divergências encontradas. "Após receber intimação, não será mais possível fazer qualquer correção na declaração e qualquer exigência de imposto pelo Fisco será acrescida de multa de ofício de, no mínimo, 75% do imposto que não foi pago pelo contribuinte, ou que foi pago em valor menor do que o devido", explicou o Fisco. Como proceder O contribuinte que receber a notificação da Receita Federal deve consultar a situação de sua declaração do Imposto de Renda 2019 no site do órgão, no serviço “Extrato da DIRPF”, utilizando código de acesso ou certificado digital. Para isso, é preciso gerar um código de acesso, a partir do número do CPF, data de nascimento e recibos de entrega das duas últimas declarações. A declaração retida em malha fina apresenta sempre mensagem de "pendência", informou o Fisco. Junto com a pendência, são fornecidas orientações de como proceder no caso de erro na declaração apresentada. Neste caso, o contribuinte deve encaminhar uma declaração retificadora do Imposto de Renda e recolher os valores devidos. Caso não concorde com a análise do Fisco, o contribuinte pode aguardar ser chamado pela fiscalização, ou até mesmo agendar um atendimento presencial nas unidades da Receita Federal, e apresentar os documentos que comprovem sua posição. Modelo da carta enviada pelo Fisco Receita Federal

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Fri, 18 Oct 2019 13:26:40 -0000 -


Ex-diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI) substituirá Mario Draghi no comando da instituição financeira mais poderosa do bloco. Christine Lagarde, que comandava o Fundo Monetário Internacional, chega para fórum no México, em 30/05/2019 Carlos Jasso/Reuters Líderes da União Europeia (UE) confirmaram nesta sexta-feira (18) a nomeação de Christine Lagarde como a nova presidente do Banco Central Europeu (BCE), substituindo Mario Draghi a partir de 1º de novembro. A confirmação da ex-diretora gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) para um mandato não renovável de oito anos vem depois de os líderes da UE a nomearem para o cargo em 2 de julho. Os líderes da UE selecionaram a ex-advogada antitruste para substituir Mario Draghi no comando da instituição financeira mais poderosa do bloco. Lagarde diz que tensões comerciais são maior ameaça à economia global BCE alerta para risco de bolha financeira na zona do euro No lugar de Lagarde no comando do FMI, Kristalina Georgieva assumiu o cargo no último dia 1º, para um mandato de cinco anos. A economista búlgara era executiva-chefe do Banco Mundial e é a primeira mulher de um país emergente a liderar o Fundo. Draghi disse nesta sexta-feira que há "sinais leves" de supervalorização nos mercados financeiro e imobiliário da zona do euro, criando um risco para a estabilidade em um momento em que a economia está desacelerando. "O ambiente de estabilidade financeira continua desafiador, pois as perspectivas econômicas globais se deterioraram", afirmou Draghi a outras autoridades do Comitê Internacional Monetário e Financeiro em Washington. "Existem sinais leves de valorizações exageradas na área do euro em alguns segmentos mais arriscados dos mercados financeiros, bem como nos mercados imobiliários, com diferenças marcantes entre as regiões".

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Fri, 18 Oct 2019 13:25:22 -0000 -

De acordo com pesquisa da entidade, índice de confiança do empresário ficou em 59,3 pontos neste mês. Valores acima de 50 pontos indicam empresários 'confiantes'. No mês de outubro, empresários da indústria continuaram confiantes, segundo avaliação da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgada nesta sexta-feira (18). A conclusão tem por base pesquisa feita entre 1º e 11 de outubro, com 2.452 empresas do país. De acordo com o levantamento, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) ficou estável em 59,3 pontos neste mês. Foi o terceiro mês consecutivo que o indicador permanece no mesmo patamar. O indicador também está 4,7 pontos acima da média histórica e 5,6 pontos superior ao registrado em outubro do ano passado, acrescentou a entidade. Os indicadores da pesquisa variam de zero a 100 pontos. Quando estão acima dos 50 pontos mostram que os empresários estão "confiantes", informou a CNI. "A alta da confiança veio com os avanços da reforma da Previdência na Câmara em julho. Avanços adicionais na agenda das reformas alavancarão ainda mais a confiança do empresário da indústria", afirmou o gerente-executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco. Detalhamento De acordo com a entidade, a pesquisa mostra uma pequena melhora na percepção dos empresários em relação à situação atual das empresas e da economia e uma queda nas expectativas para os próximos seis meses. O indicador de condições atuais alcançou 52,1 pontos e está, pelo terceiro mês consecutivo, acima da linha divisória dos 50 pontos, que separa da avaliação favorável para a desfavorável, informou a CNI. Desempenho da economia Já o indicador de expectativas subiu para 62,8 pontos e está 5 pontos acima do registrado em outubro do ano passado, mostrando, segundo a entidade, que os industriais estão otimistas com o desempenho das empresas e da economia nos próximos seis meses. Grandes indústrias O levantamento mostrou, ainda, que a confiança é maior entre as grandes indústrias. Nesse segmento, o ICEI ficou em 60,2 pontos. Nas médias empresas foi de 59,1 pontos e, nas pequenas, de 57,5 pontos. Regiões Na distribuição por regiões, a CNI informou que o ICEI ficou maior entre os empresários do Norte (62 pontos) e do Centro-Oeste (61 pontos). No Nordeste, o indicador ficou em 59,8 pontos, no Sul em 59,2 pontos e, no Sudeste, em 57,9 pontos.

G1

Fri, 18 Oct 2019 13:10:58 -0000 -


Nesta sexta-feira, o Ibovespa caiu 0,27%, a 104.728 pontos. Na semana, no entanto, índice subiu 0,86%. Painel da B3, antiga Bovespa, mostra cotações dos papeis negociados na bolsa Paulo Whitaker/Reuters O principal índice da bolsa de valores brasileira, a B3, fechou em queda nesta sexta-feira (18), contaminado pela fraqueza de Wall Street e relativa cautela com a temporada brasileira de balanços que começa na próxima semana. O Ibovespa caiu 0,27%, a 104.728 pontos. Veja mais cotações. Na semana, no entanto, o índice subiu 0,86%. No ano, acumula alta de 19,16%. No noticiário do dia, destaque para a desaceleração da economia chinesa. Pequim divulgou que o PIB da China subiu 6% no 3º trimestre, ritmo mais fraco em quase três décadas, em meios aos impactos da guerra comercial com os Estados Unidos na produção industrial chinesa. Para o gestor Henrique Bredda, da Alaska Asset Management, o comportamento comedido do Ibovespa também pode decorrer da prudência de investidores em relação à temporada de balanços de companhias brasileiras, prevista para começar na próxima semana, destacou a agência de notícias. "O mercado pode estar em compasso de espera para ver se os resultados refletem sinais de recuperação da economia já apontados em alguns indicadores", disse à Reuters, referindo-se a números de setembro do PMI e Caged de setembro. A XP Investimentos espera uma temporada de balanços relativamente fraca e cita cenário ainda desafiador para a atividade econômica.

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Fri, 18 Oct 2019 13:07:14 -0000 -

Executivo renunciou ao cargo e será substituído por Thays Cintra Vieira, eleita em assembleia geral extraordinária. Laloni era diretor da área de mercado de capitais do BNDES e foi demitido na véspera. A Caixa Seguridade informou que André Tosello Laloni renunciou como membro do conselho de administração. Em assembleia geral extraordinária, foi eleita para substituí-lo Thays Cintra Vieira. Thays é graduada em administração pela Universidade de Brasília, além de possuir pós-graduação em gestão de projetos e mestrado em governança e tecnologia pela Universidade Católica de Brasília. Atualmente, exerce o cargo de diretora na diretoria executiva de canais da Caixa. Anteriormente, ocupou o cargo de gerente nacional na mesma área. Laloni esteve no centro de uma discussão sobre a oferta subsequente de ações do Banco do Brasil ("follow-on"), realizada ontem (17) e que levantou R$ 5,8 bilhões. A operação foi secundária, tendo como acionistas vendedores o próprio BB, que se desfez de ações em tesouraria, e papéis detidos pelo FI-FGTS, administrado pela Caixa. Até o lançamento da oferta, havia expectativa de adesão da União como vendedora, mas não houve aprovação no BNDES, responsável por intermediar a venda. A falta de consenso resultou no pedido de licença de Laloni, diretor de mercado de capitais do BNDES. Ontem, ele foi demitido em votação extraordinária do conselho.

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Fri, 18 Oct 2019 13:02:40 -0000 -


Banco precificou oferta secundária de ações a R$ 44,05 por papel. Homem caminha em frente a uma agência do Banco do Brasil na Zona Sul de São Paulo Marcelo Brandt/G1 O Banco do Brasil precificou na véspera oferta secundária de ações a R$ 44,05 por papel, em operação que movimentou R$ 5,8 bilhões, de acordo com documento disponibilizado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta sexta-feira (18). A oferta contempla 132.506.737 ações, tendo como acionistas vendedores o próprio banco (64.000.000 ações), que se desfez de ações em tesouraria, e o Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FI-FGTS (68.506.737 ações). O BB também confirmou que uma fatia de 30% da oferta ficou com investidores não institucionais, sendo 22% para varejo e 8% para o segmento private. Caixa Econômica Federal, BB Investimentos, Credit Suisse, Itaú BBA, JPMorgan e XP Investimentos são os coordenadores da operação. Até o lançamento da oferta, havia expectativa de adesão da União como vendedora, mas não houve aprovação no BNDES, responsável por intermediar a venda, destaca o Valor Online. A falta de consenso resultou no pedido de licença de André Tosello Laloni, diretor de mercado de capitais do BNDES. Nesta quinta, ele foi demitido em votação extraordinária do conselho.

G1

Fri, 18 Oct 2019 12:18:57 -0000 -


A moeda norte-americana caiu 1,23%, a R$ 4,1186. Mas, na semana, a alta foi de 0,59%. Notas de dólar Hafidz Mubarak/Reuters O dólar fechou em queda nesta sexta-feira (18), em movimento de ajuste após as fortes altas acumuladas nos dias anteriores. Declarações do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, sobre possibilidade de compra de dólares ajudaram a estimular a queda, destaca a Reuters. No entanto, investidores seguem de olho no cenário externo, com as negociações em torno do Brexit e da guerra comercial, e no cenário político tumultuado pela crise no PSL. A moeda norte-americana caiu 1,23%, a R$ 4,1186. Mas, na semana, a alta foi de 0,59%. Veja mais cotações. "O real teve essa semana em muitas ocasiões o pior desempenho ante ao dólar em uma cesta de 30 moedas. O que mostrou o caráter especulativo doméstico dessa valorização", disse o diretor de câmbio da FB Capital, Fernando Bergallo. "O real está sim excessivamente desvalorizado em relação ao dólar. A gente esperava que houvesse uma virada, pois estimamos um sobrepreço de 5% no dólar em relação ao real, em relação à cotação técnica justa dele." Cenário externo O dia era de baixa do dólar em relação a diversas moedas pelo mundo, com o mercado de olho em um possível desfecho para o Brexit, cujo acordo será votado pelo parlamento britânico neste sábado (19). Apesar da demonstração de otimismo dos mercados, ainda há muito espaço para cautela, destaca o Valor Online. Os parlamentares britânicos votam na proposta fechada pelo premiê Boris Johnson com a Comissão Europeia e, nas contas do Société Générale, faltam 45 votos para a aprovação do rascunho. Também no noticiário do dia, o mercado repercute a desaceleração da economia chinesa. A China divulgou que o PIB do país subiu 6% no 3º trimestre, ritmo mais fraco em quase três décadas, em meio aos impactos da guerra comercial com os Estados Unidos na produção industrial chinesa. No Brasil Internamente, os investidores acompanham ainda o desenrolar da crise entre o presidente Jair Bolsonaro e seu partido, o PSL, e suas possíveis implicações para votações importantes no Congresso, como a votação do segundo turno da Previdência no Senado, no próximo dia 22. O mercado também repercute as declarações do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que está em Washington para reuniões anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial. Ele reafirmou que o câmbio é flutuante e que o BC só faz intervenções quando há 'gap' de liquidez no mercado. Também avaliou que a alta recente do dólar frente ao real não bateu no canal de inflação e reiterou que a política monetária tem que ser estimulativa, com espaço para corte na Selic. Nesta sexta, o BC colocou todos os US$ 525 milhões à vista ofertados ao mercado, fazendo a troca de instrumentos (de swaps para dólar à vista) ao colocar todo o lote de 10.500 contratos de swap cambial reverso disponibilizados simultaneamente. Educação Financeira: Por que o dólar turismo é mais caro que o comercial?

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Fri, 18 Oct 2019 12:03:44 -0000 -


Taxa anual que mede preços ao consumidor ficou em 0,3% em setembro, ante avanço de 0,5% em agosto. Pessoas atravessam uma rua no distrito de Ginza, em Tóquio Charly Triballeau/AFP O núcleo da inflação ao consumidor no Japão desacelerou para mínimas em quase dois anos e meio em setembro, pressionado pela queda nos preços da energia e elevando as chances de o banco central ampliar seu já forte estímulo monetário neste mês. Os dados estarão entre os indicadores que o banco central japonês irá avaliar em sua reunião de política monetária de 30 e 31 de outubro. A meta do Banco do Japão é de uma inflação de 2%. O núcleo de preços ao consumidor nacional, que inclui produtos de petróleo mas exclui preços de alimentos frescos, subiu 0,3% em setembro sobre o ano anterior, mostraram dados do governo, igualando a expectativa e desacelerando ante avanço de 0,5% em agosto. Foi o resultado mais fraco desde abril de 2017, quando o índice subiu 0,3%. Destacando a frágil demanda doméstica, o índice que elimina os efeitos dos custos de energia e alimentos frescos, considerado pelo Banco do Japão como importante medida de inflação, subiu 0,5% no ano até setembro, de 0,6% no mês anterior.

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Fri, 18 Oct 2019 11:51:58 -0000 -


Segundo a CNI, a União Europeia já anunciou que, com a saída do Reino Unido, serão eliminadas 11 cotas específicas que o bloco tem de importação fixa de produtos brasileiros. CNI estima uma perda de exportações de 112 mil toneladas já no primeiro ano. Primeiro-ministro Boris Johnson disse ter chegado a um 'ótimo novo acordo' sobre o Brexit PA Media Nas próximas semanas, empresários e exportadores brasileiros deverão acompanhar com grande atenção os capítulos finais da novela do Brexit, como é chamada a saída do Reino Unido da União Europeia. Isso por que, a depender de como o processo de retirada do bloco aconteça até 31 de outubro, a indústria brasileira poderá amargar perdas anuais de até US$ 736 milhões em exportações nos cenários mais pessimistas, segundo projeções divulgadas nesta sexta-feira (18) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Conforme os dados divulgados pelo Ministério da Economia, no mês de setembro de 2019, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 2,2 bilhões, retração de 59,9% frente ao valor alcançado no mesmo período do ano anterior, de US$ 5,5 bilhões. Na quinta-feira (17), o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, e o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, anunciaram ter chegado a um acordo sobre o Brexit apenas algumas horas antes de uma reunião entre líderes europeus em Bruxelas. Entenda os principais pontos da nova proposta de acordo para o Brexit A saída do bloco foi decidida em um referendo de julho de 2016, mas ainda não se concretizou por falta de acordo sobre os detalhes de como isso se dará. Se nenhum consenso for aprovado pelos parlamentos do Reino Unido e de cada país membro da União Europeia, em 31 de outubro o Brexit acontece sem acordo. Se o acordo anunciado por Johnson for aprovado, o Reino Unido inteiro deixará o regime alfandegário da União Europeia, o que abre espaço para que o governo britânico possa fechar acordos comerciais com outras nações no futuro — inclusive com o Brasil, se depender das expectativas da CNI. Ainda que a União Europeia seja um mercado crucial para muitos países latino-americanos, o comércio com o Reino Unido é mais reduzido. O Brasil é maior exportador regional para os britânicos, o volume negociado corresponde a apenas 2% das exportações totais brasileiras. O que deixaremos de exportar? Segundo a CNI, a União Europeia já anunciou que, com a saída do Reino Unido, reduzirá suas cotas preferenciais fixas que mantém com outros países. Serão eliminadas 11 cotas específicas que o bloco tem de importação de produtos brasileiros. Caso isso se confirme, a CNI estima uma perda de exportações de 112 mil toneladas já no primeiro ano. As exportações de frango salgado, por exemplo, sofreriam queda de quase 30%, as vendas de cana de açúcar para refino cairíam em cerca de 8% e as de carne processada de aves seriam reduzidas em 33,7%. Segundo o gerente-executivo de Assuntos Internacionais da CNI, Diego Bonomo, o "mundo ideal" desejado pelos exportadores brasileiros é que o Brexit ocorra com acordo. Além disso, que a perda das 11 cotas de exportação que a União Europeia tem com o Brasil — pelo qual o bloco garante a compra de produtos brasileiros — seja rapidamente substituída por cotas do Reino Unido para a compra de produtos brasileiros. E, em uma terceira frente estratégica, que sejam iniciadas rapidamente as negociações para buscar um acordo de livre comércio com o Reino Unido. "A possibilidade de um acordo já foi sondada pelo próprio Reino Unido. E de nossa parte, pelo menos do setor privado, há muito interesse", diz o executivo. Segundo Bonomo, o Brasil exporta para o Reino Unido principalmente matérias-primas agrícolas, produtos agropecuários processados e manufaturados como autopeças e componentes de máquinas. E se não sair acordo? O pior cenário, na visão da CNI, é justamente se as lideranças não conseguirem a aprovação de seus parlamentos, e o Brexit ocorrer sem um acordo. Nesse caso, o pessimismo da CNI se baseia nas projeções divulgadas pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que estima que um Brexit sem acordo representaria para o Reino Unido uma retração econômica de 3% e queda de 0,6% para a União Europeia. A previsão da CNI é de que, nesse mesmo cenário, cada 1% de queda no PIB global representaria uma retração de 2,1% nas exportações do Brasil. Nesse cálculo, o Brexit sem acordo resultaria numa perda acumulada em 12 meses de US$ 736 milhões para o Reino Unido e a União Europeia. Com a saída do Reino Unido, a União Europeia divulgou uma lista reduzindo em 28,7% o número total de cotas. Atualmente, o Brasil tem 11 cotas específicas que cairiam, na previsão da UE. Nessa negociação, a reivindicação da entidade industrial brasileira, que representa 700 mil empresas, é que as cotas perdidas sejam totalmente recuperadas na União Europeia. Entre as grandes economias latino-americanas, a Colômbia é a mais dependente das compras britânicas, mas mesmo assim o total de suas exportações com destino a Londres e adjacências é de apenas 2,5%. Em 2018, o Brasil vendeu US$ 42,1 bilhões para a União Europeia, o que significou 17,6% das exportações do país. Em 1998, a quantia era menor, de US$ 152,7 bilhões, mas correspondia a 30% do total embarcado. Para sair do papel, a negociação ainda precisa de aprovação dos parlamentos do Reino Unido e da União Europeia. Johnson tem que conseguir aprovar seu acordo no Parlamento até sábado se quiser evitar ter que pedir à União Europeia uma nova extensão do prazo limite para a concretização do Brexit, que por enquanto — depois de outros pedidos de extensão— é 31 de outubro. Premiê britânico corre contra o tempo para aprovar acordo do Brexit no Parlamento Por que o Reino Unido está deixando o bloco? Num plebiscito em 23 de junho de 2016, os britânicos foram perguntados se o Reino Unido deveria permanecer ou deixar a UE. A maioria — 52% contra 48% — decidiu que o país deveria deixar o bloco. Mas a saída não aconteceu de imediato, foi agendada para o dia 29 de março de 2019. "Chegamos a um ótimo novo acordo que nos devolve o controle", escreveu hoje o primeiro-ministro Boris Johnson no Twitter. "Agora o Parlamento deve finalizar o Brexit no sábado para que nós possamos seguir com outras prioridades." "Onde há vontade, há acordo — E nós temos um! É um acordo justo e equilibrado para a União Europeia e o Reino Unido e é uma prova do nosso compromisso em encontrar soluções. Recomendo que o Conselho Europeu respalde esse acordo", publicou Juncker no Twitter. Tanto ele quanto Johnson urgiram seus respectivos parlamentos a apoiarem o acordo. Os dois lados estavam trabalhando na parte legal do texto, mas a negociação ainda precisa de aprovação dos parlamentos do Reino Unido e da União Europeia. Johnson tem que conseguir aprovar seu acordo no Parlamento até sábado se quiser evitar ter que pedir à União Europeia uma nova extensão do prazo limite para a concretização do Brexit, que por enquanto — depois de outros pedidos de extensão — é 31 de outubro. Com o encontro de líderes em Bruxelas, eles podem dar sua aprovação política ao texto que foi trabalhado para ficar pronto justamente a tempo de ser lido na reunião. No entanto, em nota, o partido norte-irlandês DUP, que forma uma coalizão com o Partido Conservador, mas tem sido o principal entrave para a aprovação do Brexit, já informou não apoiar o acordo. O texto, divulgado antes do anúncio de Johnson, dizia que o partido não poderia apoiar as propostas "da maneira como estão". Depois do anúncio do primeiro-ministro, disseram que a declaração "ainda vale". Pelo acordo, o Reino Unido inteiro deixará o regime alfandegário da União Europeia. Haverá uma fronteira alfandegária entre a Irlanda do Norte e a República da Irlanda (esta permanecerá na UE). Mas, na prática, a fronteira alfandegária será entre a Grã-Bretanha e a ilha da Irlanda, com a checagem de mercadorias em seus "pontos de entrada" na Irlanda do Norte. O líder do partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, disse que o acordo parecia "ainda pior" do que o negociado pela ex-premiê Theresa May e "deve ser rejeitado" por membros do Parlamento. As propostas de Johnson para um novo Brexit se baseavam em se livrar do "backstop", a solução negociada entre May e a União Europeia para resolver os problemas na fronteira entre a República da Irlanda (país independente e membro da União Europeia) e a Irlanda do Norte (parte do Reino Unido) depois da saída do Reino Unido da União Europeia. No entanto, há quem entenda que o novo projeto confere um tratamento diferente à Irlanda do Norte em relação ao Reino Unido, com regras e regulações aduaneiras diferentes do resto —algo que preocupa o DUP. O principal negociador da União Europeia, Michel Barnier, afirmou que o novo acordo se baseia em quatro elementos: A Irlanda do Norte permanecerá alinhada a uma série de regras da União Europeia, notadamente as relacionadas a movimentação de produtos; A Irlanda do Norte permanecerá no território aduaneiro do Reino Unido, mas vai continuar sendo "um ponto de entrada" para o mercado comum da União Europeia; Há acordo para manter a integridade do mercado único e satisfazer os desejos legítimos do Reino Unido em relação a sua taxação sobre produtos; Representantes da Irlanda do Norte poderão decidir se continuam aplicando ou não as regras da união audaneira na Irlanda do Norte a cada quatro anos.

G1

Fri, 18 Oct 2019 11:49:32 -0000 -


Em julho, após pedido de Flávio Bolsonaro, presidente do STF suspendeu apurações sem aval judicial com dados do órgão de inteligência financeira. Gabinete de Toffoli diz que o compartilhamento de dados globais não foi vetado. Relatório do GAFI mostra preocupação sobre veto a dados do antigo COAF A decisão de Dias Toffoli de restringir o uso dos relatórios do antigo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) — atual Unidade de Inteligência Financeira (UIF) — em investigações levou o principal órgão internacional de prevenção à lavagem de dinheiro, o Grupo de Ação Financeira contra a Lavagem de Dinheiro e o Financiamento do Terrorismo (Gafi), a expressar preocupações sobre a capacidade do Brasil de combater esse crime. Em julho, Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) atendeu um pedido do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e impediu que a polícia e o Ministério Público usem dados do Coaf sem autorização da Justiça. Na ocasião, ele determinou que todos os processos que discutem provas obtidas pelo Coaf sem autorização judicial devem esperar decisão definitiva da Corte. O julgamento que vai analisar o tema está marcado para novembro. "Esta decisão provisória da Corte limita a habilidade das autoridades brasileiras de usar a inteligência financeira em investigações criminais, investigações de lavagem de dinheiro, de crimes financeiros, assim como de corrupção", disse o presidente do Gafi, Xiangmin Liu. Órgão internacional de prevenção à lavagem de dinheiro expressa preocupação com Brasil "O uso da inteligência financeira pelas autoridades competentes em suas investigações preliminares é um requisito básico nos padrões do Gafi. É por isso que estamos com esse tema no Brasil. Nós parabenizamos pelo pelos progressos desde o último relatório, mas este é um fato novo [decisão de Toffoli] e nós vamos acompanhar de perto", completou o presidente do órgão. O gabinete de Toffoli argumenta que o ministro suspendeu o uso de dados detalhados de informações do Coaf, mas que dados globais podem ser compartilhados sem aval da Justiça, e que o julgamento está marcado para o dia 21 de novembro. Segundo o gabinete, nenhuma investigação está proibida desde que feita de acordo com o que já decidiu o STF no passado — com compartilhamento de dados globais. Trecho do documento do Gafi sobre a decisão de Dias Toffoli G1 Capacidade de combater a lavagem de dinheiro No comunicado do Gafi, o órgão internacional afirmou que "está seriamente preocupado com a capacidade de combater lavagem de dinheiro e o financiamento ao terrorismo que resultam da limitação imposta por uma decisão provisória dada por um ministro da Suprema Corte em relação ao uso de material de inteligência financeira em investigações criminais". "O Gafi também está gravemente preocupado com a decisão da corte que impacta o Coaf de usar informações com autoridades de investigação. [...] O Gafi acompanha a situação de perto e aguarda atualizações e garantias do Brasil a esse respeito." Recomendações do órgão Criado em 1989, o Gafi é um órgão que reúne representantes de vários países em busca de promover políticas nacionais e internacionais de combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo.  Desde a década de 1990, o Gafi publica um conjunto de 40 recomendações que servem como guia para que os países adotem medidas concretas de combate a esses crimes. Atualmente, 180 países adotam os padrões estabelecidos pelo grupo. Os países membros passam por avaliações regulares sobre a implementação dessas medidas. Avaliação do Brasil Em fevereiro de 2016, o Gafi publicou um documento em que tornava públicas as suas preocupações com a incapacidade do Brasil de resolver as deficiências identificadas em 2010. Naquele ano, o Brasil tinha um problema para identificar financiamento ao terrorismo. O Gafi reiterou essa preocupação diversas vezes e, em junho de 2019, levantou essa questão como um possível impedimento à participação do Brasil no órgão. O Brasil aprovou, em fevereiro, uma lei que permite congelar ativos de suspeitos de terrorismo. O órgão, então, estudou as novas regras no país. De uma maneira geral, a entidade diz estar satisfeita com o progresso do Brasil, que respondeu à maior parte de suas deficiências, o que conclui o processo. Essa não é mais uma ameaça à participação brasileira na entidade. A questão, agora, é a decisão de Toffoli.

G1

Fri, 18 Oct 2019 10:36:59 -0000 -

Economia chinesa avançou 6% de julho a setembro, na comparação anual, contra 6,2% no 2º trimestre. Trata-se do ritmo mais fraco desde de 1992. PIB da China tem crescimento mais lento no 3º trimestre em 27 anos O crescimento econômico da China desacelerou mais que o esperado no 3º trimestre, com o Produto Interno Bruto (PIB) registrando um avanço de 6%, na comparação com o mesmo período do ano passado, atingindo o piso da meta do governo chinês para 2019. Trata-se do ritmo mais fraco em quase três décadas, em meios aos impactos da guerra comercial com os Estados Unidos na produção industrial chinesa. A expansão do PIB no terceiro trimestre foi a mais lenta desde o primeiro trimestre de 1992, primeiros dados trimestrais disponíveis, e ficou abaixo da expectativa de crescimento de 6,1% em pesquisa da Reuters. No segundo trimestre deste ano, a alta tinha sido de 6,2%, em relação ao mesmo período de 2018. No acumulado de janeiro a setembro de 2019, o PIB da China teve avanço de 6,2% em relação aos nove primeiros meses do ano passado, ainda dentro da meta estabelecida por Pequim para 2019: entre 6% e 6,5% (contra 6,6% em 2018). As bolsas chinesas fecharam em queda nesta sexta, no pior dia em um mês. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 1,42%, enquanto o índice de Xangai teve baixa de 1,32%. Na semana, o CSI300 recuou 1,1%, enquanto o SSEC caiu 1,2%. Dados fracos da China nos últimos meses têm destacado a demanda mais fraca interna e externa. Ainda assim, a maioria dos analistas diz que o escopo para um estímulo agressivo é limitado em uma economia já com um grande volume de dívida após ciclos anteriores de afrouxamento. Números da economia chinesa Em entrevista após a divulgação dos dados, Mao Shengyong, porta-voz da agência de estatísticas da China, anunciou planos de Pequim de adiantar algumas emissões especiais de títulos de governos locais para este ano, em uma medida para fomentar o investimento em infraestruturas regionais. Em contrasto aos números decepcionantes do PIB, a produção industrial da China cresceu acima do esperado em setembro, a uma taxa anual de 5,8%, após mínima de 17 anos em agosto. O aumento ficou em linha com sinais de aumento das encomendas domésticas, embora a demanda geral permaneça em níveis historicamente fracos. Analistas esperavam crescimento de 5% da produção industrial em setembro. O investimento em ativos fixos cresceu 5,4% entre janeiro e setembro, igualando as expectativas mas desacelerando sobre a taxa de 5,5% nos primeiros oito meses. As vendas no varejo subiram 7,8% no mês passado em relação ao ano anterior, em linha com as expectativas e sobre 7,5% em agosto. Guerra comercial A disputa comercial entre China e Estados Unidos vem causando preocupações em todo o mundo desde o começo de 2018, quando o presidente norte-americano, Donald Trump, fez o primeiro anúncio de tarifas impostas sobre produtos chineses. Desde então, foram feitas algumas tentativas de acordo, mas os rompimentos de tréguas com novos anúncios e ameaças de retaliações frustraram expectativas de solução. Guerra comercial: entenda as tensões entre China e EUA e as incertezas para a economia mundial Na semana passada, o presidente Donald Trump disse que os Estados Unidos chegaram à primeira fase de um acordo comercial com a China. Mas, na quarta, Trump afirmou que não deve assinar qualquer acordo comercial com a China até se reunir com o presidente chinês, Xi Jinping, no Fórum da Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (Apec) no Chile. A expectativa é que alguym acordo seja assinado entre os presidentes dos dois países em uma cúpula de 16 e 17 de novembro dos países da Apec em Santiago, no Chile.

G1

Fri, 18 Oct 2019 10:18:30 -0000 -


Ao longo dos anos, atividade que tornou município conhecido em todo o país sofreu influência da tecnologia na qualificação de mão de obra sem deixar de lado o trabalho manual. Máquina de corte automatizada na Carmen Steffens, em Franca (SP) Igor do Vale/G1 A cada oito segundos, uma máquina troca moldes para produzir calçados completamente distintos na fábrica do empresário Mário Spaniol, em Franca (SP). Em alguns desses processos, o produto que chega às mãos do consumidor é de couro biodegradável, que se desfaz em um tempo cem vezes menor do que o padrão. Reconhecida internacionalmente, a indústria calçadista de Franca evoluiu. Cada vez mais digitalizados, os corredores das cerca de 500 plantas produtoras do município podem ter tanta tecnologia quanto qualquer outra modalidade industrial. “Recentemente adquirimos equipamentos que fazem a programação automática do corte. Antes era tudo manual. Com isso melhorei meu atendimento e minha produtividade”, afirma o proprietário da Carmen Steffens, empresa fundada há 25 anos com 560 lojas espalhadas por 19 países ao redor do globo. Uma transformação que guarda particularidades, como o fato de não abrir mão de etapas artesanais, mas que promete ser inevitável e já dita novas demandas profissionais. "Estamos à beira de uma quarta revolução industrial que deve chegar ao calçado também. Talvez a indústria de calçados demore um tempo, mas vai chegar. Quem perceber isso sai à frente: aos seres humanos vai caber pensar, aos robôs executar o serviço de repetição", analisa Wagner Lopes Muiños, diretor do Senai de Franca, escola que qualifica profissionais para o setor. O G1 publica esta semana a série "Franca Transformação", com matérias sobre as mudanças da economia de Franca, historicamente conhecida como um dos principais polos calçadistas do país. O empresário Mário Spaniol, fundador da Carmen Steffens, de Franca (SP) Igor do Vale/G1 Inovação no calçado Spaniol estima investir em torno de 5% de seu faturamento anual na inovação da Carmen Steffens, empresa de 3 mil funcionários que ganhou espaço no mercado internacional graças aos sapatos femininos, na contramão da vocação histórica da cidade. Os aportes nessa área levaram a empresa a começar a utilizar um material biodegradável em seus artefatos em couro. Em vez de cromo, o curtimento é feito à base de polialdeídos livres de metais pesados. A empresa garante que a qualidade é semelhante à do couro convencional. "Ainda não usamos em todos, mas a tendência é que em dois anos no máximo todos os nossos produtos em couro sejam feitos em couro biodegradável", afirma Spaniol. Os investimentos também se estendem a melhorias nos processos de produção, como uma máquina de corte programável que desempenha com oito pessoas o trabalho realizado por 80 há 15 anos. "Aí tu vai dizer: você está gerando desemprego. Não. A empresa 15 anos atrás tinha 300 empregados, hoje tem 3 mil. Ela ficou mais competitiva, cresceu, vendeu mais e gerou mais empregos", argumenta Spaniol. Máquina troca moldes de calçados a cada oito segundos na Carmen Steffens, em Franca (SP) Igor do Vale/G1 Outra recente inovação no processo foi a aquisição de 12 máquinas capazes de trocar as formas de calçados a cada oito segundos. Uma tecnologia produzida em Franca, em parceria com italianos, que atende uma das principais características dos produtos hoje vendidos em 19 países: a exclusividade das peças. "A nossa fábrica consegue entregar demanda, não a necessidade de produção. A maioria das fábricas no mundo, não só no Brasil, não consegue fazer isso, tem que produzir por uma semana, 15 dias, um mês, com a mesma forma. Obviamente isso gera grande volume e pequena diversificação, quando na realidade produzimos em pequena quantidade e grande diversificação de produto, porque o mercado quer isso", afirma. Apesar de exemplos como esse, dados do mais recente Relatório Setorial da Indústria de Calçados do Brasil mostram que o Brasil ainda fica atrás de países como China, Estados Unidos, Taiwan e Itália, no desenvolvimento de inovações voltadas ao setor. Para se ter uma ideia, no acumulado entre 1978 e 2018, o país depositou um total de 2,4 mil pedidos de patentes contra 52,4 mil da China, 33,1 mil dos Estados Unidos, 21 mil da Alemanha e 6,4 mil da Itália. Além disso, nos últimos sete anos, a expedição de invenções tem se reduzido gradativamente. Profissionais do setor descrevem uma situação mista nas fábricas de Franca, com tecnologias adquiridas tanto dentro quanto fora do país. "A indústria brasileira é uma indústria forte, somos a quarta indústria calçadista do mundo e as empresas brasileiras de máquinas fazem parcerias com empresas de outros países. Às vezes uma empresa de outro lugar do mundo desenvolveu uma tecnologia, fazem uma associação e conseguem trazê-la pra cá. Às vezes não: compram direto as máquinas brasileiras desenvolvidas aqui", afirma Marcelo Pauludetto, diretor comercial da Democrata, uma das principais fábricas de calçados masculinos de Franca. Fabricação de calçados na Democrata, de Franca (SP) Guilherme Galembeck/ Divulgação Democrata Da tecnologia ao fator humano Há 36 anos no mercado e clientes em 50 países, a empresa intensificou os investimentos em novas tecnologias nos últimos cinco anos. Com 2,1 mil funcionários e 12 mil pares fabricados por dia, a indústria segmentou seus processos em mini-fábricas, além de automatizar etapas como injeção de sola e costura. "São fábricas menores. Tem fábrica que faz só mocassim, que só faz sapatênis, fábricas que fazem só sapatos sociais e fábrica que só faz sapato artesanal. Essa segmentação da produção fez com que conseguíssemos especializar melhor nossa mão de obra para aquele produto e também ganharmos em produtividade", explica Pauludetto. Ainda assim, o fator humano segue indispensável mesmo quando as etapas se utilizam do computador, como a montagem e o acabamento do sapato, de acordo com o diretor. "O ser humano tem que colocar as peças de couro juntas, passar cola, pra que possa sair a costura, o corte", afirma. O valor do trabalho manual também virou uma forma de segmentação de mercado e está presente na produção 100% artesanal de um dos setores da empresa. "A Democrata conseguiu combinar essas coisas. Temos produtos bastante industrializados, mas ainda mantemos um pouco desses produtos mais artesanais. Claro que é um nicho pequeno de mercado, não é tão grande", explica Pauludetto. Um dos espaços de qualificação profissional do Senai de Franca (SP), fundado inicialmente para suprir a mão de obra da indústria calçadista Igor do Vale/G1 Ganho de produtividade Com o calçado feito à mão ou por uma máquina, a tecnologia por trás da produção é essencial para dar ganho de produtividade às empresas, cada vez mais atentas à redução de custos e de tempo. No Instituto Senai de Tecnologia, polo de inovações para as indústrias da região, algumas dessas soluções permitem que, antes mesmo de chegar à fabricação, já seja possível economizar dias, ou até semanas, em etapas como a formatação do produto. Diferente do que ainda ocorria há dez anos, hoje é possível contar com scanners, impressão 3D e ferramentas virtuais que conferem mais precisão milimétrica e agilidade na elaboração dos protótipos, antes feitos à mão, explica o designer do instituto Osvali Silvestre Junior. "Consigo ter o produto em mãos antes de ter o molde. O ganho de tempo que tenho aqui é gigante se a gente aliar isso ao faturamento da empresa", diz. Qualificação Em meio ao que se modificou graças à tecnologia e ao que se manteve ao longo das décadas, a capacitação requisitada também se transformou. De acordo com o Instituto de Economia da Associação do Comércio e Indústria (IE-Acif), em 2017 os profissionais com ensino médio completo representavam a maior fatia dos empregados do setor, com quase dez mil pessoas, 74,7% a mais que em 2006. Nesse mesmo intervalo de tempo, a quantidade de pessoas com ensino superior empregadas nas fábricas saltou 79,4%, de 349 para 626. Essa busca por profissionalização pode ser exemplificada em cerca de 50 cursos do Senai de Franca. Cerca de um terço dos três mil alunos que passam pela escola anualmente é direcionado ao setor calçadista, em áreas como aprendizagem industrial, design, modelagem e pesponto, com módulos de dois meses a dois anos. As funções ensinadas há 45 anos na unidade educacional ainda recebem os mesmos nomes, mas as atribuições mudaram, avalia o diretor do Senai Wagner Lopes Muiños. "Hoje você tem máquinas de pesponto computadorizadas, máquinas de costura programáveis. A tecnologia deu um salto nesse sentido. O profissional continua o mesmo, mas tem que ter outros conhecimentos", afirma. Além de lidar com a automatização, quem atua dentro das indústrias deve ser capaz de compreender o processo como um todo. "É um profissional que consiga perceber o auxílio na produção de um modo geral, articulado, que pode resolver na produção. É um profissional com uma visão sistêmica do processo", diz. Soluções em design de produtos é um dos serviços oferecidos a empresas calçadistas no Senai de Franca (SP) Igor do Vale/G1 O ensino formal, no entanto, é apenas um dos caminhos da qualificação, afirmam os empresários do setor. Segundo os industriários, em muitos dos casos as novas atribuições são desenvolvidas dentro do ambiente fabril, de maneira empírica. Na Carmen Steffens, segundo Mário Spaniol, os melhores profissionais de áreas como corte são treinados a lidar com novas tecnologias sem necessariamente passar por cursos externos. "Ele já trabalha na área do corte, conhece profundamente todas as necessidades, agrega a inteligência da máquina e a capacidade dela de trabalhar com o conhecimento que ele tem, aí o resultado aparece", explica. Quando isso acontece, de acordo com o empresário, a capacitação se reflete em aumento salarial. "A máquina precisa de um programador, de um operador, então em vez de ganhar x, ele ganha 2x", diz Spaniol. Segundo o IE-Acif, o rendimento médio dos trabalhadores calçadistas subiu 39,45% em cinco anos. Em 2013, um funcionário recebia em média R$ 1,4 mil por mês, enquanto que em 2017 passou a receber R$ 2 mil. A ascensão é inferior à observada entre aqueles que atuam no comércio, mas supera o de segmentos como construção civil - 27,4% - e serviços - 28,21%. Mas nem sempre as funções automatizadas são as mais valorizadas. Segundo o diretor comercial da Democrata, como muitas das máquinas absorvidas pelo processo de produção não requerem conhecimentos tão específicos, há casos em que o trabalho manual com solados e saltos, dependentes do talento humano, representa mais ganhos no fim do mês. Costura de sapato na Democrata, de Franca (SP) Guilherme Galembeck/Democrata "Essas máquinas vêm pra facilitar muito o trabalho do operador. Na verdade eles precisam ter uma compreensão de como operar a máquina, não é tão difícil. É até um pouco contraditório às vezes, mas o trabalho artesanal exige mais treinamento do que esse, porque não são máquinas que exigem, elas facilitam, automatizam", afirma. Entre áreas mais ou menos computadorizadas, permanecer empregável no universo calçadista representa uma "seleção natural" na visão do diretor de Senai, em que os que sobrevivem são aqueles que se adequaram e se reciclaram. "Algumas pessoas foram se reciclar, outras saíram do mercado, isso é uma seleção natural, mas muitas pessoas procuram se reciclar evidentemente, tanto é que os cursos que temos de aperfeiçoamento profissional continuam com procura razoável, esse aperfeiçoamento é para profissionais que já estão no mercado e procuram se atualizar." Initial plugin text Veja mais notícias da região no G1 Ribeirão Preto e Franca

G1

Fri, 18 Oct 2019 10:00:21 -0000 -


Economista que ajudou a idealizar o Bolsa Família lidera grupo de estudos do governo federal sobre relações do trabalho. Ele defende alterar regras do FGTS e do abono salarial, e mudanças na qualificação profissional. Ministério da Economia vai lançar medidas para estimular mercado de trabalho O Brasil possui uma série de incentivos no mercado de trabalho que são mal alocados e, muitas vezes, não geram o resultado esperado, diz o economista e professor do Insper Ricardo Paes de Barros. Em setembro, ele começou a comandar um grupo de estudos do Ministério da Economia sobre as relações de trabalho, com o objetivo de estimular a geração de empregos no País. Numa avaliação pessoal e ainda sem especificar as medidas que eventualmente possam ser propostas ao governo, Paes de Barros diz que é preciso alterar as regras do abono salarial e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Também avalia que deve ser revista a forma como os trabalhadores brasileiros são qualificados e que o país precisa repensar o seu sistema educacional, porque o avanço da escolaridade da população não tem se traduzido em ganhos de produtividade. "A política brasileira pode ser classificada como hipergenerosa, mas não muito inteligente", afirma Paes de Barros, um dos idealizadores do programa Bolsa Família. Entre 2011 e 2015, durante o governo Dilma Rousseff, foi subsecretário de Ações Estratégicas da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. "Não tem solução possível para a pobreza, para a desigualdade se não houver emprego decente, mais produtivo para todo mundo em idade ativa que queira trabalhar", afirma. Brasil precisa traduzir ganhos de escolaridade em produtividade, diz Paes de Barros Sérgio Castro/Estadão Conteúdo/Arquivo A seguir os principais trechos da entrevista. O sr. integra um grupo criado pelo governo federal para analisar o mercado de trabalho. Qual é a leitura que o sr. faz do emprego e das relações trabalhistas? Não tem solução possível para a pobreza, para a desigualdade se não houver emprego decente, mais produtivo para todo mundo em idade ativa que queria trabalhar. A nossa missão é tentar desenhar uma legislação trabalhista e de políticas de emprego e renda que entenda os incentivos e, portanto, que seja uma política que promova o crescimento e gere mais trabalho decente e produtivo para todos. A política brasileira pode ser classificada como hipergenerosa, mas não muito inteligente. Quais incentivos que o senhor considera que são exagerados? Isso não falta. Um exemplo típico é que o país tenta gastar uma quantidade enorme de recursos qualificando quem está desempregado. Só que o desempregado não sabe exatamente o que ele vai fazer quando conseguir o emprego. Ele pode ser formado para um trabalho, mas pode conseguir emprego em outra coisa. O que a gente vê nos programas de qualificação é que muitas vezes o cara nem termina curso porque conseguiu emprego em outra área. Ou muitas vezes ele termina o curso, arranja emprego, mas não usa o que aprendeu na qualificação. Como resolver essa questão da qualificação? Uma das maneiras é dar ao trabalhador desempregado o direito a uma qualificação. Mas, em vez de exercer esse direito enquanto está desempregado, ele só vai exercer na hora em que tiver uma oferta de trabalho. O empregador vai receber um trabalhador que tem um vale-qualificação e que, portanto, na hora em que for empregado, os dois em conjunto podem decidir no que o trabalhador vai ser qualificado e quando vai ser qualificado. Uma outra questão que falta no Brasil é a certificação. Muitos trabalhadores têm qualificação, mas não são reconhecidos por terem uma. Às vezes, você está querendo qualificar alguém que é garçom, pedreiro, carpinteiro, mas você não reconhece as habilidades que essa pessoa tem. Durante o desemprego, você pode certificar o trabalhador de tudo o que ele sabe fazer. Quem for empregá-lo já sabe que ele foi certificado e que tem aquelas competências. O que o sr. diz que é que esse trabalhador não precisa estudar aquilo que já sabe? Ele tem de provar (o que sabe) e há várias maneiras de se avaliar. E uma vez que esse trabalhador já foi certificado, você sabe que ele precisa de um curso de nível três, por exemplo, porque o nível um e dois ele já tem. Certificar é o primeiro ponto para fazer a formação. Remuneração do FGTS deve ser alterada, diz Paes de Barros Felipe Rau/Estadão Conteúdo/Arquivo Quais outras medidas são necessárias? O Brasil consegue ter políticas públicas extremamente modernas. O FGTS é uma coisa moderna, porque tem uma ideia de seguro-desemprego com base numa poupança individual. O FGTS é fantástico, mas ele tem um problema grave, não rende os juros de mercado. É preciso valorizar essa poupança e pagar uma taxa de juros de mercado para o trabalhador ter o incentivo de manter essa poupança, e não ter o incentivo de retirar aquela poupança que, às vezes, ele só consegue sendo demitido. O abono salarial é um outro exemplo. Ele é pago um ano ou um ano e meio depois que o cara trabalhou. Agora, se é um trabalhador pobre, mas com um incentivo que vem um ano ou um ano e meio depois que ele trabalhou, será que há o incentivo para a pessoa a trabalhar naquele mês? Uma maneira muito mais óbvia de incentivar seria pagar o abono no mês que ele trabalhou e não um ano e meio depois. Houve um desperdício na qualificação profissional do país? Há uma tremenda discussão se o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego) ajudou em alguma coisa, ainda é bastante discutível. Tem estudos que mostram que ajudou muito pouco, outros mostram que ajudou um pouco mais. Mas certamente não ajudou muito. É um programa que qualifica quase que cegamente o trabalhador sem saber o que a empresa precisa. Cada empresa precisa de uma coisa. É possível, então, gastar a mesma coisa e fazer melhor? A ideia toda desse grupo é a seguinte: é claro que eu tenho de preparar os trabalhadores para que eles se beneficiem mais da atividade econômica, mas eu tenho de me preocupar também em ter mais atividade econômica. Se o país tiver mais atividade econômica e os trabalhadores estiverem mais preparados para se beneficiar disso, vou ter mais emprego. Isso pode ser feito com os recursos que a gente tem, sendo um pouco mais delicado e mais respeitoso com os incentivos. E como a atividade vai melhorar e resolver a questão do mercado de trabalho? Nós temos de melhorar o nosso ambiente de negócios. O país tem uma legislação tributária, trabalhista e fiscal muito complexa. É uma complexidade enorme e que não ajuda a promover o crescimento econômico. Não é uma questão de reduzir, eliminar direitos, de reduzir tanto a carga tributária. É uma questão simplificar essa coisa toda. Mas também tem uma parte que é a seguinte: nós queremos mais empregos para jovens e para trabalhadores pobres. E a gente cobra impostos. Por exemplo, o salário-educação é um imposto cobrado sobre o trabalhador que ganha um salário mínimo. Por que eu quero cobrar um imposto de alguém que emprega um trabalhador que ganha um salário mínimo? A gente tem de bater palma para quem emprega o trabalhador que ganha um salário mínimo, não cobrar imposto. Eu vou cobrar imposto do cara que ganha 10 salários mínimo. É preciso reduzir, então, essa disparidade? A gente devia reduzir a cunha fiscal dramaticamente para aqueles trabalhadores mais pobres, de tal maneira, que as empresas tenham mais incentivo para contratá-los, além de dar uma simplificada geral. Muito da legislação trabalhista é mais confusão do que legislação. E isso se percebe em toda política social brasileira. Toda política social brasileira é baseada na ideia de que o Estado é capaz de resolver conflitos, resolver problemas, tomar decisões. E que localmente, individualmente, as pessoas são muitos vulneráveis para poder fazer isso. O Brasil dificulta que acordos sejam feitos diretamente entre o trabalhador e a empresa, entre o sindicato e a empresa. Mesmo com a reforma, a legislação trabalhista avançou pouco, então? Ela avançou pouco, mas está avançando. O que nós precisamos no Brasil é a capacidade de resolver os problemas localmente. Não queremos a judicialização de tudo, queremos acreditar que as pessoas sabem resolver conflitos. A legislação trabalhista tem de avançar na direção de dar mais poder aos sindicatos, aos trabalhadores e para as empresas com o objetivo de que seja possível resolver os seus problemas e que eles não precisem ser levados para a Justiça. A desoneração da folha de pagamento combinada com a criação de um tributo sobre transação financeira chegou a ser defendida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Desonerar a folha de pagamento dos mais pobres seria um caminho? O Brasil é estranho. Existe o abono salarial concedido para o trabalhador que ganha um salário mínimo, mas também cobra-se do trabalhador uma contribuição para a Previdência. Numa mão estamos dando, mas com a outra tirando. A ideia é que o Brasil deveria ser mais generoso cobrando menos impostos dos trabalhadores que ganham um salário mínimo ou próximo disso. E compensando de quem ganha mais? De quem exatamente vai se cobrar mais vai depender de uma reforma tributária mais abrangente para que isso seja feito de uma maneira inteligente. Evidentemente, não é inteligente para o Brasil que tem uma taxa de desemprego alta e quer reduzir a pobreza cobrar imposto sobre quem emprega essa gente (que ganha um salário mínimo). A sociedade está disposta a encarar esse debate, de quem ganha mais ter de pagar mais? Ao longo dos últimos 15 anos, 20 anos, o Brasil, talvez, seja um dos países que mais reduziu a desigualdade. Apesar disso, o Brasil ainda tem os níveis de desigualdade entre os mais elevados do mundo. Eu acho que a sociedade brasileira tem de estar desejosa, ansiosa, desesperada para ter, pelo menos, mais uma ou duas décadas de acentuada redução da desigualdade. Uma acentuada redução na desigualdade significa os pobres pagando menos impostos, e os riscos pagando mais impostos, assim como as de despesas públicas sendo mais focalizadas nos mais pobres, e os riscos recebendo menos benefícios do setor público. A qualificação é o ponto que o país mais deve atacar para reduzir a desigualdade? Na verdade, a desigualdade está espalhada para todo lado, entre o setor formal e o setor informal. Antes, se o país focasse muito na educação, teria muito avanço, mas hoje está mais disperso. Mas certamente a primeira infância é uma das maneiras mais importantes para se reduzir a desigualdade. Na primeira infância, as crianças são inacreditavelmente sensíveis a como elas são atendidas. E, qualquer desigualdade que se criar ali, vai sobreviver a vida inteira. O Brasil precisa repensar toda a sua política educacional de uma maneira significativa. E não vai ser aumentando tanto o volume de recursos porque já o país já chegou a 6% (de investimento do PIB). O sr. não acha que o corte de recursos é um ponto negativo e que pode prejudicar a educação? A educação agradece se ela tiver mais recursos. O que a gente tem de ter em mente é que na Coreia (durante o Fórum Mundial de Educação), em 2015, quando os países se reuniram para traçar o rumo da educação para os próximos 15 anos, eles concordaram de que 4% a 6% do PIB era a meta que os países deveriam ter para gastar com educação pública. E o Brasil já cumpriu isso. O grande problema da educação brasileira é a qualidade do gasto. Ricardo Paes de Barros, professor do Insper Ricardo Correa/ÉPOCA O baixo nível educacional do Brasil é um grande obstáculo para um crescimento mais rápido do país. Como se resolve esse problema? O Brasil tem dois problemas. Um problema é fazer com que a educação funcione melhor. O outro é fazer que o que a educação ensina seja significativo para a atividade econômica e que a atividade econômica valorize aquilo que a educação está fazendo. O Chile aumentou a escolaridade e a produtividade do trabalho da seguinte maneira: cada vez que a escolaridade aumentava em um ano, a produtividade no Chile cresceu US$ 3 mil por trabalhador. Na Coreia, que também aumentou a escolaridade da força de trabalho, cada ano virou US$ 7 mil. E o caso brasileiro, como se comportou? No Brasil, a escolaridade cresceu mais do que o Chile, mas a produtividade não aumentou. A educação é um direito humano, então, eu poderia dizer que ela não precisa servir ao sistema produtivo. Mas é bom que sirva. Se a gente quer traduzir educação em salário, a gente precisa traduzir educação em produtividade. Sem produtividade no longo prazo, nós não vamos ter aumento salarial. E o Brasil tem muita dificuldade de fazer isso. Então, não adianta só melhorar a educação, tem de entender porque ela não está falando direito com o nosso sistema produtivo. O que sr. propõe é que as empresas indiquem quais são os profissionais que estão sendo demandados? A gente sempre tem de escutar isso, mas em certo sentido o mercado de trabalho aponta nessa direção. Mas todo o sistema educacional, a formação do currículo, o Ensino Médio, que se tornou uma coisa muito mais flexível, pode beneficiar muito mais uma interação com as empresas. Nós temos que também trabalhar na capacidade de converter mais educação em melhor produtividade e condições de vida. Temos de começar a ser cuidadosos nos mecanismos que convertem educação em produtividade, em saúde e numa série de coisas. No Brasil, a tradução de educação em produtividade é um caso clássico que não está funcionando. Pode parar tudo para reexaminar porque não está funcionando.

G1

Fri, 18 Oct 2019 10:00:20 -0000 -


46% dos entrevistados avaliam a tarefa como difícil; 69% não contrataram profissionais com mais de 50 anos em 2019, segundo levantamento da Robert Half. Empresas têm dificuldade em encontrar profissionais qualificados, mas ainda resistem em contratar pessoas com mais de 50 anos Fred R. Conrad/The New York Time Pesquisa da Robert Half, empresa de recrutamento e seleção de cargos de média e alta gerência, mostra que quase 60% dos recrutadores têm enfrentado algum nível de dificuldade para encontrar profissionais qualificados. Destes, 46% avaliam a tarefa como difícil e 13% a classificam como muito difícil. E, nos próximos seis meses, 69% dos entrevistados acham que a situação estará igual. A pesquisa, que traz um recorte com perguntas sugeridas pelo G1, mostra ainda que 69% dos entrevistados não contrataram profissionais com mais de 50 anos em 2019. O principal fator são os altos salários. A pesquisa foi realizada entre 2 de julho e 2 de agosto. Os dados fazem parte da 9ª edição do Índice de Confiança Robert Half, estudo trimestral que mapeia o sentimento dos profissionais qualificados com relação ao mercado de trabalho atual e futuro. Candidatos jovens e atualizados têm maior preferência no mercado de trabalho, diz pesquisa Veja abaixo os resultados da pesquisa: Contratar profissionais qualificados hoje está: Difícil: 46% Normal: 20% Muito difícil: 13% Fácil: 17% Muito fácil: 4% Nos próximos 6 meses, você acredita que contratar profissionais qualificados estará: Igual: 69% Um pouco mais difícil: 18% Um pouco mais fácil: 7% Muito mais difícil: 4% Muito mais fácil: 2% Quais são as três habilidades mais observadas ao recrutar para funções plenas e sêniores? Trabalho em equipe/relacionamento interpessoal: 50% Experiência: 48% Pró-atividade: 40% Boa comunicação: 32% Olhar estratégico: 32% Postura de dono: 28% Flexibilidade: 22% Habilidade de negociação: 19% Perfil empreendedor: 13% Estabilidade: 7% Inglês: 6% Outro: 2% Você contratou um profissional sênior (+50 anos) em 2019? Não: 69% Sim: 31% Quais os principais benefícios de contratar um profissional sênior (+50 anos)? Pode marcar mais de uma opção. Experiência/bagagem corporativa: 86% Conhecimento: 66% Resiliência/inteligência emocional: 43% Contribuição para a diversidade da organização: 30% Outro: 2% Quais os receios de contratar um profissional sênior (+50 anos)? Pode marcar mais de uma opção. Alto salário: 31% Não há receio: 21% Pouca flexibilidade: 18% Profissional desatualizado: 12% Ampliar o conflito de gerações no ambiente de trabalho: 7% Outro: 13% Excesso de mão de obra sem qualificação De acordo com Leonardo Berto, gerente de recrutamento da Robert Half, existe um excesso de mão de obra sem qualificação e ao mesmo tempo falta de mão de obra especializada. “Profissionais que trabalham em funções operacionais, como aqueles ligados à construção civil, setor automotivo, indústria e infraestrutura, foram os mais impactados pelo momento econômico ruim”, analisa. Por outro lado, segundo ele, as empresas sentem falta de profissionais especializados, principalmente quando se trata do domínio de novas tecnologias e de educação continuada, ou seja, o aprofundamento em determinada área, fluência em outro idioma, certificações e desenvolvimento técnico e pessoal dentro da carreira. Questionado sobre como os recrutadores lidam com o excesso de mão de obra causado pelo alto índice de desemprego atual e ao mesmo tempo com a falta de mão de obra especializada, ele afirma que uma saída utilizada pelas empresas é identificar profissionais com um perfil aproximado ao da vaga aberta e trabalhar no desenvolvimento das competências que faltam. “É claro que isso demanda tempo e investimento da organização, que deve estar disposta a treinar o profissional. Além disso, existem posições nas quais não é aplicável, pois determinadas competências específicas são essenciais”, explica. Apesar de a pesquisa mostrar o alto índice de recrutadores que não contrataram profissionais com mais de 50 anos neste ano, Berto afirma que o aproveitamento de profissionais sêniores tem sido sim uma das alternativas encontradas pelas empresas para suprir a lacuna de mão de obra especializada. “Já vemos essa tendência aplicada nas empresas, que estão abrindo espaço para profissionais com 50 anos ou mais. Existem muitas pessoas altamente qualificadas nessa faixa etária, e as empresas estão aproveitando sua maturidade e resiliência. O receio das empresas fica por conta dos altos salários, a possível falta de atualização ou adaptação ao modelo e cultura da companhia”, diz. Berto afirma que, para ajudar na sua reinserção no mercado, muitos profissionais sêniores estão optando por trabalhar por projeto. “Assim, a empresa utiliza o conhecimento técnico e comportamental desse profissional e eles podem aproveitar a oportunidade como uma porta de entrada para reingresso no mercado de trabalho.” Questionado se as empresas estão adequando o orçamento, com redução nas remunerações, por causa do cenário econômico incerto, Berto diz que esse cenário já passou. “O momento de cortes e redução de salários e cargos aconteceu em 2014, 2015 e 2016. Hoje, o cenário das empresas é de estabilidade de cargos, com tendência de crescimento em setores e carreiras específicos, como posições ligadas à área de tecnologia, engenharia, marketing digital e supply chain, por exemplo”, afirma.

G1

Fri, 18 Oct 2019 09:00:42 -0000 -

Tarifas foram autorizadas pela OMC como retaliação aos subsídios concedidos à fabricante europeia de aeronaves Airbus. Líderes europeus reagem e falam em adotar represálias. Os Estados Unidos iniciaram nesta sexta-feira (18) a aplicação de tarifas sobre produtos da União Europeia, que totalizam US$ 7,5 bilhões, incluindo aviões da Airbus, vinhos franceses e uísques escoceses. As tarifas entraram em vigor à 0h01 de Washington (1h01 em Brasília) e foram impostas apesar dos esforços de funcionários europeus e das ameaças de represálias do ministro francês da Economia, Bruno Le Maire. A medida contra a UE se une ao conflito que o governo dos Estados Unidos mantém com a China e pode desestabilizar ainda mais a economia mundial. Na mira de Washington estão aviões civis da Grã-Bretanha, França, Alemanha e Espanha - países associados na Airbus - que agora custarão 10% a mais quando importados pelos Estados Unidos. Os EUA removeram artigos de couro - entre outros itens - de sua lista original, poupando marcas de luxo como Givenchy e Louis Vuitton. Mas as tarifas também afetam produtos como os vinhos da França, Espanha e Alemanha, que mais à frente terão que pagar tarifas de 25% para entrar no mercado americano. A Organização Mundial do Comércio (OMC) autorizou na segunda-feira (14) Washington a impor tarifas à UE, em retaliação aos subsídios concedidos à fabricante europeia de aeronaves Airbus. Trata-se da sanção mais forte já imposta pela organização. Estados Unidos decidem sobretaxar europeus por subsídios ilegais Reação A UE reagiu à decisão afirmando que "lutará até o fim" para dissuadir os americanos de impor sanções alfandegárias. A organização ainda quer encontrar uma solução negociada com Washington para, assim, evitar a escalada das atuais tensões comerciais. Poucas horas antes da entrada em vigor das tarifas, o ministro francês Le Maire advertiu que Washington ficaria exposto a severas consequências. "A Europa está pronta para adotar represálias, obviamente que no âmbito da OMC", disse Le Maire após uma reunião com o secretário americano do Tesouro, Steven Mnuchin, em Washington. Também ressaltou que o governo americano abriu outra frente de confronto comercial e pediu uma negociação para encontrar uma solução. "No momento em que o mundo cresce menos, nossa responsabilidade é fazer o possível para evitar este tipo de conflito", disse Le Maire. Entenda o caso A batalha legal entre Airbus e Boeing na OMC começou há 15 anos, quando Washington declarou expirado o acordo assinado pelos americanos e europeus em 1992. Em 2004, os Estados Unidos acusaram o Reino Unido, França, Alemanha e Espanha de conceder subsídios ilegais para apoiar a fabricação de uma série de produtos da Airbus. Um ano depois, a UE disse que a Boeing também recebeu bilhões de dólares em subsídios proibidos de vários ramos do governo dos EUA. No dia 14 de outubro, a OMC autorizou Washington o estabelecimento de tarifas de quase 7,5 bilhões de dólares (6,8 bilhões de euros) sobre bens e serviços europeus importados todos os anos. Os europeus pedem há algum tempo uma negociação e afirmaram que podem aplicar a partir do próximo ano tarifas sobre os aviões da Boeing, em consequência dos subsídios concedidos por Washington à empresa. Se as discussões falharem, a UE poderá ser autorizada a impor tarifas sobre os produtos americanos.

G1

Fri, 18 Oct 2019 07:04:01 -0000 -


Novos modelos chegam por valores menores do que em 2018, mas preços ainda são altos. Novos iPhones 11 e 11 Pro chegam ao Brasil nesta sexta-feira (18). Fabio Tito/G1 Os novos modelos de iPhone — 11, 11 Pro e 11 Pro Max — começam a ser vendidos nesta sexta-feira (18) no Brasil. Eles foram lançados no mês passado na Califórnia em evento da Apple e chegam com certa antecedência ao país, já que, geralmente, os novos modelos só vêm para cá em novembro. As principais novidades são: As câmera triplas, restritas às versões mais caras, que permitem gravar em 4K e chamaram atenção durante o lançamento; O "modo noite", que garante fotos com mais detalhes em lugares com baixa iluminação; Bateria maior, que durou até 22h no iPhone 11 Pro Max; O processador A13 Bionic, 20% mais potente do que o anterior e o mais parrudo em smartphones; Carregador rápido, incluso nas versões mais caras. Além dos destaques também chamou a atenção o uso do termo "Pro". Antes exclusiva das linhas de Macs, MacBooks e iPads, essa novidade mostra que a empresa quer dar uma cara profissional também para os smartphones. Esses dois modelos contam com tela OLED, de maior definição. Veja os preços dos novos iPhones no Brasil iPhone 11 Pro Max tem câmeras triplas de 12 MP Fabio Tito/G1 iPhone 11 Pro Max Os iPhone 11 Pro e 11 Pro Max têm telas de 5,8 e 6,5 polegadas, mesmos tamanhos dos antecessores. Essas versões estão disponíveis em quatro cores: verde meia-noite, cinza espacial, dourado e prateado. A tela do iPhone 11 Pro é OLED, que traz pretos fiéis. A Apple diz que o display tem picos mais brilhantes do que outros smartphones para o usuário que quer ver filmes ou acessar as fotos no celular. A primeira parte marcante do aparelho é a bateria — que dura até 5 horas a mais em relação ao modelo anterior (XS Max), segundo a Apple. Nos testes, o aparelho suportou até 22h de uso normal (ligações, redes sociais, algumas fotos), sem precisar ser recarregado e sem ser submetido ao modo de economia de energia. Com a bateria maior, os modelos Pro também ganharam uma mudança de energia: o carregador ficou mais parrudo. Antes os plugs de iPhone tinham 5W, agora têm 18W na versão Pro, o que permite recargas mais rápidas. Carregadores nos iPhones 11 Pro têm entrada USB-C e potência de 18W, que permite cargas mais rápidas. Thiago Lavado/G1 Apesar disso, a Apple não trouxe a entrada do tipo USB-C para o aparelho, como era esperado por muitos usuários, somente para o carregador. Outra novidade da geração são as fotos com maior definição no escuro, com o "modo noite" . Ele é ativado automaticamente quando a câmera detecta ambientes com pouca luz e define um "tempo de exposição" da fotografia, em que o aparelho faz várias imagens durante alguns segundos e depois junta todas elas numa única imagem que é salva. Com as três câmeras, também há mais opções para o enquadramento das imagens e a possibilidade de gravar em 4K em até 60 FPS. O aparelho conta com uma grande-angular, uma ultra grande-angular e uma telefoto — todas com 12 MP. A câmera frontal também consegue ter uma angulação maior na hora de fazer a selfie, permitindo incluir mais pessoas na foto em grupo. Os modelos são salgados já no Pro mais barato (começa por R$ 6.999), que tem 64GB. Esse armazenamento pode ser um problema justamente para usuários profissionais, que precisem filmar e fazer muitas fotos em alta definição. iPhones 11 e 11 Pro Max Fabio Tito/G1 iPhone 11 Este ano, o smartphone "de entrada" da Apple se chama iPhone 11. São seis opções de cores: roxo, verde, amarelo, preto, branco e vermelho. Em relação ao iPhone XR — modelo de entrada da geração anterior e o iPhone que mais vendeu no ano passado — o 11 ganha uma segunda câmera. Em vez da tela OLED da linha Pro, a Apple coloca uma tela LCD de 6,1 polegadas (mesma do XR), que ela chama de Liquid Retina e não tem resolução 1080p. Apesar disso, o brilho é alto e não há prejuízo nos ângulos de visão. Esse modelo não tem a terceira câmera, telefoto, dos 11 Pro e 11 Pro Max, mas conta com as principais características da linha profissional: as lentes de 12MP que gravam até em 4K, o processador A13 Bionic e suporte ao carregamento rápido e wireless. Com uma lente grande-angular e outra ultra-grande-angular é possível fazer modo retrato de pessoas, objetos e animais. Na geração anterior, o XR fazia modo retrato com um software (que só reconhecia pessoas), já que não tinha a câmera extra. O modo noite, para fotos com baixa iluminação, também está presente e não perde em relação aos Pro. Avenida Paulista no modo noite, clicada com o novo iPhone 11 Pro Max. Thiago Lavado/G1 O iPhone 11 tem uma bateria que, segundo a Apple, dura uma hora a mais que o iPhone XR. O lado ruim, é que a empresa deixou o mesmo carregador de 5W dos anos anteriores, tornando o carregador rápido um acessório vendido à parte. Nos testes, foi possível chegar perto de 18 horas com ele longe da tomada em um uso normal: ligações, redes sociais, algumas fotos e até jogos. Também não foi utilizado o modo de economia de energia. O iPhone 11 teve uma redução de R$ 200 em relação ao valor de lançamento do iPhone XR, no armazenamento de 64GB. Apesar disso, é considerado insuficiente por alguns usuários. Grande parte dos smartphones topo de linha Android oferecem logo de cara o armazenamento a partir de, pelo menos, 128GB. Os novos iPhone trazem recursos que já existem em modelos mais caros de Android, como fotos mais nítidas à noite e o carregador rápido já incluso. Mas mantêm o padrão de velocidade dos processadores Apple, que ainda não enfrentam comparativo. Veja os preços da nova geração: iPhone 11 64 GB, por R$ 4.999 128 GB, por R$ 5.299 256 GB, por R$ 5.799 iPhone 11 Pro 64GB, por R$ 6.999 256GB, por R$ 7.799 512GB, por R$ 8.999 iPhone 11 Pro Max 64GB, por R$ 7.599 256GB, por R$8.399 512GB, por R$ 9.599 Veja o comparativo do iPhone 11 Pro com concorrentes vendidos no Brasil. Roberta Jaworski/G1

G1

Fri, 18 Oct 2019 03:01:21 -0000 -


No total, 4,1 milhões de pessoas nascidas em janeiro devem retirar o total de R$ 1,8 bilhão neste 1º lote; prazo dos saques para todos que têm direito vai até 31 de março de 2020. Tira-dúvidas sobre os saques do FGTS A Caixa Econômica Federal libera a partir desta sexta-feira (18) os saques de até R$ 500 do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para não correntistas do banco nascidos em janeiro. Trata-se de uma nova etapa de saques, que começaram em setembro e alcançaram primeiro os correntistas da Caixa, com crédito automático em conta. Neste primeiro lote de não correntistas, 4,1 milhões de pessoas devem retirar o total de R$ 1,8 bilhão, segundo previsão do banco. No total, incluindo todos os lotes, os trabalhadores que não são correntistas da Caixa somam 62,5 milhões de pessoas, que poderão sacar em torno de R$ 25 bilhões. O saque imediato de até R$ 500 não tem relação com o saque-aniversário, que só começa a ser pago em abril de 2020 (veja mais informações abaixo). SAIBA TUDO SOBRE A LIBERAÇÃO DOS SAQUES DO FGTS Essa liberação abrange contas vinculadas do FGTS que ainda estão recebendo depósitos do empregador atual e também de empregos anteriores, as chamadas contas inativas. A Caixa estendeu o horário de 2.302 agências nesta sexta (18) e na segunda (21) e terça-feira (22), além de abrir no sábado (19), para realizar os pagamentos, solucionar dúvidas, promover acertos de cadastro e emitir a senha do Cartão Cidadão: As agências que têm horário de abertura às 10h abrirão às 8h; As agências que têm horário de abertura às 9h abrirão uma hora mais cedo e terão o horário de funcionamento estendido em 1 hora; As agências que têm horário de abertura às 11h abrirão às 9h; As agências que têm horário de abertura às 8h permanecem abrindo às 8h e terão horário de funcionamento estendido em 2 horas; No sábado, as agências abrem das 9h às 15h. A lista das agências com horário especial de atendimento está no site fgts.caixa.gov.br. A maior parte dos saques deste primeiro lote de não correntistas será no Sudeste (1,8 milhão de trabalhadores devem sacar R$ 860 milhões). Calendário para quem não tem conta poupança na Caixa: Aniversário em janeiro: saque a partir de 18/10/2019 Aniversário em fevereiro: saque a partir de 25/10/2019 Aniversário em março: saque a partir de 08/11/2019 Aniversário em abril: saque a partir de 22/11/2019 Aniversário em maio: saque a partir de 06/12/2019 Aniversário em junho: saque a partir de 18/12/2019 Aniversário em julho: saque a partir de 10/01/2020 Aniversário em agosto: saque a partir de 17/01/2020 Aniversário em setembro: saque a partir de 24/01/2020 Aniversário em outubro: saque a partir de 07/02/2020 Aniversário em novembro: saque a partir de 14/02/2020 Aniversário em dezembro: saque a partir de 06/03/2020 Começam na 6ª feira (18) os saques do FGTS para quem não tem conta na Caixa Saques de correntistas da Caixa De acordo com balanço da Caixa, cerca de 36,9 milhões de correntistas tiveram liberados R$ 15,2 milhões na conta nos três lotes de pagamento. A maior parte dos saques foi na região Sudeste: 17,4 milhões sacaram R$ 7,5 bilhões, seguida da região Nordeste, onde R$ 3 bilhões foram sacados por 8,1 milhões de trabalhadores. Os correntistas que não quiserem fazer a retirada têm até o dia 30 de abril de 2020 para informar ao banco que prefere manter o dinheiro no Fundo de Garantia. Nesse caso, mesmo que o crédito tenha sido feito na conta, a Caixa tem até 60 dias para retornar os valores para a conta vinculada de FGTS. Todos os trabalhadores, independente do aniversário, sendo correntistas ou não da Caixa, podem sacar o dinheiro até o dia 31 de março de 2020. A Caixa alerta, entretanto, que à medida que o trabalhador vai adiando seu saque, ele ficará sujeito ao efeito cumulativo dos outros calendários, o que acumulará mais pessoas para receber e portanto poderá enfrentar mais filas. Saiba como consultar o saldo do FGTS dentro do limite de R$ 500 Funciona Assim: Entenda a liberação dos saques do FGTS De acordo com balanço do Ministério da Economia, a liberação dos saques de até R$ 500 do FGTS será maior nos meses de setembro e outubro - serão R$ 17,7 bilhões liberados para 44,3 milhões de pessoas, de um total de R$ 39,8 bilhões para 96,5 milhões de pessoas. Os meses de setembro e outubro englobam os depósitos automáticos para correntistas da Caixa e o início dos saques para quem não é correntista e nasceu em janeiro e fevereiro. O valor sacado será de até R$ 500 por conta vinculada de titularidade do trabalhador, limitado ao valor do saldo tanto das contas ativas como inativas. Por exemplo: se ele tiver duas contas, uma com saldo de R$ 1.000 e outra com saldo de R$ 2.000, ele poderá sacar R$ 500 de cada uma delas. Se tiver R$ 70 na conta, poderá retirar o valor total. Veja mais exemplos abaixo: Exemplos de saques de até R$ 500 por contas do FGTS Reprodução/Caixa Como serão os saques para quem não tem conta poupança na Caixa Valores de até R$ 100 por conta: saque será feito nas lotéricas, com CPF e documento de identificação. Valores de até R$ 500 por conta: saque nas lotéricas ou correspondentes Caixa Aqui, com documento de identificação e Senha Cidadão ou Cartão Cidadão e senha. Caso não possua o Cartão do Cidadão, poderá sacar nos caixas eletrônicos da Caixa utilizando o CPF e a Senha Cidadão. Em caso de saque na agência, deve apresentar documento de identidade com foto, número do CPF e Carteira de Trabalho ou Cartão Cidadão e senha. O saque imediato no valor de até R$ 500 não impede o direito do trabalhador ao saque do FGTS por motivo de rescisão contratual nem tira o direito a receber a multa dos 40% sobre o valor, bem como não impede o saque para as demais modalidades como aposentadoria, aquisição da casa própria e doença grave. Ninguém é obrigado a sacar o dinheiro do FGTS. Se não houver a retirada, o dinheiro permanece no fundo, ganhando rentabilidade. No ano passado, por exemplo, as contas do FGTS renderam 6,18% com os juros fixos de 3% ao ano mais TR e a distribuição de 100% do lucro líquido do fundo (R$ 12,2 bilhões, pagos em agosto deste ano, sobre o saldo de dezembro de 2018). Portanto, as contas do FGTS renderam mais que a poupança e o CDB, que em 2018 tiveram rendimentos de 4,62% e 6,06%, respectivamente. Saque-aniversário Trabalhadores já podem aderir ao saque-aniversário do FGTS O recebimento do saque imediato de até R$ 500 por conta de FGTS não gera adesão ao saque-aniversário. Os interessados em aderir a esses saques anuais podem comunicar a decisão à Caixa Econômica Federal desde o dia 1º de outubro deste ano. Entenda o saque-aniversário do FGTS Nesse caso, os saques serão anuais e começarão em abril de 2020, de acordo com o mês em que o beneficiário nasceu. Veja o calendário do saque aniversário: Nascidos em janeiro e fevereiro – saques de abril a junho de 2020; Nascidos em março e abril – saques de maio a julho de 2020; Nascidos em maio e junho – saques de junho a agosto de 2020; Nascidos em julho – saques de julho a setembro de 2020; Nascidos em agostos – saques de agosto a outubro de 2020; Nascidos em setembro – saques de setembro a novembro de 2020; Nascidos em outubro – saques de outubro a dezembro de 2020; Nascidos em novembro – saques de novembro de 2020 a janeiro de 2021; Nascidos em dezembro – saques dezembro de 2020 a fevereiro de 2021. A partir de 2021, o saque deverá ser feito no mês do aniversário até os dois meses seguintes. O valor do saque anual será um percentual do saldo de todas as contas do trabalhador. Para contas com até R$ 500, será liberado 50% do saldo, percentual que vai se reduzindo quanto maior for o valor em conta. Para as contas com mais de R$ 500, os saques serão acrescidos de uma parcela fixa. Portanto, os cotistas com saldo menor poderão sacar anualmente percentuais maiores. Limite dos saques anuais do FGTS Reprodução/Ministério da Economia O trabalhador ficará impedido de retirar o valor integral do FGTS na rescisão do contrato de trabalho. No entanto, ele continua tendo direito ao pagamento da multa dos 40% em cima do valor total. Em caso de arrependimento, o trabalhador só poderá retornar ao chamado saque-rescisão após dois anos a partir da data de adesão ao saque-aniversário. No entanto, o trabalhador que optar pelo saque-aniversário continuará tendo direito à retirada o saldo do FGTS para a casa própria, em caso de doenças graves, de aposentadoria e de falecimento do titular e para as demais hipóteses previstas em lei para o saque. Initial plugin text

G1

Fri, 18 Oct 2019 03:00:20 -0000 -


Alta ocorre em meio ao desenvolvimento da extração em novas plataformas, especialmente no pré-sal. Prédio da Petrobras no Rio de Janeiro Sergio Moraes/Reuters A produção média de petróleo e líquido de gás natural (LGN) da Petrobras no Brasil cresceu 16,9% no terceiro trimestre em relação ao mesmo período de 2018, para 2,264 milhões de barris por dia (bpd), em meio ao desenvolvimento da extração em novas plataformas, especialmente no pré-sal, informou a companhia nesta quinta-feira (17). Na comparação com o segundo trimestre, houve um avanço de 10,3% da produção de petróleo e LGN, segundo relatório de produção e vendas trimestral da companhia. Somando a produção total de óleo, LGN e gás natural, no Brasil e no exterior, houve uma alta de 14,6% entre julho e setembro ante o mesmo período do ano passado, para 2,878 milhões de barris de óleo equivalente ao dia. Em relação ao segundo trimestre, a produção total cresceu 9,3%. A produção do pré-sal cresceu 17% no terceiro trimestre ante o trimestre anterior, para média de 1,367 milhão de barris de óleo equivalente por dia, representando 60,4% da extração de óleo no Brasil, segundo a petroleira estatal. "O desempenho do pré-sal é decorrente do 'ramp-up' das seis plataformas que entraram em produção em 2018 e 2019 (P-74, P-75, P-76 e P-77, no campo de Búzios, e P-67 e P-69, no campo de Lula), que contribuíram com 441 mil bpd no terceiro trimestre", informou a Petrobras. Adicionando a contribuição do navio do tipo FPSO (flutuante de produção, armazenamento e transferência de petróleo) Campos dos Goytacazes em Tartaruga Verde, no pós-sal, a empresa somou 555 mil bpd, "o que representa um aumento de cerca de 48% em relação ao segundo trimestre, com a entrada em operação de nove poços produtores". "Vale ainda destacar que as plataformas P-69 e P-76, nos campos de Lula e Búzios, atingiram a capacidade de produção de 150 mil bpd com ramp-up de 10,3 e 7,7 meses (tempo recorde no pré-sal), respectivamente", disse a empresa. A companhia já havia informado anteriormente que a produção de agosto atingiu um recorde. Desempenho de refinarias No segmento de refino, a Petrobras informou que a produção de derivados cresceu 2,9% no terceiro trimestre ante o trimestre anterior, acompanhando maior demanda no mercado brasileiro, o que também contribuiu para a redução das importações, especialmente de gasolina e GLP. A empresa explicou que a elevou a utilização do parque de refino no período de 76% para 80% e das unidades de conversão. No terceiro trimestre, a produção da gasolina aumentou 8,3% em relação ao mesmo período de 2018 e cresceu 7,2% ante o trimestre anterior, para 416 mil bpd. Já as vendas de gasolina para o mercado interno caíram 2,7% em comparação com o mesmo período do ano passado e subiram 2,6% em relação ao segundo trimestre, para 377 mil bpd. No caso do diesel, a produção no terceiro trimestre caiu 5,3% e 1,4% em relação ao terceiro trimestre de 2018 e ao segundo trimestre deste ano, respectivamente, para 710 mil bpd. "A menor produção no terceiro trimestre foi reflexo, principalmente, do uso de correntes de diesel para formulação do bunker 0,5% (combustível de navio com menos enxofre), em consonância com as especificações do IMO 2020", disse a empresa, que buscou se antecipar para atender regras internacionais que passam a valer a partir de 2020. As vendas de diesel para o mercado interno caíram 8,7% no terceiro trimestre ante o mesmo período do ano passado e avançaram 5,2% ante o segundo trimestre, para 770 mil bpd. Já o volume de vendas de gás natural foi de 78 milhões de metros cúbicos/dia no terceiro trimestre, representando um crescimento de 11,4% em relação ao trimestre anterior, devido ao maior despacho termelétrico a gás natural. Nesse mesmo período, o volume de gás natural fornecido ao segmento não termelétrico ficou estável, no patamar de 38,5 milhões de metros cúbicos/dia.

G1

Thu, 17 Oct 2019 23:04:19 -0000 -

Leilão está marcado para novembro, e governo espera arrecadar R$ 106,5 bilhões. Texto define que estados ficarão com 15% dos recursos, e os municípios, com mais 15%. O presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta quinta-feira (17) a lei que define como será a distribuição dos recursos do megaleilão de petróleo. O texto da lei foi publicado em edição extra do "Diário Oficial da União". O leilão está marcado para novembro, e o governo espera arrecadar R$ 106,5 bilhões. O projeto que trata do tema foi aprovado pelo Senado nesta semana e já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados. De acordo com o texto sancionado por Bolsonaro, os recursos serão distribuídos da seguinte maneira: 15% para os estados e para o Distrito Federal (dois terços via Fundo de Participação dos Estados e um terço via Lei Kandir) 15% para os municípios via Fundo de Participação dos Municípios; 3% para os estados onde estiverem geograficamente localizadas as jazidas de petróleo. Quando o projeto foi aprovado pelo Congresso Nacional, a estimativa era a seguinte: R$ 10,95 bilhões para os estados e o Distrito Federal; R$ 10,95 bilhões para os municípios; R$ 2,19 bilhões para o estado do Rio de Janeiro, onde estão as jazidas; R$ 48,9 bilhões para a União; R$ 33,5 bilhões para a Petrobras. O megaleilão Em 2010, a União e a Petrobras assinaram um acordo que permitiu à estatal explorar 5 bilhões de barris de petróleo na Bacia de Santos. À época, a Petrobras pagou R$ 74,8 bilhões. A estimativa do governo federal, porém, é que a área pode render mais 6 bilhões de barris e, diante disso, a União fará um megaleilão do volume excedente. Quanto os estados receberão? A Agência Senado, veículo de comunicação oficial da Casa, divulgou nesta semana uma tabela com os seguintes valores que cada estado receberá com o mega leilão com base na Consultoria de Orçamento: Distribuição dos recursos

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Thu, 17 Oct 2019 23:02:52 -0000 -


Minas Gerais conta com apenas 3 funcionários para fiscalizar o pagamento de tributo devido por mineradoras para compensar impactos de suas atividades. São Paulo nem sequer conta com fiscais. Usina S11D da Vale, no Pará, que processa minério a seco: Agência Nacional de Mineração tem apenas 900 fiscais no país Ricardo Teles/Divulgação O número de servidores da Agência Nacional de Mineração (ANM) vem caindo desde 2010, quando houve o último concurso para preenchimento de vagas. Em 2014, quando a agência tinha 1.022 vagas ocupadas, metade da sua capacidade, uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) já apontava que "o órgão estava na iminência de um colapso administrativo". Cinco anos depois, o número de servidores do principal órgão de fiscalização mineral do país caiu para 900. ANM interdita 54 barragens de mineração sem estabilidade no país; 33 delas estão em Minas A falta de pessoal atinge departamentos de fiscalização como a Diretoria de Procedimentos Arrecadatórios (Dipar), responsável por analisar e arrecadar a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), tributo devido por empresas do setor. Os principais estados mineradores do Brasil, Minas Gerais e Pará, têm apenas três e quatro fiscais cada um, respectivamente. Em quarto lugar no ranking de estados em volume de produção mineradora, São Paulo não tem fiscalização externa para cobrança de CFEM desde 2014, por causa da falta de servidores. Em ofício encaminhado para a CGU em dezembro do ano passado, a Superintendência da ANM em Minas Gerais explica que o efetivo atual para fiscalização é sete vezes menor do que o mínimo necessário para cumprir a demanda do estado. "Não há pessoal suficiente para as atividades de fiscalização e cobrança de CFEM nem para as demais receitas. Atualmente, quatro servidores atuam na área de CFEM, sendo que três têm competência de fiscalização e cobrança, e um somente para análises processuais de menor complexidade. Estimamos que a ANM/MG necessita de pelo menos 21 servidores para atuar na fiscalização e cobrança", diz o ofício. Citados em um processo que foi ao plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) em fevereiro deste ano, documentos da área técnica do tribunal expuseram a necessidade de "acréscimo imediato de 30% do efetivo e a contratação de 6% ao ano para suprir a demanda prevista no Plano Nacional de Mineração, que estima a duplicação de produção do setor em 15 anos". Compensação de impactos da mineração A maior parte da CFEM é repassada aos municípios que têm produção mineral (60%) e afetados de alguma maneira pelo setor (15%), como cidades onde há linhas férreas construídas para escoamento de minério. Por isso, a arrecadação falha afeta principalmente os locais que deveriam se preparar para compensar os impactos ambientais e sociais da atividade mineradora, explica o professor doutor pela Universidade de Heildelberg, Klemens Laschefski, que há mais de 20 anos leciona sobre projetos ambientais relacionados ao setor de mineração na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O pesquisador alemão também faz um alerta aos gestores municipais sobre o uso desse dinheiro: "A atividade mineradora é finita, então os municípios devem receber a compensação pela exploração para se preparar para esse fim", afirma. "Infelizmente a fiscalização é praticamente inexistente. Também é preciso que as prefeituras gastem melhor quando há o repasse. O que acontece hoje é que a CFEM é usada para despesas normais, então, quando a mineração acaba, a cidade fica sem estrutura para substituir a dependência da exploração", acrescenta. Um exemplo citado por Laschefski é a cidade mineira de Mariana, onde prefeito e outras autoridades pedem o retorno da mineração mesmo após o desastre ambiental de 2015. Tragédia de Mariana não tem punidos após mais de 3 anos, e processo está parado "Não houve reparação do dano causado e ainda se descobriu posteriormente que a lama da Samarco era tóxica, mas as autoridades querem que a empresa volte a operar simplesmente porque não há qualquer opção ou estrutura para fazer a cidade funcionar sem essa atividade econômica", afirma o professor. Autorregulação, sonegação e lavagem de dinheiro A ANM utiliza um sistema chamado Cadastro Mineiro, que reúne informações sobre os processos minerários. No entanto, com a falta de servidores para fiscalização externa, na maioria dos casos a própria empresa mineradora preenche espontaneamente os dados de produção, que depois são usados para o cálculo da CFEM. Mas auditorias da CGU realizadas em superintendências regionais mostram que há falhas no sistema. "Há dificuldade de se entregar notificações de cobrança aos mineradores pelo fato de que, por muitas vezes, o endereço existente no cadastro mineiro não corresponde ao endereço correto ou encontra-se incompleto", informa auditoria na ANM em Minas Gerais, publicada em julho de 2019. No escritório do Pará, os técnicos da CGU verificaram que muitas empresas informam os dados de forma incorreta, reduzindo o volume de produção mineral para pagar menos CFEM. Em alguns casos, o valor real devido chega a ser o dobro do informado. "Especificamente quanto à Gerência Regional da ANM no Estado do Pará, verificou-se que a fiscalização da CFEM vem identificando diferenças significativas, com apuração de débitos superiores a 100% da CFEM recolhida espontaneamente pelos mineradores", expõe o relatório da auditoria sobre a ANM/PA, publicado em setembro deste ano. O processo do TCU sobre a falta de controle indica casos de lavagem de dinheiro, citando operações da Polícia Federal, que encontraram pagamentos de propina a políticos, e a suspeição de sonegação fiscal. Para Waldir Salvador, consultor de Relações Institucionais e Desenvolvimento Econômico da Associação dos Municípios Mineradores de MG e do Brasil (Amig), casos assim poderiam ser evitados com fiscalização in loco e de forma frequente. Em dezembro de 2017, a legislação passou a prever a possibilidade de administrações municipais ajudaram na fiscalização da CFEM, mas a medida ainda não foi regulamentada pela ANM. Esse atraso na elaboração de um manual de fiscalização também aparece nas auditorias da CGU sobre as superintendências regionais. "Há casos de estados que simplesmente não têm fiscais. Mesmo em Minas Gerais, temos empresas que beneficiam bilhões em mineração e simplesmente ficam até 15 anos sem uma fiscalização no local. Isso poderia melhorar com a ajuda dos municípios, mas tudo depende do manual de fiscalização, pois os técnicos municipais precisam de orientação sobre o que fazer. Já vamos completar dois anos da mudança da lei e ainda não avançamos nessa questão", afirma Salvador, que é ex-presidente da Amig e ex-prefeito de Itabirito, município de Minas Gerais que possui atividade mineradora. Dólar e cotação do minério de ferro mascaram fiscalização falha A lei citada por Salvador é a 13.540, sancionada pelo então presidente Michel Temer no dia 18 de dezembro de 2017. Seu texto modifica as alíquotas a serem aplicadas na cobrança da CFEM, de 3% do valor líquido da produção para uma variação entre 1% e 3,5% da receita bruta de acordo com a substância mineral. O minério de ferro, hoje responsável por mais de 60% da arrecadação de tributos do setor no país, ficou com cobrança de 3,5%, e isso puxou a arrecadação para cima. A desvalorização do real frente ao dólar, moeda utilizada para o cálculo do valor de commodities, e o aumento do preço do minério de ferro após o desastre de Brumadinho empurraram ainda mais o total de CFEM arrecadado para recordes históricos em 2018 e 2019, mesmo com uma fiscalização cada vez mais precária por causa da falta de servidores. "Commodities têm preço dolarizado, então, quando o dólar aumenta frente ao real, isso é sentido no comércio do setor mineral", explica Pedro Galdi, analista da consultora financeira Asset Mirae, que tem empresas do ramo de mineração como clientes. "Outro fator relevante este ano foi o desastre de Brumadinho. Além da tragédia humana que vitimou centenas de pessoas, houve uma perda 30 milhões de toneladas de ferro que deixaram de ser produzidas anualmente. Isso impactou o mercado internacional. A tonelada de ferro que estava em cerca de 60 dólares no começo do ano chegou a custar 120 dólares. Atualmente, está em pouco mais de 90 dólares." A mudança na alíquota da CFEM aliada ao dólar alto e ao aumento da cotação do minério de ferro podem fazer a arrecadação do tributo superar 4 bilhões de reais em 2019, prevê Salvador. De acordo com a legislação, 7% desse total, ou 280 milhões de reais, pertencem à ANM. Mas o governo usa o dinheiro para outros fins. Em 2018 o orçamento para o órgão ficou em torno de 50 milhões de reais, e a previsão orçamentária para 2020 é de 70 milhões de reais. Salvador defende que a ANM tenha direito a mais recursos, pois assim poderia fiscalizar e arrecadar ainda mais tributos. "Várias auditorias realizadas já deixaram claro que se a fiscalização melhorar a arrecadação pode ser bem maior. Então, se a agência tiver mais recursos, ela vai dar retorno à sociedade. O governo não pode mais deixar a fiscalização do setor mineral em segundo plano", diz o consultor da Amig, associação que reúne 40 municípios brasileiros que representam mais de 90% da produção mineral do país. A reportagem da DW tentou entrar em contato com a ANM por e-mail e por telefone, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

G1

Thu, 17 Oct 2019 20:11:11 -0000 -


Presidente da empresa afirmou que é preciso dar voz às pessoas e chegou a dizer que plataforma não está na China por questões de liberdade na internet. Mark Zuckerberg falou de liberdade de expressão em discurso na Universidade Georgetown, em Washington Reprodução O presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, fez um discurso sobre liberdade de expressão na internet, nesta quinta-feira (17), na Universidade Georgetown, em Washington. Ele defendeu as ações que o Facebook tem tomado para retirar opiniões nocivas e discursos de ódio das plataformas da empresa — WhatsApp, Instagram e Facebook. O executivo também defendeu a decisão recente de não retirar anúncios políticos das redes sociais, mesmo que contenham mentiras. Zuckerberg falou ainda sobre a "voz" que redes dão às pessoas, sobre o direito ao contraditório e até criticou a China por problemas com liberdade de expressão on-line, citando o aplicativo TikTok, rede social chinesa em ascensão. O salão da Universidade Georgetown foi escolhido a dedo para o discurso: lá já discursaram presidentes dos EUA e outros líderes políticos, como Barack Obama, Hillary Clinton e até o cantor Bono Vox. Polêmica com anúncios políticos A decisão da empresa de não fazer checagem em anúncios políticos gerou bastante polêmica nos EUA no último mês. Zuckerberg defendeu a atitude do Facebook, afirmando que "não é certo que uma companhia privada censure políticos ou notícias em uma democracia". Facebook impõe novas regras para anúncios políticos nos EUA "Nós não checamos os fatos em anúncios políticos. Não fazemos isso para ajudar políticos, mas porque nós acreditamos que as pessoas deveriam ver por elas mesmas o que os políticos estão dizendo", afirmou. O executivo disse que considerou banir esse tipo de anúncio, e que essa decisão seria acertada do ponto de vista dos negócios, já que o faturamento com propaganda política é baixo. Mas escolheu permitir os anúncios para "dar voz" a políticos que não têm alcance na mídia. Responsabilidades do Facebook O discurso também abordou questões que tem sido usadas em críticas à rede social nos últimos meses: desinformação, boatos e conteúdos ofensivos. Na visão do executivo, a empresa tem duas responsabilidades: remover conteúdo que poderia causar "perigo real" da maneira mais efetiva possível, e lutar para que a definição de liberdade de expressão seja o mais abrangente possível, enquanto luta para que a definição do que é considerado perigoso não seja expandida além do que é preciso. "Embora eu me preocupe com a erosão da verdade, eu não acredito que a maioria das pessoas quer viver em um mundo onde você só possa publicar coisas que as empresas de tecnologia julguem ser 100% verdade", disse. Cutucada no TikTok Zuckerberg aproveitou o discurso também para falar da liberdade de expressão na China, um tema que voltou à tona recentemente com os protestos em Hong Kong pedindo por democracia. Segundo ele, até recentemente, a internet na maioria dos países era definida por plataformas americanas com "valores de liberdade de expressão fortes". Zuckerberg afirmou que há 10 anos, quase todas as maiores plataformas da internet eram americanas e que "agora 6 das 10 maiores são chinesas". "Enquanto nossos serviços, como o WhatsApp, são usados por manifestantes e ativistas por causa da criptografia forte e proteção da privacidade, no TikTok, o aplicativo chinês que cresce mais rápido no mundo, menções a esses protestos são censuradas, até mesmo nos EUA. Essa é a internet que queremos?", perguntou. De acordo com ele, essa é uma das razões que as plataformas não funcionam na China. Apesar disso, sobram notícias sobre os planos dele e do Facebook de entrar no mercado chinês. Em 2016, a empresa teria até mesmo desenvolvido um mecanismo de censura geográfica para impedir o bloqueio do país. O Facebook também conta com um projeto chamado Lasso, que pretende ser um competidor do TikTok. Zuckerberg já falou das estratégias da empresa em lidar com o aplicativo, em áudios vazados de uma reunião com funcionários. Os protestos em Hong Kong já envolveram empresas americanas, que tiveram que lidar com pressões chinesas. A Apple, por exemplo, chegou a retirar da App Store um aplicativo que era usado por manifestantes.

G1

Thu, 17 Oct 2019 19:56:34 -0000 -

Dona de hospitais e administradora de planos de saúde anunciaram transação em agosto. A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a compra, pela Rede D’Or, de uma participação na Qualicorp, maior administradora de planos de saúde por adesão do país. A transação foi anunciada em agosto. Ao todo, a Rede D´Or — maior grupo hospitalar do Brasil — levou cerca de 10% da Qualicorp. Dona de 45 hospitais em sete Estados, a Rede D’Or está diversificando suas atividades. Além da entrada na Qualicorp como acionista minoritária, a empresa é dona de cerca de 35 clínicas oncológicas, mais de 10 laboratórios de medicina diagnóstica e unidades de diálise. Sua receita no ano passado somou R$ 11 bilhões, crescimento de 16% sobre 2017. A Qualicorp apurou receita líquida de R$ 1,9 bilhão em 2018, uma queda de 2,1% sobre um ano antes.

G1

Thu, 17 Oct 2019 19:36:25 -0000 -

Na parcial do ano, foram criados 761.776 empregos com carteira assinada, segundo informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). A economia brasileira gerou 157.213 empregos com carteira assinada em setembro, segundo números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quinta-feira (17) pelo Ministério da Economia. O saldo é a diferença entre as contratações e as demissões. Em setembro, o país registrou 1.341.716 contratações e 1.184.503 demissões. De acordo com informações do Ministério da Economia, esse foi o melhor resultado para meses de setembro desde 2013, ou seja, em seis anos. Veja abaixo Após três anos seguidos de demissões, a economia brasileira voltou a gerar empregos com carteira assinada em 2018, quando foram abertas 529.554 vagas formais, de acordo com dados oficiais. Parcial do ano Os números oficiais do governo mostram também que, nos nove primeiros meses deste ano, foram criados 761.776 empregos com carteira assinada. Com isso, houve aumento de 5,93% frente ao mesmo período do ano passado – quando foram abertas 719.089 vagas formais. Esse também foi o maior saldo, para o período de janeiro a setembro, desde 2014 (904.913 vagas formais abertas). Os números de criação de empregos formais dos primeiros nove meses do ano, e de igual período dos últimos anos, foram ajustados para incorporar as informações enviadas pelas empresas fora do prazo nos meses de janeiro e agosto. Os dados de setembro ainda são considerados sem ajuste. Segundo o Ministério da Economia, nos últimos 12 meses foram criados 548.297 postos de trabalho formais. Já o estoque de empregos formais na economia somou 39,172 milhões no final de setembro, contra 38,624 milhões no mesmo mês de 2018. Por setores Os números do governo revelam que, em setembro, houve abertura de vagas em sete dos oito setores da economia. O maior número de empregos criados foi registrado no setor de serviços. Já os serviços industriais de utilidade pública foram o único setor que demitiu no período. Indústria de Transformação: +42.179 Serviços: +64.533 Agropecuária: +4.463 Construção Civil: +18.331 Extrativa Mineral: +745 Comércio: +26.918 Serviços Industriais de Utilidade Pública: -448 Administração Pública: +492 Dados regionais Segundo o governo, houve abertura de vagas formais, ou seja, com carteira assinada, em todas as regiões do país em setembro deste ano. Nordeste: +57.035 Sudeste: +56.883 Sul: +23.870 Centro-Oeste: +10.073 Norte: +9.352 O governo informou ainda que todas 27 unidades da federação criaram empregos formais em setembro. A abertura de vagas no mês é liderada por São Paulo (+36.156), seguido por Pernambuco (+17.630) e Alagoas (+16.529 vagas). Os estados que menos abriram vagas, no mês passado, foram Amapá (+182), Tocantins (+424) e Acre (+492). Trabalho intermitente e parcial Segundo o Ministério da Economia, foram registradas 12.169 admissões e 6.154 desligamentos na modalidade de trabalho intermitente em setembro deste ano. Como o total de admissões nessa modalidade foi maior que o de demissões, houve um saldo positivo de 6.015 empregos no período. O trabalho intermitente é aquele esporádico, em dias alternados ou por algumas horas, e é remunerado por período trabalhado. O mês de setembro registrou ainda 6.609 admissões na modalidade de regime de trabalho parcial e 4.802 desligamentos, gerando saldo positivo de 1.807 empregos. As novas modalidades de trabalho parcial, definidas pela reforma trabalhista, incluem contratações de até 26 horas semanais com restrições na hora extra ou até 30 horas por semana sem hora extra. Salário médio de admissão O governo também informou que o salário médio de admissão foi de R$ 1.604,60 em setembro. Em termos reais (após a correção pela inflação), houve alta de 2,99% no salário de admissão, ou de R$ 46,54; na comparação com o mesmo mês de 2018. Em relação a agosto de 2019, houve uma queda real de 0,74%, ou de R$ 12, no salário médio de admissão, informou o Ministério da Economia.

G1

Thu, 17 Oct 2019 19:04:59 -0000 -

G1 > Tecnologia e Games

Últimas notícias de tecnologia e de games. Informações sobre internet, jogos, tv digital e lançamentos de produtos eletrônicos de última geração.


Empregado que não foi promovido teria feito mudanças no sistema de produção e enviado informações sigilosas para terceiros. Fábrica da Tesla na Califórnia, EUA Noah Berger/Reuters O presidente-executivo da Tesla, Elon Musk, afirmou em mensagem aos funcionários da montadora de carros elétricos que um empregado da companhia promoveu "extensa e danosa sabotagem" ao supostamente ter feito mudanças de código de programação do sistema de produção e enviado informações sigilosas da empresa para terceiros. A porta-voz da companhia, Gina Antonini, não comentou o email enviado por Musk aos funcionários na segunda-feira (18). Musk afirmou na mensagem, obtida pela Reuters, que descobriu sobre o suposto caso de sabotagem durante o final de semana. O suposto sabotador não foi identificado. "A extensão completa de suas ações ainda não são claras, mas o que ele admitiu até agora ter feito é muito ruim", escreveu o executivo. "A motivação declarada dele é que ele queria uma promoção que não recebeu." "Como vocês sabem, uma longa lista de organizações querem que a Tesla morra", disse Musk no email, afirmando que a relação inclui investidores em Wall Street, companhias petrolíferas e montadoras rivais de veículos. Ele não citou nome de nenhuma empresa. Elon Musk em conferência de imprensa em fevereiro de 2018 Joe Skipper/Reuters Mais cedo, na segunda-feira, Musk enviou uma outra mensagem aos funcionários relatando um "pequeno incêndio" ocorrido em uma instalação da Tesla no domingo. Esta mensagem também foi obtida pela Reuters. Na mensagem, a Tesla afirma que na noite de domingo houve um incidente na área de carrocerias, que não houve feridos ou danos significativos a equipamentos e que a produção já tinha retornado ao normal. A empresa não especificou o local do fogo. Musk afirmou no email que apesar do fogo não ter sido um evento aleatório, "fiquem alertas sobre qualquer coisa que não esteja entre os melhores interesses da nossa companhia". Na semana passada, Musk anunciou demissão de 9% da força de trabalho da Tesla. O futuro da Tesla depende do aumento da produção do Model 3, que é o modelo mais "popular" da marca até agora.

G1

Tue, 19 Jun 2018 11:51:09 -0000 -


A empresa de segurança Radware revelou que golpistas publicaram links no Facebook para disseminar extensões maliciosas para o navegador Google Chrome, do Google. Os links publicados no Facebook pelos usuários infectados levam uma página falsa que copia a aparência do YouTube, mas exige -- falsamente -- a instalação de uma extensão para reproduzir o vídeo.Segundo a Radware, foram infectadas 100 mil pessoas em 100 países diferentes. Os três países mais infectados eram as Filipinas, Venezuela e Equador. Juntos, os três eram responsáveis por 75% das contaminações.Pedido de instalação de extensão do Chrome sobre site com aparência copiada do YouTube (Foto: Radware)O Chrome só permite a instalação de extensões cadastradas na Web Store, que é mantida pelo próprio Google. Para conseguir listar as extensões maliciosas na loja, os golpistas copiaram extensões legítimas e injetaram um código extra, dando a aparência de uma extensão verdadeira. O nome do golpe, que a Radware batizou de "Nigelthorn", é baseado na Nigelify, uma extensão legítima para o Chrome que foi copiada pelos criminosos.Uma vez instalada, a extensão é capaz de realizar várias atividades, incluindo:- Roubar senhas de acesso ao Facebook/Instagram;- Publicar e enviar mensagens no Facebook/Instagram (o que é usado para atrair novas vítimas);- Mineração de criptomoeda, o que gera lucro para os invasores;- "Assistir" a vídeos no YouTube (de forma invisível) ou inscrever a vítima em canais sem autorização;- Redirecionar o navegador para abrir páginas específicas.As extensões maliciosas já foram removidas da Chrome Web Store, mas internautas devem ter cuidado ao instalar qualquer extensão do Chrome, especialmente quando o pedido da instalação vier de sites fora da Web Store.SAIBA MAISComo as extensões se tornaram o ponto fraco do ChromeMilhões de internautas baixam falso bloqueador de anúnciosDúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

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Tue, 15 May 2018 07:00:01 -0300 -


Um certificado digital do Banco Inter, acompanhado da respectiva chave privada, foi publicado em um site na web e posteriormente revogado, segundo apuração do blog Segurança Digital. O banco Inter é o mesmo que está sendo investigado pelo Ministério Público do Distrito Federal após uma reportagem do site de tecnologia "TecMundo" afirmar que dados de vários correntistas da instituição foram obtidos em um possível ataque cibernético realizado por um invasor que teria tentado extorquir o banco cobrando um "resgate".O certificado digital por si não é capaz de provar que o ataque e o vazamento de dados ocorreram, mas esse certificado é parte da tecnologia responsável por proteger a comunicação dos correntistas do banco com o site da instituição (bancointer.com.br). Mesmo que um ataque não tenha ocorrido, ou que o ninguém tenha usado a chave para atacar clientes do banco, o caso levanta questões sobre as práticas de segurança da instituição financeira, pois, como é um dado sigiloso, essa chave não deveria ter sido exposta.SAIBA MAISBanco Inter: MP do DF apura suposto vazamento de dados de 300 mil clientesEm comunicado ao blog Segurança Digital, o Banco Inter reiterou que "não houve comprometimento da sua estrutura de segurança" e não comentou o vazamento e a revogação das chaves. Além do certificado vazado encontrado pelo blog, pelo menos outros dois certificados digitais do banco (um de 13 de abril de 2018 e outro de 26 de março de 2018) foram revogados. Dados no site da Comodo: certificado do Banco Inter de 18 de agosto foi revogado com motivo de 'chave comprometida' (keyCompromise). (Foto: Reprodução)Revogação ocorreu por 'chave comprometida'A norma de certificação digital na web estabelece 11 possíveis razões (numeradas de 0 a 10) para a revogação de um certificado. Entre as possíveis razões estão a de "motivo não especificado" (nº 0) e "certificado substituído" (nº 4). A justificativa de "chave comprometida" (nº 1), que consta para a revogação dos certificados do Banco Inter, é a mais específica sobre uma chave vazada, excluindo a possibilidade de outros problemas técnicos ou falhas nas empresas que concedem os certificados. Os certificados revogados são de duas empresas diferentes: GoDaddy e DigiCert.A autenticidade de um dos certificados, ao qual o blog Segurança Digital teve acesso, foi verificada através de uma propriedade matemática que pode ser conferida com registros públicos, sem a necessidade de testes on-line. Segundo o CRT.SH, um site da empresa de segurança Comodo que registra a utilização de certificados digitais com dados públicos, o certificado publicado na web estava em uso em 14 de outubro de 2017. Ele foi emitido em 18 de agosto de 2017 e seria válido até o mesmo dia de 2019, mas foi revogado no fim da sexta-feira (11).Veja aqui o certificado do Banco Inter no site da Comodo.Revogação de certificadoO site principal do Banco Inter usa um certificado diferente dos que foram revogados, emitido em 29 de abril pela DigiCert. Porém, se os certificados antigos estivessem válidos, golpistas poderiam criar sites clonados do Banco Inter caso pudessem redirecionar o acesso ao banco. Um cenário, por exemplo, seria o de redes Wi-Fi abertas. Essas redes são vulneráveis a ataques de redirecionamento, mas, caso criminosos tentem redirecionar um site de um banco em uma rede Wi-Fi aberta, o correntista receberá um alerta de segurança informando que o certificado do site não pôde ser verificado. Porém, como o certificado do Banco Inter vazou, é possível criar uma página clonada perfeita, usando o certificado legítimo do próprio banco.É por isso que certificados digitais que vazam precisam ser revogados, independentemente de ainda estarem ou não em uso.Não está claro se foi o banco que solicitou a revogação do certificado ou se alguém em posse dos certificados denunciou o vazamento às autoridades certificadoras.Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

G1

Mon, 14 May 2018 17:33:33 -0300 -


(Se você tem alguma dúvida sobre tecnologia, utilize o espaço para comentários abaixo e escreva sua pergunta)   >>> Formatar o PC é a maneira mais eficiente eliminar vírus?  Olá, Ronaldo! Eu tenho percebido que o meu PC está mais lento, e por esse motivo estou desconfiado que ele está com vírus. A minha dúvida é sobre se devo formatar o PC, essa é a maneira mais eficiente de resolver o problema? Nelson   Olá, Nelson! A reinstalação do Windows, deve ser o último recurso a ser recorrido para a resolução de problemas do PC. A "formatação" resolve praticamente todos os problemas, pois através dela o sistema será reinstalado como se o PC tivesse saído da fábrica. Porém, esse procedimento não permitirá que seja feito um diagnóstico sobre o problema, e por esse motivo não será possível criar uma rotina de prevenção. Alguns técnicos de informática preferem adotar essa estratégia, porque ela é menos dispendiosa, mas não significa que seja a melhor maneira de eliminar vírus.   >>> Cabo USB genérico pode estragar o celular? Usar cabo USB genérico pode comprometer o carregamento da bateria do celular ou estragar o celular? Mônica   Olá, Mônica! Usar cabo USB de procedência duvidosa pode representar um risco de acidente, quando for de baixa qualidade. Isso não significa que ele irá danificar o celular só por ter sido usado, o problema é que o carregamento total da bateria poderá demorar mais do que o necessário. A durabilidade de cabos genéricos tende a ser inferior, devido a qualidade do material utilizado. É possível identificar cabos e carregadores defeituosos, através de um aplicativo. A coluna Tira-dúvidas de tecnologia já mostrou em detalhes como usá-lo, confira a dica completa nesse link (aqui).   >>> Como desbloquear o IMEI de celular que foi recuperado? Olá, Ronaldo! Eu perdi o meu celular e fui na delegacia fazer o boletim de ocorrência, mas consegui acha-lo depois. Então voltei lá e pediram a liberação do aparelho, porém já faz um mês isso e até agora o aparelho permanece bloqueado. Como devo proceder? Nicole Figueiredo   Olá, Nicole! Em teoria o procedimento deveria ser simples e ágil. Bastaria você ir numa loja da sua operadora de telefonia, fazer a solicitação do desbloqueio e fornecer os seguintes dados:  - Informar o número da linha; - RG e CPF do proprietário do titular da linha; - Nota Fiscal da compra do aparelho;   Se você não obtiver sucesso, canal de comunicação mais eficiente para que o problema resolvido é registrando queixa na ANATEL nesse link (aqui). Após a reclamação a Agência irá intermediar o processo com a sua operadora de telefonia.     Imagem: Reprodução/G1

G1

Sun, 13 May 2018 13:00:01 -0300 -


Segundo um pesquisador de segurança, cinco mil roteadores da marca Datacom possivelmente em uso por clientes da operadora Oi estão vulneráveis a acesso remoto por meio do protocolo "Telnet", pois esses equipamentos, de fábrica, aparentemente não possuem uma senha configurada nesse tipo de acesso. Os equipamentos são fornecidos a clientes para permitir o acesso à internet.Com acesso à configuração do roteador, um hacker poderia fazer alterações para redirecionar os clientes a páginas falsas, entre outros ataques. De acordo com o pesquisador Ankit Anubhav, que enviou os dados da sua pesquisa ao site de segurança "Bleeping Computer", os equipamentos vulneráveis eram três modelos da Datacom: DM991CR, DM706CR e DM991CS. Para resolver o problema, é preciso filtrar ou modificar a configuração do telnet nesses roteadores.Procurada, a Oi informou que está analisando o fato para tomar as medidas cabíveis.O manual do DM991CR, consultado pelo blog Segurança Digital, confirma que o aparelho possui acesso telnet e que ele não tem senha por padrão. Não está claro se o telnet vem habilitado de fábrica, mas uma linha no manual afirma que o acesso telnet é possível "se não for a primeira vez que o equipamento estiver sendo ligado e o endereço IP de uma das interfaces Ethernet já estiver configurado corretamente" -- ou seja, não parece ser necessário habilitar o telnet antes de utilizá-lo. A Datacom, fabricante dos equipamentos, afirmou, por telefone, que "possui contratos de confidencialidade e não pode se posicionar sobre as redes de clientes". Quando foi explicado que a dúvida não era sobre as redes de clientes e sim sobre a configuração de fábrica do produto, a representante da companhia reafirmou que "esse é o posicionamento da empresa".TelnetO Telnet é um antigo procolo de comunicação, amplamente utilizado em terminais e conhecido para seu uso em administração remota de equipamentos de rede e até computadores.Seu uso na maioria das aplicações é considerado obsoleto, pois é preferível que seja utilizado o muito mais seguro Secure Shell (SSH). Diferentemente do Telnet, o SSH prevê a criptografia do tráfego, o que aumenta a confiabilidade e a confidencialidade da conexão.Os equipamentos da Datacom também são compatíveis com SSH, mas muitos equipamentos da "internet das coisas" possuem apenas Telnet.SAIBA MAISNovo ataque à 'internet das coisas' registra atividade no BrasilPor que a 'internet das coisas' hoje é tão insegura?Imagem: Cabo de rede (Foto: Anders Engelbol/Freeimages.com).Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

G1

Fri, 11 May 2018 17:00:01 -0300 -


Usuários estão relatando na web sobre um novo tipo de "mensagem bomba" capaz de travar o WhatsApp no Android e também o iMessage, no iPhone. A mensagem parece consistir de apenas quatro palavras, um emoji e pontuação, mas o texto esconde diversos caracteres especiais que tornam a mensagem aproximadamente 2,4 mil vezes maior do que ela deveria ser.Segundo o blog Naked Security, da fabricante de antivírus Sophos, a mensagem contém caracteres especiais de mudança de direção. Esses são marcadores invisíveis e especiais no texto que podem mudar a direção das letras, o que é necessário em alguns idiomas que são escritos da direita para a esquerda. A "mensagem bomba" que trava o WhatsApp possui centenas desses marcadores, cada um deles mudando a direção sem incluir texto nenhum entre eles. Dessa forma, a mensagem parece ser um texto qualquer.Mensagem deveria ter menos de 50 bytes, mas supera os 118 KB (120 mil bytes) e possui mais de 40 mil caracteres invisíveis. Outra versão da mensagem possui um círculo preto que, se for tocado, trava o aplicativo. (Foto: Reprodução)Não se sabe se mais algum aplicativo além do WhatsApp e do iMessage estaria vulnerável. O blog Segurança Digital procurou o WhatsApp e a companhia ainda não preparou um pronunciamento sobre o caso.Mensagens, textos e letras "bomba" são aquelas que se aproveitam de algum problema no processamento de textos em aplicativos para causar efeitos indesejados. Na maioria dos casos, o resultado é o travamento do dispositivo. No entanto, os resultados podem ser mais sérios. A "letra bomba" que ficou conhecida em fevereiro por travar o iPhone era capaz de deixar até computadores com macOS incapazes de abrir o painel de Wi-Fi caso alguma rede tivesse letra em seu nome.SAIBA MAISLetra bomba pode travar iPhone e Macs da AppleEsse tipo de problema ocorre principalmente por causa dos vários detalhes envolvidos na exibição de texto universal ("Unicode"), que é compatível com a maioria dos sistemas de escrita em uso no mundo. Ele substituiu os sistemas específicos que eram usados para cada idioma, o que permite que um conjunto de texto tenha caracteres de vários idiomas sem a necessidade de usar sistemas diferentes para processar cada trecho.Até os aplicativos serem atualizados, a recomendação é evitar interagir com essa mensagem, caso ela seja exibida. Segundo relatos de usuários no site "Reddit", a mensagem já está sendo bloqueada em alguns casos.Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

G1

Fri, 11 May 2018 13:57:53 -0300 -


O compactador de arquivos gratuito 7-Zip recebeu uma atualização para corrigir uma vulnerabilidade na leitura de arquivos ".rar".Tirando proveito dessa falha, um hacker poderia criar um arquivo ".rar" especial que, ao ser aberto no 7-Zip, imediatamente executa um vírus e compromete o sistema, sem a necessidade de abrir um arquivo normalmente perigoso, como ".exe" (programa executável).Para verificar se você possui o 7-Zip em seu computador, abra o menu iniciar e digite "7-Zip". Caso apareça o "7-Zip File Manager", o programa está instalado e precisa ser atualizado.O programa pode ser baixado em 7-Zip.org. A versão ideal é a "x64"; se ela não funcionar, pode ser usada a de 32 bits. A versão com a falha corrigida é datada de 2018-04-30. Qualquer versão anterior provavelmente é vulnerável.Por ser inteiramente gratuito e de código aberto, o 7-Zip é uma das principais alternativas ao software WinRAR, o programa que deu origem a arquivos compactados de formato ".rar". Ele também abre e cria arquivos no formato ".7z", com compactação potencialmente maior. Um site de downloads brasileiro que distribui o aplicativo de maneira não oficial registra mais de 9 milhões de downloads. Desde fevereiro, o site Sourceforge, a fonte oficial do 7-Zip, registra 720 mil downloads. O programa foi criado em 1999.O 7-Zip não dispõe de um recurso de atualização automática. Ele nem mesmo verifica a existência de uma atualização para notificar o usuário. Isso significa que muitas versões antigas do 7-Zip podem estar e, se a versão nova não for baixada manualmente, o aplicativo ficará desatualizado e vulnerável.Abrindo o 7-Zip File Manager, a versão instalada pode ser consultada no menu Ajuda > Sobre o 7-Zip.Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

G1

Fri, 11 May 2018 09:00:02 -0300 -


Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.) vá até o fim da reportagem e utilize o espaço de comentários ou envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com. A coluna responde perguntas deixadas por leitores no pacotão, às quintas-feiras.>>> Vírus no iPhone 8?Recentemente meu iPhone 8 subitamente alterou a foto da tela de início. Algumas semanas depois começou a surgir a lupa sem acionamento específico. Como não sabia usar este recurso, presumi que o tivesse acionado por engano. Entretanto, na última semana a lupa travou e em seguida a tela do iPhone tornou-se preta e branca. Tentei reverter seguindo os passos indicados pela Apple sem sucesso. Entrei em contato por telefone e fui orientada a redefinir a tela. Ok, é inconveniente, mas resolveu. A questão que fiquei preocupada foi quando alguém questionou se não teria sido um vírus. Você tem conhecimento de casos similares?Daniela LessaO iPhone restringe a instalação de aplicativos ao que está disponível na App Store, a loja oficial da Apple. Embora não seja impossível, é bem difícil instalar programas de espionagem no telefone. Especialmente no iPhone, há uma grande chance de o responsável pela instalação do "vírus" ser alguém próximo de você. Também fica mais fácil fazer isso se o telefone não tem uma tela de bloqueio configurada. Você usa uma senha de desbloqueio no celular ou outro recurso?O TouchID funciona, mas, se a ameaça é uma pessoa próxima de você, não é difícil que ela se aproveite de alguns momentos para destravar seu celular com seu dedo. Portanto, uma senha é preferível. Ninguém, em nenhuma hipótese, deve dispensar a configuração de uma senha de bloqueio no celular.De todo modo, o caso mais provável é algum problema no dispositivo, talvez no touch, que, por alguma "sorte", fez a lupa ser acionada e trocou o seu fundo de tela. Um vírus teria que ser muito "incompetente" para causar esses comportamentos, já que a maioria dos vírus não quer chamar sua atenção.>>> O que é um "log"?Ao enviar uma dúvida pro WhatsApp foi gerado um log, gostaria de saber o que são logs. É algo que investigue a privacidade de mensagens do usuário?E o que é a licença mundial gerada pelo whatsapp em royalties?(Anônimo)Um "log" é um arquivo que contém um apanhado de informações ou registro de uso. Logs podem ser usados para diagnosticar problemas ou para realizar uma auditoria.O log pode conter  algumas informações pessoais ou não, depende do aplicativo que gera esse log e das informações nele contidas. De maneira geral, um log deve conter apenas as informações necessárias para resolver o problema técnico que você precisa resolver; qualquer implicação de privacidade é um "mal necessário" nesse processo. Embora você não deva enviar logs para desconhecidos, a solicitação desses arquivos é completamente normal em cenários de suporte técnico.Às vezes, os logs podem conter certas informações por erro. Foi o que ocorreu recentemente com o Twitter, que descobriu que um log estava salvando as senhas dos usuários em seus servidores, apesar de essa informação não ser necessária ou mesmo desejada.Logs são gerados de forma rotineira pelo sistema operacional e pelos aplicativos. Também é possível em muitos casos gera um log sob demanda para obter informações gerais sobre o uso de um aplicativo.Quanto à receita do WhatsApp, o aplicativo não tem nos "royalties" uma receita significativa. O WhatsApp hoje dá prejuízo, e o Facebook -- atual dono do aplicativo -- ainda estuda mecanismos para conseguir gerar faturamento com o app.>>> Reembolso do frete no Mercado LivreFiz uma compra de uma televisão no último sábado pelo mercado livre . Como opção do transporte o vendedor me enviou um boleto no valor de $100. Na segunda o boleto foi confirmado pelo banco e o comprador confirmou o envio. Na terça feira ele cancelou a compra e não me devolver o dinheiro referente ao frete, devolveu apenas o valor referente ao produto. Preciso de ajuda. Como devo proceder neste caso? O mercado livre não quer me ajudar intermediando a devolução do vendedor. Bárbara BiancaEm compras normais no Mercado Livre, o frete é cobrado junto com o produto e o valor é devolvido integralmente no caso de problemas. A cobrança de R$ 100 enviada pelo vendedor é adicional e o Mercado Livre realmente não estaria envolvido nesse processo.Você pode entrar na Justiça para solicitar o valor, ou registrar um boletim de ocorrência em uma delegacia. No entendimento desta coluna -- que pode ser diferente do entendimento de um juiz --, o Mercado Livre não tem responsabilidade em casos como este, porque o pagamento não foi realizado através do mecanismo próprio do Mercado Livre e a política do site, em que a cobrança pelo frete ocorre junto com a cobrança do produto, foi desrespeitada.Quem deve devolver o dinheiro (e ser denunciado pela fraude que cometeu) é o vendedor.O pacotão da coluna Segurança Digital vai ficando por aqui. Não se esqueça de deixar sua dúvida na área de comentários, logo abaixo, ou enviar um e-mail para g1seguranca@globomail.com. Você também pode seguir a coluna no Twitter em @g1seguranca. Até a próxima!

G1

Thu, 10 May 2018 21:30:01 -0300 -


A disputa entre os navegadores de internet pela preferência dos usuários, parece ter ganho um novo capítulo. A integração entre o PC com dispositivos móveis é um dos principais atrativos oferecidos pelos programas, principalmente para quem busca produtividade. Mas para se tornar o browser principal para navegar na internet, é necessário oferecer recursos adicionais que sejam realmente úteis ao internauta. A  transição de atividades entre plataformas, simplifica o trabalho de quem começou uma pesquisa usando o celular e quer continuar na mesma página usando o PC. Nessa coluna será apresentado o Opera Touch, a nova versão para dispositivos móveis de um dos principais navegadores do mercado, confira.    Sobre o aplicativo O Opera é um dos navegadores de internet mais antigos, mesmo não sendo o mais popular, é recomendável avaliar a possibilidade de adotá-lo no PC e também no celular. Ele possuí um eficiente gerenciamento de energia, ideal para quem costuma navegar durante horas e quer preservar ao máximo a carga da bateria. O seu bloqueador de anúncios é nativo, o que simplifica o carregamento das páginas. Mas novidade na versão recém lançada, é a total integração com outros computadores que tiverem a versão para desktops instalada.                                    A interface do aplicativo foi planejada levando em consideração a necessidade de que muitos internautas possuem para poderem navegar confortavelmente, abrindo várias guias simultaneamente através do botão de ação rápida. Essa recurso melhora a usabilidade, e permite que as ações possam ser realizadas com a mesma mão que está segurando o aparelho.    O recurso de sincronização criptografa os dados; para iniciar a integração entre os dispositivos basta fazer a leitura de um QR CODE -  procedimento é semelhante ao existe no WhatsApp Web.                                    O Opera Touch está disponível somente para dispositivos móveis com o Android, mas existe a possibilidade de que em breve seja lançada uma versão para o iOS.      Imagens: Divulgação/Opera e Reprodução/G1

G1

Wed, 09 May 2018 16:00:01 -0300 -


A Apple está envolvida em mais uma polêmica relacionada ao conserto de seus equipamentos. A empresa, que já deixou celulares parcialmente inoperantes por causa de reparos no botão "Home" do iPhone, agora está sendo acusada de impedir o funcionamento de celulares que tiveram a tela sensível ao toque substituída por centros de reparos não oficiais.A empresa lançou uma nova atualização do iOS para remover a restrição, mas deixou o alerta de que telas não oficiais podem comprometer a qualidade visual ou outros aspectos do telefone.No caso do botão Home, a empresa argumentou que não reconhecer os botões paralelos tratava-se de um recurso de segurança, visto que o botão também abrigava a lógica do TouchID, a função de reconhecimento de digitais do celular. Mas será que isso faz sentido?A resposta para essa pergunta é relevante no momento, pois há uma lei sendo discutida no estado da Nova York, nos Estados Unidos, para obrigar que fabricantes de eletrônicos facilitem reparos. Infelizmente, a verdade é um pouco dura: qualquer alteração em um eletrônico tem potencial para diminuir a segurança do aparelho. Um chip "estranho" no celular teria potencial para capturar alguma informação de forma silenciosa -- não importa se é o chip que processa os toques na tela ou o de reconhecimento biométrico.Por outro lado, a maioria das pessoas não requer um grau de confiabilidade tão grande dos aparelhos eletrônicos. De fato, eletrônicos e computadores mais antigos careciam de qualquer proteção ou mecanismo para identificar o uso de chips diferentes do original. Alguns recursos de segurança mais recentes têm mudado esse cenário: a criptografia Bitlocker do Windows, por exemplo, exige ser reativada quando o Windows detecta mudanças na BIOS da placa-mãe, o que pode ocorrer com uma mudança do chip ou com uma mera atualização de software.Também não há explicação para a atitude de Apple de prejudicar o funcionamento dos celulares em vez de notificar os consumidores para que cada um decida se o telefone celular ainda está confiável para ser usado.Informações da Apple sobre atualização do iOS 11.3.1, que corrige não funcionamento do toque em 'telas de substituição não originais'. (Foto: Reprodução)No mundo real, longe da "teoria" dos ataques mais sofisticados possíveis, fraudes ou espionagem envolvendo alterações em microchips são uma raridade. Já a necessidade de substituir peças e realizar consertos -- legítimos e seguros -- é bastante rotineira. Um sistema de segurança não deve supor que a situação mais incomum (troca de chip para fins de espionagem) é a única possível explicação para o problema. O uso de tecnologias que impeçam alterações no hardware de eletrônicos é certamente positivo e necessário para aqueles que precisam de equipamentos com o mais alto grau possível de confiabilidade. O Google, por exemplo, desenvolveu um chip de segurança chamado Titan para monitorar mudanças no hardware de seus servidores, analisando e identificando qualquer modificação nos chips da placa-mãe.Mas, no fim, a escolha deve ser do consumidor. É positivo que a Apple tenha desenvolvido mecanismos para garantir a integridade do hardware, mas isso deve ser sempre usado em favor do consumidor. Outros fabricantes podem e devem desenvolver a mesma tecnologia, desde que não para impedir reparos e diminuir a vida útil dos aparelhos.Imagem: Placa lógica de eletrônico (Foto: Stockers9/Freeimages.com)Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

G1

Wed, 09 May 2018 08:00:01 -0300 -


(Se você tem alguma dúvida sobre tecnologia, utilize o espaço para comentários abaixo e escreva sua pergunta)   >>> Clicar sobre o 'link do esquilo' faz com que seja instalado um vírus perigoso no celular?   Oi, Ronaldo! Eu recebi um alerta sobre um novo super vírus que esta sendo espalhado pelo WhatsApp. Está escrito na mensagem que quem clicar sobre o link com um emoji de esquilo, o aparelho celular ficará travado e será controlado por hackers. É verdade? Fabrício   Olá, Fabrício! Existe uma vulnerabilidade no aplicativo do WhatsApp que está sendo explorada através de uma pegadinha; os usuários enviam uma mensagem com uma sequência de caracteres ocultos e um emoji de esquilo. Quem clicar sobre essa mensagem, pode ter o app do mensageiro travado, e dependendo do modelo do celular, será necessário reiniciá-lo. Mas vale salientar que não se trata de um vírus, e não oferece risco a segurança das informações dos usuários que caírem acidentalmente na brincadeira.    >>> Como restringir canais no Youtube Oi, Ronaldo! Como eu faço para restringir o acesso a alguns canais do Youtube no tablet do meu irmão? Luciano   Olá, Luciano! O conteúdo destinado ao público infantil pode ser acessado, sem que você se preocupe com conteúdo impróprio, através do Youtube Kids. Mas existe uma excelente alternativa para o controle parental no Youtube, você pode instalar um aplicativo chamado Filter for youtube, para restringir individualmente quais canais poderão ser acessados.   >>> Como excluir o Facebook Messenger? Oi, Ronaldo! Você sabe como excluir o Facebook Messenger? Celina   Olá, Celina! O Messenger é o comunicador nativo do Facebook, você pode optar em deixar de usá-lo, permanecer desconectada e remover o app do celular. Mas não é possível apagar essa funcionalidade do Facebook.   Imagem: Reprodução/G1

G1

Sun, 06 May 2018 12:30:01 -0300 -


O provedor de distribuição de conteúdo CloudFlare pode ir a julgamento por pirataria nos Estados Unidos e um dos principais argumentos da ALS Scan, a produtora de conteúdo pornográfico que moveu a ação, envolve a derrubada de um site neonazista, o Daily Stormer. O site utilizava os serviços da CloudFlare, mas foi derrubado em agosto de 2017, algo muito incomum para a CloudFlare. O provedor costuma manter vários sites questionáveis entre seus clientes, inclusive os de pirataria, sob o argumento de que não hospeda o conteúdo.A CloudFlare tentou alegar para o tribunal que o Daily Stormer não era relevante para o julgamento do júri e que, por envolver conteúdo neonazista, o caso teria um apelo emotivo indevido. O juiz George Wu, da corte californiana onde o processo tramita, negou o pedido da CloudFlare e a ALS Scan recebeu o sinal verde para usar o Daily Stormer em sua argumentação.A CloudFlare é um provedor de serviços de internet que fornece proteção contra ataques de negação de serviço e serviços -- ataques que tentam tirar um site do ar -- e uma rede de distribuição de conteúdo (CDN). Uma CDN é formada por servidores distribuídos por todo o planeta para acelerar o acesso a páginas -- acessar um servidor mais próximo é mais rápido do que acessar um servidor mais distante -- e, para isso, esses servidores armazenam apenas cópias temporárias e parciais dos sites.A CloudFlare diz não ser responsável por qualquer dano cometido por sites de clientes, pois a empresa apenas atua como uma "ponte de acesso" ao conteúdo armazenado no provedor principal de hospedagem do cliente. Este, sim, armazena cópias completas e permanentes dos sites e deve ser procurado para derrubar o conteúdo.Mas a ALS Scan alega que a CloudFlare não tem direito às proteções legais concedidas aos provedores de serviços de internet, como o Google, Facebook e provedores de internet e hospedagem de sites. A produtora argumenta que a CloudFlare faz cópias não autorizadas de material protegido por direito autoral quando armazena cópias temporárias do conteúdo em seus servidores e que a empresa é conivente com as infrações cometidas por seus clientes ao se negar cancelar os serviços a sites de pirataria.Como parte da proteção a ataques de negação de serviço, a CloudFlare também tenta omitir o endereço de internet (endereço IP) verdadeiro dos seus clientes, o que impede que detentores de direitos autorais tomem medidas contra os provedores de hospedagem desses sites.Entre os clientes da CloudFlare está o The Pirate Bay, um site bastante conhecido no ramo da pirataria. Mas há diversas outras páginas de conteúdo ilícito nos servidores Especialistas chegaram a criar um site chamado "Crimeflare" para tentar identificar os endereços verdadeiros de clientes da CloudFlare - principalmente sites de conteúdo ilícito -, mas a página era bastante incompleta e já não está mais on-line.Um dos pilares no argumento da CloudFlare era o de que a empresa não derrubava nenhum site sem ordem judicial. Como ela não é o provedor de serviços primário dos sites, cancelar o serviço da CloudFlare não derrubaria esses sites. A regra valia para todos os clientes, mas a lei norte-americana de direito autoral exige que material protegido seja retirado do ar após notificações, dispensando a necessidade de ordem judicial.Em agosto, quando a CloudFlare derrubou o site neonazista Daily Stormer, o argumento ficou prejudicado. A atitude demonstrou que o cancelamento do serviço por parte da companhia pode ter um efeito direto na disponibilidade de uma página web. O site de tecnologia Gizmodo obteve um comunicado interno da empresa enviado por Matthew Prince, o CEO da CloudFlare, em que ele deixa claro não só que ele pode tirar algo do ar, mas fazer isso de forma arbitrária."Hoje acordei de mau humor e decidi chutar o Daily Stormer para fora da internet", escreveu Prince.Desde então, Prince admitiu para sua equipe que tirar o Daily Stormer do ar foi realmente uma decisão arbitrária e que a atitude não se repetiria. Para a imprensa, a companhia também tentou argumentar que o Daily Stormer só foi retirado do ar porque a página tentou implicar a CloudFlare -- afirmando que ela era uma "apoiadora secreta" de suas visões políticas. Não está claro qual será a estratégia da companhia no tribunal agora que a tentativa de censurar o caso na corte fracassou.Além da CloudFlare, o Daily Stormer também foi derrubado pela GoDaddy. A página é atualmente hospedada pelo provedor de hospedagem francês OVH e se intitula "o site mais censurado da internet".'Serviço inteligente'Embora a CloudFlare se diferencie de muitos provedores de serviços ao exigir uma ordem judicial para derrubar sites de clientes, um dos argumentos da ALS Scan, o de que a CloudFlare não merece as proteções da lei por ser um "serviço inteligente", pode implicar outros prestadores de serviços.A lei norte-americana protege provedores de serviços de internet e comunicação em diversas categorias e desde que eles cumpram certas exigências. Uma delas é entendida como um tratamento neutro de conteúdo.Desde 1998, quando a lei norte-americana de "direito autoral digital" foi criada, serviços de internet têm adotado cada vez mais mecanismos "inteligentes" para tirar melhor proveito da infraestrutura de rede e atender às demandas de consumidores. Essas práticas, embora corriqueiras e de finalidade estritamente técnica, podem não ser vistas como "neutras".Se o júri condenar a CloudFlare e concordar com esse argumento, outros prestadores de serviços, mesmo aqueles que derrubam conteúdo após serem notificados, podem ficar em risco de perderem suas proteções legais.Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

G1

Sat, 05 May 2018 15:00:01 -0300 -


A Heise, uma respeitada publicação de tecnologia da Alemanha, publicou uma reportagem afirmando que a Intel estaria trabalhando para corrigir uma nova onda de oito falhas do tipo Spectre. Chamadas de Spectre-NG ("Spectre Nova Geração"), as falhas estariam ligadas à metodologia da Spectre original, mas com impacto ainda mais grave para as chamadas "máquinas virtuais", o que afeta gravemente o mercado empresarial.Além dos produtos da Intel, processadores do tipo ARM (que são fabricados por empresas como Apple, Qualcomm, MediaTek, Nvidia e outras) também estariam vulneráveis, mas não há informação exata fabricantes e modelos. Também não há informação sobre os chips da AMD, que é concorrente da Intel. No mercado de notebooks, servidores e PCs, a Intel tem mais de 70% do mercado. A empresa não confirmou e nem negou a existência dos novos problemas.As falhas Spectre e Meltdown balançaram os fabricantes de processadores quando foram reveladas em janeiro. As falhas existem em uma otimização estrutural do funcionamento dos chips. Por causa disso, as correções dos problemas -- especialmente o Meltdown, que afeta praticamente apenas a Intel --, acarretaram em perdas de desempenho.Um hacker pode utilizar essas vulnerabilidades para ler o conteúdo da memória de outros programas em execução no computador. Isso significa que a falha não pode ser usada para invadir um sistema -- porque o hacker já precisa estar "dentro" do sistema antes de usar essas falhas --, mas ela pode ser usada para obter dados sensíveis aos quais o invasor não teria acesso.As vulnerabilidades são uma preocupação ainda maior para os prestadores de serviços de processamento de dados e datacenter, como a Amazon Web Services e a nuvem do Google. Essas empresas utilizam o isolamento fornecido pelo processador para atender diversos clientes em um único computador. Um hacker poderia simplesmente se passar pro cliente para obter acesso ao computador e usar as falhas para roubar os dados dos demais clientes.De acordo com a Heise, é exatamente nesse cenário que as falhas da Spectre-NG são mais perigosas. Diferente da Meltdown, a falha Spectre original era notória por ser bem difícil de explorar, o que tem mantido alguns ataques mais graves na teoria.Ainda não se sabe se a correção das falhas Spectre-NG trará novos prejuízos ao desempenho dos processadores. Uma das oito falhas teria sido descoberta pelo Google, por meio da iniciativa Projeto Zero. Mas os demais pesquisadores e empresas envolvidas não foram divulgados pela Heise. Ainda conforme a publicação, parte das atualizações deve ser lançada ainda em maio, com  restante agendado para agosto.Imagem: O fantasma da Spectre, símbolo escolhido porque a falha 'vai nos assombrar por muito tempo'. (Foto: Natascha Eibl/Domínio Público)Nova fronteiraAs falhas Spectre e Meltdown existem na forma que processadores otimizam o acesso a dados. Embora os dados em si jamais sejam vazados aos aplicativos, os especialistas em segurança descobriram ser possível tirar proveito do cache -- uma memória ultrarrápida e temporária do processador -- para ler dados de outros programas de maneira indireta.SAIBA MAISFalhas Meltdown e Spectre não atingem apenas Intel: entendaA descoberta dessas falhas representou não apenas um novo ataque, mas um novo método de abordagem para ataques, como uma "nova fronteira" para pesquisadores e hackers. Por esse motivo, a descoberta de novas falhas parecidas já era esperada por especialistas.Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

G1

Sat, 05 May 2018 11:25:43 -0300 -


Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.) vá até o fim da reportagem e utilize o espaço de comentários ou envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com. A coluna responde perguntas deixadas por leitores no pacotão, às quintas-feiras.>>> Boleto falso 1Recebi no mês de abril uma fatura da NET no valor de R$ 390,90, sendo que nunca fui assinante da mesma. Porém os meus dados constavam da mesma forma e o boleto foi encaminhado diretamente ao meu e-mail pessoal. Fui analisar a minha caixa de mensagens e encontrei outro boleto, datado de junho do ano de 2017. Este no valor de R$ 310, Banco Itaú, e-mail diferente do atual, que também é de banco diferente, do Banco Bradesco.Não sou e nunca fui Cliente da NET. Mas fui cliente da Claro HDTV e Plano Controle, e ela é parceira da NET e Embratel. Se for provado o vazamento de dados, posso entrar com ação na Justiça?Desde já, Obrigado.Luiz PauloLuiz, embora a lei brasileira tenha alguns dispositivos de proteção de privacidade, não existem regras claras sobre o tratamento de informações. Em outras palavras, não existem normas sobre como os dados devem ser armazenados ou com quem eles podem ser compartilhados. Além disso, os contratos de prestação de serviço costumam ter dispositivos que permitem à empresa compartilhar suas informações. No caso de empresas do mesmo grupo (a NET não é apenas parceira da Claro, ela é uma subsidiária), seria ainda mais difícil argumentar que houve alguma infração.Se existe um serviço assinado em seu nome de forma não solicitada, aí sim existe algo claramente ilícito. Mas há um porém: é possível que este boleto que você recebeu seja falso, ou seja, que o serviço não exista e que algum golpista simplesmente enviou o arquivo para o seu e-mail para que você pagasse. Se pagar, ótimo para o golpista; se não pagar, ele não perdeu nada.Supondo que seus dados foram obtidos por criminosos, você ainda terá dificuldade para obter algum julgamento favorável na Justiça. Advogados ouvidos pelo blog Segurança Digital em temas envolvendo dados pessoais costumam dizer a mesma coisa: é preciso provar um dano (prejuízo) e também conectar esse prejuízo à fonte das informações.No seu caso, você teria dificuldade nos dois casos. Como saber que os dados partiram mesmo da Claro? Os dados podem ter sido obtidos de outra fonte e os criminosos simplesmente enviaram um boleto da Claro para "tentar a sorte". E qual seria o seu prejuízo se você nem mesmo pagou o boleto informado?Vale lembrar que o grupo Claro já esteve envolvido em um vazamento de chamadas de call center. A Claro não quis conversar com o G1 para reconhecer (ou mesmo afastar) sua relação com a operadora do call center.O que você pode é enviar uma denúncia ao MP-DFT, que vem acompanhando casos envolvendo dados pessoais. Se for fazer isso, lembre-se de incluir todos os detalhes, incluindo os boletos e e-mails recebidos.Boleto falso confeccionado por golpistas usando o nome do MercadoPago. "Sacado", que deveria conter nome do consumidor, tem apenas a informação do cedente. Este não é um boleto seguro de ser pago. (Foto: Reprodução)>>> Boleto falso 2Vi uma matéria antiga do G1 falando sobre fraude em boletos, aconteceu comigo essa semanaFiz uma compra online, onde o vendedor se identificava como uma coisa, e na realidade era outra, fiz o pagamento e agora descobri que foi uma fraude.Como posso fazer sobre esse assunto?Segue anexo boleto (foto) e pagamento para melhor entendimento Devo procurar a polícia e o Procon?MarianaMariana, a imagem que você enviou é de um boleto do serviço "Mercado Pago", utilizado no site de comércio eletrônico Mercado Livre. Esse boleto é falso: no Comprovante de Pagamento que você enviou (a coluna não publicará o comprovante), o nome do benefício/cedente é totalmente diferente do nome "Cedente" informado no boleto. Pior ainda: na informação de "Sacado", onde devia constar as suas informações (endereço, CPF e nome completo), consta novamente o nome do Mercado Livre!Este boleto falso é uma falsificação grosseira. Muitas das fraudes de boleto falso são bem mais sofisticadas e difíceis de serem reconhecidas.Você pode e deve procurar a polícia, mas a chance de restituição é baixa, já que nenhum dos bancos, e muito menos o Mercado Livre, tem qualquer responsabilidade nesta fraude. Você pagou um boleto falso e simplesmente "entregou" o dinheiro na mão dos bandidos. Porém, a denúncia é importante para que a polícia tenha informações sobre essa fraude e possa localizar e prender os responsáveis.Note que há casos antigos na Justiça em que o Mercado Livre foi condenado a restituir as perdas. Porém, os procedimentos e o contrato do Mercado Livre mudaram desde então, o que pode (e deve, se a Justiça fizer o certo) invalidar esses precedentes.Você não contou como a fraude aconteceu, mas há casos em que vendedores ou compradores em sites como o Mercado Livre sugerem concluir uma negociação por WhatsApp ou e-mail, fora dos canais oficiais da página. Quando o golpista tira você dos canais oficiais, ele envia documentos falsos (seja um boleto falso ou um comprovante de pagamento falso, no caso de fraudes contra vendedores). Para tornar a fraude mais atraente, o golpista fornece descontos (para a venda) ou pagamentos elevados (em compras).Se esse vendedor lhe ofereceu descontos para uma compra "por fora", então você caiu exatamente nesse golpe.Você jamais deve aceitar concluir uma negociação fora dos canais oficiais oferecidos. Se o fizer, vai correr um altíssimo risco de fraude, inclusive porque a maioria dos vendedores ou compradores honestos jamais aceita ou sugere sair dos meios oficiais de negociação, pois isso é proibido pelo contrato e pode acarretar na expulsão do utilizador.O pacotão da coluna Segurança Digital vai ficando por aqui. Não se esqueça de deixar sua dúvida na área de comentários, logo abaixo, ou enviar um e-mail para g1seguranca@globomail.com. Você também pode seguir a coluna no Twitter em @g1seguranca. Até a próxima!

G1

Thu, 03 May 2018 14:00:01 -0300 -


O aplicativo de mensagens criptografadas Signal (um programa semelhante ao WhatsApp) está indisponível no Egito, no Omã, no Catar e nos Emirados Árabes Unidos depois que o Google e a Amazon realizaram mudanças técnicas impedindo o uso de um truque chamado de "domain fronting". A prática permitia que o Signal disfarçasse as conexões ao app de acessos ao Google.com, burlando a censura que esses países impuseram ao aplicativo. A informação é da Open Whisper Systems, desenvolvedora do Signal.Como muitos aplicativos, o Signal utiliza infraestrutura de "computação em nuvem" de provedores como o Google e Amazon. Esses serviços são notórios por sua flexibilidade e elasticidade, o que dificulta o trabalho de censores. Não é possível bloquear apenas um endereço de internet (endereço IP) para impedir o acesso ao serviço, porque os endereços IP mudam constantemente conforme a "nuvem" de computadores aloca recursos de processamento.Isso obriga os censores a bloquearem conexões com base no domínio (o "nome" do endereço, como "g1.com.br"). Mas, por uma característica desses serviços, era possível fazer com que uma solicitação fosse aparentemente direcionada a um cliente, mas acabasse processada por outro. Era assim que o Signal disfarçava suas conexões de acessos ao "google.com", que não é bloqueado nesses países.Isso é possível porque o destino da conexão é especificado duas vezes. Uma delas aparece na conexão e pode ser lida pelos censores. A outra é criptografada e só é processada pelo provedor de serviço em nuvem. Enquanto o destino visível era "google.com", o destino criptografado, invisível para os censores, era o verdadeiro endereço do Signal.O único país que já bloqueava o Signal era o Irã. Por causa das sanções comerciais aplicadas pelos Estados Unidos, o Google bloqueia todos os acessos do país ao seu serviço de busca, o que impedia a técnica de funcionar. Houve pressão para que o Google permitisse o acesso, mas o resultado foi o oposto: a empresa adotou medidas para impedir a prática como um todo, inviabilizando seu uso pelo Signal no mês passado.Quando o Signal migrou para a Amazon para repetir a mesma prática, a empresa recebeu um aviso de que o serviço seria cancelado se o aplicativo viesse mesmo a adotar esse truque. A empresa alegou que se passar por outros endereços é uma prática proibida pelos termos de serviço.Técnica pode ser usada em roubo de dadosA técnica de "domain fronting", embora seja capaz de burlar censura, também complica o trabalho de ferramentas de proteção de rede. Hackers já utilizaram o recurso para disfarçar as transmissões de dados roubados de computadores. Dessa forma, o sistemas de segurança não conseguem detectar e alertar sobre essas conexões irregulares.Se o Google e a Amazon continuassem permitindo o uso dessa técnica, os provedores corriam o risco de serem coniventes com práticas sofisticadas para o roubo de informações. O Signal usava a técnica desde 2016.Tecnologia do Signal foi adaptada no WhatsAppO Signal é um aplicativo de comunicação que adota criptografia para resguardar o sigilo das comunicações. É considerado o aplicativo mais seguro para esse fim entre os disponíveis do mercado. A tecnologia do Signal foi usada de base para a criptografia que hoje existe no WhatsApp, o aplicativo de mensagens que foi adquirido pelo Facebook em 2014.Assim como o WhatsApp, a criptografia do Signal é um empecilho para as autoridades judiciárias e policiais, já que não é possível monitorar a comunicação de um utilizador por meio de grampos na conexão e os dados das mensagens também não podem ser fornecidos pela Open Whisper Systems, já que a companhia não dispõe das chaves criptográficas para decifrar o conteúdo transmitido. É por isso que alguns países decidem bloquear o aplicativo, assim como o WhatsApp já foi bloqueado no Brasil.Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

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Wed, 02 May 2018 16:00:01 -0300 -


Após a instalação da atualização para o "Windows 10 Spring Creators Update", o sistema armazena preventivamente os arquivos da versão anterior como medida de segurança e simplificar o downgrade de versão. Esses arquivos ocupam cerca de 10 GB (gigabytes), o que pode representar um enorme desperdício de espaço para quem está com o HD próximo ao seu limite de capacidade. O gerenciamento de disco possuí um eficiente mecanismo chamado sensor de armazenamento, que irá apagar automaticamente esses arquivos temporários após 10 dias da instalação da atualização. Mas para os leitores que estão com pouco espaço livre no HD, existe uma maneira de remover esses arquivos imediatamente, confira a dica.    Como funciona   Para usar o "Sensor de armazenamento" e remover imediatamente os arquivos antigos do Windows, siga os passos descritos abaixo:    1 - Acesse a opção "Configurações".   2 - Clique em "Sistema".   3 - Clique em "Armazenamento".                                             4 - Clique na opção "Liberar espaço agora".   5 - Selecione os arquivos indicados pelo sistema que poderão ser apagados.                                             6 - Clique sobre o botão "Remover arquivos" para apagar os arquivos selecionados.    O tempo necessário até a conclusão do processo varia conforme as configurações do PC e a quantidade de arquivos. Essa função do Windows pode ser executada sempre que houver a necessidade de liberar espaço em disco.   Imagens: Reprodução/G1

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Wed, 02 May 2018 12:00:01 -0300 -


Hoje praticamente em desuso, o termo "web 2.0" foi moda e assunto de muitas reportagens (hoje é mais fácil falar em "mídias sociais" e ninguém se impressiona com isso). Mas, se havia uma "web 2.0", seria preciso uma "web 3.0" para sucedê-la. E essa web 3.0 chegou, sim -- e muitas das tecnologias que usamos foram desenvolvidas a partir de uma visão do que seria essa "nova" web.Mas o que é a web 3.0? Se a web "1.0" permitia que humanos acessassem dados armazenados em máquinas e a web 2.0 viabilizou o contato e o compartilhamento de dados entre pessoas, a web 3.0 é aquela que permite que computadores acessem dados de outros computadores, ou seja, em que máquinas conversam com máquinas para dar sentido a grandes quantidades de dados.Foi essa visão de futuro que entregou informações de milhões de pessoas para a Cambridge Analytica e resultou no escândalo que levou Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, a depor no Senado dos Estados Unidos. É essa visão de futuro que transformou praticamente todas as redes - Facebook, Google, Outlook, Twitter - em "plataformas" aos quais "aplicativos" podem se conectar para acessar os dados de usuários.São máquinas conversando com máquinas, e a noção de que "tudo é plataforma" (como diz o jargão do mercado). Ou seja, tudo precisa ser conectado com outras coisas, criando dependência e, de preferência, aumentando sua utilidade.Existem vantagens nesse modelo. Quando aplicativos funcionavam em computadores, você podia acessar serviços (um provedor de e-mail, por exemplo) sem compartilhar sua senha com terceiros. Toda a lógica de processamento (e todo o tratamento de dados) ocorria no seu computador.Quando os aplicativos migraram para a web, internautas começaram a adotar a perigosa prática de compartilhar senhas com esses serviços. Usuários de Twitter, em especial, foram alvos de diversos golpes se aproveitando dessa prática. Transformar essas redes em plataformas, com canais específicos e controlados para o acesso a dados, tornou-se uma necessidade, já que as pessoas enxergavam vantagens nesses aplicativos web.Depois da necessidade, claro, seguiu-se o abuso e a cessão de dados por mera rotina.Facebook, Twitter, Google e Microsoft Outlook.com: tudo é plataforma e tem conectividade com terceiros. Após escândalos, opções do Facebook são as mais específicas. (Foto: Reprodução) Equilíbrio entre transparência e dependênciaSem a necessidade de informar uma senha, muita gente perdeu a noção do peso de "instalar" (ou "conectar") esses aplicativos ao perfil de rede social. O compartilhamento da senha, que é um processo extremamente arriscado do ponto de vista do compartilhamento de dados, foi reduzido a um único clique, tudo sob a chancela dos grandes prestadores de serviços.Nessa época surgiu a segunda onda de fraudes, em que serviços inescrupulosos passaram a fazer publicações não autorizadas em perfis de redes sociais. O Facebook teve que agir para coibir a prática, e ainda hoje encontra-se avisos do tipo "isso não permite que [aplicativo] faça publicações". Mas nem tudo foi pensando apenas para "contribuir" e proteger os internautas. Uma plataforma não pode exercer nenhum controle ou poder se for aberta demais. Por isso, meios de compartilhamento de dados públicos e padronizados -- que faziam parte da concepção original da web 3.0 -- sumiram. O Facebook permitia conexão de qualquer programa ao seu serviço de bate-papo, mas isso não é mais autorizado. O Twitter cancelou os seus chamados "feeds" abertos, obrigando que toda integração ocorra de maneira definida pela rede social.Em outras palavras, o objetivo dessas plataformas é atingir um equilíbrio entre transparência e dependência. No fim, elas precisam ter controle sobre como certos dados são apresentados, porque precisam que pessoas vejam o conteúdo junto de seus anúncios publicitários. Ao mesmo tempo, querem permitir a construção de aplicativos que aumentem o uso da rede e, portanto, que provoquem as visualizações que realmente interessam.As restrições impostas pelas redes tiveram outras consequências. O faturamento da Zynga, fabricante de jogos de redes sociais como o Farmville, chegou a US$ 1,2 bilhão em 2012, mas caiu para US$ 860 milhões em 2017. A concorrente Playdom, da Disney, fechou as portas em 2016. Esse mercado foi quase que inteiramente transferido para jogos sociais em telefones celulares (abocanhado com gosto pelos chineses e coreanos), mas as redes sociais se deram conta do óbvio: se alguém está jogando, não está vendo anúncios na rede social. De parceiros que muito contribuíram para as redes sociais, esses games se transformaram em inimigos.Do ponto de vista dos usuários, pouco foi ganho -- já que a conta do telefone celular, onde esses jogos se conectam, também tem dados interessantes.Embate ideológicoO fato é que a privacidade na web enfrenta uma guerra ideológica contra essa visão de web 100% conectada -- de máquinas para máquinas, de compartilhamento total de informação para "criar sentido". No marketing, hoje é comum falar em "Big Data" -- mas esse termo emprega avanços em processamento de dados que não faziam parte do que se enxergava para a "web 3.0", alguns deles muito benignos e úteis para a segurança digital, inclusive, porque a segurança digital envolve verdadeiras montanhas de informações sobre ocorrências de ataques na internet.Mas alguns avanços tecnológicos não se deram porque máquinas compartilharam informações sobre si próprias, mas sobre seus utilizadores.  Era um resultado óbvio, mas "a quem pertence esse dado?" nunca parecia uma pergunta relevante. Com as restrições impostas pelas redes sociais aos aplicativos que interagem com elas, a resposta é clara: o dado pertence à plataforma, e aos usuários cabe utilizar seja lá quais forem os controles de privacidade que a rede decidir criar (na imagem, as configurações de privacidade para aplicativos de outras pessoas -- essa tela não existe mais, porque o Facebook agora diz bloquear tudo; antes, permitia boa parte, mesmo sem autorização expressa).Mesmo assim, criticar essa visão, dita como "futuro", é mais ou menos como advogar a favor do passado.Mas se a web mira em uma solução para organizar o caos da informação na web, o refugo desse processo é o caos na privacidade. SAIBA MAISO verdadeiro escândalo não é só do FacebookDúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

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Tue, 01 May 2018 12:30:01 -0300 -


(Se você tem alguma dúvida sobre tecnologia, utilize o espaço para comentários abaixo e escreva sua pergunta)   >>> Caiu no golpe da promoção falsa d'O Boticário, e agora? Oi, Ronaldo! Eu recebi a mensagem sobre a falsa promoção d'O Boticário, cliquei no link e informei alguns dados pessoais (nome completo, cidade, e-mail e CPF). E agora? Gabriela     Olá, Gabriela! Esse golpe é recorrente em cada data festiva, a empresa que está tendo o seu nome usado na falsa promoção já se posicionou sobre o caso. Na prática, somente com esses dados que você informou é pouco provável que as suas informações pessoais possam ser usadas indevidamente. Mas é recomendável monitorar o uso do seu número de CPF. Você deve verificar se ao enviar o formulário preenchido, também não foi realizado o download de algum aplicativo. Somente pelo fato dele ter sido baixado, não significa que o seu celular esteja infectado por alguma praga virtual para roubar as suas informações. Para que esse tipo de app possa ser instalado no celular, é necessário alterar as configurações de segurança e autorizar a instalação de aplicativos de fontes desconhecidas, antes de executar o instalador. Se você preferir, é possível realizar o reset das configurações originais de fábrica, esse procedimento serve para eliminar completamente qualquer app malicioso que possa ter sido instalado acidentalmente.   >>> Como visualizar a configuração detalhada do celular? Oi, Ronaldo! Como eu faço para obter em detalhes as especificações técnicas do meu celular? Tiago   Olá, Tiago! Existem alguns apps que exibem um relatório detalhado sobre as especificações técnicas do aparelho. Entre os apps mais eficientes que foram testados, eu recomento o Droid Info, disponível para download na Google Play (aqui).   >>> Quando eu instalo mais memória RAM no PC é necessário reinstalar o sistema? Olá, Ronaldo! Eu enviei o meu notebook para uma assistência técnica para que fosse realizado um upgrade de memória RAM. Quando fui retirá-lo, também foi cobrada a formatação do Windows. Isso está correto? Angelo   Olá, Angelo! A reinstalação do sistema operacional devido a adição de memória RAM no PC poderia ser justificada se a versão do Windows fosse da arquitetura de 32-bit e o upgrade de memórias fosse superior a 4 GB (gigabytes). Mas geralmente esse procedimento é desnecessário para a maioria dos casos.   Imagem: Reprodução/G1

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Sun, 29 Apr 2018 13:00:01 -0300 -


Pesquisadores de segurança identificaram duas falhas de segurança, já em uso por hackers, que permitem criar uma quantidade infinita de "moedas virtuais" baseadas na tecnologia ERC-20 da blockchain Ethereum, uma tecnologia semelhante e concorrente ao Bitcoin. Batizadas de "proxyOverflow" e "batchOverflow", as vulnerabilidades levaram a corretora OKEx a interromper a compra e venda de moedas virtuais baseadas em ERC-20.A Ethereum é uma blockchain semelhante ao Bitcoin. O foco da Ethereum, porém, está nos chamados "smart contracts" ou "contratos inteligentes". Um dos principais usos dessa função é a criação de outras moedas virtuais (ou "fichas virtuais") na mesma blockchain. Essa tecnologia é chamada de ERC-20.Diferente das criptomoedas comuns, essas "fichas" virtuais costumam ter um endereço administrativo, que tem liberdade para emitir moedas. Porém, as regras para a circulação dessas moedas são definidas inteiramente no contrato inteligente e programadores têm uma grande liberdade para definir as regras de cada ficha digital.São falhas na programação desses contratos -- e não na Ethereum em si -- que fazem com que hackers possam emitir quantas fichas quiserem. As falhas são do tipo "overflow", em que o programa tenta armazenar na memória um número maior do que o permitido, o que "sobrecarrega" o valor. Em muitos casos, essa sobrecarga transforma o número em zero.Segundo a PeckShield, mais de uma dúzia de fichas ERC-20 estão vulneráveis. Como os contratos são a "lei suprema" dessas fichas, não há meio fácil de alterá-los para corrigir o problema. Os responsáveis pelas fichas digitais terão de criar contratos novos e reembolsar quem hoje possui essas fichas.Uma das moedas afetadas é a Beauty Chain (BEC), uma ficha baseada em beleza. "A busca da beleza é parte da natureza humana e uma aspiração comum da humanidade. A Beauty Chain foi fundada com a missão de identificar, criar e compartilhar a beleza, conectar a corrente de valores da indústria da beleza e para fazer um mundo melhor. Incentivamos você a descobrir mais aplicações relacionadas à beleza conosco", diz o site da moeda.Muitas das fichas de ERC-20 são notórias por aparentemente não terem finalidade clara. O valor de mercado total das fichas ERC-20 está na casa dos bilhões de dólares e há mais de 5 mil dessas fichas em existência. Muitas, por terem comercialização específica ou por serem insignificantes, não aparecem em nenhuma corretora de compra e venda de criptomoedas.SAIBA MAISHacker desvia US$ 30 milhões com brecha em programa de criptomoedaFalha congela moedas virtuais do Ethereum; valor paralisado pode chegar a US$ 280 milhõesNovas fraudes e proibições afetam mercado de criptomoedasAtaque ao MyEtherWalletA falha nas moedas ERC-20 não foi o único problema de segurança envolvendo a rede Ethereum nos últimos dias. Usuários de Ethereum que gerenciam sua carteira virtual com o serviço MyEtherWallet tiveram suas carteiras esvaziadas depois que o site foi redirecionado para uma página falsa. Como o serviço exige que o internauta informe sua chave privada para obter acesso ao painel de controle, os golpistas facilmente conseguiram obter acesso às carteiras e desviar ao menos US$ 13 mil (cerca de R$ 40 mil) das vítimas.Para fazer o redirecionamento, os hackers criaram uma rota falsa com o BGP (Border Gateway Protocol). O BGP é usado pelos provedores de internet para comunicar rotas disponíveis para que a comunicação na internet possa ir de um ponto A até um ponto B. É como um controle de tráfego da internet.Hackers conseguiram sequestrar uma rota BGP e redirecionar dados que deviam ser encaminhados para a Amazon a um outro provedor. Quando isso ocorreu, eles conseguiram falsificar o endereço IP de destino do site MyEtherWallet, que utiliza a Amazon.A tecnologia do BGP foi criada para permitir que a internet reage rapidamente a qualquer problema técnico ou interrupções, portanto não há muitos mecanismos previstos para que um provedor possa determinar se uma rota informada é autêntica antes de aceitá-la. Como o problema ocorreu por conta de um sequestro de rota, a Amazon não teve culpa no ocorrido.Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

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Sat, 28 Apr 2018 14:00:01 -0300 -


Pirataria não costuma ser um assunto muito complicado: alguém, que não o fabricante original, cria um produto idêntico (ou aparentemente idêntico) ao original e vende sem ter permissão de usar a marca e o desenho do produto. No caso de software de computador, a pirataria normalmente exige o uso de programas que burlam recursos de segurança ou então de uma chave de licença roubada de outro consumidor.Mas o empreendedor norte-americano Eric Lundgren recebeu uma sentença de 15 meses de prisão por pirataria de software, apesar de sua pirataria não permitir o uso do programa por quem não tenha a chave de licença. Ele não distribuiu licenças e nem alterou o sistema operacional Windows para ele fosse ativado de forma irregular.Lundgren, que atua no ramo da reciclagem de lixo eletrônico, fez milhares de cópias de discos de recuperação do Windows com a marca da Dell. Segundo Lundgren, o objetivo era permitir que computadores antigos -- que poderiam virar lixo eletrônico pela falta do software original --, pudessem ter seu software restaurado após uma falha no disco rígido ou outros problemas que exigissem a reinstalação do sistema.Máquinas vendidas por integradoras e fabricantes (OEM, na sigla em inglês) normalmente acompanhem uma etiqueta de autenticidade na qual está registrado o número da chave de licença do Windows. Quem usa o CD de recuperação depende dessa informação para ter um sistema funcional. Ou seja, era preciso ter uma licença do Windows antes de usar o CD.Lundgren, no entanto, se declarou culpado das acusações: o CD de recuperação duplicado pelo empresário copiou completamente a aparência e as marcas da Dell e da Microsoft. Dessa forma, não era possível saber que se tratava de uma cópia. O empresário não contestou isso, mas alegou que a infração não gerou nenhum prejuízo. O tribunal discordou após ouvir o lado da Microsoft, que foi consultada pelos procuradores federais que montaram a acusação.Esses CDs de recuperação já nem sempre acompanham computadores novos, mas ainda é possível, em alguns casos, solicitar o CD. Na compra de uma máquina nova no site da Dell, solicitar o CD -- disponível apenas em máquinas vendidas com Windows -- tem custo zero (foto). Mas a Microsoft entrou no processo de acusação afirmando que os CDs na verdade valem US$ 25 (cerca de R$ 80) e Lundgren foi acusado de causar prejuízos de US$ 700 mil (cerca de R$ 2,35 milhões) por 28 mil CDs apreendidos por fiscais alfandegários.Os US$ 25 informados pela Microsoft são o custo de uma licença do Windows exclusiva para parceiros que vendem computadores recondicionados -- uma licença que a empresa não vende no varejo. A licença comercializada no varejo, que pode ser usada em computadores novos, saía por US$ 299 (o sistema em questão era o Windows XP Professional).A corte, aceitando os valores informados pela Microsoft e ignorando o testemunho de um especialista chamado pela defesa que disse que o valor dos CDs era "zero ou perto de zero", decidiu pela condenação à prisão, mais US$ 50 mil de multa. Um tribunal de segunda instância indeferiu o recurso de Lundgren.A cobertura da imprensa sobre o assunto nos Estados Unidos foi um tanto negativa. Muitos veículos apontaram o passado de Lundgren: sua empresa de reciclagem tem grandes corporações entre seus clientes e ele detém o recorde do Guinness de alcance de um carro elétrico em uma única carga. O veículo era um BMW modificado quase só com peças recicladas.A Microsoft inicialmente declarou que toma esse tipo de atitude para proteger seus clientes contra software pirata, que poderia expor os consumidores a códigos maliciosos. Esse argumento é falso. Se Lundgren tivesse alterado o Windows ou incluído vírus, ele poderia ser processado por isso, mas não foi, porque as cópias eram totalmente autênticas.A Microsoft não pode nem sequer alegar que o sistema distribuído era inseguro por estar obsoleto. Em 2012, quando os CDs de Lundgren foram apreendidos, o Windows XP ainda estava recebendo atualizações de segurança da Microsoft.O problema é que, apesar disso tudo, Lundgren estava sim cometendo um crime e tinha, conforme os documentos obtidos pela corte demonstraram, intenção clara de enganar consumidores e até empresas que vendem computadores recondicionados. E-mail de Eric Lundgren ao seu sócio Bob Wolff sugere como vender os CDs falsificados para um cliente. 'Se te ligarem, se faça de burro e diga que comprou de uma empresa de gestão de ativos do exterior. Diga que está garantido que o produto é real e que você pagou um preço bem alto por ele.' (Foto: Reprodução)A Microsoft publicou uma resposta mais encorpada sobre o caso após a repercussão negativa, destacando e-mails de Lundgren em que ele discute com o sócio a necessidade de vender o "produto" e conseguir com a operação um "faturamento constante". Em certa altura, o empresário até reclama do baixo retorno da empreitada. À imprensa, Lundgren disse que os CDs não tinham fins lucrativos -- o que os documentos colhidos pelo tribunal mostram ser uma mentira.O empresário ainda adotou medidas para burlar a fiscalização alfandegária dos Estados Unidos, já que fazia a duplicação de um CD em uma fábrica na China e tinha que importar para solo americano. Em um e-mail, ele aconselha seu sócio -- responsável pela venda dos produtos -- a informar a clientes que os CDs foram adquiridos a um preço alto e que eles são absolutamente genuínos.Não há dúvida de que Lundgren cometeu uma infração ao copiar a aparência dos CDs de recuperação e que ele enganou a imprensa e o público ao se apresentar como um empresário que "só queria ajudar as pessoas", como afirma em um vídeo no YouTube. Mas a Microsoft também induziu ao erro ao se valer do argumento da "segurança" dos consumidores e equiparar os CDs de recuperação do Windows à venda de uma nova licença que ela impõe aos seus parceiros.Lundgren tem usado sua condenação para promover uma iniciativa que pretende alterar a legislação norte-americana para que fabricantes de eletrônicos sejam obrigados a viabilizar reparos de seus produtos, vendendo peças avulsas e distribuindo manuais técnicos. Diversas empresas são contra a medida, entre elas a Apple e a Microsoft.Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

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Sat, 28 Apr 2018 07:00:01 -0300 -


Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.) vá até o fim da reportagem e utilize o espaço de comentários ou envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com. A coluna responde perguntas deixadas por leitores no pacotão, às quintas-feiras.>>> É possível saber quem visita sua página no Facebook?Parece que às vezes antigas perguntas podem receber novas respostas: a tecnologia é rapidíssima!Bem, a minha pergunta é aquela já clássica: é possível saber quem visitou (amigo ou não) minha página no Facebook, mesmo se a pessoa não faz nenhum comentário ou curtida? A resposta que eu costumava ouvir era: "não é muito fácil descobrir isso, depende da instalação de algum aplicativo ou extensão que nem sempre espelha exatamente a visitação de outras pessoas no seu Face".Pois bem: de um mês para cá, repetiu-se comigo por 3 (três) vezes a mesma situação. Apenas visitei a página de "amigos de amigos", mas nelas não fiz nenhum comentário ou curtida (e nem pedi para ser amigo). Eis que no dia seguinte, recebo em "Notificações" a "sugestão de amizade" destas pessoas.Ora, para mim a conclusão é evidente: se eu visitei a página delas anonimamente, não fiz comentários nem curtidas, e depois recebo uma sugestão de amizade, então essas 3 pessoas dispõem de algum recurso que permite que elas saibam quem entrou no Face delas!Estou errado no raciocínio? E qual seria este recurso, Altieres, você sabe informar? Também estou interessado em instalá-lo na minha página...RicardoA resposta continua a mesma, Ricardo: não é possível.O seu raciocínio em si não está errado, mas há um erro factual. Parece que você entende as "sugestões de amigos" no Facebook como algo que foi iniciado pelos amigos que apareceram como sugestões. Assim, eles teriam que saber que você visitou o perfil deles para se "sugerirem" para você.Mas não é esse o caso. O recurso de "sugestões de amigos" do Facebook é um recurso autônomo do próprio Facebook e é baseado no seu comportamento na rede social. Ou seja, essa pessoa apareceu como sugestão para você porque você visitou o perfil dela. O Facebook, percebendo seu "interesse" nessa pessoa, sugeriu ela para você.Embora você não saiba quem visitou seu perfil, o Facebook obviamente sabe e faz uso, sim, dessa informação.Todos os sites, programas ou extensões de navegadores que prometem mostrar "quem visitou seu perfil" no Facebook devem ser tratados como fraudulentos. Esse recurso simplesmente não existe e, se um dia vier a existir, será informado pelo próprio Facebook.Tentar buscar algum meio de saber quem visitou o perfil é um grande risco para cair em fraudes ou ser enganado de alguma forma. Qualquer site falso pode selecionar alguns amigos ou amigos de amigos e marcar essas pessoas como "visitantes" do seu perfil -- você jamais teria como saber se a informação é correta ou não.>>> Segurança de Android x iPhoneEstou usando um iPhone 7 Plus e estou pensando em trocar por um Galaxy S9+. Minha dúvida é a seguinte: Ouvi falar que iOS é mais seguro que Android, porém são novos telefones e dizem ter mudado bastante as coisas. Compensa a troca no quesito segurança?Guilherme D. SoteloO iPhone é sim mais seguro que o Android. Mas lembre-se que é difícil fazer avaliações de segurança. Algo ser mais seguro não é garantia de que você não terá problemas ou que nenhum ataque grande possa ocorrer. Depende, também, do interesse dos possíveis invasores ou bandidos.No papel, o iPhone supera o Android porque tem mecanismos de atualização mais consistentes e a loja oficial da Apple registra bem menos casos de aplicativos maliciosos. Na prática, o iPhone sofre com problemas que causam bastante incômodo, como a "letra bomba" -- e esses problemas não afetaram quem usa telefones com Android.Na prática, os aplicativos maliciosos no Google Play são baixados por poucos usuários e as falhas no Android, embora muito mais graves do que as identificadas no iPhone, raramente são exploradas em ataques verdadeiros.Se você decidir instalar aplicativos fora do Google Play, vai ter um risco muito maior no Android. Mas não é justo fazer essa comparação no iPhone, já que o iOS nem mesmo permite oficialmente que você instale aplicativos fora da loja oficial.Em outras palavras, nem sempre uma segurança superior nas especificações e no papel vai se traduzir em uma vida mais tranquila, especialmente quando a diferença é bastante pequena (aparelhos Android de ponta, como o S9, são mais seguros que modelos mais simples). Quem mais sofre, como sempre, é quem compra celulares mais baratos ou antigos e logo fica sem as atualizações dos fabricantes.O pacotão da coluna Segurança Digital vai ficando por aqui. Não se esqueça de deixar sua dúvida na área de comentários, logo abaixo, ou enviar um e-mail para g1seguranca@globomail.com. Você também pode seguir a coluna no Twitter em @g1seguranca. Até a próxima!

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Thu, 26 Apr 2018 12:00:01 -0300 -


Mensagem recebida no WhatsApp com o link fraudulento. (Foto: Reprodução/Psafe)Criminosos estão usando o Bolsa Família como tema em mais um golpe disseminado pelo aplicativo de mensagens WhatsApp, de acordo com o dfndr lab, o braço de pesquisas de cibercrime da PSafe, fabricante de antivírus para Android. A mensagem promete um adicional de R$ 954 para beneficiários do programa social do governo.A fraude leva usuários para uma página que obriga a vítima a compartilhar o link maliciosos com seus contatos ou grupos. No fim, o site malicioso oferece a instalação de aplicativos possivelmente indesejados e que podem deixar o celular vulnerável, de acordo com a PSafe. A "recomendação" de aplicativos é um golpe frequente no Android, pois é muito comum que desenvolvedores paguem quem "recomenda" a instalação de seus aplicativos, inclusive para aplicativos cuja instalação é grátis. Dessa forma, os criminosos conseguem lucrar com o golpe.A empresa diz que seus filtros de segurança impediram 600 mil pessoas de acessar o link malicioso em 24 horas. Em certos momentos, o número de bloqueios chegou a 40 mil por hora.O golpe pode ter sido impulsionado pela notícia de um possível aumento no benefício do Bolsa Família em estudo pela equipe econômica do governo federal.Quem clica no link é obrigado a responder três perguntas: "Você possui o cartão bolsa família?", "Você recebe todo mês?" e "Você conhece amigos ou parentes que recebe?". As respostas não fazem diferença: no fim, a vítima deve encaminhar o golpe para dez amigos ou grupos antes de ter acesso ao "benefício".Quem recebe a mensagem é aconselhado a ignorá-la e não acessar o site indicado nem encaminhar o link.De modo geral, o golpe tem o mesmo formato das outras fraudes que circulam no WhatsApp. Portanto, usuários devem ficar atentos para não cair em outros golpes semelhantes, ainda que utilizem um tema diferente.SAIBA MAIS'Recarga grátis' atrai vítimas para novo golpe no WhatsAppGolpe no WhatsApp promete kit de maquiagem pelo Dia da MulherGolpe no WhatsApp atinge milhares com falso cupom de fast foodGolpe no WhatsApp sobre '14º salário' chega a milhares de internautas'CNH gratuita' vira tema de golpe no WhatsApp, alerta empresaGolpes no WhatsApp podem elevar conta do celular; veja lista e fuja deles Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

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Wed, 25 Apr 2018 18:45:01 -0300 -


Desde 2013 as maiores empresas de tecnologia do mundo tem investido na produção de conteúdo educacional para o ensino de programação de computadores. Essa iniciativa contempla, desde estudantes nas classes iniciais, até alcançar adolescentes e adultos. Muitos especialistas afirmam que aprender a programar será uma competência tão importante quanto falar mais de um idioma. As vantagens de se aprender a codificar são várias, desde a melhora na capacidade de resolver problemas complexos, o aumento no raciocínio lógico e quem sabe pode servir para o ingresso numa carreira profissional. É possível iniciar o aprendizado por conta própria, nessa semana o Google lançou um aplicativo que ajuda a aprender os conceitos básicos de programação através de um jogo interativo, confira.    Sobre o aplicativo    O Grasshopper é um app gratuito, disponível para as plataformas Android e IOS, que funciona de maneira semelhante do Duolingo - app para o estudo de idiomas. Nele o usuário vai respondendo um questionário, visualizando exemplos de códigos e exercitando as lições. A codificação empregada utiliza o Java Script (linguagem amplamente utilizada na interface de páginas de internet), o aprendizado obtido permite conhecer um pouco da sintaxe dessa popular linguagem de programação - o raciocínio lógico desenvolvido pode ser empregado em outras linguagens. Os exemplos apresentados no aplicativo podem ser facilmente compreendido por crianças e também pelos adultos, todo o conteúdo tem uma apresentação lúdica que permite resolver pequenos desafios utilizando a lógica de programação para o desenvolvimento gradativo das habilidades.                                Embora o Grasshopper possua uma interface intuitiva, ele tem o aspecto negativo - todo o conteúdo é apresentado em inglês. O que pode representar uma barreira para quem não estiver habituado com o idioma estrangeiro. Mas vale salientar que para os leitores que realmente quiserem seguir em alguma carreira relacionada a computação, o conhecimento básico em inglês é fundamental. Uma excelente opção para complementar os exercícios no Grasshopper é criar uma conta no site CODE.ORG e praticar os exercícios propostos - site possui tradução para o português.                                  O Grasshopper é um app que vale a pena baixar no celular e usá-lo como um game, e quem sabe despertar o interesse em computação.    Imagens: Reprodução/G1

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Wed, 25 Apr 2018 12:00:01 -0300 -


Dois grupos independentes de entusiastas divulgaram uma falha crítica no chip Tegra, usado no console Nintendo Switch. Especialistas do grupo "fail0verflow" conseguiram instalar o sistema operacional Linux no Switch e executar aplicativos indisponíveis no equipamento -- incluindo possíveis emuladores -- e é possível que a descoberta abra caminho para a pirataria de jogos.Tegra é uma linha de chips desenvolvida pela Nvidia, a mesma fabricante das placas de vídeo GeForce e Quadro usadas em computadores e notebooks. Além do Switch, chips Tegra são usados em tablets, como o Pixel C e o Nvidia Shield Tablet, e no console Android Nvidia Shield. A Nvidia também comercializa o chip para computadores de bordo no setor automotivo, mas a pesquisa dos grupos se concentrou no Switch da Nintendo.A pesquisadora Katherine Temkin, do ReSwitched, chamou o problema encontrado de Fusée Gelée. A técnica do fail0verflow foi batizada de ShofEL2. Ambos se tratam do mesmo problema, mas foram descobertos de forma independente pelos grupos.Vídeo do fail0verflow com o Switch executando Linux - assista. (Foto: Reprodução)Os pesquisadores descobriram que é possível entrar no Modo de Recuperação (RCM) do chip pressionando os botões de aumentar volume e energia ao mesmo tempo após conectar dois pinos no controle do Switch para imitar um botão "Home". Nesse modo de recuperação, é possível explorar uma falha na maneira que o chip Tegra interage com dispositivos USB. Como os códigos necessários para a tarefa já estão on-line, a ligação dos pinos -- que pode ser feita com um fio ou outros meios -- é o maior entrave para quem quiser testar a novidade.Como o erro está na bootroom do chip, que é travada de fábrica, a vulnerabilidade é considerada "incorrigível" nas unidades que já estão no mercado. A não ser que a Nintendo encontre alguma saída que não envolva modificações na bootrom, o problema só poderá ser corrigido na linha de produção em unidades futuras.A solução do problema cabe à Nvidia que, segundo os pesquisadores, recebeu um aviso antecipado sobre a falha. Segundo o fail0verflow, o primeiro grupo a encontrar o erro, o prazo de 90 dias de sobreaviso para a Nvidia -- tempo dado por especialistas que descobrem falhas antes de ir a público com uma descoberta -- acabaria nesta quarta-feira (25).Como a falha exige acesso físico ao Switch, não é possível explorar o problema sem contato prolongado com o console. A brecha é diferente de outro problema que foi divulgado em um evento em janeiro na Alemanha. Na ocasião, porém, especialistas já haviam alertado que o Tegra X1, por ser um chip comum e não um hardware específico do console, era mais vulnerável a ataques.Extração de bootROM levou seis anos no 3DSAinda não há meio de executar jogos piratas no Switch, mas, segundo o fail0verflow, o bug permite extrair todo o conteúdo da bootrom, além de chaves criptográficas. São essas chaves que possivelmente protegem o console contra a pirataria.O Linux é capaz de funcionar perfeitamente no console, inclusive com suporte à tela sensível ao toque e ao processador gráfico, mas não é capaz de executar os jogos do Switch.O grupo ReSwitched já estaria trabalhando em um custom firmware (CFW) para o Switch. Um custom firmware é um software baseado no sistema original, mas que afrouxa as proteções contra a execução de aplicativos não autorizados. Mas ainda não está claro se os programadores vão conseguir derrubar todas as proteções do console.Esses avanços demoraram mais no 3DS, o portátil anterior da Nintendo. Lançado em 2011, a falha conhecida como Sighax, divulgada em meados de 2017, foi a primeira a permitir a extração do conteúdo da bootrom do console. Apesar disso, piratas já estavam utilizando diversas técnicas para executar jogos copiados ilegalmente sem esse código, mas a criação do Sighax facilitou o procedimento e permitiu a decodificação de jogos sem o uso do console.Ainda não há qualquer procedimento semelhante para o PS Vita, o portátil Sony também lançado em 2011. No Vita, é possível executar emuladores e aplicativos, mas não cópias ilegais dos jogos originais da plataforma.O Switch foi lançado em março de 2017. As primeiras técnicas para dribar as proteções do console apareceram 9 meses após o lançamento. Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

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Tue, 24 Apr 2018 16:25:01 -0300 -


(Se você tem alguma dúvida sobre tecnologia, utilize o espaço para comentários abaixo e escreva sua pergunta)   >>> O que fazer quando pessoas estão me ofendendo pelo Facebook? Oi, Ronaldo! Eu preciso da sua ajuda. Alguém está criando perfis falsos em meu nome, usando as minhas fotos pessoais e ofendendo os meus amigos. Alguns dos perfis criados foram denunciados e removidos pelo Facebook. Porém o problema permanece. Como devo proceder? Graziele   Olá, Graziele! Os ataques pelas redes sociais podem ser considerados crimes pela internet e existe legislação que prevê punições. Mas identificar o autor das ofensas nem sempre é fácil e pode demorar bastante tempo, dependendo do caso, veja abaixo como denunciar abusos:    1 - Reúna todo o tipo de provas que for possível  O ideal é salvar links, capturas de tela, áudios, vídeos. Os arquivos salvos não podem receber nenhum tipo de alteração. O material impresso precisa ter reconhecida "fé pública", isso significa que todas as páginas impressas terão que receber uma declaração de fé pública, expedida em cartório, para que possam ter validade legal.   2 - Registre um boletim de ocorrência Após reunir todo o material que comprove as ofensas, apresente-o e registre um boletim de ocorrência numa Delegacia da Polícia Civil. Existem delegacias especializadas em Crimes Digitais, confira nesse link os endereços de delegacias existentes no Brasil. Alguns estados oferecem a opção de registro online desse tipo de ocorrência.   3 - Solicite a remoção do conteúdo ofensivo   É preciso identificar onde o conteúdo está publicado e, se for possível, entrar em contato com o provedor do conteúdo e solicitar a remoção da publicação ofensiva. Nessa página há um modelo de carta de solicitação e a lista de endereços dos principais provedores de serviços e redes sociais com escritório no Brasil. O modelo de carta é uma sugestão da SaferNet Brasil – é recomendável preenchê-la com a orientação de um advogado para o melhor embasamento legal na petição.   As redes sociais oferecem canais de comunicação para que os usuários possam denunciar perfis falsos e publicações ofensivas. O Facebook possui um recurso adicional que realiza o reconhecimento facial nas fotos, e envia uma notificação quando alguma imagem for publicada em outras páginas. É recomendável manter esse recurso ativo lá nas configurações de privacidade.   >>> Definir o número de IP como fixo não melhora a velocidade de navegação na internet Eu discordo da resposta que você publicou sobre como configurar o novo DNS em dispositivos móveis. Porque orientar o leitor a definir o número de IP como fixo não servirá como  solução para navegar na internet com mais velocidade. Jason    Olá, Jason! A definição de IP fixo indicada ao leitor usuário de smartphone é necessária em algumas versões do Android,  devido a limitação do sistema. Esse artificio é necessário para que a configuração do novo DNS, que é mais rápido para a abertura de páginas, seja salva nas preferências de rede do celular.   >>> É possível ter a conta no WhatsApp clonada? Oi, Ronaldo! Você poderia me tirar uma dúvida? É possível clonar ou acessar o WhatsApp de outra pessoa? Ana Laura   Olá, Ana Laura! Esse tipo de procedimento é tecnicamente possível mas é pouco provável que esteja acontecendo. Para que o WhatsApp funcione num novo aparelho é necessário ter a linha habilitada para o recebimento do código por mensagem de SMS. O Fantástico já mostrou um golpe de clonagem do WhatsApp onde os criminosos contavam com a participação de um funcionário da companhia. Porém, esse procedimento é neutralizado quando a conta no aplicativo é protegida pela verificação em duas etapas.    Imagem: Divulgação/Ministério da Justiça   

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Sun, 22 Apr 2018 12:00:01 -0300 -


Segundo um relatório da Adguard, 20 milhões de internautas baixaram bloqueadores de anúncios ilegítimos que estavam listados na Chrome Web Store, o repositório oficial de extensões do navegador Google Chrome. Todas as extensões foram removidas pelo Google após a publicação do relatório.As duas extensões com mais downloads eram a AdRemover for Google Chrome, instalada 10 milhões de vezes, e a uBlock Plus, que teve 8 milhões de downloads. "AdBlock Pro", "HD for YouTube" e "Webtutation" somavam outros 2,5 milhões de downloads. Quem ainda possui as extensões está aconselhado a desinstalá-las.Extensões maliciosas na Chrome Web Store identificadas pela Adguard. Extensões já foram removias da página. (Foto: Adguard)As extensões espionavam a navegação das vítimas, verificando se o site visitado fazia parte de uma lista pré-configurada pela extensão. Em caso positivo, determinadas informações sobre a navegação eram enviadas ao servidor dos golpistas. Um dos sites monitorados era o próprio Google.com. O processo de espionagem ocorria em um código adicional ofuscado ("embaralhado"), de forma a propositadamente dificultar a análise do comportamento da extensão. Isso deve ter contribuído para que o Google não detectasse o intuito malicioso do código.O Google, que tem o dever de filtrar as extensões do Chrome, vem tendo dificuldades para realizar a tarefa. Em janeiro, o analista de vírus Pieter Arntz da Malwarebytes divulgou que o Google demorou 19 dias para remover da Web Store as extensões fraudulentas com mais de 500 mil downloads que ele havia denunciado.A situação na Web Store contrasta com o atual cenário na Play Store, o repositório de aplicativos do Android, onde pouquíssimos aplicativos falsos conseguem mais de centenas de downloads.SAIBA MAISComo as extensões se tornaram o ponto fraco do ChromeAndroid bloqueia 10 milhões de vírus instalados 'off-line' em 3 mesesDúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

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Sat, 21 Apr 2018 15:30:01 -0300 -


A Microsoft lançou uma extensão para o navegador Google Chrome, o produto mais popular do mercado e concorrente do navegador Edge da própria Microsoft, para integrar ao software a o filtro de sites do Windows Defender, o programa de antivírus embutido no sistema Windows.A extensão verifica se um site visitado está em uma lista negra de páginas que tentam instalar vírus no computador ou roubar dados pessoais Uma página clonada de uma instituição financeira, por exemplo, poderia ser bloqueada pela extensão.Alerta da extensão do Windows Defender (esquerda) e Chrome (direita). Recursos são complementares e funcionam ao mesmo tempo no navegador do Google. (Foto: Reprodução)O recurso é idêntico ao Safe Browsing, que já existe no Chrome. Porém, a Microsoft alega, com base em testes independentes, que seu filtro é superior ao projetado pelo Google. Quando instalado no Chrome, os dois filtros trabalham em conjunto: no caso de ambos os filtros detectarem que um site é malicioso, você verá primeiro o filtro da extensão da Microsoft e, em seguida, o do embutido no Chrome.Dessa forma, é improvável que os recursos de segurança tenham causem o mesmo tipo de conflito que tende a ocorrer quando se usa mais de um programa antivírus.A extensão funciona com uma lista própria de sites e não depende do Windows Defender. A extensão funciona também em Chromebooks, que rodam o sistema ChromeOS do Google e, portanto, não possuem o Defender nem qualquer antivírus. O macOS, da Apple, também é compatível.Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

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Sat, 21 Apr 2018 12:00:01 -0300 -


Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.) vá até o fim da reportagem e utilize o espaço de comentários ou envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com. A coluna responde perguntas deixadas por leitores no pacotão, às quintas-feiras.>>> Espionar o celular sem contatoOlá, meu nome é Bruno. Gostaria de saber se é possível espionar alguém usando apenas o número do telefone e sem ter nenhum contato com o meu celular.. outro dia fui ameaçado por uma pessoa que nem mora na minha cidade.BrunoBruno, existem duas possibilidades para essa pessoa:- contratar algum "detetive particular" na sua cidade para fazer esse trabalho. Existem pessoas que fazem a instalação de programas espiões mediante pagamento;- usar alguma técnica remota. Por exemplo, ele pode criar um fake em rede social ou enviar mensagens do WhatsApp com algum tema do seu interesse para que você instale algum aplicativo de espionagem.Nesse sentido, as dicas que você deve seguir são as mesmas que todas as pessoas devem seguir:- Utilizar uma senha de bloqueio, dando preferência a outros métodos que não o PIN exclusivamente numérico. - Utilize bloqueio automático curto para que o telefone não fique desbloqueado por longos períodos após ter sido desbloqueado por você;- Se você possui Android, não instale aplicativos fora do Google Play.A questão de espionar 'só com o número' já foi abordada em detalhes pela coluna, nesta reportagem. Nada vai ocorrer 'só pelo número'.É possível invadir e espionar um celular 'só pelo número'?(Foto: Altieres Rohr/Especial para o G1)>>> Serviço 'Atheros'Olá, fui no msconfig e vi um arquivo em execução na aba serviços chamado de atherossvc. O que é isso? Procurei na internet e não achei nada que me ajudasse a entender.LucasPrimeiramente, Lucas, você precisa saber que muitos vírus se "disfarçam" de programas legítimos. Uma dica, sempre que houver alguma dúvida, é testar o arquivo no site VirusTotal.Feita essa consideração, "Atheros" é uma fabricante de chips de conexão wireless (Wi-Fi). Muitos notebooks possuem algum chip da Atheros instalado e, portanto, necessitam de um software da Atheros para funcionar corretamente. O programa é instalado pelo próprio fabricante do computador e não representa qualquer risco para o seu sistema.>>> Falhas em aplicações webSou desenvolvedor de sites em PHP e MySQL. Quais as principais preocupações tenho que ter ao desenvolver um sistema contra hacker? Quais os principais "ataques" as aplicações desenvolvidas por PHP na internet? Tem alguma dica importante em relação ao banco de dados MySQL?RicardoRicardo, esse assunto é complicado demais para ser respondido nesta coluna. Existem livros inteiros dedicados a isso -- afinal, o desenvolvimento de aplicações é um tema estritamente voltado a especialistas.Um excelente local para começar sua pesquisa é o site do OWASP. O OWASP se dedica a catalogar os principais problemas existentes em aplicações web. Existe uma lista específica com 10 falhas mais comuns (PDF, em inglês).Além desse material, recomendo que você procure cursos e leituras específicas da área de segurança. Existem também empresas de consultorias especializadas na revisão de projetos e códigos. Dependendo do tamanho do projeto e a relevância do que for desenvolvido, é essencial buscar a ajuda de pessoas especializadas nesse assunto. Afinal, sua aplicação estará lidando com dados de terceiros.O pacotão da coluna Segurança Digital vai ficando por aqui. Não se esqueça de deixar sua dúvida na área de comentários, logo abaixo, ou enviar um e-mail para g1seguranca@globomail.com. Você também pode seguir a coluna no Twitter em @g1seguranca. Até a próxima!

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Thu, 19 Apr 2018 13:45:01 -0300 -


O armazenamento em nuvem - que permite que você envie arquivos do seu computador para um serviço na internet, para que os dados fiquem disponíveis de qualquer lugar - é uma tendência em dispositivos com pouco espaço de armazenamento, como celulares e, tablets e outros portáteis, como os Chromebooks. O problema é que, na ponta do lápis, o armazenamento em nuvem não sai barato. Porém, reunindo contas grátis em diversos serviços, você pode conseguir mais de 200 GB de armazenamento em nuvem sem gastar um centavo e nem burlar as regras de serviços que impedem o cadastramento de mais de uma conta.Esta coluna já fez um comparativo do preço por gigabyte em serviços de nuvem e mídias físicas, como DVD, pen drives e HDs externos. A matemática não mente: a nuvem é mais cara, se o objetivo for somente armazenamento. Mas se você busca a comodidade de acesso em qualquer lugar, a nuvem é a melhor solução.Felizmente, diversos serviços em nuvem oferecem algum serviço grátis, seja com menos espaço de armazenamento ou limitações de uso. Mas você ainda pode aproveitar as funções essenciais, inclusive o acesso de qualquer lugar.(Foto: Anders Engelbol/SXC)Quais os riscos da nuvem?Antes de enviar seus arquivos para um serviço na nuvem, é preciso ter ciência de alguns riscos. Um risco presente em todos eles é o de invasão: como seus arquivos estão on-line, um invasor só precisa da sua senha para baixar todos os seus arquivos. Isso é mais conveniente para um hacker do que transferir arquivos diretamente do seu computador para o dele.Portanto, se você pretende acessar a sua "nuvem" de computadores públicos, esqueça. Acessar a nuvem particular de dispositivos que não são seus é arriscado demais, a não ser que você use as funções próprias para o compartilhamento público.Outro risco, mais específico do uso de serviços grátis, é o de mudanças nas condições do serviço ou até o cancelamento do serviço. A Microsoft, por exemplo, tentou reduzir o espaço oferecido no OneDrive, mas a revolta dos usuários fez com que a regra só valesse para contas novas. Em serviços menos conhecidos, a chance de a regra simplesmente mudar é maior.O Ozibox é um exemplo de serviço que sumiu do mapa. A empresa ofereceria 100 GB de espaço grátis e não há mais nem um site on-line.Serviços chinesesA lista de serviços preparadas pelo blog não inclui os serviços chineses da Baidu, Qihoo e Tencent. Essas empresas chegaram a oferecer terabytes de armazenamento grátis, mas há diversos relatos na web de usuários que tiveram a capacidade reduzida. Por causa da concorrência local, serviços chineses começaram a oferecer uma quantidade de armazenamento insustentável, pois cada serviço queria fazer mais que o outro, e uma "correção" era inevitável. O mais notável é o serviço da Qihoo, que chegou a oferecer 36 TB grátis.Além disso, esses serviços são difíceis de usar por causa da barreira do idioma. Alguns chegam a exigir o preenchimento de CAPTCHA (aqueles testes de "digite as letras na imagem") com ideogramas chineses. Em outros casos, pode ser solicitado um número celular chinês para ativação da conta. Por isso, o blog considera que o uso desses serviços é inviável.Serviços de armazenamento em nuvem grátis>>> 50 GBMega: O único serviço encontrado pelo blog Segurança Digital a oferecer 50 GB grátis é o Mega.nz, fundado pelo criador do Megaupload Kim Dotcom. Dotcom supostamente já não está mais envolvido no serviço, mas o antigo Megaupload, quando foi tirado do ar, levou consigo todos os dados dos usuários. Considere isso ao utilizar o serviço. Disponível em português.>>> 25 GBHubiC: O HubiC é o serviço de armazenamento em nuvem do OVH, um dos maiores prestadores de serviços de centros de dados do mundo. O provedor, fundado em 1999, é mais conhecido pelos seus preços agressivos, mas o HubiC é relativamente recente - foi criado em 2015. Disponível em português de Portugal.>>> 15 GBGoogle Drive: o serviço de armazenamento do Google. O espaço é compartilhado com o Gmail. Disponível em português.Outros serviços:- 4shared (disponível em português)>>> 10 GBBox: Um serviço de armazenamento de dados bastante usado no mundo corporativo. O Box oferece 10 GB de espaço grátis, mas limita o tamanho do arquivo a 250 MB, o que torna o serviço mais difícil de usar. Apenas disponível em inglês, espanhol e outras línguas.Backblaze: A Backblaze oferece um serviço pago de backup ilimitado, mas permite armazenar até 10 GB na plataforma B2. É um serviço corporativo de boa confiabilidade, mas pode haver cobrança se você não respeitar os limites do serviço. Recomendado apenas para usuários avançados. Disponível em português.pCloud: Esse serviço permite dobrar a capacidade (para 20 GB) se você convidar mais 10 pessoas. Disponível em português.Outros serviços:- MediaFire (limite de 4 GB por arquivo, apenas inglês);- Flipdrive (limite de 25 MB por arquivo, apenas inglês);- Yandex Disk (Yandex é a maior empresa de tecnologia da Rússia; apenas inglês, russo, ucraniano e turco)- Syncplicity(apenas inglês)>>> 5 GBOneDrive: O serviço de armazenamento em nuvem da Microsoft, embutido no Windows 8 e 10. DIsponível em português.iCloud Drive: o serviço da Apple. Pode ser usado mesmo por quem não possui um computador Mac ou iPhone. DIsponível em português.Outros serviços:- HiDrive (disponível em português)- SugarSync (apenas inglês)- Sync(apenas inglês)- IDrive (apenas inglês, alemão, francês e espanhol)- Zoho (disponível em português)>>> 2 GBDropbox: O Dropbox é um nome bastante conhecido entre os serviços de armazenamento em nuvem, mas oferece pouco espaço na conta gratuita. DIsponível em português.JumpShare: Além de oferecer os mesmos 2 GB de espaço, o JumpShare ainda limita o tamanho máximo por arquivo a 250 MB. Apenas disponível em inglês.Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

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Wed, 18 Apr 2018 15:30:01 -0300 -


Os usuários do Windows 10 já podem instalar a maior atualização do sistema prevista para esse ano. Entre as novidades presentes no "Windows 10 Spring Creators Update", o destaque se chama Windows Timeline. Essa nova funcionalidade simplifica o gerenciamento dos programas que estão em execução ou que foram executados. A ideia é apresentar um histórico de programas que foram usados, arquivos abertos, páginas acessadas pelo Microsoft Edge e comandos executados pelo Cortana. Para os leitores que buscam produtividade, esse recurso permitirá retomar tarefas no ponto em que elas foram interrompidas e personalizar a sua apresentação na Área de Trabalho. Confira abaixo como usar a novidade.      Sobre a Timeline   A Timeline registra um histórico das ações realizadas pelo usuário, isso significa que todos os arquivos que foram abertos, páginas visitadas poderão ser acessados facilmente em ordem cronológica através de um utilitário do sistema. O recurso pode ser invocado através de combinação das teclas de atalho "Winkey (tecla Windows) + TAB" ou pelo ícone que fica posicionado ao lado da caixa de busca do Cortana.   1 - Após abrir a Timeline é possível visualizar na Área de Trabalho os programas em execução, mesmo quando eles estiverem minimizados.                                      2 - Clique sobre a barra de rolagem posicionada no canto direito da tela para acessar o histórico de tarefas realizadas no PC.   3 - Para personalizar o conteúdo apresentado no histórico; clique com o botão direito do mouse sobre o atalho para exibir as opções. É possível movê-lo para uma nova Área de Trabalho, reposicioná-lo ou apagá-lo.                       A Timeline é um recurso útil, porém ela está restrita aos produtos da Microsoft. Isso significa que páginas visitas através de outros navegadores de internet não serão exibidas no histórico. Os leitores que estiverem usando dispositivos móveis com o Windows 10 terão sincronizadas as suas atividades como PC e completamente integradas com a Timeline.    Imagens: Reprodução/G1

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Wed, 18 Apr 2018 14:00:01 -0300 -


A fabricante de antivírus PSafe encontrou mais uma fraude circulando em mensagens no aplicativo WhatsApp com a promessa de R$ 70 em recarga de crédito de celular. Como em quase todas as demais fraudes de WhatsApp, a vítima é obrigada a compartilhar o link fraudulento com grupos e contatos para obter a suposta "vantagem".Segundo um alerta da PSafe enviado no final desta terça-feira (17), a empresa bloqueou 20 mil acessos ao link em 24 horas em seu software de segurança DFNDR, para Android.Na página, os golpistas colocaram diversos comentários falsos, imitando uma caixa de comentários do Facebook, para dar credibilidade ao golpe. Os comentários dão a entender que a promoção permite conseguir créditos infinitamente ("consegui de primeira, já fiz várias vezes", diz um comentário falso; "nunca mais compro crédito", afirma outro).Página que pede para vítima compartilhar a mensagem e comentários falsos que tentam convencer a vítima de que a recarga é real. (Foto: Reprodução/PSafe)O compartilhamento no WhatsApp para a obtenção de vantagens é um dos temas mais recorrentes em golpes identificados por diversas empresas de segurança. PSafe, Eset e Kaspersky Lab já emitiram alertas com o mesmo golpe. Durante o processo de compartilhamento, a vítima é muitas vezes convidada a permitir o envio de notificações para o celular, instalar aplicativos ou visualizar anúncios -- ações que permitem que os criminosos obtenham vantagens financeiras com um golpe que é, aparentemente, inofensivo.SAIBA MAISGolpe no WhatsApp promete kit de maquiagem pelo Dia da MulherGolpe no WhatsApp atinge milhares com falso cupom de fast foodGolpe no WhatsApp sobre '14º salário' chega a milhares de internautas'CNH gratuita' vira tema de golpe no WhatsApp, alerta empresaGolpes no WhatsApp podem elevar conta do celular; veja lista e fuja delesDúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

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Wed, 18 Apr 2018 12:10:01 -0300 -


(Se você tem alguma dúvida sobre tecnologia, utilize o espaço para comentários abaixo e escreva sua pergunta)   >>> Como configurar o novo DNS publico no Android Oi, Ronaldo! Eu li a sua publicação sobre como acelerar a navegação na internet usando um novo DNS público. Como eu faço essa configuração no meu smartphone? O aparelho é um Motorola Moto G. Juliano   Olá, Juliano! Para configurar o novo DNS público no seu smartphone, siga os passos descritos abaixo:    1 - Toque em "Configurar" e localize a opção de rede Wi-Fi.   2 - Toque em rede "Wi-Fi" e selecione a rede em que o aparelho está conectado.   3 - Toque sobre a opção "modificar a rede" e selecione "Exibir opções avançadas".   4 - Repita a senha da rede.   5 - Altere as configurações de IPv4 para "Estático" - os campos correspondentes ao IPv4 devem ser preenchidos novamente com os mesmos números de IPs que foram exibidos inicialmente.   6 - Digite no campo DNS 1 o IP "1.1.1.1" e no campo DNS 2 o IP "1.0.0.1".   7 - Toque no botão "Salvar" para finalizar as novas configurações de rede.   Pronto! Agora o celular já está navegando na internet e usando um DNS mais rápido.   >>> Como recuperar login no Instagram? Olá, Ronaldo! Eu li a suas dicas sobre como recuperar o acesso a conta no Instagram. O problema é que perdi a senha e não tenho mais o número para redefini-la. Você pode me ajudar? João Luz   Olá, João! Você pode recorrer ao assistente de recuperação de credenciais disponibilizado dentro do próprio aplicativo do Instagram. Para usá-lo, siga os passos descritos abaixo:    1 - Abra o aplicativo do Instagram e toque na opção "Esqueceu seus dados de login? Obtenha ajuda para entrar".    2 - Toque na opção "Usar nome de usuário ou e-mail".   3 - Preencha o campo com o nome do usuário da conta que foi hackeada.   4 - Toque na opção "Preciso de mais ajuda" e informe a conta de e-mail que estava vinculada ao perfil.    5 - Marque a opção "Minha conta foi invadida".    6 - Toque no botão "Enviar solicitação".   >>> Como redefinir a senha no iPhone? Olá, Ronaldo! Eu esqueci a senha do meu iPhone 6s, como devo proceder para recuperá-la? Marcus Pereira   Olá, Marcus! Você pode redefinir a senha do seu iPhone através do site do iCloud, conforme os passos descritos abaixo:    1 - Acesse o site do iCloud.   2 - Informe o login com seu Apple ID.   3 - Clique em Todos os dispositivos para exibir o seu aparelho.   4 - Selecione o seu aparelho e clique em Apagar iPhone.   5 - Reinicie o aparelho e configure como se fosse um novo iPhone.   Imagem: Reprodução/G1

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Sun, 15 Apr 2018 12:00:01 -0300 -


Um estudo feito pelos pesquisadores Karsten Nohl e Jakob Lell da empresa Security Research Labs (SRL) afirma que alguns fabricantes de celulares com o sistema Android deixam de incluir atualizações para algumas falhas de segurança nos pacotes de correção que deviam trazê-las. Dessa forma, mesmo um celular que esteja com determinado "nível do patch de segurança" ainda pode estar vulnerável a falhas que foram corrigidas naquele patch ou em patches anteriores.A exploração de falhas de segurança em celulares é bastante rara. Mas, dependendo da gravidade dos problemas existentes, criminosos poderiam disseminar aplicativos maliciosos em vídeos, fotos, páginas web ou até conexões Wi-Fi, sem que a vítima tivesse que autorizar a instalação do aplicativo. Em outro cenário, uma falha pode permitir burlar a tela de bloqueio do aparelho, dispensando a digitação da senha configurada, por exemplo.Como o estudo identificou divergências entre as correções de segurança que o celular diz estarem instaladas e o que foi de fato instalado, a pesquisa de Nohl e Lell se concentrou na complicada tarefa de determinar exatamente quais atualizações estão presentes no celular. O projeto foi apresentado no evento Hack in the Box em Amsterdã, na Holanda. O evento terminou nesta sexta-feira (13).Os dados levantados apontam que aparelhos das marcas Google, Samsung, Sony e Wiko são os que menos deixam atualizações de lado. Xiaomi, OnePlus e Nokia pertencem à lista de marcas que deixaram de incluir até 3 atualizações. Em seguida estão as marcas que esqueceram de até 4 remendos: Motorola, LG, HTC, Huawei. Em último lugar estão as fabricantes TCL e ZTE.Para quem quiser checar o próprio celular, é preciso baixar o aplicativo SnoopSnitch na Play Store e acionar a opção "Android patch level analysis". Em seguida, deve-se tocar em "Start test". Deve-se observar o número referente a "Patch missing".Falta de atualização não indica vulnerabilidadeAs atualizações de segurança do Android são organizadas em pacotes mensais. O estudo aponta que alguns fabricantes removem certos itens desses pacotes, o que poderia manter um aparelho vulnerável mesmo quando ele está atualizado.Em alguns casos, a remoção de um item pode ser feita porque o componente que seria atualizado não existe no celular. Nesses casos, mesmo que a atualização não seja instalada, o aparelho permanece imune porque não possui o recurso.Nível de patch de segurançaO "patch de segurança" do Android é um tipo de atualização que corrige somente problemas ligados à segurança e estabilidade do sistema operacional. Diferente das atualizações de versão (do Android 7.0 para 7.1, por exemplo), o "patch" não inclui novas funcionalidades ao celular. O nível do patch instalado em seu celular pode ser conferido na tela "Configurar" do telefone, em "Sistema"> "Sobre o dispositivo".A versão do patch é informada por data. "Março de 2018", por exemplo, deve incluir todas as atualizações de segurança até março de 2018.O Google lança um patch para o Android todo mês desde agosto de 2015. Isso significa que celulares com nível de patch de segurança de dois meses atrás já estão desatualizados. O que os pesquisadores identificaram, porém, abre a possibilidade para que mesmo aparelhos com o patch mais recente estejam sem alguma das correções incluídas nos pacotes.Google Play ProtectA distribuição das atualizações sempre foi um desafio para o Android.  Na época do Android 2, não era incomum que telefones recebessem uma ou duas atualizações para depois serem abandonados, ficando, ao mesmo tempo, sem novos recursos e sem as correções de segurança.O "nível do patch de segurança" foi um meio encontrado pelo Google para criar uma rotina mensal de atualizações, semelhante ao adotado por outras fabricantes de software, para que os fabricantes e operadoras pudessem criar um procedimento comum e frequente para atualizações mais simples. Como o sistema em si não muda com o nível de patch de segurança, são necessárias poucas adaptações.A mais recente iniciativa do Google é o Play Protect, uma marca que inclui um antivírus acoplado ao Android pelo Google Play e a certificação de aparelhos para que consumidores possam ter mais certeza sobre a confiabilidade de um telefone celular.Todas as marcas testadas pelos pesquisadores são parceiras do Google que produzem aparelhos certificados, mas ainda é possível que alguns dos telefones testados não fazem parte da lista de modelos certificados pelo Google.O Google afirmou que ainda vai analisar os dados dos pesquisadores para determinar o que exatamente está ocorrendo.***O PDF com a apresentação dada pelos pesquisadores pode ser baixado no site da Hack in the Box (aqui, em inglês) Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

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Sat, 14 Apr 2018 09:30:01 -0300 -


A fabricante de processadores AMD anunciou o lançamento de uma nova atualização de software para seus processadores com o intuito de imunizar sistemas contra a falha Spectre, em especial a "versão 2" da vulnerabilidade. A atualização vale para todos os processadores atuais até a série Bulldozer, lançada em 2001, que inclui processadores do FX-8170 a FX-4100, e faz parte do pacote mensal de atualizações do Windows lançado nesta terça-feira (10).Fabricantes de placas-mãe também devem repassar as correções fornecidas na forma de atualizações de BIOS. A AMD afirma que a "combinação" da atualização da BIOS com as atualizações que fornecidas pelo Windows é necessária para obter as proteções."Spectre" é o nome popular de uma vulnerabilidade encontrada em uma técnica de otimização presente em diversos processadores modernos. Ela foi divulgada junto da falha Meltdown, que é mais grave e que, nos computadores de mesa e notebooks, afeta apenas produtos da Intel. Um hacker que explorar essas brechas pode acessar áreas da memória aos quais o seu programa não poderia ter acesso. Por isso, essas falhas trazem um risco maior para empresas, que dependam muito do isolamento de segurança oferecido pelos processadores para conceder acesso restrito a servidores.Embora menos grave que a Meltdown, a Spectre é notória por ser difícil de corrigir. A AMD enfrentou problemas quando uma atualização distribuída pelo Windows deixou o sistema inoperante em produtos mais antigos da fabricante de chips.Neste mês de abril, a Microsoft também removeu a exigência de que antivírus se "declarem" compatíveis antes de instalar essas atualizações. A empresa havia determinado que certos produtos de segurança impediam o sistema de funcionar corretamente quando as atualizações dos processadores eram instaladas.SAIBA MAISAtualização do Windows para falha Meltdown conflita com antivírus A AMD ainda não lançou atualizações para as falhas de segurança identificadas nos processadores Ryzen pela empresa israelense CTS Labs. As brechas Ryzenfall, Masterkey, Fallout e Chimera foram divulgadas publicamente apenas 24 horas após a AMD ser comunicada sobre o problema.Diversos usuários e veículos de imprensa levantaram a suspeita de que a CTS Labs e sua parceira, a Viceroy Research, pretendiam lucrar com uma possível queda nas ações da AMD resultantes da divulgação da falha e que o impacto das vulnerabilidades havia sido exagerado. Desde a divulgação do relatório, as ações da AMD registram queda de 11% e não há relatos de que as falhas tenham sido usadas em ataques reais.Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

G1

Thu, 12 Apr 2018 14:15:01 -0300 -


Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.) vá até o fim da reportagem e utilize o espaço de comentários ou envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com. A coluna responde perguntas deixadas por leitores no pacotão, às quintas-feiras.>>> Como se cria uma moeda virtual?Gostaria de saber se dá para eu criar uma moeda virtual, e que ferramenta se utiliza para criação de uma. Obrigado pela atenção.Caio MartinsCriar uma moeda do zero é difícil, mas você não precisa criar uma moeda do zero -- e isso facilita o processo para você ter seu "próprio Bitcoin" imensamente. Muitas das moedas que existem hoje são apenas clones de outras moedas com algumas pequenas alterações (como uma mudança no tempo de mineração, no tamanho dos blocos, o tamanho das recompensas para mineração e assim por diante). Logo, essas moedas não são difíceis de serem criadas, mas você ainda precisa conhecer programação para fazer a alteração do código para diferenciar a moeda original e a clone, além de aplicar as atualizações e correções pertinentes ao longo do tempo.Você também pode emitir "tokens" na rede Ethereum da mesma forma. Existem códigos prontos para você criar os chamados "contratos inteligentes" (smart contracts) que fundamentam a emissão dessas 'tokens". Existe até um serviço que cria um contrato para você via formulário, o CoinCreator.Isto dito, Caio, devo fazer um alerta: se você precisa fazer essa pergunta, provavelmente você não deve criar uma moeda virtual. Embora seja fácil pegar uma receita de bolo, usar um "copiar/colar" (ou um formulário que faça o mesmo) e assim ter a sua "moeda", isso não é suficiente para de fato manter uma moeda funcionando.Criação de moeda pode ser feita com 'receitas' e até formulári on-line, mas processo simples esconde possíveis complexidades na manutenção, segurança e visão para que a moeda seja útil. (Foto: Reprodução)O que você vai fazer, por exemplo, se for identificado algum problema no contrato que você usou, de modo que sua moeda seja hackeada? E se você descobrir que o código pronto que você pegou estava adulterado justamente para deixar que alguém assuma o controle da sua moeda um dia? Você precisa ser capaz de ao menos ler e entender os códigos para ter uma ideia do que você está fazendo e de como vai corrigir problemas no futuro.Além disso, qual é a finalidade da sua moeda?Quem se aventurou a criar moedas praticamente do zero também está tendo dificuldades. É o caso das moedas IOTA e Verge -- esta última foi recentemente hackeada e os desenvolvedores serão obrigados a criar uma versão nova do programa para voltar a rede no tempo para ignorar as modificações feitas pelos hackers.Análises apontam que 50% a 80% das moedas ("ICOs") não dão certo ou são fraudulentas. Você precisa de muito conhecimento e planejamento para não ser só mais uma -- e se o seu objetivo é justamente criar uma dessas moedas inúteis, minha sugestão continua sendo deixar isso para lá.>>> Anúncio de vírus no celularTive um problema com meu celular, aparentando ser vírus: troquei de trocar de celular, instalei o antivírus Vivo Protege sugerido pela vendedora e não mais o antivírus DFNDR de antes, mas o problema ocorreu novamente, uma semana após a troca. Rodei o antivírus Vivo Protege e ele não acusou vírus nenhum. Resolvi então seguir a sugestão da mensagem de alerta de vírus e cliquei para instalar um antivírus: o instalado foi o DFNDR. Após instalar, abri e rodei o DFNDR, que acusou um problema e deletou, mas em seguida, me ofereceu a versão paga. Recusei e desinstalei o DFNDR, até agora não houve mais mensagem de alerta de vírus.Pesquisei então na internet informando no campo de pesquisa do navegador as mensagens de alerta recebidos, até que encontrei a indicação do que ocorria com meu celular, no seu site (nesta reportagem).Com meu celular aconteceu semelhante ao descrito no seu site: enquanto o alerta aparece na tela, o celular vibra e emite bipes para reforçar a urgência. Apertar o botão "voltar" não resolve nada - a tela é que volta.O que achei estranho, é que esse alerta de vírus voltou no meu celular novo, que eu não havia instalado nenhum antivírus gratuito, tipo o DFNDR! O que pode ter acontecido? Falha do Vivo Protege? Pode um site de antivírus detectar um usuário pelo número da linha de celular e enviar a mensagem para ele? Eu cliquei num link da revista on-line que me pareceu confiável, teria sido coincidência?Grato,Humberto Rigotti SodréHumberto, nenhum antivírus instalado no celular é capaz de impedir que esses anúncios sejam exibidos. Receber esses anúncios, mesmo com um antivírus instalado, não caracteriza nenhum tipo de deficiência no software que você instalou. A mensagem que afirma que seu celular está infectado é completamente falsa e, sendo assim, não existe nada para o antivírus de verdade detectar. Seja lá o que o antivírus instalado detectou de problema, é extremamente improvável que havia qualquer relação com a exibição dessas mensagens.Há alguns relatos mais antigos de pessoas que tiveram seus roteadores atacados para mudar uma configuração de internet (o DNS) e essa configuração fazia com que anúncios publicitários específicos fossem carregados nas páginas de internet. Hoje isso é mais raro, pois várias redes de publicidade estão utilizando a segurança HTTPS, que dificulta esse truque de redirecionamento dos anúncios.Isso significa que você realmente pode acabar vendo uma mensagem dessas -- eu mesmo já vi, várias vezes -- mesmo sem ter qualquer problema de segurança. E esses anúncios são veiculados por sites da web, inclusive publicações de jornais e revistas renomadas. Redes de publicidade amplamente utilizadas, como a do Google, também distribuem esses anúncios maliciosos (como, inclusive, foi revelado por esta coluna).No caso específico do Google, em geral não existe filtro que os sites podem usar para bloquear anúncios antes que eles sejam exibidos -- como o Google exibe anúncios com base nas preferências de cada visitante, os anúncios que cada pessoa recebe não são os mesmos. Além disso, os golpistas criam novas peças publicitárias frequentemente, burlando qualquer bloqueio configurado pelos sites.Logo, quem precisa atuar nesses casos são as redes de publicidade, bem como a empresa responsável pelo aplicativo, já que essas campanhas existem por causa de programas de afiliados que elas promovem.Com esses anúncios circulando com tanta frequência, pode ter sido um mero acaso que apenas o seu telefone que não tem antivírus recebeu a mensagem. Porém, como os sistemas de publicidade em uso hoje são muito inteligentes e levam em conta vários fatores para decidir qual peça de publicidade será exibida, também é possível que o outro telefone receba menos anúncios desse tipo por você já ter interagido com essa publicidade nele.De modo geral, é extremamente difícil identificar o que faz esses anúncios aparecerem. A dica da coluna é sempre ignorar e não instalar os produtos recomendados em nenhuma hipótese, pois isso a mera instalação do aplicativo sugerido pode resultar em pagamento para o golpista.O pacotão da coluna Segurança Digital vai ficando por aqui. Não se esqueça de deixar sua dúvida na área de comentários, logo abaixo, ou enviar um e-mail para g1seguranca@globomail.com. Você também pode seguir a coluna no Twitter em @g1seguranca. Até a próxima!

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Thu, 12 Apr 2018 12:00:01 -0300 -


Após o escândalo envolvendo o uso indevido de informações pessoais, o Facebook vem intensificando iniciativas para recuperar a sua credibilidade e demonstrar que está empenhado em garantir a privacidade dos dados dos seus usuários. Entre as medidas adotadas, foi disponibilizado para todos os usuários um assistente que simplifica a remoção em massa dos aplicativos que ficam conectados a conta na rede social.        Sobre o assistente   A remoção de aplicativos desenvolvidos por terceiros sempre existiu, porém era uma tarefa dispendiosa, pois era necessário remover um a um. Com a nova ferramenta, o usuário pode marcar todos os apps que quiser desconectar do seu perfil e com um único clique removê-los definitivamente. Veja como usar:    1 - Acesse a sua conta no Facebook ou clique nesse link (aqui).                                              2 - Clique sobre a caixa de seleção para marcar os apps.   3 - Clique sobre o botão "Remover".   4 - Marque a opção "Também excluir todas as publicações, fotos e vídeos no Facebook que esses aplicativos e sites possam ter publicado em seu nome." e aperte no botão "Remover" para finalizar o processo.                                      5 - Clique no botão "Concluir" para fechar a janela de confirmação.    Após a remoção dos apps, eles não terão como acessar as informações pessoais, se o leitor remover acidentalmente algum app importante basta adicioná-lo novamente conforme a necessidade.      Imagens: Reprodução/G1

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Wed, 11 Apr 2018 12:15:01 -0300 -


Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.) vá até o fim da reportagem e utilize o espaço de comentários ou envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com. A coluna responde perguntas deixadas por leitores no pacotão, às quintas-feiras.O ano de 2017 ficou marcado por grandes ataques envolvendo vírus de resgate - caso do vírus WannaCry, que contaminou a Europa e chegou a interferir com hospitais no Reino Unido -- ou, também, vírus de outros tipos que tentaram se passar por vírus de resgate (caso da praga NotPetya, que contaminou a Ucrânia). Mas dados e análises de várias empresas de segurança apontam que essas pragas não só estão em declínio, como também já estavam em declínio em 2017.Segundo um relatório da empresa de segurança SonicWall, o número total de ataques caiu de 638 milhões em 2016 para 184 milhões em 2017. Outras três empresas de segurança - Palo Alto Networks, Malwarebytes e Check Point - observaram que criminosos estão trocando os vírus de resgate por programas que mineram criptomoedas.O blog Segurança Digital preparou a lista abaixo para destacar as possíveis razões por trás desse declínio.Vírus de resgate são uma 'bomba' digitalO vírus de resgate criptografa os arquivos do computador e impede o acesso aos dados para depois pedir um pagamento -- o resgate -- para recuperar os arquivos. Se a vítima não pagar, o vírus não terá dado nenhum lucro aos seus criadores.A mineração de criptomoedas, por sua vez, gera um lucro certo e permanente. Desde que a vítima não perceba o vírus, ele vai continuar gerando algum lucro para os bandidos. A vítima vai pagar na conta de luz -- porque o vírus vai usar o processador do computador e consumir energia para realizar a mineração de criptomoedas --, mas a chance de tudo passar despercebido é incomparável, já que nenhum vírus de resgate consegue atuar e permanecer invisível.Tendo presença no computador da vítima, o criminoso ainda pode mais tarde realizar roubos de informações.Vírus de resgate manifestam sua presença para exigir o pagamento. Dessa forma, o vírus é obrigado a se 'entregar', o que torna as pragas incompatíveis com outros tipos de ataques que exigem discrição. (Foto: Reprodução)Truque está sendo combatido com backupsOs vírus de resgate demonstraram a importância de realizar backups (cópias de segurança) para que um arquivo possa ser recuperado no caso de um imprevisto. Serviços de armazenamento em nuvem, como o IDrive e o OneDrive, criaram mecanismos para restaurar arquivos criptografados.Quanto mais pessoas estiverem preparadas com backups, menores são as chances das vítimas pagarem o resgate. Lavagem de dinheiro ficou mais difícilO pagamento dos vírus de resgate costuma ser solicitado em Bitcoin. Essas moedas precisam ser vendidas em uma "exchange" (ou "corretora") de moedas virtuais para serem trocadas por dólares ou reais. Em julho de 2017, autoridades prenderam o responsável pela BTC-e, uma corretora de criptomoedas acusada de ter intermediado a retirada de boa parte do dinheiro obtido com vírus de resgate e outras fraudes on-line.Nesse meio tempo, novas regulamentações foram criadas e as tarifas de Bitcoin também aumentaram (o que significa que os pagamentos ficaram mais caros). Embora criminosos tenham experimentado moedas "alternativas" (como a Monero), essas moedas quase sempre precisam ser convertidas em Bitcoin antes de serem trocadas por dólares. Alguns vírus mais recentes estão optando pela criptomoeda "Dash".O dinheiro proveniente da mineração de criptomoedas, por outro lado, é considerado dinheiro limpo. Uma vez que moedas foram recebidas por colaborações no processo de mineração, é difícil determinar se essa colaboração ocorreu em computadores do colaborador ou se o hardware foi utilizado sem autorização. Na prática, o criminoso consegue trocar as moedas em qualquer corretora, sem levantar suspeita.Pessoas foram acusadasNão foi só o responsável pela BTC-e que acabou nas mãos das Justiça. Em 2017, foram presos suspeitos na Romênia, nos Estados Unidos no Reino Unido, acusados de operarem ataques de vírus de resgate. No fim de março de 2018, outros três indivíduos foram presos na Polônia, acusados de programarem as pragas digitais.Kits de ataque estão menos eficazesCom os navegadores web criando entraves para o uso do Adobe Flash Player - uma das principais portas de entradas para vírus nos computadores --, ficou mais difícil para que páginas maliciosas da web infectem o computador dos internautas.Quando os criminosos são obrigados a recorrer a táticas mais tradicionais (enganar vítimas oferecendo um software, mas entregando outro, por exemplo), o vírus de resgate possui mais dificuldades para manter a fraude em funcionamento, pois a probabilidade de o arquivo logo ser denunciado é maior.Embora as causas específicas do que levou a essas mudanças no mundo do cibercrime seja desconhecida, é possível que todos esses fatores tenham contribuído para o cenário atual. A estimativa é que o número de ataques caia mais uma vez em 2018 em relação ao ano anterior, mas empresas ainda precisam ter cuidado com ataques direcionados e mais sofisticados.Siga a coluna no Twitter em @g1seguranca.

G1

Tue, 10 Apr 2018 11:00:01 -0300 -

O presidente-executivo da rede social falará em uma audiência conjunta por duas comissões do Senado; na quarta, ele irá à Câmara dos Deputados. Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, prestará depoimento ao congresso dos EUA Mark Zuckerberg, presidente-executivo do Facebook, irá pela primeira vez ao Congresso dos Estados Unidos nesta terça-feira (10) para responder a questionamentos de senadores sobre como a rede social protege a privacidade de seus usuários, além de discutir os efeitos da plataforma sobre a democracia. “As redes sociais revolucionaram o jeito como nós nos comunicamos e usamos dados para conectar pessoas ao redor do mundo. Com todos os dados trocados pelo Facebook e outras plataformas, os usuários merecem saber como a informação deles é compartilhada e protegida”, afirmou o senador Chuck Grassley. A audiência conjunta será realizada entre os comitês de Justiça e do Comércio, Ciência e Transportes, ambas do Senado dos EUA. Na quarta, será a vez da Câmara dos Deputados. Lá Zuckerberg falará diante do Comitê de Energia e Comércio, que liberou o testemunho a ser concedido pelo executivo. “Essa audiência vai explorar abordagens à privacidade que satisfaçam as expectativas dos consumidores enquanto encorajam a inovação”, diz Grassley, presidente da comissão de Justiça. O líder do outro comitê, senador John Thune, afirmou que o “Facebook exerce um papel crítico em muitas relações sociais, informando americanos sobre eventos do dia a dia e evidenciando tudo, desde produtos a candidatos políticos”. “Nossa audiência conjunta irá ser uma conversa pública com o CEO dessa poderosa e influente companhia sobre sua visão para abordar problemas que geraram preocupações significativas sobre o papel do Facebook na nossa democracia, agentes mal intencionados usando a plataforma e a privacidade do usuário.” Maior pressão A ida de Zuckerberg ao Congresso dos EUA ocorre na esteira do escândalo da manipulação indevida de dados de 87 milhões de usuários pela Cambridge Analytica, consultoria política que trabalhou para Donald Trump durante a corrida eleitoral de 2016 e na campanha para a saída do Reino Unido do Brexit. A forma como as informações foram obtidas pela empresa britânica colocou no centro da discussão o modelo de negócio do Facebook e de outras empresas de tecnologia, que coletam, processam e armazenam dados de seus usuários para segmentar a distribuição de anúncios. A polêmica da Cambridge Analytica ocorre em um momento em que começou a intensificar a pressão para regulamentar a atuação de empresas de tecnologia que mantêm plataformas, em que pessoas depositam grande quantidade de conteúdo. No fim de fevereiro, a Câmara dos Deputados dos EUA aprovou uma lei que mudou um dos grandes paradigmas legais em torno de companhias de internet: a responsabilização judicial delas em caso de ações ilícitas praticadas por usuários. A nova legislação permite que sites e serviços conectados sejam levados à Justiça caso sejam usados para o tráfico sexual. Até então, as empresas não podiam ser processadas, mesmo que suas plataformas fossem uma porta aberta para escravidão sexual ou tráfico de seres humanos. Os responsáveis por promover esses conteúdos é que deveriam ser processados. O escândalo do Facebook Em 17 de março, os jornais "New York Times" e "Guardian" revelaram que os dados de mais de 50 milhões de usuários do Facebook foram usados sem o consentimento deles pela Cambridge Analytica. Dias depois, o próprio Facebook retificou a informação e passou a estimar em 87 milhões o número de pessoas atingidas. A empresa britânica de análise política acessou o grande volume de dados pessoais após um teste psicológico, que circulou na rede social anos atrás, coletar informações. Os dados recolhidos não eram só os das pessoas que toparam fazer o teste. Havia também informações de milhões dos amigos delas. Para ter a acesso ao gigante estoque de dados, o teste não precisou usar hackers ou explorar brechas de segurança. Apenas aproveitou que, na época, o Facebook dava a liberdade para seus usuários autorizarem o acesso aos dados de seus amigos. O passo seguinte, no entanto, estava fora do raio de atuação do Facebook: após a coleta dos dados, o desenvolvedor do teste os compartilhou com a Cambridge Analytica. O escândalo deflagrou uma onda de ceticismo sobre como o Facebook protege os dados de indivíduos que estão presentes em seu site. A rede social passou a investigar o caso e já implementou algumas modificações, como: criou um atalho para usuários alterarem de forma mais simples suas configurações de privacidade; esmiuçou a política de dados e os termos de serviço, para incluir formas de coleta de informação até então ausentes, detalhar algumas práticas e ampliar essas regras para Instagram e Messenger; endureceu as normas de veiculação de campanhas políticas, para passar a exigir a identidade dos anunciantes; restringiu o uso de dados de usuários por aplicativos que não sejam usados por três meses pelas pessoas. Desde então, o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, reconheceu que a empresa cometeu erros e que não fez o suficiente para evitar que a rede social fosse usada para causar danos. No Brasil, o Ministério Público do Distrito Federal abriu um inquérito para apurar se o Facebook compartilhou dados de usuários brasileiros com a Cambridge Analytica –segundo a rede social, os dados de 443 mil brasileiros podem ter sido comprometidos pela Cambridge Analytica.

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Tue, 10 Apr 2018 09:00:17 -0000 -


O blog Segurança Digital apurou que ao menos duas plataformas de lojas on-line criaram a possibilidade de realizar compras sem senha para clientes que já possuem cadastro nas lojas. Nessa modalidade, como a única barreira para fazer um pedido é informar o endereço de e-mail, os dados do cliente ficam censurados (com asteriscos, vide foto) para que outras pessoas não tenham acesso ao cadastro. No entanto, parte da censura podia ser burlada com a opção de pagamento por boleto, já que os dados do cliente eram incluídos no documento de forma legível.Na prática, era possível fechar um pedido e obter endereço completo, o nome completo e o CPF de um consumidor apenas com o endereço de e-mail. Bastava fechar o pedido com a opção de boleto. As plataformas identificadas, CiaShop e Web Storm, oferecem uma tecnologia para que outras empresas possam facilmente criar um site de e-commerce. Sendo assim, qualquer loja criada com uma dessas tecnologias possui o recurso. Ou seja, o problema existia em várias lojas, não em um site específico.A censura no boleto ao lado foi adicionada pelo blog, pois o arquivo original era limpo e permitia a visualização dos dados particulares. O arquivo podia ser baixado por qualquer um que soubesse o e-mail do consumidor. (Foto: Reprodução)Um mês após serem comunicadas pelo blog Segurança Digital, a CiaShop e a Web Storm modificaram o recurso e não permitem mais o download do boleto. No caso da CiaShop, não é mais possível fechar pedidos com boleto sem digitar a senha. Nas lojas da Web Storm, o pedido é fechado, mas o boleto é enviado por e-mail, protegendo a informação. Apesar de terem modificado a funcionalidade, as empresas minimizaram o risco para os consumidores, considerando que um possível criminoso teria que saber a loja em que o consumidor fez alguma compra.Omar Kaminski, advogado especialista em direito e internet, observa que não há lei específica para a proteção de dados e que são aplicados o Marco Civil de Internet, o Código de Defesa do Consumidor e o Código Civil. "Uma vez provado que houve ato ilícito, dano ou prejuízo, é possível buscar uma reparação judicial. Como se trata de direitos difusos, o ideal é que o Ministério Público seja convocado a intervir", disse o especialista.Para Cléber Brandão, gerente do Blockbit Labs, braço de pesquisa da empresa de segurança Blockbit, o caso se enquadra como um vazamento de dados.  "Qualquer dado pessoal deveria estar protegido por medidas de privacidade e confidencialidade", avalia o especialista. Brandão explica que informações pessoais podem ser usadas em golpes on-line, permitindo que criminosos enviem mensagens se passando por instituições financeiras ou empresas e personalizem essa comunicação com os dados pessoais para convencer a vítima a entregar outras informações, inclusive senhas."Para o e-commerce, entendo que permitir a compra sem necessidade de uma senha pareça uma ótima opção para promover mais vendas, porém, no ponto de vista de segurança da informação, não é uma boa prática", disse ele, que sugere a adoção de "tokens" (senhas temporárias).Janela em site informando que compra pode ser finalizada com o e-mail, dispensando outras formas de autenticação. (Foto: Reprodução)Plataformas minimizam impactoPara a CiaShop, o caso é "muito específico" e "pouco provável de acontecer". "Uma pessoa mal-intencionada teria que saber o e-mail do cliente e o e-commerce em que ele tem conta para simular uma compra – desde que seja o segundo pedido ou mais - naquela loja online e, só então, ter acesso ao nome completo e CPF no boleto gerado, conforme exigido pelo Banco Central. Dados críticos, como número de cartão de crédito e senha, não são expostos em nenhum momento", disse a empresa.Eduardo Aguiar, diretor comercial da Web Storm, teve o mesmo entendimento. "Não basta apenas saber um e-mail, é necessário saber em que loja um comprador fez uma compra com este mesmo e-mail e tentar burlar a segurança desta loja para obter o CPF deste comprador", disse ele. O executivo também argumentou que o problema ocorreu por causa da exigência dos bancos de registrar boletos e que "há meio mais fáceis" para obter esses dados", citando o Registro.br - o órgão brasileiro que registra sites na internet (como "g1.com.br").A comparação de Aguiar foi afastada por Frederico Neves, diretor de Serviços e de Tecnologia do NIC.br, órgão que mantém o Registro.br.  Ele explicou que o serviço é um registro público de cunho declaratório e que o CNPJ ou CPF, revelados na consulta de "Whois", serve para "atribuir univocamente a titularidade de um nome de domínio". Neves ainda lembrou que registros públicos também precisam evitar fraudes de identidade, o que exige "um balanço bastante delicado entre a preservação da privacidade e a publicidade [dos dados]", além de considerar que a alternativa, informar o endereço postal -- também registrado nos boletos das lojas -- seria "muito mais delicada".Já Brandão, do Blockbit Labs, discorda que o ataque precise ser específico como alegam as lojas, porque ferramentas poderiam automatizar o teste de e-mail em vários sites diferentes. Ou seja, não seria preciso verificar cada loja manualmente, porque um "robô" criminoso poderia fazer isso sozinho.Para o especialista, mesmo que os bancos exijam os dados do cliente no boleto, responsabilidade pelas informações é de quem as armazena, ou seja, do e-commerce, e que esse princípio está previsto em diversas normas de segurança. Ele diz que cabe à loja verificar como seus sistemas interagem com terceiros (como o banco que gera o boleto), bem como defender sua rede de possíveis ataques usando as ferramentas adequadas, desde medidas legais (nos contratos de serviços) a medidas técnicas, como programas de gestão de vulnerabilidade e detecção de invasões.A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm) diz que não conhece nenhum tipo de fraude que consiga prejudicar o consumidor somente com posse do CPF e endereço. "Mesmo assim, consideramos que são dados sensíveis e devem ser protegidos não somente pelas lojas virtuais, mas também pelos próprios bancos", afirmou a associação. A Abcomm disse ainda que orientaria os demais associados sobre a prática e que desconhece outros sites ou plataformas de e-commerce que estejam adotando alguma função semelhante.Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

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Mon, 09 Apr 2018 07:30:01 -0300 -

(Se você tem alguma dúvida sobre tecnologia, utilize o espaço para comentários abaixo e escreva sua pergunta)   >>> É possível ter a conta hackeada só por ter aceito uma solicitação de amizade? Oi, Ronaldo! Eu estou recebendo de diversos amigos a seguinte mensagem: Por favor! Avise todos os seus contatos da lista do Messenger para não aceitarem a solicitação de amizade de Jayden K. Smith. Ele é um hacker e tem o sistema conectado com a conta do seu Facebook. Se algum dos seus contatos aceitá-lo você também será hackeado, então certifique-se que todos os seus amigos saibam disso. Obrigado. Encaminhado conforme recebido. Se eu aceitar essa solicitação de amizade estarei correndo o risco de ter a minha conta no Facebook hackeada? Antônio   Olá, Antônio! Só por aceitar uma solicitação de amizade a sua conta no Facebook não corre o risco de ser hackeada. Mas evite clicar em links enviados por mensagens que redirecionam para páginas externas e depois  solicitam informar os dados da conta no Facebook para serem abertas. Os golpistas utilizam uma técnica conhecida como "Phishing" que consiste em criar uma cópia de uma página oficial e solicitar as credenciais de acesso para coletar o usuário e senha.   >>> É possível ter o PC infectado por vírus através do celular? Se o meu celular estiver com vírus ao conectá-lo no PC, ele também ficará infectado? Rogério   Olá, Rogério! Esse tipo de infecção é pouco provável que aconteça devido a diferença tecnológica entre os sistemas operacionais do celular em relação ao PC, além de outros aspectos. Mas não é recomendável instalar aplicativos que não estiverem na Play Store, principalmente os que oferecerem algum tipo de integração entre o PC e o celular. Mas para que isso aconteça você terá que aceitar a execução de instalação do programa malicioso. Se você suspeita que o seu PC possa estar infectado, execute imediatamente o antivírus e remova os aplicativos alternativos do seu smartphone.   >>> É preciso formatar o PC após instalar mais memória RAM? Olá, Ronaldo! O meu PC possuía somente 2 GB (gigabytes) de memória RAM, então instalei 4 GB (gigabytes). O problema é que o sistema não está reconhecendo 3 GB (gigabytes), o que pode estar acontecendo? Diego   Olá, Diego! Possivelmente a arquitetura do Windows instalado no seu equipamento seja 32-bits, nesse caso a capacidade de memória máxima administrada será de 3 GB(gigabytes). Os módulos de memórias adicionais foram reconhecidos, porém por uma limitação da arquitetura não está sendo possível gerenciá-la integralmente. O ideal é que você faça uma reinstalação do Windows com uma versão de 64-bits.   Foto: Rick Wiking/Reuters

G1

Sun, 08 Apr 2018 12:30:01 -0300 -