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Indicadores e notícias sobre a economia no Brasil e no mundo. Dados para posicionamento de empresários e dicas para gerir suas finanças pessoais.


Quem tem uma vacina ou medicamento contra o coronavírus é rico, poderoso ou ambos. Desenvolvimento científico autônomo é caro, ciberespionagem é barato. Acumulam-se as tentativas – também por serviços secretos estatais. Funcionários da AstraZeneca receberam e-mails com ofertas de emprego falsas em que havia dispositivos de ataque digital. REUTERS/Dado Ruvic A vítima mais recente foi a firma AstraZeneca: seus funcionários receberam e-mails falsificados com atraentes ofertas de emprego. Neles, hackers haviam embutido dispositivos de ataque digital, permitindo-lhes acesso aos computadores da fabricante de vacinas sueco-britânica, relatou no fim de novembro a agência de notícias Reuters. Segundo fontes não identificadas, os métodos empregados apontam para a Coreia do Norte. Vacinas ou medicamentos contra a Covid-19 são, no momento, algo assim como o Santo Graal da indústria farmacêutica: imensos recursos foram e são investidos em seu desenvolvimento, o destino de economias, de nações inteiras dependem de que fiquem prontas. Falam por si os saltos nas bolsas de valores mundiais no início de novembro, em seguida aos comunicados das farmacêuticas Biontech e Pfizer sobre a eficácia de seu produto. Quem se surpreende que, a esta altura, certos atores procurem um atalho, procurando lucrar com o trabalho de pesquisa alheio? E, nesta era digital, o recurso preferido de espionagem industrial é o ciberataque. 5 dicas de segurança para sua vida digital Ameaça cibernética global O presidente do Departamento Federal de Segurança e Tecnologia de Informação (BSI) da Alemanha, Arne Schönbohm, avalia como alto o grau de ameaça para o setor, também para o país. Registraram-se diversas ofensivas contra empresas farmacêuticas e institutos de pesquisa ou universidades do país, e "continua existindo o risco de ataques direcionados contra centros científicos", comentou à DW. Enquanto autoridade nacional de cibersegurança, o BSI advertiu preventivamente as firmas alemãs. Ele também as assessora sobre como protegerem de ciberataques não só a si mesmas, mas também a seus fornecedores e prestadores de serviços. Embora até o momento não se saiba de nenhum ataque informático bem-sucedido a companhias da Alemanha, o caso da AstraZeneca mostra a gravidade da situação. Em meados de novembro, num blog empresarial, um alto gerente da Microsoft alertava contra ciberataques a sete fabricantes de vacinas conhecidas, do Canadá, Coreia do Sul, Estados Unidos, França e Índia. Como autores, ele citou um grupo de hackers da Rússia e dois da Coreia do Norte, todos supostamente em coordenação com repartições estatais. Em outubro, a firma americana de cibersegurança Crowdstrike detectou ataques a laboratórios de vacinas do Japão, nesse caso partindo da China. Espionagem industrial estatal é "normal" Quem tem uma vacina ou medicamento contra o coronavírus é rico, poderoso ou ambos, ciberespionagem é barato. Já em julho, numa declaração conjunta, serviços secretos dos EUA, Canadá e Inglaterra responsabilizavam hackers russos por investidas a organizações envolvidas no desenvolvimento de uma vacina contra o vírus Sars-Cov-2. Segundo o britânico National Cyber Security Centre (NCSC), o grupo de hackers denominado APT29 (Advanced Persistent Threat) visa o "roubo de propriedade intelectual valiosa". O centro de cibersegurança tem "mais de 95%" de certeza de que o grupo, também conhecido como "Cozy Bear" e "The Dukes", operaria em conivência com o serviço secreto da Rússia. Na ocasião, o ministro britânico do Exterior, Dominic Raab, condenou como "completamente inaceitável que serviços de inteligência russos estejam mirando aqueles que trabalham para combater a pandemia do coronavírus". Moscou rechaçou as acusações como injustificadas. O especialista finlandês em cibersegurança Mikko Hypponen em princípio não se espanta que ocorra espionagem industrial a mando estatal. "A missão dos serviços secretos é proteger seus países de ataques", comentou, em entrevista à DW. "Por isso não é surpreendente que eles tentem obter uma vantagem que os ajudaria a defender sua nação contra uma pandemia." O relatório mais recente do Departamento para Proteção da Constituição, sediado em Colônia, apresenta conclusões análogas: "Poderes estrangeiros empregam contra a República Federal da Alemanha todos os meios e modos disponíveis de ação oculta para perseguir seus interesses [...] Em especial os serviços de informações da Federação Russa e da República Popular da China desempenham atividades de ciberespionagem contra posições alemãs." Contudo há pelo menos um caso em que se pode estar certo de que não houve participação de hackers estatais russos: quando, em outubro, sucursais da produtora de vacinas indiana Dr. Reddy's em cinco países foram simultaneamente alvos de um ciberataque em grande escala. A firma estava encarregada de testes para a vacina anti-Covid russa Sputnik 5. Vídeos: Vacinas

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Sat, 05 Dec 2020 14:56:37 -0000 -

O objetivo de financiar a luta contra a Covid-19 e aprovar subsídios à pobreza e créditos a pequenas e médias empresas, entre outras ajudas sociais urgentes. O Congresso argentino converteu em lei um imposto extraordinário aplicado às grandes fortunas, com o objetivo de financiar a luta contra a Covid-19 e aprovar subsídios à pobreza e créditos a pequenas e médias empresas, entre outras ajudas sociais urgentes. A estimativa é que a nova lei atinja até 12 mil pessoas que deverão pagar uma taxa única. A Argentina, a terceira maior economia da América Latina, está entrando em seu terceiro ano de recessão, com alta inflação e um forte aumento da pobreza. O projeto foi aprovado no Senado por 42 votos a 26. A sessão foi transmitida ao vivo pelo YouTube nesta sexta-feira (4). A nova lei estipula um imposto único de pelo menos 2% a ser cobrado de pessoas com ativos que passem de 200 milhões de pesos argentinos (2,45 milhões de dólares), o que o governo espera que leve a uma arrecadação de cerca de 3,7 bilhões de dólares. A aliança pró-governo fez valer sua maioria para aprovar o chamado "aporte solidário", que tentará arrecadar o equivalente a cerca de 3 bilhões de dólares. A lei é rejeitada energicamente pela maior força de oposição, a neoliberal Juntos pela Mudança, do ex-presidente Mauricio Macri, segundo a qual se trata de uma medida de confisco. A patronal mais influente, Associação Empresária Argentina (AEA), declarou que a mesma "afeta a propriedade privada e representa um golpe sobre os investimentos, a produção e o emprego, além de produzir um grande descontentamento". Estima-se que a contribuição, chamada popularmente de "imposto aos milionários", atingirá entre 9 mil e 12 mil pessoas, em um país com 40,9% de seus 44 milhões de habitantes em situação de pobreza e uma taxa de desemprego de mais de 10%. A Argentina ainda não superou a recessão, que se arrasta desde 2018 e foi agravada pela pandemia. Desigualdade social A contribuição obrigatória única tributará as pessoas cujos ativos declarados excedam 200 milhões de pesos (2,35 milhões de dólares), com uma taxa progressiva de até 3,5% para ativos na Argentina e até 5,25% sobre bens fora do país. "Há espaço fiscal para tributar os que mais têm, pela primeira vez na História, com um imposto direto. Isso não acontece apenas na Argentina. O sistema tributário regional é tremendamente desigual", declarou Adrián Falco, secretário da Rede de Justiça Fiscal da América Latina e do Caribe. "O sistema se baseia em impostos sobre o consumo, nunca nos que mais têm. Aqueles que realmente pagam impostos são muito poucos. Para fugir da taxação, são usados paraísos fiscais e empresas fantasma", assinalou Falco. Cerca de 20% da arrecadação será destinada a insumos médicos para atendimento de emergência devido à pandemia, outros 20% para pequenas e médias empresas, 15% para programas de desenvolvimento social, 20% para bolsas de estudo e 25% para programas de desenvolvimento de gás natural. "O tributo atinge 0,8% dos contribuintes. Destes, 42% possuem ativos dolarizados, dos quais 92% no exterior. Está longe de tributar a atividade produtiva", declarou o legislador governista Carlos Heller, um dos autores do projeto. No campo oposto, o presidente da Sociedade Rural Argentina (SRA), Daniel Pelegrina, advirtiu que "querem apresentá-lo como uma contribuição dos mais ricos, mas sabemos o que acontece com todos esses impostos únicos. Eles ficam para sempre." Hernán Letcher, diretor do Centro de Estudos de Política Econômica (Cepa), assinalou que "a proposta não é uma exclusividade argentina. Há pelo menos 11 países da Europa e América Latina que avançam em uma justiça tributária maior. Essas medidas de apoio à renda das famílias e de subsídios são destinadas a reduzir a desigualdade."

G1

Sat, 05 Dec 2020 12:13:25 -0000 -

Preservar informações e usar senhas fortes são medidas importantes para evitar golpes na internet. Veja como por em prática essas e outras dicas no vídeo. 5 dicas de segurança para sua vida digital Os hackers se interessam por informações de qualquer pessoa, e utilizam dados para tentar enganar vítimas na internet. Por isso, é importante preservar suas informações, criar senhas diferentes para cada serviço e ficar atento às tentativas de golpes. Neste vídeo, o G1 reuniu 5 dicas de segurança para sua vida digital. Veja mais dicas sobre segurança digital Tire outras dúvidas em VÍDEO:

G1

Sat, 05 Dec 2020 11:00:52 -0000 -


Apesar da provável retomada da economia, inflação, desemprego e juros dependem do controle da pandemia e da situação fiscal do país, e não devem sofrer grandes mudanças no início de 2021. Auxílio Emergencial foi principal motor do crescimento do país em 2020 Kleber Teixeira/Inter TV Cabugi As projeções para 2021 indicam uma recuperação da crise econômica. O ano deve começar sem grandes solavancos, mas também com poucas notícias boas. A estimativa de economistas ouvidos pelo G1 é que, ao menos nos primeiros meses de 2021, os principais indicadores sigam trajetória semelhante à atual: PIB em recuperação, desemprego alto, juros baixos, inflação contida (ainda que em patamar um pouco mais elevado). Risco fiscal: entenda o que é e saiba por que a piora das contas públicas preocupa e pode atrapalhar a retomada da economia Com a expectativa de término dos estímulos financeiros, no entanto, o Brasil vai ter de lidar com grandes desafios em 2021: equilibrar as contas públicas e mitigar os efeitos da crise sanitária, afinal o Auxílio Emergencial concedido a 67 milhões de brasileiros se tornou o principal motor do crescimento do país em 2020. Entre as urgências, segundo os economistas, estão reduzir a taxa de desemprego — de 14,6% no trimestre encerrado em setembro — e manter a inflação dentro da meta para 2021, de 3,75%, podendo variar de 2,25% a 5,25%. Segundo o boletim Focus, do Banco Central, a expectativa é que o PIB do Brasil tenha uma alta de 3,45% em 2021, após acumular uma queda de aproximadamente 4,5% em 2020. No 3º trimestre deste ano, o PIB brasileiro registrou uma alta de 7,7%. Confira as projeções para os indicadores: Desemprego A taxa de desemprego é a relação entre as pessoas que estão procurando emprego e a população economicamente ativa. Com o fim do Auxílio Emergencial, os brasileiros devem voltar a procurar trabalho e a taxa de desemprego deve aumentar, explicou Maílson da Nóbrega, sócio da Tendências Consultoria e ex-ministro da Fazenda do governo José Sarney. "A taxa [ de desemprego] deve ficar em 16%, mas pode chegar a 20% se a crise fiscal do país se agravar, o que seria uma catástrofe para o país e para o governo Bolsonaro", disse o economista. Reforma trabalhista completa 3 anos; veja os principais efeitos Desemprego Economia G1 Sílvia Matos, coordenadora do Boletim Macro do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Varga (FGV Ibre), acrescenta também que grande parte dos brasileiros deixou de procurar emprego por conta do chamado desalento (desistência por falta de vagas) e por causa da pandemia — fatores que podem mudar em 2021. "Se todo mundo estivesse procurando emprego desde fevereiro, a taxa de desemprego seria de 24%", calculou ela. Inflação De acordo com o ex-ministro, as previsões para a inflação deste ano ainda estão sendo revistas, mas o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2020 deve ficar entre 3,6% e 4%. "Tudo indica que a inflação vai continuar alta no início do ano também. E está concentrada nos alimentos, pelo IPCA, e no atacado, pelo IGPM", explicou. A escalada nos preços dos alimentos, como arroz, soja e milho, está relacionada ao aumento de demanda causada pelo Auxílio Emergencial, disse Nóbrega. Alimentos já subiram 9,4% este ano; veja itens com maiores altas e maiores quedas nos preços IPCA - Inflação oficial mês a mês Economia G1 "Os pobres passaram a comer mais. Não estou preocupado com a inflação de 2021. A não ser que tenhamos um problema fiscal, conseguiremos colocar a inflação dentro da meta de 3,75%", avaliou Juros Sílvia, da FGV, acredita que o BC vá manter a taxa de juros em 2% ao ano até o primeiro semestre de 2021, contanto que a inflação de preços básicos deixe de ser repassada à cadeia de produção. Ou seja, contato que a inflação básica não contamine as cadeias produtivas. "A Selic deve começar a subir a partir do quarto trimestre e pode terminar 2021 por volta de 3% ao ano", acrescentou o Nóbrega, em linha com a última projeção do Boletim Focus. Câmbio O risco fiscal, a crise econômica e uma possível nova onda da Covid-19 podem dificultar a valorização do real nos primeiros meses de 2021, analisa Sílvia. Para ela, o dólar deve ficar por volta de R$ 5,40 no ano que vem — mesmo patamar atual. "Conseguimos terminar o ano com uma crise menor do que a prevista, mas vamos pagar um preço alto com problema fiscal e inflação. Se avançarmos em reformas, o câmbio pode melhorar, mas acredito que esse é um cenário otimista", disse a coordenadora do Boletim Macro. Real é a moeda com o pior desempenho no mundo em 2020; entenda as causas O ex-ministro, por outro lado, projeta o dólar cotado a R$ 5,25 em 2021, baseado na confiança do mercado nas vacinas contra a Covid-19 e na experiência dos países em lidar com a pandemia. "No Brasil, o agravamento da pandemia pode forçar medidas mais duras, o que poderia prejudicar o potencial de crescimento do país. No entanto, a forma de lidar com a Covid hoje é mais eficaz do que era em março. Pode ser que o impacto [econômico] não seja tão grande", justificou. Especialistas apontam os principais problemas para a recuperação econômica Initial plugin text PIB DO 3º TRIMESTRE DE 2020× A estimativa de economistas ouvidos pelo G1 é que, ao menos nos primeiros meses de 2021, os principais indicadores sigam trajetória semelhante à atual: PIB em recuperação, desemprego alto, inflação o

G1

Sat, 05 Dec 2020 09:00:57 -0000 -


Serão liberados os saques das parcelas creditadas em poupança social digital nos ciclos 3 e 4 de pagamento do benefício. A Caixa Econômica Federal (CEF) libera neste sábado (5) os saques e transferências de novas parcelas do Auxílio Emergencial para 7 milhões de trabalhadores que não fazem parte do Bolsa Família. ábadoO pagamento deste s é para os trabalhadores nascidos em novembro e dezembro. Serão liberados os saques das parcelas creditadas em poupança social digital nos ciclos 3 e 4 de pagamento do benefício. Com a liberação de saques deste sábado, a Caixa conclui os ciclos 3 e 4 de pagamentos do Auxílio Emergencial. Os créditos do ciclo 5 começaram a ser feitos em 22 de novembro, e vão até 12 de dezembro. Já os pagamentos da última parcela serão feitos entre 13 e 29 de dezembro. Os saques serão liberados até 27 de janeiro. Para os trabalhadores do Bolsa Família, a ajuda será paga de 10 a 23 de dezembro. Veja o calendário completo de pagamentos do Auxílio Emergencial Veja como serão os pagamentos de R$ 300 e tire dúvidas Saiba como liberar a conta bloqueada no aplicativo Caixa Tem Tira dúvidas sobre o Auxílio Emergencial SAIBA TUDO SOBRE O AUXÍLIO EMERGENCIAL VEJA QUEM PODE SACAR A PARTIR DESTE SÁBADO: trabalhadores do Cadastro Único e inscritos via site e app, nascidos em novembro - poderão sacar as parcelas que foram creditadas em poupança social digital nos dias 29 de outubro e 18 de novembro trabalhadores do Cadastro Único e inscritos via site e app, nascidos em dezembro - poderão sacar as parcelas que foram creditadas em poupança social digital nos dias 1º e 20 de novembro Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial ou pelo site auxilio.caixa.gov.br. Calendários de pagamento Veja abaixo os calendários de pagamento. BENEFICIÁRIOS DO BOLSA FAMÍLIA Auxílio Emergencial - Beneficiários do Bolsa Família Economia G1 BENEFICIÁRIOS FORA DO BOLSA FAMÍLIA Clique aqui para ver o calendário completo dos pagamentos VÍDEOS: as últimas notícias sobre o Auxílio Emergencial 2

G1

Sat, 05 Dec 2020 03:00:42 -0000 -


Valores dos combustíveis recuaram na semana de 22 a 28 de novembro, mas agora retomaram viés de alta e atingiram o maior patamar desde meados de outubro. Gasolina e etanol sofrem queda no preço em postos em Araçatuba e Birigui Reprodução/TV TEM Os preços médios do diesel, gasolina e etanol nos postos de combustíveis do Brasil subiram ao longo da última semana, atingindo os maiores níveis em pelo menos sete semanas, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) publicados nesta sexta-feira (4). Segundo a reguladora, o valor do diesel, combustível mais utilizado do Brasil, registrou alta média de 1,8% no período, atingindo 3,582 reais por litro. Já a gasolina subiu 0,88%, com o litro custando em média 4,467 reais. Os valores de ambos os combustíveis haviam recuado na semana de 22 a 28 de novembro, se comparados à semana imediatamente anterior, mas agora retomaram viés de alta e atingiram o maior patamar desde meados de outubro, quando a ANP retomou seu levantamento de preços após um período de interrupção. Petrobras aumenta em 5% valor de gás de cozinha a partir desta quinta Na última quarta-feira, a Petrobras reduziu o preço da gasolina em suas refinarias em 2%, enquanto o valor do diesel foi mantido inalterado. Em novembro, porém, a estatal havia elevado as cotações de ambos em duas ocasiões. No entanto, o repasse dos reajustes praticados pela estatal aos consumidores finais nos postos não é imediato, dependendo de uma série de fatores, como margem de distribuição e revenda, impostos e adição obrigatória de etanol anidro. Concorrente da gasolina nas bombas, o etanol hidratado engatou pelo menos sua sétima semana consecutiva de altas --consequentemente, também atingindo o maior valor para o período. O biocombustível teve, em média, alta de 1,05%, para 3,157 reais o litro, indicou a ANP. VÍDEOS: Últimas notícias de Economia

G1

Sat, 05 Dec 2020 00:20:05 -0000 -

Todos os grande bancos do país entram no grupo, também composto por instituições menores e cooperativas. O Banco Central divulgou nesta sexta-feira a lista das 1.065 instituições que terão participação obrigatória no open banking, que será implementado no país a partir de 2021. Todos os grande bancos do país entram no grupo, também composto por instituições menores e cooperativas. A lista completa das instituições pode ser conferida aqui. O open banking dará aos clientes de instituições financeiras o poder sobre seus dados cadastrais e de transações como meio de fomentar a competição e acesso a serviços mais baratos e melhores. A regulamentação do open banking já havia estipulado obrigatoriedade de participação das instituições enquadradas pelo BC nos segmentos 1 (S1) e 2 (S2). Após PIX, BC mira 'open banking' para personalizar serviços bancários e ampliar competição Entram no S1 as instituições com porte igual ou superior a 10% do Produto Interno Bruto (PIB) ou que exerçam atividade internacional relevante, independentemente do porte. Já o S2 é composto por instituições com porte inferior a 10%, mas superior a 1% do PIB. No fim de novembro, o BC anunciou o adiamento do pontapé inicial para a implementação do open banking para fevereiro de 2021. Antes, a primeira etapa do processo deveria ser concluída até 30 de novembro deste ano. O prazo para a última etapa do open banking --entrada em vigor do compartilhamento de dados sobre produtos e serviços e dados de transações-- era de 25 de outubro de 2021 e passou a ser 15 de dezembro do próximo ano. Conselho Monetário adia para dezembro de 2021 implementação total do 'open banking' Em nota, o BC afirmou que com os esforços necessários para o combate à pandemia da Covid-19, o governo entendeu que foram impactados os processos de trabalho nas instituições participantes do open banking. "Também foi levada em consideração a necessidade de adaptação de sistemas das instituições em razão de outras ações regulatórias, a exemplo do Pix e de registro de recebíveis de cartão", acrescentou a autoridade monetária. VÍDEOS: Últimas notícias de Economia

G1

Fri, 04 Dec 2020 23:41:10 -0000 -


Durante a sessão desta sexta-feira (4), o contrato do Brent atingiu o maior nível desde o início de março, a US$ 49,92. Os contratos futuros do petróleo Brent avançaram mais de 1% nesta sexta-feira (4), permanecendo pouco abaixo da marca de US$ 50 por barril, à medida que expectativas de um pacote de estímulos econômicos nos Estados Unidos e a possibilidade de uma vacina contra o coronavírus ofuscam os aumentos na oferta da commodity e no número de mortes por Covid-19. Um plano bipartidário de US$ 908 bilhões para auxílio em meio à pandemia ganhou força no Congresso norte-americano. O petróleo Brent fechou em alta de 0,54 dólar, ou 1,11%, a US$ 49,25 por barril. Durante a sessão, o contrato atingiu o maior nível desde o início de março, a US$ 49,92. O petróleo dos EUA (WTI) avançou 0,62 dólar, para US$ 46,26 o barril, após tocar máxima de US$ 46,68. Campo terrestre de exploração de petróleo da Petrobras no Nordeste Divulgação Ambos os valores de referência engataram a quinta semana consecutiva de ganhos, com o Brent avançando 1,7% no período, enquanto o WTI subiu 1,9%. "Estamos subindo, apesar de eventos super baixistas - tudo está relacionado aos estímulos", disse Bob Yawger, diretor de Futuros de Energia do Mizuho em Nova York. "Não dá para ir para casa vendido neste fim de semana, porque eles podem assinar um acordo (de estímulos) neste fim de semana." Vídeos: Veja as últimas notícias de economia

G1

Fri, 04 Dec 2020 22:13:39 -0000 -


As ações denominadas 'cíclicas', vistas como particularmente sensíveis à economia, tiveram grande destaque nesta sexta-feira (4). Os principais índices de Wall Street avançaram para máximas históricas nesta sexta-feira (4), com dados mostrando um crescimento mais lento no ritmo de criação de postos de trabalho nos Estados Unidos aumentando as expectativas por um novo projeto de lei de alívio fiscal para ajudar a reviver a economia, atingida pelo coronavírus. As ações denominadas "cíclicas", vistas como particularmente sensíveis à economia, como os segmentos de energia, materiais e industriais, tiveram grande destaque enquanto a maioria dos setores do S&P 500 subia. Wall Street Lucas Jackson/Reuters Analisado de perto, o relatório do Departamento de Trabalho dos Estados Unidos mostrou que o país criou 245 mil postos de trabalho em novembro, ritmo abaixo da expectativa dos economistas, de 469 mil, e o menor número de empregos criados desde o início da recuperação dos postos, em maio. O presidente eleito do país, Joe Biden, afirmou que o relatório de empregos "sombrio" desta sexta-feira sinaliza que a recuperação econômica está estagnando e alertou que o "inverno sombrio" que se aproxima iria exacerbar o sofrimento, a menos que o Congresso dos EUA aprove um projeto de lei de alívio ao coronavírus de forma imediata. "A má notícia do enfraquecimento do quadro de empregos é potencialmente uma boa notícia para os investidores porque significa que o projeto de estímulo tem muito mais probabilidade de ocorrer em um período de tempo bastante curto", disse Ryan Detrick, estrategista sênior de mercado da LPL Financial na Carolina do Norte. O Dow Jones subiu 0,83%, para 30.218,26 pontos, o S&P 500 ganhou 0,88%, para 3.699,12 pontos, e o Nasdaq teve alta de 0,7%, para 12.464,23 pontos. O índice do setor de transportes do Dow Jones e o Russell 2000, de empresas de baixa capitalização de mercado também registraram máximas de fechamento. Vídeos: Últimas notícias de economia

G1

Fri, 04 Dec 2020 22:01:12 -0000 -


Companhia via reduzir a produção de seis para cinco jatos por mês por causa da demanda mais fraca. A Boeing está reduzindo a produção de seu 787 Dreamliner pela quarta vez em 18 meses, após nenhuma entrega em novembro, de acordo com o vice-presidente financeiro da companhia, Greg Smith, com recentes falhas de produção agravando os atrasos oriundos da crise desencadeada pelo coronavírus. A redução de seis para cinco jatos por mês ocorrerá em 2021 e segue a queda na demanda por jatos de longo curso. "Temos um grande número de aeronaves 787 não entregues", disse Smith em uma conferência do Credit Suisse. Logo da Boeing na bolsa de Nova York (NYSE) Richard Drew/AP As entregas diminuíram ainda mais por causa das inspeções ligadas a falhas de produção do 787 nos últimos meses, que os reguladores dos Estados Unidos estão investigando. As inspeções de qualidade extra estão demorando mais do que o esperado e continuarão reduzindo as entregas em dezembro, acrescentou o executivo. A ação da Boeing caía nesta sexta-feira, após alta acentuada na véspera na esteira de um pedido do 737 MAX, que retorna ao serviço neste mês após uma proibição de segurança de 20 meses. Durante a suspensão do 737 MAX, a Boeing confiou fortemente no 787 para conter a saída de recursos do caixa, mas a demanda por esses modelos de fuselagem larga foi duramente atingida pela pandemia, piorando o excesso de oferta. A Boeing já havia cortado a produção planejada do 787 três vezes, de um pico de 14 por mês desde meados do ano passado. Anteriormente, havia aumentado a produção na esperança de chegar a um acordo para fornecer dezenas de jatos para a China, mas as perspectivas diminuíram em meio às tensões comerciais com os EUA, seguidas pela pandemia. Vídeos: Últimas notícias de economia

G1

Fri, 04 Dec 2020 20:37:58 -0000 -

No ano, porém, essa classe de investidor retirou R$ 50,11 bilhões do mercado secundário da bolsa brasileira. Os investidores estrangeiros ingressaram liquidamente (ingressos menos retiradas) com R$ 532,3 milhões no segmento secundário da B3 (ações já listadas) no dia 2 de dezembro. No mês, o saldo líquido positivo está positivo em R$ 1,45 bilhão, resultado de R$ 34,81 bilhões em compras e R$ 33,36 bilhões em vendas. No ano, a saída de estrangeiros soma R$ 50,11 bilhões. Ao considerar o mercado primário (lançamentos de ações), com entrada de R$ 19,61 bilhões até setembro, o fluxo externo na bolsa está negativo em R$ 30,50 bilhões em 2020. A forte entrada de investidores estrangeiros puxou a alta do Ibovespa nos últimos dias. Na terça, a bolsa fechou em alta de 0,43%, próximo aos 112 mil pontos. Nesta sexta, ruma para o quarto pregão seguido de alta, e a quinta semana seguida de ganhos, além da maior cotação desde fevereiro. Também no dia 2, o investidor pessoa física ingressou com R$ 179,3 milhões na B3 e acumula em dezembro um fluxo negativo de R$ 146,6 milhões. No ano, o saldo está positivo, em R$ 54,72 bilhões. Já o investidor institucional aportou R$ 400,9 milhões no dia 2 de dezembro. No mês, o saldo está negativo em R$ 99,6 milhões, mas positivo em R$ 1,80 bilhão em 2020. No dia 2 de dezembro, o Ibovespa fechou com avanço de 0,43%, aos 111.879 pontos, em sessão volátil e de leve ajuste após alta de 2,30% um dia antes. Assista as últimas notícias de economia l

G1

Fri, 04 Dec 2020 18:52:03 -0000 -


Em outubro, o país registrou 47,2 milhões de beneficiários, o que representou um leve avanço em relação a setembro. O número de brasileiros beneficiários com plano de saúde voltou a crescer em outubro, de acordo o balanço da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgado nesta sexta-feira (4). Em outubro, o país registrou 47,2 milhões de beneficiários com plano de saúde, o que representou um leve crescimento em relação ao apurado em setembro (47 milhões). Beneficiários de plano de saúde Economia G1 O desempenho verificado em outubro também é o melhor registrado neste ano, segundo a agência. Com a crise econômica provocada pela pandemia de coronavírus, o número de beneficiários chegou a recuar para 46,7 milhões em junho. Reajuste No mês passado, a ANS decidiu que os planos de saúde deverão reajustar os valores de 2020 de forma diluída em 12 meses, a partir de janeiro de 2021. Em agosto, o órgão determinou a suspensão das correções de valores pagos pelos beneficiários por 120 dias, em virtude da pandemia. ANS suspende reajuste de planos de saúde até dezembro Segundo a ANS, a suspensão das correções favoreceu mais de 20 milhões de beneficiários. Ficaram de fora, de acordo com a agência, contratos antigos – não adaptados à Lei nº 9.656/98 – e planos coletivos empresariais que já tivessem negociado reajuste até o fim de agosto ou em que a própria empresa preferiu não ter o reajuste suspenso. Vídeos: Últimas noticias de economia

G1

Fri, 04 Dec 2020 18:43:13 -0000 -


PIS 2020-2021 será pago a partir do dia 8 de dezembro por meio da poupança social digital para trabalhadores que não têm outro tipo de conta corrente ou poupança no banco. A Caixa Econômica Federal fará o pagamento do abono salarial PIS 2020-2021 a partir do dia 8 de dezembro por meio da poupança social digital para os trabalhadores que não têm outro tipo de conta corrente ou poupança no banco. O Pasep (destinado a servidores públicos) é pago por meio do Banco do Brasil. As contas digitais serão abertas de forma automática e gratuita para o recebimento do benefício, sem a necessidade de apresentação de documentos nem comparecimento à agência. Os trabalhadores poderão movimentar os recursos por meio do aplicativo Caixa Tem. Para quem já tem conta na Caixa, os créditos serão realizados nas contas existentes e os valores poderão ser movimentados com a utilização do cartão da conta ou pelo internet banking e app da Caixa. Nos casos em que o abono salarial não possa ser creditado em conta existente ou na poupança social digital, o trabalhador poderá realizar o saque com o Cartão do Cidadão e senha nos terminais de autoatendimento, lotéricas, nos correspondentes Caixa Aqui e nas agências. Uso da poupança Popularizada com o pagamento do Auxílio Emergencial, a poupança social digital também virou o caminho para pagamento do Bolsa Família. A partir deste mês, os beneficiários do programa passarão a receber o benefício por meio da poupança. Segundo a Caixa, a conta permitirá aos beneficiários movimentar os recursos sem necessidade de saque integral das parcelas. O banco esclarece, no entanto, que continuará sendo possível sacar o dinheiro usando o Cartão Bolsa Família ou o Cartão Cidadão. Como funciona a poupança digital A movimentação da poupança social digital é feita pelo aplicativo Caixa Tem, com limite mensal de R$ 5 mil. O trabalhador pode realizar compras em estabelecimentos com o cartão de débito virtual e QR Code, por meio de maquininhas de cartão, e pagar contas de água, luz, telefone, gás e boletos em geral pelo próprio aplicativo. Os saques podem ser realizados nos terminais de autoatendimento, lotéricas e Correspondentes Caixa Aqui a partir da geração de token diretamente no app Caixa Tem. O token também pode ser gerado nas agências, com a apresentação de documento de identificação com foto. Como usar o cartão de débito virtual Baixe e entre no aplicativo - Clique aqui para baixar o aplicativo para celulares Android - Clique aqui para baixar o aplicativo para celulares iOS (Apple) Acesse o ícone 'Cartão de Débito Virtual' Digite a senha do Caixa TEM Aparecerão os dados do beneficiário e do cartão Clique em 'gerar' Use os dados gerados para fazer o pagamento O código vale por poucos minutos, e apenas para uma compra Como fazer pagamento em maquininhas Baixe e entre no aplicativo Selecione a opção 'Pague na maquininha' A câmera do celular deve ser acionada automaticamente. Use para ler o QR Code gerado na maquininha Calendário Começam a receber o abono salarial pela poupança social digital em 8 de dezembro os trabalhadores nascidos entre julho e novembro que têm direito ao benefício mas ainda não sacaram e os que tiveram as declarações da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS/eSocial) ano-base 2019 entregues fora do prazo ou retificadas pelos empregadores, conforme calendário de pagamento. Os beneficiários que são correntistas da Caixa nascidos entre julho e dezembro já receberam o benefício por meio de crédito em conta no dia 30 de junho. Cerca de 2 milhões de trabalhadores que não realizaram o saque do calendário anterior (Abono salarial 2019-2020), finalizado em 29 de maio deste ano, ainda podem sacar os valores. O prazo vai até 30 de junho de 2021. A partir do dia 15 de dezembro, começa o pagamento do abono salarial PIS-Pasep 2020-2021 para os trabalhadores que fazem aniversário em dezembro, seguindo o calendário oficial de pagamentos, baseado no mês de nascimento. Confira, a seguir, o cronograma completo: Calendário de pagamento do PIS Reprodução Quem recebe Tem direito ao Abono Salarial 2020/2021 o trabalhador inscrito no PIS há pelo menos cinco anos, que tenha trabalhado formalmente por pelo menos 30 dias em 2019, com remuneração mensal média de até dois salários mínimos, e que tenha os dados atualizados pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais). Recebem o benefício na Caixa os trabalhadores vinculados a entidades e empresas privadas. As pessoas que trabalham no setor público têm inscrição Pasep e recebem o benefício no Banco do Brasil. O valor do abono salarial varia de R$ 88 a R$ 1.045, de acordo com a quantidade de meses trabalhados durante o ano-base 2019. Em todo o calendário, a Caixa irá disponibilizar R$ 15,8 bilhões para 20,5 milhões de trabalhadores. O saque pode ser realizado até 30 de junho de 2021. Assista a mais notícias de Economia: v

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Fri, 04 Dec 2020 18:36:28 -0000 -

Deputado explicou que o aumento de preços ganhou está ligado a uma rápida desvalorização da moeda local. A Venezuela fechou novembro com uma inflação de mais de 4.000% em 12 meses, de acordo com relatório divulgado nesta sexta-feira (4) pelo parlamento, de maioria opositora. O índice, em meio a um ciclo hiperinflacionário, atingiu 4.087% no período de novembro de 2019 a novembro de 2020, após dar um salto no mês passado, informou à imprensa o deputado José Guerra, membro da Comissão de Finanças da Assembleia Nacional. A variação dos preços foi de 65,7% em novembro e 23,8% em outubro, segundo o relatório. Por videoconferência, Guerra explicou que o aumento de preços ganhou está ligado a uma rápida desvalorização da moeda local, o bolívar, devido à emissão de dinheiro para pagar bônus e gratificações de Natal aos funcionários públicos. "A desvalorização da moeda é transferida para os preços", disse Guerra, chamando a situação de "círculo vicioso". Crise leva à falta de combustível na Venezuela De janeiro a novembro, por outro lado, a inflação atingiu 3.045,92%. O parlamento publica índices econômicos devido à escassez de dados oficiais do Banco Central da Venezuela (BCV). O BCV, que costuma atrasar na publicação de indicadores econômicos, inclusive deixando de divulgá-los por meses, informou que o país caribenho acumulou inflação de 844,1% entre janeiro e setembro. Não há atualizações desses números. A Venezuela, que atravessa seu sétimo ano consecutivo de recessão, fechou 2019 com inflação de 9.585,5% segundo a entidade emissora. O bolívar, segundo as taxas oficiais, desvalorizou 49,8% em novembro e 92% em 2020. Um dólar estava sendo negociado a 80.945,72 bolívares no início do ano. Agora já rompeu a barreira do milhão, de acordo com o BCV, atingindo 1.029.051,92 nesta sexta-feira. Assista as últimas notícias de economia

G1

Fri, 04 Dec 2020 18:25:46 -0000 -


Novo balanço divulgado pelo TSE e aplicativo mostram que somente 38 números foram suspensos durante segunda rodada de votos. No total, foram 1.042 proibições. WhatsApp e TSE abriram canal de denúncias durante as eleições de 2020. REUTERS/Thomas White O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o WhatsApp divulgaram na última quinta-feira (3) um balanço das medidas para combater o disparo em massa de mensagens e a circulação de notícias falsas durante as eleições municipais de 2020. No total, foram 1.042 contas banidas entre 27 de setembro a 29 de novembro. O período compreende o início da propaganda eleitoral e o 2º turno das eleições municipais. Entre o dia 16 e 29 de novembro, período do 2º turno, foram 38 contas suspensas. O canal de denúncias estabelecido entre o TSE e WhatsApp ficará disponível até o fim das eleições em Macapá: 6 de dezembro se terminar em 1º turno ou 20 de dezembro se for necessário 2º turno. Saiba mais: Veja o que as redes sociais anunciaram para conter a desinformação nas eleições de 2020 Balanço das denúncias No período eleitoral de 27 de setembro a 29 de novembro, a plataforma de denúncias para contas suspeitas de disparos de mensagens em massa recebeu: 5.180 denúncias (421 delas no 2º turno); 4.981 denúncias efetivamente analisadas pelo WhatsApp (351 no 2º turno); 1.042 números foram banidos após análise (38 no 2º turno); 199 denúncias foram descartadas por não estarem relacionadas às eleições (70 no 2º turno). O WhatsApp disse que independente do canal com o TSE, baniu 360 mil contas no Brasil por envio massivo ou automatizado de mensagens (abuso/spam) no período de setembro a novembro de 2020. Veja os vídeos mais assistidos do G1:

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Fri, 04 Dec 2020 18:13:38 -0000 -

Número foram divulgados nesta sexta-feira pelo Banco Central. De janeiro a novembro, impulsionada pelo auxílio emergencial, poupança teve ingresso líquido de R$ 145 bilhões. Os depósitos nas cadernetas de poupança superaram os saques em R$ 1,479 bilhão em novembro, informou nesta sexta-feira (4) o Banco Central. No mês passado, os depósitos em poupança somaram R$ 297,413 bilhões, enquanto os saques totalizaram R$ 295,993 bilhões, de acordo com números oficiais. A entrada líquida de recursos da caderneta de poupança em novembro representa queda em relação ao mesmo mês do ano passado, quando ingressaram R$ 2,426 bilhões na modalidade de investimentos. Esse também foi o menor valor desde fevereiro, quando houve a saída (retiradas maiores do que depósitos) de R$ 3,571 bilhões da caderneta de poupança. Acumulado do ano No decorrer deste ano, a poupança recebeu um volume elevado de depósitos, por conta do pagamento do auxílio emergencial para trabalhadores informais e desempregados. Parte dos valores deste benefício, medida de enfrentamento dos impactos da pandemia, foi depositada em contas poupança. Nos últimos meses de 2020, porém, o valor foi reduzido de R$ 600 para R$ 300 por beneficiário. No acumulado dos onze primeiros meses deste ano, informou o BC, os depósitos em poupança superaram as retiradas em R$ 145,707 bilhões — valor que é recorde histórico. Volume total de recursos Com o ingresso de recursos no mês passado, o estoque dos valores depositados, ou seja, o volume total aplicado na poupança, registrou novo crescimento. Em dezembro do ano passado, o saldo da poupança estava em R$ 845,464 bilhões. Em outubro deste ao, já havia subido para R$ 1,010 trilhão e, em novembro, avançou para R$ 1,013 trilhão. Além dos depósitos e dos saques, os rendimentos creditados nas contas dos poupadores também são contabilizados no estoque da poupança. Em novembro deste ano, os rendimentos somaram R$ 1,626 bilhão. Rendimento da poupança Com a manutenção dos juros básicos da economia em 2% ao ano, a caderneta de poupança passou a render menos, assim como outros investimentos em renda fixa, como fundos de investimentos, CDB´s e Tesouro Direto. Pela norma em vigor, há corte no rendimento da poupança sempre que a taxa Selic estiver abaixo de 8,5% ao ano. Nessa situação, a correção anual das cadernetas fica limitada a 70% da Selic, mais a Taxa Referencial, calculada pelo BC. Com a taxa Selic atualmente em 2% ao ano, a remuneração da poupança está hoje em 1,4% ao ano, mais Taxa Referencial. Em 2019, pesquisa mostrou que 67% dos consumidores não conseguem poupar dinheiro Entre as opções para os investidores, está o Tesouro Direto, programa que permite a pessoas físicas comprar títulos públicos pela internet, via banco ou corretora, sem necessidade de aplicar em um fundo de investimentos. Outra alternativa para os investidores conseguirem uma remuneração mais alta é a renda variável, ou seja, a bolsa de valores. Nesse caso, porém, o risco assumido é maior, pois pode haver perda de recursos. Após registrar fortes perdas no decorrer do ano por conta da pandemia, em novembro a bolsa avançou 15,9% - a maior valorização para um mês de novembro desde 1999.

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Fri, 04 Dec 2020 18:12:08 -0000 -


A multinacional Unilever acaba de anunciar que fará uma experiência na Nova Zelândia que inclui a redução da jornada de trabalho, mas mantendo o mesmo salário. Outras empresas estão considerando fazer o mesmo, em um sistema que virou de cabeça para baixo depois da pandemia de covid-19. Você gostaria de ter uma semana de trabalho de 4 dias? Getty Images/BBC Uma das pioneiras em estabelecer sábado e domingo como folga dos trabalhadores foi a montadora americana Ford em 1926, com a ideia de que o descanso no fim de semana os tornaria mais produtivos, reduzindo ausências e melhorando a eficiência. Na mesma época, o economista John Keynes indicou que eventualmente a sociedade evoluiria para uma semana de trabalho de apenas 15 horas, considerando a velocidade dos avanços tecnológicos. Quase um século depois, essa previsão ainda está longe de se concretizar, embora várias empresas tenham experimentado reduzir a semana de trabalho para 32 horas. Na Nova Zelândia, há uma organização chamada Semana de 4 Dias que promove uma semana de trabalho reduzida. "Todas as empresas com as quais conversamos relatam um aumento na produtividade", diz Charlotte Lockhart, diretora executiva da organização, à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC. Lockhart e Andrew Barnes implementaram a semana de trabalho de quatro dias em 2018 na empresa Perpetual Guardian, dedicada ao aconselhamento para planejamento de riqueza familiar e investimentos financeiros. "Nossa experiência tem sido muito bem-sucedida", diz Lockhart, argumentando que as faltas frequentes no trabalho diminuíram e o bem-estar do trabalhador aumentou. A ideia por trás das horas reduzidas, como afirma Andrew Barnes em seu livro The Four Day Week (A Semana de Quatro Dias, em tradução livre), é um compromisso com o trabalho flexível que permite aumentar a produtividade, a lucratividade, o bem-estar e um futuro mais sustentável. Levando em conta esses fatores, o gigante consórcio Unilever iniciará em dezembro uma experiência que durará um ano com os 81 funcionários da firma na Nova Zelândia: reduzirá a jornada de trabalho para quatro dias, sem reduzir seu salário. "As velhas formas de trabalhar estão obsoletas", diz Nick Bangs, diretor-gerente da Unilever New Zealand, à BBC. Bangs diz que foram motivados pelo exemplo de empresas como a Perpetual Guardian e a Microsoft no Japão, e pelas ideias da primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, sobre a necessidade de buscar formas mais flexíveis de trabalhar em meio à pandemia de covid-19. A multinacional vai medir o desempenho dos trabalhadores em relação aos seus resultados e, de acordo com as conclusões do experimento, a empresa vai decidir se vai aplicar o novo regime de trabalho em outros países. Entre as empresas que reduziram a semana de trabalho estão Nicholson Search, do Reino Unido, a dinamarquesa IIh Nordic e a americana Monograph, que começaram com o novo modelo de trabalho há mais de quatro anos. Outros exemplos são a MRL Consulting, Morrisons, ICE recruitment, Buffer e a prefeitura da cidade espanhola de Valência, que, em outubro, chegou a anunciar subsídios para empresas que adotarem esse regime de trabalho. De acordo com o secretário regional do emprego, Enric Nomdedéu, o objetivo é melhorar o equilíbrio entre o trabalho e a vida privada, reduzir a pegada de carbono e aumentar a produtividade. O mistério da Microsoft A BBC News Mundo entrou em contato com a Microsoft Japão para discutir a experiência da empresa após conduzir um experimento de quatro dias úteis que durou um mês em agosto de 2019, mas a empresa se recusou a comentar o assunto. Jan-Emmanuel De Neve, diretor do centro de pesquisas sobre bem-estar da Universidade de Oxford, no Reino Unido, destaca que todos os estudos que avaliaram o impacto de uma semana de quatro dias mostraram resultados positivos em termos de produtividade, entendida como a quantidade de trabalho que é feito em um tempo definido. "Não vi nenhum estudo que apontasse para o resultado oposto", diz De Neve à BBC. Por exemplo, acrescenta, a empresa Pursuit Marketing na Escócia viu um aumento de 22% na produtividade ao implementar este sistema. Mas De Neve diz que é importante considerar os efeitos no bem-estar dos funcionários e no equilíbrio entre vida profissional e pessoal. É importante considerar os efeitos sobre o bem-estar do funcionário e o equilíbrio entre vida profissional e pessoal Getty Images/BBC "O ângulo do bem-estar é a chave para entender por que há um aumento na produtividade", diz ele, explicando que há evidências causais sobre o impacto do bem-estar do funcionário na produtividade. "Em nosso estudo com a British Telecom, descobrimos que nas semanas em que os trabalhadores estão mais felizes, há um aumento de 13% nas vendas." 'Não é realista' Até agora, experimentos que reduzem a jornada de trabalho têm sido conduzidos por empresas que optaram voluntariamente por tentar esse caminho. No entanto, em países como o Reino Unido, um duro debate político eclodiu depois que organizações sindicais e membros do Partido Trabalhista propuseram uma adoção generalizada da semana de trabalho reduzida. No meio da discussão, um relatório do historiador econômico Robert Skidelsky publicado em setembro do ano passado concluiu que impor uma semana de trabalho de quatro dias "não é realista nem desejável". Skidelsky argumentou que tais políticas não teriam êxito, citando o exemplo da introdução na França de um limite semanal de 35 horas de trabalho em 1998. "A evidência é que, após um breve efeito de impacto, a legislação francesa tornou-se amplamente ineficaz por um acúmulo de exceções e brechas." Jonathan Boys, economista do mercado de trabalho do Chartered Institute for Personnel and Development (CIPD), argumenta que essa não é a melhor alternativa. "Foi sugerido que ela pode aumentar a produtividade e fornecer um melhor equilíbrio entre vida pessoal e profissional, mas as evidências disso são escassas", afirma Boys à BBC. O economista explica que durante a última década, o crescimento da produtividade ficou estável e que a queda do investimento empresarial durante a pandemia sugere que essa tendência vai continuar. Nessa perspectiva, o contexto econômico atual mostra que "as forças econômicas não estão trabalhando a favor da jornada de trabalho semanal de quatro dias", afirma o especialista. No entanto, Boys argumenta que pode haver mudanças nos sistemas de trabalho na esteira da pandemia, uma vez que evidências preliminares sugerem que o teletrabalho pode aumentar a produtividade. Além disso, muitas pessoas planejam continuar trabalhando em casa após a pandemia, o que está transformando o sistema de trabalho tradicional. "Se não podemos cortar nossas horas de trabalho, devemos pelo menos ser capazes de reduzir o deslocamento diário", diz Boys. O que fazer com pessoas sobrecarregadas Outro tema que faz parte da discussão global é que nem todos os tipos de empresa conseguem reduzir a semana para quatro dias, dada a natureza do seu negócio. E as empresas que operam em turnos, como hospitais, restaurantes ou mineradoras? E outro ponto que questiona a eficácia da proposta é como os funcionários que já possuem uma grande sobrecarga de trabalho vão se adaptar à ideia de que devem fazer o mesmo, mas em menos dias. Nos casos em que uma pessoa faz o trabalho de duas pessoas e geralmente sai tarde do escritório, é provável que uma semana de quatro dias acabe sendo uma armadilha que o obriga a trabalhar em casa para não diminuir sua produtividade. Mesmo os pesquisadores que são a favor de uma semana de trabalho mais curta, como Jarrod Harr, professor de gerenciamento de recursos humanos da Universidade de Tecnologia de Auckland, alertaram que é muito difícil para um trabalhador sobrecarregado se ajustar à semana de quatro dias. No entanto, Harr acredita que, apesar das desvantagens potenciais, vale a pena fazer os experimentos. O experimento na Suécia E entre as experiências que foram realizadas em diferentes países, os resultados são diferentes. Por exemplo, na cidade de Gotemburgo, Suécia, um experimento foi conduzido reduzindo o trabalho realizado por funcionários de lares de idosos administrados pelo estado para seis horas por dia. Embora a produtividade e o absenteísmo tenham realmente melhorado, os custos dispararam porque eles tiveram que contratar mais funcionários para cobrir os turnos. O resultado é que a experiência foi inviável financeiramente. Também é o caso de algumas startups que experimentaram o sistema, mas acabaram voltando à tradicional semana de trabalho. Isso aconteceu com a Treehouse, uma empresa americana que ajuda a recrutar e treinar talentos em tecnologia. Seu fundador, Ryan Carson, implementou o sistema por quase uma década. Mas em 2016, ele teve que dizer aos seus funcionários que eles deveriam voltar em 5 dias úteis porque a competição estava muito acirrada. A experiência da rede de restaurantes Shake Shack Outros tiveram uma boa experiência, como a rede americana de fast food Shake Shack, que reduziu a jornada semanal para 32 e manteve o salário de seus funcionários. A empresa expandiu o experimento no início deste ano para um terço de seus 164 restaurantes, antes que a crise da covid-19 se transformasse em uma pandemia. Mas essa experiência tem sido mais exceção do que regra nos Estados Unidos, país onde a redução da jornada de trabalho não ganha espaço porque vai contra as noções de ética do trabalho e capitalismo existentes no país, segundo Peter Cappelli, professor da Wharton School da Universidade da Pensilvânia. E como as empresas costumam se concentrar em responder aos acionistas, explica ele, elas tendem a priorizar os lucros em relação aos benefícios dos funcionários. De volta à Nova Zelândia, a organização da "semana de 4 dias" afirma que aumentou o interesse de empresas maiores em fazer experimentos para reduzir a jornada de trabalho. Não apenas a Unilever, mas outras das multinacionais estão interessadas em testar novos sistemas de trabalho flexíveis. O que não está claro é se esses experimentos serão experiências isoladas ou se acabarão se tornando os primeiros passos de uma tendência crescente. O que os pesquisadores do trabalho concordam é que a pandemia obrigou as empresas a se adaptarem de um segundo para o outro às novas condições de trabalho que incluem esquemas mais flexíveis, com opções de teletrabalho. E essa abertura a sistemas mais flexíveis, aliada a mudanças tecnológicas, pode mudar profundamente os sistemas de trabalho como os conhecemos até agora. Assista as últimas notícias de economia

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Fri, 04 Dec 2020 18:10:17 -0000 -


Alimento foi coletado em uma barraca de um mercado local em Yuhuan, segundo a agência. Ministério da Agricultura e associação brasileira do setor afirmam que não foram notificados oficialmente pelas autoridades chinesas. Vendedor segura peça de carne suína em mercado em Handan, na China REUTERS/Stringer Autoridades da cidade de Yuhuan, província de Zhejiang, no leste da China, disseram na quinta-feira (03) que detectaram traços de Covid-19 em uma amostra de carne suína importada do Brasil, informou a agência de notícias estatal chinesa Xinhua. O Ministério da Agricultura do Brasil disse que não foi notificado oficialmente pelas autoridades chinesas sobre o assunto. Segundo a agência chinesa, a amostra foi coletada em uma barraca de um mercado local em Yuhuan, e foi retirada de um lote de carne suína congelada que entrou na China pelo porto de Yangshan, em Xangai, no dia 28 de setembro. O problema foi identificado com a ajuda de um sistema de rastreamento, voltado alimentos da cadeia de frio baseado em blockchain. A amostra coletada no mercado local testou positivo para Covid-19 na noite de quarta-feira (2), segundo o centro municipal de prevenção e controle de doenças de Yuhuan. China volta a autorizar exportação de unidade da BRF no RS após preocupações com casos de Covid entre funcionários A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) também diz que não foi notificada pelas autoridades chinesas. "A ABPA lembra que, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e os demais órgãos de saúde no Brasil e no exterior, não há evidências científicas sobre a transmissão de Covid-19 por meio de alimentos", disse a associação em nota. "A ABPA permanece em contato direto com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para apoiar os esclarecimentos que se façam necessários às autoridades chinesas", reforçou. Frigoríficos com vendas suspensas A detecção de traços de Covid-19 em amostras de carnes importadas do Brasil já levou a China a proibir as exportações nacionais de 9 frigoríficos e 1 unidade de pescados, desde o início da pandemia. Desse total, as unidades da BRF em Dourados e Lajeado, da Marfrig em Várzea Grande, da Minerva em Barretos, a empresa Monteiro Indústria de Pescados e a processadora de carne Agra, já tiveram a autorização restabelecida. Porém, 4 frigoríficos seguem sem poder vender para a China, são eles: JBS, de Passo Fundo (RS) – carne de frango; Minuano, de Lajeado (RS) – carne de frango; JBS, de Três Passos (RS) – carne suína; Aurora, de Xaxim (SC) - carne de frango. Coronavírus é encontrado em carne de frango catarinense vendida na China VÍDEOS: tudo sobre o agronegócio

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Fri, 04 Dec 2020 18:03:40 -0000 -

Em Londres, o índice Financial Times avançou 0,92%, a 6.550 pontos. Ações de petróleo impulsionaram os mercados europeus nesta sexta-feira (4), com o índice de Londres atingindo máximas de nove meses, enquanto a fraca criação de empregos nos Estados Unidos fortaleceu as esperanças de um estímulo fiscal. O índice FTSE 100 de Londres subiu 0,9%, já que os preços do petróleo aumentaram após um acordo entre os membros da Opep+ para continuar a aumentar levemente a produção a partir de janeiro, apesar da continuidade da maior parte das restrições de oferta existentes. O índice de petróleo e gás da Europa saltou 3,1%. Nos Estados Unidos, dados mostraram que a economia criou o menor número de vagas de trabalho em seis meses em novembro, mas o mercado se recuperou rapidamente à medida que aumentavam as esperanças de que o governo aprove um pacote de alívio ao coronavírus de 908 bilhões de dólares. "Vacinas, o reinício das tratativas sobre estímulos e o novo governo (dos EUA) e um cenário internacional menos conflituoso ainda serão os temas que impulsionam o mercado", disse Marvin Loh, estrategista sênior para macro global da State Street Global Markets. O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,6%, ajudando-o a entrar em território positivo no desempenho semanal - sua quinta semana consecutiva no azul. Dados econômicos decepcionantes e a incerteza em torno do Brexit pesaram sobre o índice esta semana. O progresso em torno de um acordo comercial pós-Brexit ainda permanecia incerto. Autoridades da União Europeia afirmaram que um acordo poderia finalmente ser alcançado neste fim de semana, mas Londres insistiu que as negociações ainda permaneciam "muito difíceis". OMS alerta que a pandemia na Europa está longe de ser controlada Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 0,92%, a 6.550 pontos. Em FRANKFURT, o índice DAX teve alta de 0,35%, a 13.298 pontos. Em PARIS, o índice CAC-40 valorizou-se 0,62%, a 5.609 pontos. Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve alta de 0,78%, a 22.178 pontos. Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou alta de 1,49%, a 8.322 pontos. Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 1,37%, a 4.702 pontos. 00:00 / 17:52 Assista as últimas notícias de economia

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Fri, 04 Dec 2020 17:50:49 -0000 -

Segundo CNI, fatia do mercado de distribuição de energia elétrica sob controle privado chega a 78%. Para 2021, estão previstos os leilões da CEA (AP), CEEE-D e CEEE-GT (RS) e da Eletrobras. CEB é vendida à iniciativa privada A privatização da CEB Distribuição – braço da Companhia Energética de Brasília, realizado nesta sexta-feira (4), marcou a retomada no país dos leilões de venda de estatais do setor de energia após 2 anos sem avanços e de impasses sobre a venda da Eletrobras. A CEB foi vendida por R$ 2,515 bilhões, 76,63% acima do valor mínimo fixado pelo edital, para a Bahia Geração de Energia, do grupo Neoenergia, que será a nova responsável pela distribuição de energia na capital federal. A última privatização no setor tinha ocorrido em 2018, com a venda da Companhia Energética de Alagoas (Ceal), que fazia parte do grupo Eletrobras. 78% do setor de distribuição de energia sob controle privado Desde 2016, já foram realizados 8 leilões de distribuidoras de energia, incluindo o de 7 distribuidoras de energia elétrica federais. Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), com a privatização da CEB, 78% do setor de distribuição de energia elétrica no Brasil passa a estar sob controle privado, restando apenas 6 empresas controladas por estados ou municípios. Últimas privatizações do setor de energia CELG-D (Goiás) - 2016 Amazonas Energia (Amazonas) - 2018 Cepisa (Piauí) - 2018 Ceron (Rondônia) - 2018 Eletroacre (Acre) - 2018 Boa Vista Energia (Roraima) - 2018 CEAL (Alagoas) - 2018 CEB (Distrito Federal) - 2020 Segundo o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), o projeto de privatização nasceu da impossibilidade de recuperar a CEB. "O estado não deve participar de algumas atividades", disse. O valor levantado com a venda da CEB superou os R$ 2,009 bilhões levantados pelo governo do Espírito Santo com a concessão de parceria público-privada (PPP) de saneamento básico dos municípios de Cariacica e Viana, na Grande Vitória. Na avaliação da CNI, a privatização da CEB permitirá a melhoria dos serviços de distribuição de energia no Distrito Federal, sobretudo pela previsão de investimentos por parte do comprador com obras de ampliação e modernização da infraestrutura da companhia. “Em uma realidade de intensa restrição fiscal, é essencial para o país se contrapor à limitação de recursos públicos com uma maior participação da iniciativa privada, tanto nos investimentos, como na gestão da infraestrutura”, afirmou, em nota o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade. Próximos leilões De acordo com a CNI, as últimas empresas de distribuição energia que ainda são estatais: Cemig (MG), CEEE (RS), Copel (PR), Celesc (SC) e CEA (AP), Demei (Ijuí -RS, e DME (Poços de Caldas - MG). Para 2021, estão previstos os leilões das empresas estaduais CEA (Amapá), CEEE-D e CEEE-GT (Rio Grande do Sul), cujo processo de privatização está sendo estruturado sob a coordenação do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que coordena projetos de privatização no país também nas áreas de saneamento, gás natural, abastecimento e tecnologia. O último cronograma divulgado pelo Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do governo federal prevê para 2021 as privatizações das empresas estaduais MSGás, Sulgás, além das concessões das companhias estaduais de saneamento do Rio de Janeiro, Acre e Porto Alegre. Dúvidas sobre Eletrobras Já a desestatização mais aguardada continua sendo a da Eletrobras, que de acordo com a nova previsão do governo federal deverá ter o leilão realizado até o 4º trimestre de 2021. Atualmente, a estatal é avaliada em cerca de R$ 60 bilhões. Governo prevê 9 privatizações em 2021, entre as quais Correios e Eletrobras O plano de privatizar a gigante do setor de energia mediante aumento de capital e venda do controle acionário foi anunciado ainda em 2017, durante o governo de Michel Temer, mas depende de aprovação do Congresso Nacional e continua enfrentando forte resistência de parlamentares. "A grande expectativa é a privatização da Eletrobras, que teria um efeito extremamente positivo no país do ponto de vista de investimentos e de reorganização do setor. Há apetite [do mercado] com certeza, mas há resistências e dúvidas sobre o cronograma", afirma o economista Gesner Oliveira, sócio da GO Associados. O especialista em infraestrutura Fernando Vernalha, sócio do escritório VGP Advogados, avalia que será difícil a privatização da Eletrobras sair do papel em 2021 por conta da necessidade de aval do Congresso. "Dependerá muito da capacidade do governo em impulsionar essa agenda no Congresso. Tem sido comum no Brasil a excessiva politização e a judicialização de processos de desestatização e privatização, o que traz alguma insegurança para o mercado", diz. No mês passado, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que estava "bastante frustrado" por não ter conseguido concluir nenhuma privatização ou liquidação de empresas públicas de controle direto da União em quase 2 anos de governo. Governo prevê privatizar Correios e Eletrobras no fim de 2021 Vídeos: veja últimas notícias de economia

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Fri, 04 Dec 2020 17:20:54 -0000 -

Mais afetados são os que têm filhos pequenos, aponta pesquisa realizada pela Enap em parceria com universidade dos EUA e Ministério da Economia. Especialista fala sobre o home office e a opção desse tipo de trabalho para 2021 O trabalho remoto, adotado devido à pandemia de Covid-19, afetou a produtividade dos servidores públicos, diz pesquisa realizada pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap) em parceria com a Universidade de Duke, dos Estados Unidos, e o Ministério da Economia. Os profissionais mais afetados com queda no tempo produtivo são os que têm filhos pequenos, menores de cinco anos. A diminuição de rendimento não é tão expressiva quando os servidores têm crianças maiores ou adolescentes, mostram dados preliminares divulgados nesta sexta-feira (4) pelo Ministério da Economia. Falta de regulamentação para home office faz disparar ações na Justiça G1 faz guia do home office em tempo de coronavírus Apesar de bancar custos e trabalhar além da jornada, trabalhador vê aumento da produtividade no home office 61% dos profissionais empregados não aceitariam proposta de trabalho que não incluísse o home office, diz pesquisa Segundo a pasta, foram registradas cerca de 36 mil respostas de servidores públicos federais do país entre maio e junho. As informações foram coletadas de forma online. O mesmo questionário foi aplicado em 88 países pela Universidade de Duke. De acordo com a pesquisa, o período de trabalho considerado produtivo está abaixo do ideal: em uma escala de 0 a 12 horas, o ideal seria 6,2 e está em 5,4. O desempenho também é inferior ao declarado antes da pandemia (5,7). As mulheres são as mais afetadas. Os principais desafios relatados pelos servidores no trabalho remoto são distrações e interrupções e a falta de interação social. Também são apontados problemas tecnológicos e falta de delimitação da fronteira entre vida pessoal e profissional. Assista a mais notícias de Economia:

G1

Fri, 04 Dec 2020 15:42:46 -0000 -


Rede social está ajustando seus algoritmos para ter foco maior em publicações com mensagens ofensivas a negros, gays e outros grupos. Facebook vai ajustar seus algoritmos de detecção de conteúdo de ódio para priorizar determinados grupos. AP Photo/Jenny Kane O Facebook vai passar a priorizar o uso de seus algoritmos de moderação para remover conteúdo ofensivo contra negros, gays e outros grupos historicamente atacados. As mudanças nos sistemas que detectam xingamentos e discurso de ódio de forma pró-ativa ainda estão em estágios inicias, de acordo com documentos obtidos pelo jornal "Washington Post". O G1 confirmou com fontes que essas mudanças serão realizadas e que, por enquanto, só valem em inglês. O objetivo da alteração é que a rede social remova mais publicações ofensivas direcionadas para pessoas negras, muçulmanos, judeus e a comunidade LGBTQ+. As publicações contra os demais grupos serão mantidas nas regras, mas irão depender de denúncias feitas por usuários. Isso será feito com o uso prioritário de inteligência artificial para determinados ataques – os sistemas da companhia vão focar na remoção automática de afirmações como "pessoas gays são nojentas" em comparação com "homens são porcos", como indica o "Washington Post". As regras do Facebook e Instagram não permitem discurso de ódio, e publicações violentas ou que desumanizem grupos com base em sua raça, gênero, sexualidade e outras características estão entre as proibidas pela empresa. Até agora, os algoritmos da companhia não faziam distinções entre grupos com maior probabilidade de serem alvos de ataque. Análises internas da rede social identificaram que esse tratamento, muitas vezes, resultou na remoção de conteúdos que protestavam contra o racismo, por exemplo. Mesmo com as mudanças, publicações contra todos os grupos serão consideradas como discurso de ódio. A diferença é que a remoção de conteúdos considerados menos prejudiciais dependerá mais das denúncias dos próprios usuários. Os documentos obtidos pelo jornal americano apontam que essa decisão irá diminuir as remoções de conteúdo em cerca de 10 mil publicações por dia. "Sabemos que o discurso de ódio dirigido a grupos sub-representados pode ser o mais prejudicial, e é por isso que focamos nossa tecnologia em encontrar o discurso de ódio que os usuários e especialistas nos dizem ser o mais grave", disse a porta-voz do Facebook, Sally Aldous, em comunicado (veja íntegra abaixo). A mudança é anunciada em meio à pressão de grupos de direitos civis que há muito tempo reclamam que a empresa faz pouco contra o discurso de ódio. No início deste ano, mais de 1.000 anunciantes boicotaram o Facebook para protestar contra seu tratamento ao discurso de ódio e desinformação. Saiba mais: Por que grandes empresas decidiram boicotar o Facebook A moderação de conteúdos nas redes sociais é frequente alvo de críticas de especialistas e usuários. Há questionamentos sobre a agilidade das remoções, sobre a consistência da aplicação de regras e, em outros casos, sobre possíveis restrições à liberdade de expressão. Leia a íntegra do posicionamento da porta-voz do Facebook: "Sabemos que o discurso de ódio direcionado aos grupos sub-representados pode ser o mais danoso, e é por isso que focamos nossas tecnologias na busca do discurso de ódio que usuários e especialistas nos dizem ser os mais sérios. No último ano, nós também atualizamos nossas políticas para detectar mais discurso de ódio implícito, como conteúdos mostrando Blackface, estereótipos sobre judeus controlando o mundo, e banimos a negação do Holocausto. Graças a investimentos significativos em nossas tecnologias, detectamos de forma proativa 95% do conteúdo que removemos e vamos continuar a melhorar a maneira como aplicamos nossas regras na medida em que o discurso de ódio evolui no decorrer do tempo" - Sally Aldous, porta-voz do Facebook. VÍDEOS de tecnologia:

G1

Fri, 04 Dec 2020 15:14:30 -0000 -

No acumulado do ano foram mais de R$ 900 milhões em condenações pecuniárias. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aplicou 25 multas no terceiro trimestre, em um total de R$ 8,12 milhões. No mesmo período de 2019, elas somaram R$ 13,1 milhões. No acumulado do ano, no entanto, foram mais de R$ 900 milhões em condenações pecuniárias, que ficaram mais concentradas nos primeiro três meses de 2020. No terceiro trimestre, o colegiado analisou o uso de aeronave da JBS pelo empresário Joesley Batista e sua família, para fins alheios aos interesses da companhia. Neste julgamento, os irmãos Batista foram multados em R$ 1,1 milhão pelo regulador. No período, o colegiado também julgou pela primeira vez a indicação de executivo a cargo em companhia aberta mesmo impedido pela lei das Estatais. A autarquia aplicou multa de R$ 50 mil a Adriano Zanotto, enquanto diretor-presidente e presidente do conselho de administração da Casan - empresa de água e esgoto de Santa Catarina. A Celesc, empresa de energia do Estado, também detém fatia na companhia. No total, entre julho e setembro, foram realizados 16 julgamentos na CVM, com 34 condenações. Além das multas, a CVM inabilitou ou proibiu seis pessoas de atuarem no mercado de capitais, além de uma suspensão e dois advertidos. Por outro lado, 12 acusados foram absolvidos. No terceiro trimestre, também foram iniciados iniciados 26 procedimentos administrativos investigativos ou sancionadores. O colegiado também apreciou propostas de termo de compromisso referentes a 15 processos, envolvendo 52 proponentes e R$ 18,73 milhões. Foram aprovadas propostas relacionadas a quatro processos, de nove acusados, que totalizaram R$ 8,05 milhões. No ano, os 39 termos de compromissos aprovados chegam a R$ 38,6 milhões. 1xVelocidade de reprodução0.5xNormal1.2x1.5x2x Assista as últimas notícias de economia

G1

Fri, 04 Dec 2020 14:55:22 -0000 -


Na comparação com setembro, houve queda de cerca de 1 milhão do número de domicílios dependentes exclusivamente da ajuda do governo. Fila em agência da Caixa para saque de Auxílio Emergencial na Grande Natal em registro feito no dia 23 de novembro Kleber Teixeira/Inter TV Cabugi Dados divulgados nesta sexta-feira (4) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostram que, em outubro, 27,86% dos domicílios brasileiros não tiveram renda proveniente do trabalho e 4,75% contaram apenas com o Auxílio Emergencial, sem qualquer outra fonte de renda, o que corresponde a cerca de 3,25 milhões de famílias. Na comparação com setembro, porém, diminuiu em aproximadamente 1 milhão o número de domicílios dependentes exclusivamente da ajuda emergencial do governo diante da pandemia do coronavírus, o que equivale uma queda de aproximadamente 1,25 ponto percentual. “É a primeira queda mais substancial dessa proporção desde junho”, destacou o Ipea. O cálculo foi feito pelo Ipea a partir dos microdados da Pnad-Covid, versão da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com apoio do Ministério da Saúde, para identificar os impactos da pandemia no mercado de trabalho. O Ipea destacou que a proporção de domicílios que sobreviveram apenas com o Auxílio Emergencial foi significativamente maior no Nordeste e alguns estados do Norte. No Amapá, por exemplo, essa proporção chegou 11,4% em outubro. Os estados de Maranhão e Piauí também apresentaram proporção superior a 10% dos domicílios exclusivamente dependentes do auxílio. “Destaca-se a queda da proporção de domicílios exclusivamente dependentes do Auxílio Emergencial na Bahia, onde caiu de 12,7% em setembro para 7,3% em outubro”, enfatizou o órgão. Rendimento efetivo correspondeu a 92,8% do habitual A análise do Ipea apontou que, em outubro, os rendimentos médios da população brasileira corresponderam a 92,8% da renda média habitual. Os rendimentos médios habitualmente recebidos foram de R$ 2.345, enquanto os efetivamente recebidos foram de R$ 2.175, valor 2,2 pontos percentuais (p.p.) acima do registrado no mês anterior. O levantamento apontou que os trabalhadores por conta própria foram os mais atingidos pela queda de renda devido à pandemia, tendo recebido 83,2% do habitual, seguidos pelos empregadores, cujo rendimento efetivo foi 89,5% do habitual. Os trabalhadores do setor privado sem carteira assinada receberam efetivamente 90,7% do habitual, enquanto os trabalhadores formais, com carteira assinada, receberam 96,4% do habitual. Trabalhadores do setor público contratados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) receberam 97,9% do habitual. Entre militares e estatutários, esse percentual foi 98,5% , enquanto entre os trabalhadores informais do setor público, a renda efetiva foi 98,6% do habitual. Impacto do Auxílio Emergencial Com o pagamento do Auxílio Emergencial, a renda domiciliar média ficou 3% acima da que seria obtida apenas com os rendimentos do trabalho habituais. Esse impacto do auxílio foi maior entre os domicílios de renda baixa nos quais o rendimento médio teve alta de 22% em relação ao habitual. O Ipea ponderou, porém, que o aumento na renda domiciliar média provocado pelo auxílio foi R$ 100 menor em outubro, na comparação com setembro (R$ 292 contra R$ 392). “Assim, mesmo com o aumento da renda do trabalho efetiva, a renda média total domiciliar caiu 1,8%, alcançando R$ 3.818 em outubro. Entre os domicílios de renda muito baixa, a queda foi de 6,8% (de R$ 1.177 para R$ 1.097)”, destacou o instituto. Assista às últimas notícias em Economia:

G1

Fri, 04 Dec 2020 14:55:19 -0000 -

Investigação abrangeu período de janeiro de 2018 a dezembro de 2019. Empresas podem regularizar situação em até 90 dias, ou, caso não concordem, aguardar a análise do órgão. A Secretaria da Receita Federal informou que notificará 26.015 empresas do Simples Nacional suspeitas de sonegação no período de janeiro de 2018 a dezembro de 2019. De acordo com as investigações, há indícios de irregularidades envolvendo um total de R$ 14,058 bilhões. As mensagens serão encaminhadas em formato digital para o Domicílio Tributário Eletrônico do Simples Nacional (DTE-SN) dos contribuintes, cujo uso é obrigatório para as empresas do Simples Nacional. A consulta é feita no Portal do Simples Nacional. Segundo o Fisco, as empresas notificadas informaram na declaração mensal a que estão obrigadas as optantes pelo Simples Nacional valores de receitas brutas que não condiziam com as notas fiscais que emitiram, já considerando descontos, devoluções próprias e de terceiros. "O objetivo das notificações é alertar o contribuinte sobre as inconsistências detectadas pela Receita Federal, dando a oportunidade que sejam feitas as correções necessárias", informou. As empresas terão um prazo de 90 dias, contados a partir da ciência da notificação, para fazer a retificação. Quem não regularizar a situação pode ser multado em até 225% do valor do tributo, além de ser alvo de representação ao Ministério Público Federal pelo crime de sonegação fiscal". Discordância Caso o contribuinte não concorde com a Receita Federal, não precisa procurar uma unidade física para atendimento, ou enviar documentos. "Deve-se, apenas, aguardar a análise final, a ser realizada pela Receita Federal, que verificará se as inconsistências ensejam, ou não, a abertura de procedimento fiscal, com o objetivo de constituir, por meio de auto de infração, os créditos tributários devidos", explicou. Nas mensagens, informou a Receita Federal, também constará o demonstrativo das divergências (receitas não declaradas), além de um link para um documento online com instruções complementares para as correções. VÍDEOS: últimas notícias de economia

G1

Fri, 04 Dec 2020 14:20:39 -0000 -


Foram 245 mil vagas criadas no mês passado, depois de 610 mil em outubro. Desemprego, porém, registra leve queda e recua de 6,9% para 6,7%. A economia dos Estados Unidos criou o menor número de vagas de trabalho em seis meses em novembro, diante do ressurgimento de casos de Covid-19, o que, com a falta de mais alívio do governo, ameaça reverter a recuperação da recessão. Os EUA fizeram 245 mil contratações no mês passado, depois de 610 mil em outubro, informou o Departamento do Trabalho nesta sexta-feira (4). Foi menor abertura líquida desde que a recuperação dos empregos começou em maio. Mesmo crescendo pelo quinto mês, o nível de emprego segue bem abaixo do pico de fevereiro. Já a taxa de desemprego recuou de 6,9% para 6,7% em um mês. Embora o índice tenha atingindo o menor patamar desde que a pandemia pulverizou o mercado de trabalho, ainda há 10,7 milhões de desempregados no país, aos quais se somam pessoas que pararam de procurar uma vaga. Taxa de desemprego nos EUA Economia G1 O relatório de emprego cobriu apenas as duas primeiras semanas de novembro, quando a atual onda de infecções por coronavírus começou. Após essa data, no entanto, as taxas de infecção, hospitalização e mortes dispararam, levando alguns economistas a esperar queda no emprego em dezembro ou janeiro diante da imposição de restrições a empresas e consumidores. Economistas consultados pela Reuters projetavam abertura líquida de 469 mil postos de trabalho em novembro. EUA registram maior número de mortes em 24 horas desde o início da pandemia Vídeos: veja as últimas notícias de economia

G1

Fri, 04 Dec 2020 13:53:02 -0000 -


Nesta sexta-feira, Ibovespa fechou em 113.750 pontos, alta de 1,30%. A semana termina com alta de 2,85%. O principal índice da bolsa de valores brasileira, a B3, fechou em alta nesta sexta-feira (4) e recuperou o patamar de pontuação que havia conquistado antes da crise causada pela pandemia do novo coronavírus. Foram 287 dias até o retorno aos 113 mil pontos desde o pregão anterior ao Carnaval. O Ibovespa subiu 1,30%, a 113.750 pontos. A semana termina com alta de 2,85%. Veja mais cotações. O dólar teve nova queda nesta sexta-feira, cotado a R$ 5,1236. Na quinta-feira, a Bolsa fechou em alta de 0,37%, a 112.291 pontos. Com o resultado de hoje, o acumulado do mês é de alta de 4,4%. No ano, a queda passou a ser de 1,66%. O Ibovespa já subiu 17% desde o início de novembro, com destaque para as companhias aéreas e de turismo, mais penalizadas pela pandemia, e Petrobras. A recuperação do índice nas últimas semanas tem sido impulsionada pelo maior ingresso de recursos de investidores estrangeiros. Em novembro, o estrangeiro aportou liquidamente R$ 33,3 bilhões na bolsa brasileira e, no dia 1º, o saldo foi de mais R$ 919,7 milhões, destaca o Valor Online. Especialistas apontam os principais problemas para a recuperação econômica Cenário global e local O Ibovespa teve alta apoiado pelo cenário externo favorável, principalmente o noticiário promissor sobre vacinação contra o coronavírus e expectativa de estímulos nos EUA. Lá fora, sinais de progresso na aprovação de um novo pacote ajudavam a manter um maior otimismo dos mercados na retomada da economia global em um ambiente de farta liquidez. Os preços do petróleo subiam acima de 1% após comprometimento entre os membros da OPEC+ para continuarem com alguns cortes de produção. Por aqui, a inflação dos mais pobres acelera alta a 0,95% em novembro, segundo a Fudação Getúlio Vargas. Com o resultado, o Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) acumula alta de 4,85% no ano e 5,82% nos últimos 12 meses. Em Brasília, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou a favor de uma tese jurídica que, na prática, viabiliza a reeleição dos atuais presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). O foco dos mercados nesta reta final do ano segue voltado para a sustentabilidade fiscal do Brasil e as incertezas sobre a aprovação de medidas e reformas estruturais para garantir a saúde das contas públicas. Com fim do Auxílio Emergencial e piora fiscal, país lida com incertezas para 2021 Variação do Ibovespa em 2020 G1 Economia 00:00 / 17:52 VÍDEOS: Últimas notícias de Economia

G1

Fri, 04 Dec 2020 13:03:20 -0000 -


Novas regras de fiscalização devem ser definidas em até 60 dias. Órgão não fez monitoramento presencial em 2019 e pretendia ampliar modelo remoto. Mas auditoria da CGU diz que fiscalização presencial é essencial. Vídeo do Incra mostra como é feita a análise de regularização fundiária Uma portaria do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e da Secretaria Especial de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura abre a possibilidade de que funcionários de municípios façam vistorias em processos de regularização de terras públicas. O texto foi publicado no "Diário Oficial da União" de quinta-feira (3). Essa portaria cria o programa "Titula Brasil". Alguns destaques desta reportagem: Portaria diz que participação dos municípios é opcional e que as regras de fiscalização serão definidas em até 60 dias; Servidores reclamam da falta de estrutura do Incra, que queria ampliar a fiscalização remota de propriedades. Instituto não fez nenhuma vistoria presencial em 2019; Auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) apontou que monitoramento apenas por georreferenciamento não é o suficiente e recomenda checagens remota e presencial; Ambientalistas apontam risco de grilagem no Titula Brasil. De acordo com o Incra, o objetivo é aumentar a capacidade operacional do poder público de processar a regularização fundiária de terras rurais da União ou do Incra. Segundo o instituto, servidores estaduais já fazem esse trabalho. O governo afirma que, com o apoio dos municípios, será mais fácil alcançar um público maior para a regularização de terras. A regularização fundiária é a cessão ou venda de terras públicas por parte da União para pessoas que ocupam áreas sem destinação até dezembro de 2011 (leia mais abaixo). Terras indígenas, assentamentos, áreas militares e de preservação não entram nesse processo. Atualmente, a maior concentração de terras públicas sem destinação ocupadas está nos 9 estados que compõem a Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins e parte do Maranhão), com 166.906 propriedades, segundo o governo. Apresentação do governo mostra número de propriedades que precisam ser regularizadas Ministério da Agricultura/Divulgação Desse total, mais de 11 mil propriedades precisam ser fiscalizadas presencialmente, como determina a lei. O restante é feito por autodeclaração do proprietário e checagem remota por funcionários do Incra (leia mais abaixo). Porém, servidores do Incra alegam que o instituto não tem mão de obra suficiente para acompanhar todos esses processos (presencial e remoto), e é justamente neste contexto que surge a portaria dessa quinta-feira. "Fala-se que podemos usar imagens de satélite para comprovar a ocupação e o atendimento aos requisitos para a concessão do título sem vistoria e isso é propalado como a salvação definitiva. Mas atualmente há estrutura para dar conta disso? A resposta é um sonoro ‘não’", disse o Sindicato Nacional dos Peritos Federais Agrários (SinPFA), em nota técnica divulgada maio. O que diz a portaria A portaria estabelece que núcleos de regularização fundiária serão criados com funcionários cedidos pelas prefeituras. Não haverá repasse de verba federal para o município que participar. Segundo servidores, a portaria deverá permitir que os funcionários de prefeituras possam: Realizar cadastramento das ocupações no sistema do Incra; Fiscalização presencial; Fiscalização remota por georreferenciamento; Formalização do processo administrativo (checagem da autodeclaração). Os núcleos de regularização fundiária serão ligados ao Incra, que vai formular regras sobre o funcionamento do serviço. Caberá ao Incra também treinar os funcionários. A supervisão dos trabalhos ficará com a Secretaria de Assuntos Fundiários, do Ministério da Agricultura. Em até 60 dias, o Incra deverá apresentar um regulamento com as regras detalhadas da nova medida e também um planejamento do trabalho. "A partir da divulgação desses documentos, serão definidos os limites de atuação dos agentes municipais, bem como os procedimentos a serem seguidos para agilizar os processos de regularização fundiária em áreas rurais pertencentes à União ou em nome do Incra, dentro do que prevê a legislação vigente", diz o governo, em nota. Nenhuma fiscalização presencial em 2019 No fim de novembro, a Controladoria-Geral da União concluiu uma auditoria no Incra e destacou a necessidade da fiscalização presencial no processo de regularização fundiária. O relatório aponta que o Incra não realizou nenhuma vistoria in loco em 2019. Para especialistas, a fiscalização presencial é essencial para garantir que a terra regularizada não seja alvo de grileiros ou esteja em disputa entre famílias. A CGU também afirmou que a vistoria in loco ainda é importante, pois existem divergências das imagens de satélite com resultados coletados no local. “Não ficou demonstrado que as técnicas de sensoriamento remoto utilizadas permitem afirmar com segurança se as parcelas em processo de regularização têm ocupação, exploração direta e prática de cultura efetiva”, diz trecho do documento. “As duas frentes de atuação (vistoria in loco e sensoriamento remoto) são complementares, considerando as informações que são disponibilizadas com o sensoriamento remoto”, acrescenta a CGU. Risco de grilagem Especialistas apontam que a medida pode favorecer a grilagem de terras oficiais e reflete o enfraquecimento da atuação do Incra, que vem sofrendo cortes no orçamento nos últimos anos. “O Incra já está desestruturado, a política fundiária do Brasil está desestruturada. Não se nega que a regularização fundiária é importante, mas há muito mais envolvido, em termos de regularização de áreas que foram griladas recentemente, que foram desmatadas recentemente de forma ilegal”, explica o pesquisador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) Paulo Moutinho. Para ambientalistas, a portaria gera dúvidas sobre a efetividade de se usar funcionários de prefeituras para lidar com a regularização fundiária. “Parcerias e convênios com estados e municípios sempre puderam ocorrer. O problema de fazer isso em grande escala, como proposto no Titula Brasil, é a pressão política no nível local para a titulação da grilagem”, diz Suely Araújo, especialista em políticas públicas do Observatório do Clima. “O governo ainda vai publicar as regras regulamentares dessa descentralização, mas a proposta da regularização por atacado é muito perigosa, podendo afetar também terras indígenas e unidades de conservação em processo de consolidação”, acrescenta. Suely ainda destaca a falta de capacitação e de pessoal nos municípios para conseguir dar conta da demanda. O Greenpeace vê a portaria com preocupação. A ONG afirma que os governos municipais poderão sofrer pressões políticas para a regularização de terras ocupadas irregularmente. “Ao colocar a responsabilidade de execução nas prefeituras, você acaba prejudicando o interesse público e beneficiando os interesses locais, muitas vezes controlados por quadrilhas de grileiros, que exercem pressão mais significativa num nível local”, argumenta a coordenadora de políticas públicas do Greenpeace Mariana Mota. Como funciona a fiscalização? A regularização fundiária nada mais é que a venda ou cessão de terras públicas da União sem destinação (que não sejam reservas legais, áreas indígenas ou militares) para pessoas que a ocupam antes de julho de 2008 (no caso de cessão) e antes de dezembro de 2011 (no caso de venda). Porém, existe uma legislação para que ocorra essa transação, a lei 11.952, de 2009, que criou o programa "Terra Legal". O governo federal até tentou alterar as regras no ano passado, por meio da Medida Provisória 910, que perdeu validade em maio. E é nesta fase que a portaria do Incra pretende atuar. Servidores relatam falta de estrutura e funcionários para dar conta da fila de pedidos, que é de cerca de 166 mil terras só na Amazônia Legal, que é a região onde está concentrado o maior número de terras publicas sem destinação. De acordo com a lei atual, áreas com até 4 módulos fiscais (de 20 a 440 hectares) podem ser autodeclaradas, ou seja, é o ocupante da terra que informa ao Incra onde está localizado e entrega os documentos para atestar o período de ocupação. Governo federal mostrou como funciona as etapas de fiscalização remota para regularização fundiária Ministério da Agricultura/Divulgação Cabe ao instituto fazer a checagem dos documentos e analisar, via imagens de satélite, se a ocupação segue o que determina a lei. Já a fiscalização presencial é uma exigência para áreas publicas ocupadas acima de 4 módulos fiscais até 2.500 hectares. Nesse caso, o Incra não aceita apenas a autodeclaração, é necessário que um funcionário do instituto vá até o local analisar a propriedade e ver se ela cumpre os requisitos legais para a regularização fundiária. “O ponto principal é que o governo está querendo implementar na marra a medida provisória 910 que eles não conseguiram aprovar no Congresso esse ano. Se o governo quisesse fazer regularização de terra para pequenos produtores, até 4 módulos fiscais, já existe legislação para isso”, diz Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima. “Então, o governo não precisaria desse anúncio para titular pequenos. Esse anúncio é para titular grandes, que era a intenção da MP 910. Ele (governo) vai jogar para os municípios, ou pelo menos tentar, jogar para os municípios para que eles façam essa titulação”, acrescenta. VÍDEOS: desmatamento na Amazônia

G1

Fri, 04 Dec 2020 12:39:50 -0000 -


Valor mínimo de venda era de R$ 1,424 bilhão; Bahia Geração de Energia vai operar serviço na capital. Sessão ocorreu nesta sexta-feira (4), na Bolsa de Valores de São Paulo. Fachada da Companhia Energética de Brasília (CEB) TV Globo/Reprodução A CEB Distribuição – braço da Companhia Energética de Brasília – foi vendida à iniciativa privada na manhã desta sexta-feira (4), por R$ 2,515 bilhões. O lance foi dado pela Bahia Geração de Energia, do grupo Neoenergia (veja detalhes mais abaixo). O valor mínimo para o leilão era de R$ 1,424 bilhão. Privatização da CEB não precisa de aval da Câmara Legislativa, decide Tribunal de Contas do DF Justiça do DF nega pedido para suspender privatização da CEB Distribuição O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), comentou que o projeto de privatização nasceu da impossibilidade de recuperar a CEB. "O estado não deve participar de algumas atividades", disse. Segundo o chefe do Executivo local, a distribuição de energia na capital "ficará melhor a cargo da iniciativa privada". O leilão ocorreu na Bolsa de Valores de São Paulo (B3). Ibaneis Rocha (MDB), governador do DF, participa do leilão da CEB B3/Divulgação Ibaneis disse que, para a recuperação da CEB, seria necessário muito investimento. O governador ainda afirmou que outros processos de privatização serão implementados no DF, como na Companhia do Metropolitano (Metrô). Para o presidente da CEB, a desestatização é um processo que vai melhorar a qualidade da distribuição na capital do país. “Foi um projeto de sucesso, uma decisão corajosa, que foi muito criticada e com muita oposição. Estamos com consciência tranquila de que foi um processo técnico e juridicamente perfeito", disse Edson. Acionistas da estatal aprovaram a privatização da CEB distribuição em 13 de outubro. Atualmente, o governo do DF controla 80% das ações da companhia. De acordo com o Executivo local, a venda da empresa é necessária para pagar dívidas e garantir o equilíbrio financeiro. Segundo gestores da empresa, o débito chega a R$ 870 milhões. Vencedora A Neoenergia, vencedora do leilão, é controlada pelo grupo espanhol Iberdrola. A empresa atua no Brasil desde 1997. Atualmente, ela trabalha com distribuição, geração, transmissão e comercialização de energia em 18 estados brasileiros. Ao todo, são quatro distribuidoras administradas pela Neoenergia: Coelba (BA) Celpe (PE) Cosern (RN) Elektro (SP) Além disso, a empresa é uma companhia de capital aberto e tem ações negociadas na bolsa de Valores de São Paulo. Além do Brasil, a Iberdrola – grupo o qual pertence a Neonergia – trabalha com distribuição de energia na Inglaterra, Estados Unidos, México e em outros 28 países. Na Espanha, a empresa é a maior do setor elétrico e a maior produtora eólica. Segundo a Iberdrola, ela está no mercado há 170 anos e fornece energia a aproximadamente 100 milhões de pessoas. Embate judicial Duas decisões divergentes sobre o leilão da CEB Distribuição tramitam na Justiça. Enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter a venda da empresa para esta sexta-feira, o TJDFT concedeu liminar suspendendo a sessão. As decisões são desta quinta-feira (3). O STF rejeitou ação ajuizada por cinco deputados distritais. A Corte considera que a venda da estatal pode ocorrer sem aval da CLDF. Leilão de privatização da CEB está marcado para esta sexta-feira (4) Em contrapartida, o TJDFT acatou ação impetrada por senadores, deputados distritais e federais, que pede a interrupção do leilão. De acordo com a decisão, concedida em caráter liminar (urgência), a autorização da privatização da CEB Distribuição deve ser suspendida. Apesar do impasse judicial, ocorreu o leilão. A reportagem entrou em contato com a CEB, porém, não obteve retorno até a publicação desta reportagem. VÍDEOS: veja os destaques do G1 em 1 Minuto Distrito Federal Leia mais notícias sobre a região no G1 DF.

G1

Fri, 04 Dec 2020 12:19:23 -0000 -


Na quinta, estatal informou que havia recebido propostas vinculantes para outras 3 refinarias. Refinaria Landulpho Alves Petrobras Bahia Divulgação/Petrobras A Petrobras informou na noite de quinta-feira que concluiu a fase de negociação com o Mubadala sobre a venda de sua (Rlam), na Bahia, mas destacou que o processo de desinvestimentos prevê a solicitação de propostas finais dos interessados, inclusive do grupo de Abu Dhabi. Segundo a Petrobras, o processo está atualmente em fase de nova rodada de propostas vinculantes. A petroleira disse que solicitou a todos os participantes a apresentação de suas ofertas finais com base nas versões negociadas dos contratos com o Mubadala, às quais devem ser recebidas em janeiro de 2021. Na véspera, a empresa disse que havia recebido propostas vinculantes para outras três refinarias, enquanto avança com seu programa de desinvestimentos de até US$ 35 bilhões em cinco anos, que tem nas unidades de refino parcela importante. Entre os ativos incluídos no programa de vendas de ativos da estatal, destacam-se 8 refinarias, fatias na petroquímica Braskem, BR Distribuidora, na distribuidora de gás Gaspetro e térmicas, destaca a reuters. Também estão incluídos no programa de alienação ativos de produção em terra e águas rasas, além do polo Albacora, Albacora Leste, Frade e 50% no polo Marlim. Petrobras recebe propostas vinculantes de 3R e Eneva por Polo Urucu A companhia informu também nesta sexta que recebeu propostas vinculantes da 3R Petroleum Óleo e Gás e da Eneva pelo polo de Urucu, localizado na Bacia do Solimões (AM). A companhia afirmou que os valores de propostas pelo polo veiculados na mídia, de US$ 1 bilhão e de US$ 600 milhões, "guardam proximidade com as parcelas firmes". O polo Uruco compreende conjunto de sete concessões de produção terrestres --Araracanga, Arara Azul, Carapanaúba, Cupiúba, Leste do Urucu, Rio Urucu e Sudoeste Urucu-- todas localizadas no Amazonas, nos municípios de Tefé e Coari. Vídeos: veja as últimas notícias de economia

G1

Fri, 04 Dec 2020 12:09:40 -0000 -


Moeda norte-americana recuou 0,32%; no acumulado da semana, queda foi de 3,79%. Notas de dólar Reuters/Dado Ruvic O dólar fechou em queda nesta sexta-feira (4), depois de passar a maior parte do dia em alta, tendo como pano de fundo o apetite global por risco diante da confiança na retomada econômica. A moeda norte-americana caiu 0,32%, a R$ 5,1236. Na mínima da sessão, chegou chegou a R$ 5,1171 e, na máxima, bateu R$ 5,1839. Veja mais cotações. É o menor patamar de fechamento desde 22 de julho (R$ 5,1161). Na semana, o dólar caiu 3,79%. Na parcial de dezembro, passou a acumular um recuo de 4,17%. No ano, porém, o avanço ainda é de 27,78%. Saiba se é hora de comprar dólar Especialistas apontam os principais problemas para a recuperação econômica Cenário local e externo A moeda brasileira tem a melhor performance entre seus pares emergentes desde 3 de novembro, data da eleição norte-americana, com expectativa de que o presidente recém-eleito, Joe Biden, amplie gastos para turbinar a retomada - o que pode fortalecer um já em curso movimento de compra de ativos emergentes. "Vemos uma janela de oportunidade para aumento de otimismo em relação aos ativos brasileiros nos próximos meses", disseram analistas do Barclays em nota. O JPMorgan projeta que o dólar subirá gradativamente para R$ 5,30 ao fim do segundo trimestre de 2021 e para R$ 5,35 e R$ 5,40 nos trimestres posteriores, taxas mais altas que a prevista para o término de março (R$ 5,15). Lá fora, sinais de progresso na aprovação de um novo estímulo fiscal nos Estados Unidos ajudaram a manter um maior otimismo dos mercados na retomada da economia global em um ambiente de farta liquidez. Por aqui, a inflação dos mais pobres acelera alta a 0,95% em novembro, segundo a Fundação Getúlio Vargas. Com o resultado, o Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) acumula alta de 4,85% no ano e 5,82% nos últimos 12 meses. Em Brasília, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou a favor de uma tese jurídica que, na prática, viabiliza a reeleição dos atuais presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). O foco dos mercados nesta reta final do ano segue voltado para a sustentabilidade fiscal do Brasil e as incertezas sobre a aprovação de medidas e reformas estruturais para garantir a saúde das contas públicas. Com fim do Auxílio Emergencial e piora fiscal, país lida com incertezas para 2021 Assista às últimas notícias de economia Variação do dólar em 2020 Economia G1

G1

Fri, 04 Dec 2020 12:01:59 -0000 -


As vagas são disponibilizadas pela Agência do Trabalho de Pernambuco. As oportunidades são disponibilizadas pela Agência do Trabalho de Pernambuco. Jorge Júnior/Rede Amazônica Foram divulgadas as vagas de emprego disponíveis nesta sexta-feira (04), em Petrolina, Salgueiro e Araripina, no Sertão de Pernambuco. As oportunidades são disponibilizadas pela Agência do Trabalho de Pernambuco e atualizadas no G1 Petrolina. Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Seteq através da internet. O atendimento na Agência do Trabalho ocorre apenas com agendamento prévio, feito tanto pelo site da secretaria, quanto pelo Portal Cidadão. Petrolina Contato: (87) 3866 - 6540 Vagas disponíveis Araripina Contato: (87) 3873 - 8381 Vagas disponíveis Salgueiro Contato: (87) 3871-8467 Vagas disponíveis GR2 de quinta-feira, 03 de dezembro

G1

Fri, 04 Dec 2020 11:08:35 -0000 -


Indicador acumula alta de 4,85% no ano e 5,82% nos últimos 12 meses, permanecendo em nível superior ao da inflação oficial do país. Pressionada mais uma vez pelos preços dos alimentos, a inflação sentida pela população de baixa renda acelerou em novembro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (4) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) – que mede a variação de preços de produtos e serviços para famílias com renda entre um e 2,5 salários mínimos – ficou em 0,95% no mês passado, contra 0,71% em outubro. IPC-C1, novembro de 2020 Economia G1 Com este resultado, o indicador acumula alta de 4,85% no ano e 5,82% nos últimos 12 meses, bem acima da inflação oficial do país. Já o IPC-Br, que mede a variação de preços para famílias com renda de 1 a 33 salários mínimos mensais, ficou em 0,94% em outubro, vindo de 0,65%. Com o resultado, acumula alta de 4,06% no ano e de 4,86% em 12 meses, permanecendo em um nível abaixo da inflação sentida pelos mais pobres. Principais influências de alta no mês passagem aérea: 27,16% gasolina: 2,36% batata inglesa: 32,43% tomate: 18,81% arroz: 5,79% Inflação por componentes Segundo a FGV, 6 das oito classes de despesa componentes do IPC-C1registraram acréscimo em suas taxas em novembro: Transportes (0,29% para 0,90%), Educação, Leitura e Recreação (1,33% para 2,56%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,05% para 0,23%), Habitação (0,28% para 0,39%), Alimentação (2,08% para 2,18%) e Despesas Diversas (-0,01% para 0,11%). Os destaques de alta no mês foram gasolina (0,31% para 2,36%), passagem aérea (15,63% para 27,16%), medicamentos em geral (-0,17% para 0,34%), tarifa de eletricidade residencial (-0,19% para 0,20%), hortaliças e legumes (3,91% para 12,15%) e cigarros (-0,59% para -0,30%). Em contrapartida, os grupos Vestuário (0,24% para -0,04%) e Comunicação (0,14% para 0,12%) apresentaram recuo, com destaque para os preços de roupas (0,20% para -0,02%) e tarifa de telefone residencial (1,65% para 0,29%). Os analistas do mercado financeiro estimam uma inflação medida pelo IPCA de 3,54% em 2020, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central. Entre os itens que devem pressionar o índice em dezembro está a energia elétrica e o gás de cozinha. Preço do botijão de gás sobe mais uma vez Vídeos: veja últimas notícias de economia

G1

Fri, 04 Dec 2020 11:07:58 -0000 -

A atividade industrial da China expandiu no ritmo mais rápido em mais de três anos em novembro, enquanto o crescimento do setor de serviços também atingiu máxima de vários anos. Os índices acionários da China fecharam em alta nesta sexta-feira (4) e registraram o terceiro ganho semanal seguido, impulsionados por dados robustos que indicam recuperação da segunda maior economia do mundo, embora o rali tenha sido limitado pela intensificação das tensões comerciais com os Estados Unidos. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, subiu 0,18%, enquanto o índice de Xangai teve ganho de 0,07%. Na semana, o CSI300 se fortaleceu 1,7%, enquanto o SSEC teve alta de 1,1%, ambos marcando o terceiro ganho semana seguido por dados positivos. Dados divulgados na segunda-feira mostraram que a atividade industrial da China expandiu no ritmo mais rápido em mais de três anos em novembro, enquanto o crescimento do setor de serviços também atingiu máxima de vários anos. No entanto, as tensões sino-americanas continuaram a pesar sobre o mercado. Os EUA adicionaram nesta quinta-feira a fabricante de chips chinesa SMIC e a petroleira CNOOC a uma lista de supostas empresas militares chinesas, medida que deve intensificar as tensões antes de o presidente eleito Joe Biden assumir o cargo. Veja as cotações de fechamento das bolsas da Ásia: Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 0,22%, a 26.751 pontos. Em HONG KONG, o índice HANG SENG subiu 0,40%, a 26.835 pontos. Em XANGAI, o índice SSEC ganhou 0,07%, a 3.444 pontos. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, avançou 0,18%, a 5.065 pontos. Em SEUL, o índice KOSPI teve valorização de 1,31%, a 2.731 pontos. Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou alta de 1,11%, a 14.132 pontos. Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES valorizou-se 0,62%, a 2.839 pontos. Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 avançou 0,28%, a 6.634 pontos. Vídeos: veja últimas notícias de economia no Brasil e no mundo

G1

Fri, 04 Dec 2020 10:38:25 -0000 -


Para 2021, as projeções dos analistas são de que o país deve colher algum crescimento, mas ainda tímido. Muito do resultado esperado vai vir do chamado carrego estatístico - a herança que o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) vai deixar para o ano que vem. Especialistas apontam os principais problemas para a recuperação econômica Com a expectativa de término das transferências bilionárias, o Brasil tem uma transição difícil pela frente. Mais do que mitigar os efeitos da crise sanitária, o Auxílio Emergencial concedido a 67 milhões de brasileiros se tornou o principal motor do crescimento econômico recorde de 7,7% no terceiro trimestre. PIB do Brasil cresce 7,7% no 3º trimestre, mas não elimina perdas com pandemia PIBinho com cara de PIBão: 5 pontos para entender o ritmo de recuperação da economia Baixa eficiência no combate à pandemia atrapalha crescimento e exige mais gastos públicos Para os próximos trimestres, no entanto, o país lida com uma série de incertezas em várias frentes. Há dúvidas sobre a capacidade de o governo avançar com a agenda de reformas, em especial na área fiscal; o mercado de trabalho enfrenta uma deterioração; a inflação voltou a subir; e ainda não um há rumo definido para a criação de um programa social que caiba no orçamento do ano que vem. Economistas discutem futuro do país em 2021 Montagem/Celso Tavares Todos esses entraves devem dificultar uma retomada mais consistente da economia brasileira, dizem analistas ouvidos pelo G1 e pela GloboNews. Para 2021, as projeções dos analistas são de que o país deve colher algum crescimento, mas ainda tímido. Muito do resultado esperado vai vir do chamado carrego estatístico - a herança que o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) vai deixar para o ano que vem. Diante desse quadro, o Brasil se aproxima de 2021 com uma série de desequilíbrios. José Roberto Mendonça de Barros O economista José Roberto Mendonça de Barros prevê que a economia brasileira vai enfrentar no ano que vem um quadro que os economistas chamam de estagflação, que o próprio Mendonça explica abaixo. Na leitura do sócio da MB Associados e ex-secretário de Política Econômica do governo Fernando Henrique Cardoso, o Brasil vai chegar ao próximo ano com vários desarranjos: na inflação, nas contas públicas, sem aumento do investimento e com o consumo andando de lado. "A estagflação é isso: você sai do buraco, começa a andar de lado e volta para aquela mediocridade do crescimento que caracterizou o período de 2016 para frente", afirma. Mendonça de Barros estima uma alta de 2,5% no PIB do próximo ano. E com o fim do auxílio, uma queda abrupta no consumo, em um cenário no qual o beneficio será substituído por um mercado de trabalho muito enfraquecido. "Vai ser uma dureza o mercado de trabalho no ano que vem", disse. Clique aqui para ler a entrevista completa Solange Srour A economista-chefe do Credit Suisse, Solange Srour, acredita que Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Emergencial vai funcionar como uma ponte até o fim do governo Jair Bolsonaro para que o país consiga lidar com os seus desequilíbrios fiscais. Se a PEC não for aprovada, Solange avalia que vai haver um aumento da desconfiança entre os investidores com o rumo das contas públicas e com a capacidade de o governo cumprir o teto de gastos nos próximos anos. "Se a gente não aprovar a PEC Emergencial, vamos ter uma minicrise no Brasil, ainda que o cenário internacional esteja muito favorável", afirma Solange. "Esse risco vai acabar empurrando o Congresso a aprovar a proposta." A economista, no entanto, vê expectativas mais otimistas com a proximidade de aprovação de vacinas contra o coronavírus, que pode levar a um aumento da oferta e a "uma puxada de PIB mundial importante, que tem impactos no Brasil". "Se o Brasil conseguir manter a credibilidade fiscal, a gente pode ter uma recuperação cíclica favorecida pelos juros baixos, pela volta do crédito e do emprego, ainda que os programas de sustentação do crédito, da renda e do emprego comecem a ser retirados", aponta. Clique aqui para ler a entrevista completa Marcos Lisboa O presidente do Insper, Marcos Lisboa, avalia que o Brasil optou por uma recuperação econômica mais forte no curto prazo, às custas de um agravamento da questão fiscal. Isso devido às medidas bilionárias de auxílio adotadas em meio à pandemia, que, segundo ele, acabaram se mostrando descalibradas. "Isso teve um impacto positivo e um custo negativo", afirma Lisboa, que foi secretário de Política Econômica no primeiro governo Lula. Segundo ele, o país trocou uma recuperação mais forte no terceiro trimestre por problemas à frente. Para Lisboa, o país também perdeu a oportunidade de avançar com uma agenda de reformas, no momento em que a crise econômica começou a arrefecer. O economista aponta que a inação do governo torna o cenário mais difícil, e prejudica as expectativas para o próximo ano. "O cenário para 2021 e 2022 é de extremos", diz ele. "Um dos cenários é o governo vir com uma proposta consistente para enfrentar o problema fiscal, de não aumentar gastos. (...) O segundo cenário é o governo tentar algum atalho para permitir aumento dos gastos e não enfrentar os problemas que nós temos hoje. Nesta caso (...), nós teremos problemas graves na economia em 2021", completa. Clique aqui para ler a entrevista completa Vídeos: Últimas notícias de economia

G1

Fri, 04 Dec 2020 10:01:57 -0000 -


Entenda como a associação de dados bancários e de contato pode afetar a sua privacidade e como não cair em golpes. Entenda como mandar e receber dinheiro pelo Pix O PIX é o novo método brasileiro de pagamentos digitais e transferências bancárias. Ele se parece um pouco com a TED (Transferência Eletrônica Disponível), mas também é diferente – principalmente pela ausência de taxas (ou taxas reduzidas) e por funcionar 24 horas por dia. Como sempre, criminosos já estão se aproveitando do interesse das pessoas e empresas pelo PIX, elaborando golpes e fraudes. Para esclarecer dúvidas e facilitar o uso seguro do PIX, o blog Segurança Digital preparou algumas dicas e observações importantes sobre essa tecnologia. Confira: De olho nas fraudes Fraudes envolvendo o PIX começaram a circular ainda antes da tecnologia ser disponibilizada para uso. Portanto, é preciso ficar atento a alguns pontos: Não é obrigatório cadastrar chaves no PIX: O PIX pode ser usado como uma TED, por agência e conta, sem o cadastramento de chaves. Se facilitar recebimentos não é interessante para você, saiba que sua conta já está preparada para realizar pagamentos com o PIX. O cadastro no PIX é feito pelo internet banking ou por aplicativo: Ignore qualquer e-mail que prometa cadastrar você no PIX. O cadastramento de chaves é feito pelo internet banking ou pelo aplicativo do seu banco. É simples e rápido. O banco já deve ter suas informações para o cadastro no PIX: Na maioria dos casos, você não precisa ceder novas informações ao banco para poder usar o PIX. O CPF, o endereço de e-mail e o número de telefone normalmente já fazem parte do seu cadastro como correntista. Além disso, se você não for usar o endereço de e-mail ou telefone como chave, elas não fazem parte do cadastro no PIX. O PIX não é um cartão de crédito: O PIX, sendo uma transferência bancária, não oferece a mesma proteção ao consumidor que o cartão de crédito – que pode ressarcir clientes quando produtos não são entregues, por exemplo. Essa proteção pode ser fornecida por intermediadores de pagamento, como já acontece hoje, mas não é inerente ao PIX. O PIX funciona em maquininhas: Embora não seja um cartão de crédito, é possível receber dinheiro através do PIX por meio de algumas das mesmas maquinhas que fazem cobrança por cartão. A máquina gera um QR Code que pode ser lido e pago pelo seu app bancário. Atenção para o beneficiário: Antes de confirmar uma transferência pelo PIX, é possível conferir os seguintes dados de quem vai receber o dinheiro: nome completo; seis dígitos do CPF e instituição financeira. Não prossiga com o pagamento ou transferência se essas informações estiverem diferentes do esperado. Como as chaves do PIX afetam sua privacidade Além das taxas reduzidas e a possibilidade de transferir dinheiro 24 horas por dia, o grande diferencial do PIX é o uso de "chaves". Uma transferência por TED exige que você saiba o nome e o CPF do beneficiário, além dos números de agência e conta. O PIX só exige que você saiba uma "chave", que pode ser o número de telefone, e-mail ou CPF. Talvez seja fácil entender essas "chaves" como um "resumo" ou "código de consulta". Se você cadastra o seu e-mail como chave, essas ouras informações (agência, conta, nome completo e CPF) ficam associadas a ele. Quando alguém realiza uma transferência para você, a "chave" permitirá buscar esses dados e concluir a transferência. Associar informações como o e-mail e telefone a dados bancários normalmente traz riscos. SAIBA MAIS: Errei o PIX. Posso cancelar uma transação? O Banco Central, que é responsável pela operação do PIX, afirmou ao blog que que não vê um risco adicional para o cadastramento de chaves e explicou que existem tecnologias para impedir que criminosos "raspem" esses dados da base do PIX, limitando o número de consultas que podem ser realizadas por contas específicas e instituições bancárias. SAIBA MAIS: Disparos de mensagens em massa se aproveitam de bancos de dados e informações públicas em redes sociais; entenda O BC também defendeu a exibição das informações associadas à chave no momento da transferência para resguardar o pagador. Para o Banco Central, "há um entendimento geral de que o compartilhamento dessas informações não representa risco significativo para os usuários. Pelo contrário: as informações ajudam o pagador (que normalmente é a parte mais vulnerável da transação) a confirmar a identidade do recebedor, tornando o processo mais seguro". Em outras palavras, se nenhuma informação for exibida sobre o beneficiário da transferência, um criminoso terá mais facilidade para desviar o dinheiro para uma conta diferente. Existe uma chave 'melhor'? Para quem recebe dinheiro só às vezes, é interessante usar o PIX com uma chave aleatória ou não cadastrar chave nenhuma. A chave aleatória permite receber dinheiro pelas informações completas do cadastro (agência e conta) e por QR Code, e não associa sua conta bancária aos seus dados de contato. Você também não precisa cadastrar o seu e-mail ou telefone para poder enviar dinheiro – a sua escolha de chaves só influencia os recebimentos. Se você recebe dinheiro frequentemente porque realiza serviços como autônomo ou como empresa, cadastre as chaves que seus clientes possam usar com mais facilidade. Se você faz muitos atendimentos por telefone ou WhatsApp, por exemplo, faz mais sentido que o telefone seja sua chave PIX. Já se você possui uma empresa que presta serviços para outras empresas, o cadastro do CNPJ como chave pode ser interessante, já que esse é um dado obrigatório nas notas fiscais. Qualquer cliente poderá facilmente realizar um pagamento ou conferir pagamentos anteriores pelo CNPJ. PIX: veja exemplos de como o novo sistema de pagamentos irá funcionar na vida prática Empresas normalmente já divulgam dados de contato publicamente, de modo que não há um risco adicional por cadastrar essas chaves. Mas este nem sempre é o caso para consumidores e pessoas físicas em geral. Lembre-se que uma chave só pode direcionar a uma única conta, mas uma mesma conta pode ter até cinco chaves. Se você possui várias contas bancárias, você pode cadastrar cada conta em uma chave diferente (uma para o telefone e outra no e-mail, por exemplo) para ter mais flexibilidade no uso do PIX. Nome, banco e 6 dígitos do CPF: os dados públicos do PIX Quando você cadastra uma chave no PIX, ela será associada ao seu nome completo, ao seu CPF e à instituição financeira. Qualquer pessoa que souber seu número de telefone, CPF ou endereço de e-mail – caso você cadastre um desses dados como "chave" no PIX – poderá consultar esses dados. Informações exibidas ao iniciar uma transferência do PIX: nome, parte do CPF e instituição financeira. Reprodução O CPF é parcialmente ocultado e deixará apenas seis dígitos expostos. Porém, se você cadastrar o próprio CPF como chave, ficará muito fácil associar o seu CPF ao seu nome completo e ao banco do qual você é correntista. Essa associação de informações pode permitir que criminosos "estudem" suas vítimas antes de iniciar uma tentativa de golpe. Por exemplo: se você cadastrou seu número de celular no PIX, um golpista poderia consultar seu cadastro e ver de qual banco você é cliente antes de telefonar para você e tentar se passar por um funcionário desse banco. O golpista também terá o seu número de CPF em mãos. Para evitar esse cenário, o Banco Central afirmou ao blog que criou sistemas de monitoramento e regras que verificam o número de consultas ao PIX em comparação com o número de transferências realizadas. Isso vale por banco e por cliente, de modo que um criminoso não poderia consultar diversas pessoas em sequência com facilidade. Essa medida reduz bastante as possibilidades para os golpistas. No entanto, como o sistema do PIX é novo, é difícil de afirmar até que ponto as medidas terão eficácia. Redes sociais têm adotado sistemas semelhantes há anos, mas isto não impediu por completo a raspagem e a coleta de dados. Se você cadastrar qualquer chave com dados de contato ou dados pessoais no PIX, lembre-se que você está, na prática, tornando essas informações públicas. Não temos o hábito de imaginar que qualquer pessoa possa saber em qual banco nós temos uma conta, mas o PIX permite exatamente isso se você cadastrar seu telefone, e-mail ou CPF como chave. Por determinação do Banco Central, as instituições financeiras devem exibir um aviso no momento do cadastramento das chaves que explica a associação dos dados. É importante não se esquecer disso caso você venha a receber mensagens ou telefonemas fraudulentos. O risco à nossa segurança muitas vezes deriva das nossas expectativas sobre o que outras pessoas sabem de nós; se você entender que o PIX expõe algumas informações suas e que essa exposição serve para ajudar quem está realizando as transferências, você vai conseguir perceber quando criminosos estiverem tentando usar os dados do PIX de forma ardilosa. Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com Vídeos: tudo sobre segurança digital

G1

Fri, 04 Dec 2020 10:00:48 -0000 -


Série do G1 mostra, todo mês, quais alimentos estão na safra e, por isso, podem ficar mais em conta. Além das frutas típicas de Natal como o pêssego, também é tempo de manga, melão, pepino e abobrinha. Já a cebola, apesar de estar na época, teve o seu cultivo prejudicado pela seca. Dezembro é época de frutas típicas das festas de Natal, como ameixa, figo e pêssego. Por estarem em pleno período de colheita, elas podem ser encontradas por um preço mais baixo nos mercados do que no restante do ano. Também é época de melancia, manga e melão. No grupo dos legumes, a berinjela, o pepino e a abobrinha estão com uma boa oferta. A cebola, por sua vez, apesar de fazer parte da safra de dezembro, teve o seu cultivo prejudicado pela seca nas regiões produtoras. Com a estiagem, a qualidade e o volume disponível do alimento diminuíram, o que deve impactar preços. Na série Calendário da Feira, iniciada em julho, o G1 mostra, todo mês, quais alimentos estão na safra e, por isso, podem ficar mais em conta. Calendário de frutas de julho a dezembro Arte/G1 Calendário de legumes de julho a dezembro Arte/G1 A seguir, confira mais detalhes sobre a safra das principais frutas e legumes do mês, além de saber como comprar, conservar e outras curiosidades. Ameixa Ameixas no pé Divulgação/MNS Doce e levemente ácida, a ameixa é muito procurada em dezembro para enfeitar as mesas e as receitas da ceia de Natal. E o bom disso tudo é que, justamente nessa época, o seu preço cai e a sua qualidade sobe. Isso acontece porque de dezembro a fevereiro, a ameixa que chega ao mercado é nacional, diferentemente do restante do ano, quando ela é importada de outros países, principalmente da Espanha. Nos três meses de safra, os preços da ameixa costumam cair entre 40% a 50%, afirma Amauri Vieira, gerente de marketing do Grupo MNS. E, por ser nacional, a fruta chega mais fresca até a mesa dos brasileiros. "A ameixa importada demora de 40 a 50 dias para chegar ao Brasil. Já a nacional chega nos mercados em cerca de 5 dias", diz Vieira. Receita Nosso Campo: aprenda a fazer bolo de ameixa Segundo ele, a oferta de ameixa deve ter um aumento de 25% neste ano. "Elas estão também com um calibre maior e mais saborosa". Em dezembro, a safra de ameixa fica concentrada no Sudeste, principalmente no estado de São Paulo. Já nos meses de janeiro e fevereiro, as frutas que entram nos mercados e feiras vêm do Sul, com destaque para Santa Catarina. Auge da safra: dezembro a fevereiro. Como comprar: escolha as frutas firmes, sem rachaduras e de cor concentrada, segundo a Ceasa Minas. Como conservar: a ameixa fresca pode ser conservada na geladeira por uma semana. Figo Figo Divulgação/Benassi Outra fruta muito comum nas receitas de Natal é o figo, que acaba de entrar na safra e que já está com o preço em queda, segundo levantamento da Ceagesp. "A safra de figo esse ano deve seguir boa até março e depois a oferta no mercado nacional tende a diminuir por conta das exportações", diz Eduardo Benassi, diretor de Relacionamento da Benassi São Paulo. Chef ensina receita de torta de nozes para ceia de Natal Veja a receita do tender ao molho de figo para fazer no Natal "No entanto, apesar da boa qualidade, instabilidades climáticas no campo impactaram a produção, e esse mês haverá uma oferta 30% menor do que em dezembro do ano passado", ressalta Benassi. Mesmo assim, ele afirma que, até meados de março, o figo poderá ser encontrado até 4 vezes mais barato do que nos períodos de baixa oferta da fruta, como em junho, por exemplo. Os principais estados produtores do figo no Brasil são, atualmente, São Paulo e Rio Grande do Sul. Auge da safra: dezembro a março. Como comprar: é preciso observar bem a pequena abertura na ponta do figo. Ela deve apresentar um tom vermelho-vinho, nunca verde-musgo, e não ter a presença de larvas, de acordo com a Ceasa Minas. Como conservar: na geladeira tem duração de uma semana. Apesar de ser geralmente consumido na forma fresca, o figo pode ser utilizado para preparar doces, caldas, molhos para carnes e até aperitivos, como a receita de crostini de figo com requeijão no vídeo abaixo: Prato Feito: veja como fazer um delicioso crostini de figo com requeijão Melancia Melancia Unsplash A melancia é produzida o ano todo, mas é durante os meses de verão que a sua oferta cresce em função do aumento da demanda por frutas mais refrescantes. Segundo a Ceagesp, o período de maior disponibilidade da melancia vai de novembro a dezembro, meses em que os seus preços, geralmente, caem. Veja a receita de geleia de melancia Porém, neste mês, a safra de melancia de São Paulo, por exemplo, está menor do que em 2019 por causa seca, segundo a pesquisadora Fernanda Geraldini, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq/USP). Apesar disso, um levantamento da Ceagesp mostra que a melancia está entre os produtos com queda de preços nesta semana. São Paulo é o 3º principal estado produtor da melancia. Em primeiro está o Rio Grande do Norte, seguido do Rio Grande do Sul, estado que deve começar a fornecer melancias para o Centro-Sul do país a partir do dia 10 de dezembro, segundo o proprietário da Agropecuária Marini, Andreo Marini. Ele conta que uma das variedades de melancia que a fazenda oferta aos mercados neste período é a pingo doce, que se diferencia das melancias tradicionais por ter um tamanho menor, o que facilita a armazenagem na geladeira. Além disso, ela tem uma polpa amarela e não tem sementes. Auge da safra: novembro a fevereiro. Como comprar: procure uma melancia de superfície uniforme, ou seja, sem cortes ou arranhões. Quanto mais pesada for a melancia em relação ao seu tamanho, mais líquido ela terá e mais madura estará. Como conservar: em local ventilado e seco. Já em ambiente refrigerado, conserva-se por até 30 dias. Veja uma receita de doce de melancia em calda e cristalizado: Artesã ensina a receita de doce de melancia em calda e cristalizado Berinjela Berinjela Reprodução/TV Globo A berinjela é um dos legumes que está com uma boa oferta em dezembro, junto com o pepino, a abobrinha e o pimentão. E na lista da Ceagesp, ela é um dos alimentos que está com o preço em queda, puxado, principalmente, pela redução do consumo do legume, diz o produtor de orgânicos de São Paulo, Alex Lee. Segundo ele, o preço da berinjela, assim como o de outros legumes que estão na safra no final do ano, poderia ter recuado mais, se não fosse a seca e a onda de calor que atingiu o país em setembro, evento que acabou prejudicando a irrigação das lavouras. Receita Nosso Campo: aprenda a fazer uma berinjela recheada Na culinária, a berinjela é bastante versátil. Além de ser consumida assada ou cozida, ela pode ser recheada com queijos e carnes ou substituir a massa de farinha usada nas lasanhas. Auge da safra: setembro a dezembro Como comprar: prefira as de coloração roxo-azulada ou quase preta. A casca deve ser lisa e firme. Se estiver opaca ou com manchas cor de ferrugem indicam amadurecimento excessivo. Como conservar: na geladeira, sem lavar e em sacos plásticos por até 5 dias. Por que consumir alimentos da safra? Frutas, legumes e verduras. Divulgação Com a modernização das técnicas agrícolas, hoje já é possível encontrar uma grande variedade de frutas, legumes e verduras o ano inteiro nos mercados e nas feiras. Porém, consumir produtos de época pode ser uma opção mais barata e saudável. Com o crescimento da oferta nos períodos de safra, a tendência é os preços caírem. Mas isso nem sempre é uma regra. Como a produção de hortaliças depende muito de fatores climáticos, qualquer mudança muito intensa na temperatura, por exemplo, pode impactar a oferta. Além disso, o consumo de alimentos de época tende a ser mais saudável, pelo menor uso de agrotóxicos em seu cultivo. Como reduzir a chance de ingerir agrotóxicos nos alimentos, segundo especialistas Por que a produção de alimentos depende tanto de agrotóxicos? "Para terem um bom desenvolvimento fora do seu ciclo natural de produção, é necessário uma intervenção mais intensa de químicos durante o preparo do solo, por exemplo", ressalta Lígia dos Santos, do São Camilo. Além disso, quando estão em seu ciclo natural de produção, sem a necessidade de tanto uso de agrotóxico, os alimentos ficam com o seu sabor natural mais acentuado. Agro é tech... veja vídeos da indústria-riqueza do Brasil

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Fri, 04 Dec 2020 10:00:43 -0000 -


Na leitura do economista, ex-secretário de Política Econômica do governo Fernando Henrique, o Brasil vai chegar ao próximo ano com vários desarranjos: na inflação, nas contas públicas, sem aumento do investimento e com o consumo andando de lado. O economista José Roberto Mendonça de Barros diz que que a economia brasileira vai enfrentar um quadro de estagflação no ano que vem. Na leitura do sócio da MB Associados e ex-secretário de Política Econômica do governo Fernando Henrique Cardoso, o Brasil vai chegar ao próximo ano com vários desarranjos: na inflação, nas contas públicas, sem aumento do investimento e com o consumo andando de lado. "A estagflação é isso: você sai do buraco, começa a andar de lado e volta para aquela mediocridade do crescimento que caracterizou o período de 2016 para frente", afirma. Economista José Roberto Mendonça de Barros Daniel Teixeira/Estadão Conteúdo/Arquivo O G1 e a GloboNews ouviram economistas sobre os desafios para 2021. A seguir, os principais trechos da entrevista com José Roberto Mendonça de Barros. Leia também as entrevistas com Solange Srour, economista-chefe do banco Credit Suisse; e Marcos Lisboa, presidente do Insper. Especialistas apontam os principais problemas para a recuperação econômica Como avalia o quadro da economia e a expectativa para 2021? Quando olhamos para o ano que vem, o nosso cenário é de estagflação. A recuperação (do terceiro trimestre) não será sucedida por um crescimento sustentável. A questão central é o quadro fiscal muito difícil e, além disso, o fato de que essa robustez do terceiro trimestre é filha direta da grande transferência de renda que foi feita a partir do coronavoucher (Auxílio Emergencial). Há uma redução (na transferência). Nós estamos falando que, de repente, 67 milhões de pessoas estavam recebendo R$ 600 por mês, no mínimo, até agosto. Em setembro, outubro, novembro e dezembro, essas 67 milhões de pessoas estão recebendo R$ 300. É a metade. E no ano que vem isso acabou. O que tem no Orçamento de 2021, que está no Congresso e não foi votado, são as 14 milhões de pessoas que estão com Bolsa Família recebendo R$ 187. Vai haver um impacto no consumo, então? O país enfrentou uma parada súbita em março e abril, a economia parou, o PIB desmontou, porque não tinha produção. Houve um período, de alguns meses, com uma injeção na veia de dinheiro. Foi ótimo do ponto de vista de produção, consumo e emprego. Aí, de repente, haverá uma queda abrupta, e esse cenário será substituído por um mercado de trabalho muito enfraquecido. E, no mercado de trabalho, tem uma coisa que está acontecendo no mundo inteiro, o que, do ponto de vista do emprego, é uma pena. As empresas frágeis ou saem do mercado ou diminuem. Mas as empresas fortes - há uma nata de empresas fortes Brasil - estão se saindo muito bem, vendendo mais, com mais tecnologia e produtividade. Só que elas estão avançando na área tecnológica, na direção da digitalização, da automação, da consolidação das operações à distância. O resultado disso é que você emprega menos gente. É mais eficiente, o custo fica menor, mas à custa de emprego. Então, vai ser uma dureza o mercado de trabalho no ano que vem. Por isso nós temos uma projeção para o PIB do ano que vem de 2,5%. Projetado esse cenário de estagflação, qual é a expectativa para inflação? Há pouco tempo, a projeção para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) deste ano estava um pouco acima de 2%. Hoje, a nossa projeção é de 3,4%, e tem gente muito boa que está apresentando 3,5% e 3,6%. Para o ano que vem, a nossa projeção é de 3,6%, e também tem gente competente prevendo perto de 4%. Esse é o primeiro número da inflação que preocupa. O segundo número que preocupa é o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). Nós projetamos terminar em 4,1%. O INPC corrige o benefício previdenciário, então o gasto do governo vai ficar maior, e o teto vai ser mais pressionado, porque a receita sobe pelo IPCA, e a despesa previdenciária vai aumentar pelo INPC. E não é só isso. O IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado, que reajusta a maioria dos contratos de aluguel) vai terminar este ano acima de 20%. Fazia anos, muitos anos, que não tínhamos nada parecido com isso. O que explica essa alta do IGP-M? Parte é por causa do câmbio, mas não é só isso. É onde aparece a mobilização da oferta. De repente, a empresa teve de acelerar a produção de muita coisa, os custos subiram e deu para fazer esse repasse. Por exemplo, no IGP-M, tem lá dentro o Índice Nacional da Construção Civil. No mês de agosto, em 12 meses, o custo do material de construção civil já subiu 12%. E tem produto faltando. E como fica a política de juros? O Banco Central está se esfalfando para tentar demostrar que não precisa mexer na Selic no ano que vem. Eu acho um erro. A inflação vai ser um pouco mais desagradável. Não é que ela vai subir e descolar. Mas ela vai subir, depois vai cair, mas deve parar mais alta de onde partiu. A inflação reforça o cenário de que a demanda subiu muito e que, depois, deve andar de lado. O custo da alimentação deve subir 12%. Então, a conta do supermercado e do armazém aumenta muito - logo, sobra menos dinheiro. O poder de compra está mais espremido. E acho que a gente já está vendo: está diminuindo a intensidade de compra nos supermercados, no varejo final, porque a comida está muito cara e isso compromete um pedaço maior do salário. Nós vamos entrar no ano que vem com um certo desarranjo da inflação e das contas públicas e com uma demanda de consumo que subiu muito, mas que agora vai andar de lado, sem que o investimento tenha aumentado. Economista José Roberto Mendonça de Barros Daniel Teixeira/Estadão Conteúdo/Arquivo Em relação a esse desarranjo nas contas públicas, quão grave é a situação? Eu acho que é muito grave, eu não usaria desesperadora, porque ela é financiável. O que mais preocupa é que a gente percebe uma festa. É uma festa do gasto. O presidente da República e boa parte do governo querem gastar mais para fazer estrada, fazer isso, fazer aquilo. A maior parte do Congresso quer saber é de gastar mais mesmo, de ter projeto para gastar mais. Eu não estou dizendo se é necessário, se é meritório. Num país de renda média como o nosso, muita coisa é meritória. Mas a pergunta não é só se é meritória: dá para pagar ou não dá para pagar? Além de a gente já ter um rombo aberto, ter a perspectiva de déficit no ano que vem, nós temos um sistema de governança federal que é uma aliança a favor de aumentar o gasto, sem olhar a qualidade dele. E como fica a agenda de reformas? Ela não aconteceu e não acontecerá. Infelizmente. Não acontecerá porque o timing ficou totalmente atropelado. Por decisão do presidente da República, só vai se discutir reforma a partir de dezembro. Ora, dezembro tem uma pauta necessária: orçamento, LDO, já é tumultuado. Janeiro está na véspera da eleição das mesas da Câmara e do Senado, que atrai a atenção de tudo mundo. E a equipe econômica está muito distante do Congresso. Tem de estar muito próxima do Congresso para poder levar as pautas adiante. Não são pautas populares, são pautas difíceis. Isso não está acontecendo. E a PEC Emergencial, vai sair? Tem uma grande resistência, a conferir se ela vai sair. Deveria. Ela seria individualmente a mais importante, mas eu não tenho certeza. O executivo não está fazendo força para reforma nenhuma. Muita conversa, muito discurso, mas, na prática, força mesmo de ir lá, fazer acontecer, não tem. Volto a dizer: nunca se viu uma equipe econômica tão distante do Congresso. E a própria estatura da equipe econômica diminuiu, qualquer analista percebe. A minha sensação é que vai acabar saindo um pouquinho de cada coisa. É o mesmo que não ter nada. Vai ter um pouquinho de gatilho, um pouquinho de corte de despesa. Vai ser um pouco de tudo e o resultado disso é andar de lado. A estagflação é isso: você sai do buraco, começa a andar de lado e volta para aquela mediocridade do crescimento que caracterizou o período de 2016 para frente. E como o país chega em 2022? O que tem é um país muito desigual. Uma desigualdade entre as pessoas, no que tange a renda e o mercado de trabalho. Isso já está mais do que conhecido. Mas tem uma outra desigualdade, que é a seguinte: a gente pode classificar as milhões de empresas brasileiras em três grupos. Nós temos uma nata de grandes empresas, algumas médias, de primeira qualidade. Há um conjunto intermediário, de empresas médias e pequenas, da maior parte dos setores, que infelizmente está passando por um período dificílimo. Esse grosso de empresas está mal, muita gente quebrou, encolheu, está andando de lado. E aí embaixo de tudo, por tamanho, você tem uma coisa borbulhante, positiva, que são as chamadas startups. O problema é que essa faixa intermediária é muito maior do que as grandes e as pequenininhas embaixo. Isso é para dizer que temos um país cuja desigualdade, por qualquer critério que você olhe, aumentou. Vale para as pessoas e para as empresas. O dinamismo de crescimento se perde. Esse é o problema. Initial plugin text Vídeos: Últimas notícias de economia

G1

Fri, 04 Dec 2020 09:59:56 -0000 -


Economista-chefe do banco Credit Suisse avalia que a proposta que tramita no Senado é fundamental para o país conseguir manter o teto de gastos nos próximos anos. A economista-chefe do banco Credit Suisse, Solange Srour, acredita que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Emergencial vai funcionar como uma ponte até o fim do governo para que o país consiga lidar com os seus desequilíbrios fiscais. A proposta, que tramita no Senado, cria mecanismos emergenciais de controle de despesas públicas para União, estados e municípios. Ela permite, por exemplo, a redução da jornada e do salário dos servidores, abrindo espaço nos orçamentos. Se a PEC não for provada, Solange avalia que haverá um aumento da desconfiança entre os investidores, em relação ao rumo das contas públicas e à capacidade de o governo cumprir o teto de gastos nos próximos anos. "Se a gente não aprovar a PEC Emergencial, vamos ter uma minicrise no Brasil, ainda que o cenário internacional esteja muito favorável", afirma Solange. "Esse risco vai acabar empurrando o Congresso a aprovar a proposta." Economista-chefe do banco Credit Suisse, Solange Srour Wilton Junior/Estadão Conteúdo O G1 e a GloboNews ouviram economistas sobre os desafios para 2021. A seguir, os principais trechos da entrevista com Solange Srour, economista-chefe do banco Credit Suisse. Leia também as entrevistas com José Roberto Mendonça de Barros, sócio da MB Associados; e Marcos Lisboa, presidente do Insper. Especialistas apontam os principais problemas para a recuperação econômica Como será a recuperação da economia? A recuperação da economia no final de 2020 se dará pela volta da normalidade da oferta. A crise provocada pela pandemia do novo coronavírus foi abrupta, porque paralisou a oferta de uma forma nunca vista antes. Essa volta se dá pelo fato de as pessoas poderem retornar aos seus trabalhos, há uma movimentação, e isso já traz uma recuperação. É claro que existe o fator do impacto fiscal. O país gastou 8% do PIB no combate ao coronavírus, com medidas de auxílio à renda, ao crédito e ao emprego. E isso está trazendo um impacto importante no segundo semestre. Então, o país teve uma recuperação expressiva no terceiro trimestre, depois do tombo no segundo. E no quarto a gente ainda espera algum crescimento diante desses dois fatores. E para 2021, qual é o quadro? Para o ano que vem, a questão é quão rapidamente a gente volta para a normalidade. Hoje, as expectativas são mais otimistas, com a aproximação da aprovação da vacina. Ela já vai ser aplicada no primeiro trimestre em vários países do mundo, mas para os grupos mais expostos, que é o pessoal de saúde e os mais idosos. E aí, no segundo e terceiro trimestres, para a população em geral. Com isso, a gente tem uma puxada de PIB mundial importante, que tem impactos no Brasil. A volta da oferta vem com mais vigor ao longo do segundo e terceiro trimestre do ano que vem. Se o Brasil conseguir manter a credibilidade fiscal, a gente pode ter uma recuperação cíclica favorecida pelos juros baixos, pela volta do crédito e do emprego, ainda que os programas de sustentação do crédito, da renda e do emprego comecem a ser retirados. Você vê esse cenário positivo mesmo que o país não consiga fazer uma aterrisagem com responsabilidade fiscal do Auxílio Emergencial para o Renda Cidadã? Não, não vejo. O meu cenário base pressupõe a aprovação de uma PEC Emergencial no primeiro trimestre do ano que vem, depois da eleição na Câmara e no Senado. Essa PEC é super importante, não só para a criação do programa Renda Cidadã, mas para a manutenção do teto de gastos em 2022. A criação do Renda Cidadã é importante por uma questão de lidar com o aumento da desigualdade social, principalmente no pós-Covid. A crise vai trazer impactos de médio e longo para o Brasil. E existe uma demanda por gasto social. E o que deve puxar a recuperação? A gente está saindo este ano de um programa de 4,5% do PIB, que foi o Auxílio Emergencial, para algo muito mais modesto, que é o Renda Brasil ou Renda Cidadã. Não é isso que vai ser o condutor do crescimento. O condutor do crescimento vai ser conseguir aprovar a PEC Emergencial, mantendo o teto de gastos até 2022 e 2023, mantendo as condições frouxas no mercado financeiro: um câmbio mais valorizado, uma taxa de juros mais baixa, e um aumento da confiança, que traz o investimento e o crescimento para o Brasil. Então, é muito mais importante manter o teto para o crescimento, para as condições financeiras, do que criar um programa fora do teto que acabe ruindo com a confiança. O estímulo do ano que vem vai vir da volta da confiança, de juros baixos e da manutenção da inflação. A inflação é um tema que preocupa para o ano que vem? Me preocupa e muito. A gente tem uma inflação para o ano que vem que é de 3,9%. Não é nenhuma projeção de inflação super elevada. Mas é um tema preocupante, porque este ano tivemos um impacto muito relevante da depreciação do câmbio e da alta de commodities nos índices de atacado. E isso vai trazer o repasse para 2021, mesmo que a atividade não tenha uma recuperação extraordinária. E a segunda questão, ainda mais importante, é a parte fiscal, porque ela impacta a inflação. Se a gente mantém a incerteza fiscal por muito tempo, se existem dúvidas de que o Brasil vai voltar para uma trajetória de sustentabilidade da dívida, esses choques de câmbio e oferta têm uma propensão a se espalhar mais para os preços da economia. A gente viu muito isso em 2015. A inflação atingiu o patamar acima de 10%, porque esses choques se propagaram para outros preços, muitas vezes não relacionados aos choques primários de oferta, porque não havia um âncora fiscal. E o teto é hoje a nossa âncora fiscal. Economista-chefe do Credit Suisse, Solange Srour Wilton Junior/Estadão Conteúdo O que leva vocês a acreditarem que o governo vai aprovar a PEC Emergencial? Dado que ele tem dificuldade em avançar na agenda de reformas fiscais... Eu não vejo a PEC Emergencial como uma reforma. Na verdade, ela é uma ponte, a única ponte que a gente tem para chegar até 2023, sem sofrer uma verdadeira crise de confiança. Sem a PEC, vai ser impossível manter o teto em 2022. Em 2021, já vai ser muito difícil, mas a gente conseguiu o acordo com estados e municípios, o governo não vai dar aumento de salário para funcionalismo público, então ainda é possível em 2021. Mas o país precisa discutir como manter o teto em 2022, no ano de 2021. Por isso que não vejo como uma reforma. Na verdade, a gente não tem uma alternativa. No final, o que faz o governo aprovar a PEC Emergencial é que a alternativa é uma situação muito ruim para a economia, uma situação de câmbio depreciado, uma inflação mais alta, queda de PIB com a puxada da taxa de juros longa... Muito provavelmente o Banco Central terá de subir mais fortemente a Selic no ano que vem. Qual será o cenário no caso de uma não aprovação da PEC Emergencial? Se a gente não aprovar a PEC Emergencial, eu acredito que a desconfiança vai voltar, assim como aconteceu há poucos meses, quando teve a história dos precatórios, de dar um furo no teto. Vimos o câmbio desvalorizar, as taxas de juros longas no mercado subirem muito. O Tesouro teve dificuldade de rolagem (trocar dívidas antigas que vencem por novas), mesmo encurtando o prazo. Se a gente não aprovar a PEC Emergencial, vamos ter uma minicrise no Brasil, ainda que o cenário internacional esteja muito favorável. Esse risco vai acabar empurrando o Congresso a aprovar a proposta. Eu digo que ela não é uma reforma, porque ela tem medidas temporárias. Todas as medidas de contenção de gastos são válidas por dois ou três anos, no máximo. E a agenda de reformas, quando deve sair? No começo do próximo governo, a gente deve ter uma agenda forte de reformas, principalmente a reforma administrativa porque, assim como a da Previdência, ela é muito importante, porque traz uma economia no médio prazo e espero, também, no curto prazo. Se a reforma administrativa só trouxer economia de muito longo prazo, não vai resolver o problema da credibilidade. Com isso, eu estou dizendo que não vejo a reforma administrativa que foi mandada sendo aprovada nos próximos dois anos. Só vejo no início de um próximo governo e valendo, em algum grau, para os atuais servidores para poder trazer economias importantes e ajudar a trazer essa trajetória da dívida para um nível mais baixo. Qual é a projeção para o mercado de trabalho em 2021? O Brasil adotou medidas muito importantes de sustentação do emprego, que vão fazer a situação ser menos dramática do que poderia ser. Todas as medidas adotadas para redução de jornada e afastamento temporário evitaram que a situação fosse mais agravada com o fechamento de empresas e postos de trabalho. Com a retomada da oferta, essas medidas de sustentação de emprego saem, e o mercado retoma lentamente. O desemprego vai subir, porque é a recuperação mais demorada. Mas a gente tem boas notícias. Você pega os dados do Caged, a contratação formal, está vindo mais forte que o esperado, assim como está vindo mais forte do que o esperado o consumo, a produção industrial, enfim, a parte da construção civil. E como a economia chega em 2022? Na verdade, a base de comparação é muito baixa. A minha projeção é de 4,1% para o ano que vem. Pode parecer um número muito forte, mas o carrego estatístico é elevado, em torno de 2,5%, mas pode chegar a 3%. Ou seja, se a economia crescer 3% no ano que vem, é como se ela tivesse estagnada no mesmo patamar do final de 2020. O desafio de crescer de forma sustentável pós-2021 é muito grande, muito elevado. E aí a manutenção do arcabouço fiscal é o mínimo necessário. Lembrando que o país fez a reforma da Previdência e nem por isso conseguiu crescer fortemente em 2019 e entrou neste ano com um ritmo gradual de recuperação, antes da crise do coronavírus. Ou seja, é preciso avançar além da questão fiscal. A agenda fiscal está incompleta, por isso a reforma administrativa é tão importante, e outras reformas que foquem no gasto obrigatório. Mas para crescer é preciso fazer reformas que aumentem a produtividade. E aí o Brasil está muito atrasado, estamos discutindo, por exemplo, a reforma tributária há séculos. E ela nunca sai do papel de verdade. 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G1

Fri, 04 Dec 2020 09:58:35 -0000 -

G1 > Tecnologia e Games

Últimas notícias de tecnologia e de games. Informações sobre internet, jogos, tv digital e lançamentos de produtos eletrônicos de última geração.


Empregado que não foi promovido teria feito mudanças no sistema de produção e enviado informações sigilosas para terceiros. Fábrica da Tesla na Califórnia, EUA Noah Berger/Reuters O presidente-executivo da Tesla, Elon Musk, afirmou em mensagem aos funcionários da montadora de carros elétricos que um empregado da companhia promoveu "extensa e danosa sabotagem" ao supostamente ter feito mudanças de código de programação do sistema de produção e enviado informações sigilosas da empresa para terceiros. A porta-voz da companhia, Gina Antonini, não comentou o email enviado por Musk aos funcionários na segunda-feira (18). Musk afirmou na mensagem, obtida pela Reuters, que descobriu sobre o suposto caso de sabotagem durante o final de semana. O suposto sabotador não foi identificado. "A extensão completa de suas ações ainda não são claras, mas o que ele admitiu até agora ter feito é muito ruim", escreveu o executivo. "A motivação declarada dele é que ele queria uma promoção que não recebeu." "Como vocês sabem, uma longa lista de organizações querem que a Tesla morra", disse Musk no email, afirmando que a relação inclui investidores em Wall Street, companhias petrolíferas e montadoras rivais de veículos. Ele não citou nome de nenhuma empresa. Elon Musk em conferência de imprensa em fevereiro de 2018 Joe Skipper/Reuters Mais cedo, na segunda-feira, Musk enviou uma outra mensagem aos funcionários relatando um "pequeno incêndio" ocorrido em uma instalação da Tesla no domingo. Esta mensagem também foi obtida pela Reuters. Na mensagem, a Tesla afirma que na noite de domingo houve um incidente na área de carrocerias, que não houve feridos ou danos significativos a equipamentos e que a produção já tinha retornado ao normal. A empresa não especificou o local do fogo. Musk afirmou no email que apesar do fogo não ter sido um evento aleatório, "fiquem alertas sobre qualquer coisa que não esteja entre os melhores interesses da nossa companhia". Na semana passada, Musk anunciou demissão de 9% da força de trabalho da Tesla. O futuro da Tesla depende do aumento da produção do Model 3, que é o modelo mais "popular" da marca até agora.

G1

Tue, 19 Jun 2018 11:51:09 -0000 -


A empresa de segurança Radware revelou que golpistas publicaram links no Facebook para disseminar extensões maliciosas para o navegador Google Chrome, do Google. Os links publicados no Facebook pelos usuários infectados levam uma página falsa que copia a aparência do YouTube, mas exige -- falsamente -- a instalação de uma extensão para reproduzir o vídeo.Segundo a Radware, foram infectadas 100 mil pessoas em 100 países diferentes. Os três países mais infectados eram as Filipinas, Venezuela e Equador. Juntos, os três eram responsáveis por 75% das contaminações.Pedido de instalação de extensão do Chrome sobre site com aparência copiada do YouTube (Foto: Radware)O Chrome só permite a instalação de extensões cadastradas na Web Store, que é mantida pelo próprio Google. Para conseguir listar as extensões maliciosas na loja, os golpistas copiaram extensões legítimas e injetaram um código extra, dando a aparência de uma extensão verdadeira. O nome do golpe, que a Radware batizou de "Nigelthorn", é baseado na Nigelify, uma extensão legítima para o Chrome que foi copiada pelos criminosos.Uma vez instalada, a extensão é capaz de realizar várias atividades, incluindo:- Roubar senhas de acesso ao Facebook/Instagram;- Publicar e enviar mensagens no Facebook/Instagram (o que é usado para atrair novas vítimas);- Mineração de criptomoeda, o que gera lucro para os invasores;- "Assistir" a vídeos no YouTube (de forma invisível) ou inscrever a vítima em canais sem autorização;- Redirecionar o navegador para abrir páginas específicas.As extensões maliciosas já foram removidas da Chrome Web Store, mas internautas devem ter cuidado ao instalar qualquer extensão do Chrome, especialmente quando o pedido da instalação vier de sites fora da Web Store.SAIBA MAISComo as extensões se tornaram o ponto fraco do ChromeMilhões de internautas baixam falso bloqueador de anúnciosDúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

G1

Tue, 15 May 2018 07:00:01 -0300 -


Um certificado digital do Banco Inter, acompanhado da respectiva chave privada, foi publicado em um site na web e posteriormente revogado, segundo apuração do blog Segurança Digital. O banco Inter é o mesmo que está sendo investigado pelo Ministério Público do Distrito Federal após uma reportagem do site de tecnologia "TecMundo" afirmar que dados de vários correntistas da instituição foram obtidos em um possível ataque cibernético realizado por um invasor que teria tentado extorquir o banco cobrando um "resgate".O certificado digital por si não é capaz de provar que o ataque e o vazamento de dados ocorreram, mas esse certificado é parte da tecnologia responsável por proteger a comunicação dos correntistas do banco com o site da instituição (bancointer.com.br). Mesmo que um ataque não tenha ocorrido, ou que o ninguém tenha usado a chave para atacar clientes do banco, o caso levanta questões sobre as práticas de segurança da instituição financeira, pois, como é um dado sigiloso, essa chave não deveria ter sido exposta.SAIBA MAISBanco Inter: MP do DF apura suposto vazamento de dados de 300 mil clientesEm comunicado ao blog Segurança Digital, o Banco Inter reiterou que "não houve comprometimento da sua estrutura de segurança" e não comentou o vazamento e a revogação das chaves. Além do certificado vazado encontrado pelo blog, pelo menos outros dois certificados digitais do banco (um de 13 de abril de 2018 e outro de 26 de março de 2018) foram revogados. Dados no site da Comodo: certificado do Banco Inter de 18 de agosto foi revogado com motivo de 'chave comprometida' (keyCompromise). (Foto: Reprodução)Revogação ocorreu por 'chave comprometida'A norma de certificação digital na web estabelece 11 possíveis razões (numeradas de 0 a 10) para a revogação de um certificado. Entre as possíveis razões estão a de "motivo não especificado" (nº 0) e "certificado substituído" (nº 4). A justificativa de "chave comprometida" (nº 1), que consta para a revogação dos certificados do Banco Inter, é a mais específica sobre uma chave vazada, excluindo a possibilidade de outros problemas técnicos ou falhas nas empresas que concedem os certificados. Os certificados revogados são de duas empresas diferentes: GoDaddy e DigiCert.A autenticidade de um dos certificados, ao qual o blog Segurança Digital teve acesso, foi verificada através de uma propriedade matemática que pode ser conferida com registros públicos, sem a necessidade de testes on-line. Segundo o CRT.SH, um site da empresa de segurança Comodo que registra a utilização de certificados digitais com dados públicos, o certificado publicado na web estava em uso em 14 de outubro de 2017. Ele foi emitido em 18 de agosto de 2017 e seria válido até o mesmo dia de 2019, mas foi revogado no fim da sexta-feira (11).Veja aqui o certificado do Banco Inter no site da Comodo.Revogação de certificadoO site principal do Banco Inter usa um certificado diferente dos que foram revogados, emitido em 29 de abril pela DigiCert. Porém, se os certificados antigos estivessem válidos, golpistas poderiam criar sites clonados do Banco Inter caso pudessem redirecionar o acesso ao banco. Um cenário, por exemplo, seria o de redes Wi-Fi abertas. Essas redes são vulneráveis a ataques de redirecionamento, mas, caso criminosos tentem redirecionar um site de um banco em uma rede Wi-Fi aberta, o correntista receberá um alerta de segurança informando que o certificado do site não pôde ser verificado. Porém, como o certificado do Banco Inter vazou, é possível criar uma página clonada perfeita, usando o certificado legítimo do próprio banco.É por isso que certificados digitais que vazam precisam ser revogados, independentemente de ainda estarem ou não em uso.Não está claro se foi o banco que solicitou a revogação do certificado ou se alguém em posse dos certificados denunciou o vazamento às autoridades certificadoras.Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

G1

Mon, 14 May 2018 17:33:33 -0300 -


(Se você tem alguma dúvida sobre tecnologia, utilize o espaço para comentários abaixo e escreva sua pergunta)   >>> Formatar o PC é a maneira mais eficiente eliminar vírus?  Olá, Ronaldo! Eu tenho percebido que o meu PC está mais lento, e por esse motivo estou desconfiado que ele está com vírus. A minha dúvida é sobre se devo formatar o PC, essa é a maneira mais eficiente de resolver o problema? Nelson   Olá, Nelson! A reinstalação do Windows, deve ser o último recurso a ser recorrido para a resolução de problemas do PC. A "formatação" resolve praticamente todos os problemas, pois através dela o sistema será reinstalado como se o PC tivesse saído da fábrica. Porém, esse procedimento não permitirá que seja feito um diagnóstico sobre o problema, e por esse motivo não será possível criar uma rotina de prevenção. Alguns técnicos de informática preferem adotar essa estratégia, porque ela é menos dispendiosa, mas não significa que seja a melhor maneira de eliminar vírus.   >>> Cabo USB genérico pode estragar o celular? Usar cabo USB genérico pode comprometer o carregamento da bateria do celular ou estragar o celular? Mônica   Olá, Mônica! Usar cabo USB de procedência duvidosa pode representar um risco de acidente, quando for de baixa qualidade. Isso não significa que ele irá danificar o celular só por ter sido usado, o problema é que o carregamento total da bateria poderá demorar mais do que o necessário. A durabilidade de cabos genéricos tende a ser inferior, devido a qualidade do material utilizado. É possível identificar cabos e carregadores defeituosos, através de um aplicativo. A coluna Tira-dúvidas de tecnologia já mostrou em detalhes como usá-lo, confira a dica completa nesse link (aqui).   >>> Como desbloquear o IMEI de celular que foi recuperado? Olá, Ronaldo! Eu perdi o meu celular e fui na delegacia fazer o boletim de ocorrência, mas consegui acha-lo depois. Então voltei lá e pediram a liberação do aparelho, porém já faz um mês isso e até agora o aparelho permanece bloqueado. Como devo proceder? Nicole Figueiredo   Olá, Nicole! Em teoria o procedimento deveria ser simples e ágil. Bastaria você ir numa loja da sua operadora de telefonia, fazer a solicitação do desbloqueio e fornecer os seguintes dados:  - Informar o número da linha; - RG e CPF do proprietário do titular da linha; - Nota Fiscal da compra do aparelho;   Se você não obtiver sucesso, canal de comunicação mais eficiente para que o problema resolvido é registrando queixa na ANATEL nesse link (aqui). Após a reclamação a Agência irá intermediar o processo com a sua operadora de telefonia.     Imagem: Reprodução/G1

G1

Sun, 13 May 2018 13:00:01 -0300 -


Segundo um pesquisador de segurança, cinco mil roteadores da marca Datacom possivelmente em uso por clientes da operadora Oi estão vulneráveis a acesso remoto por meio do protocolo "Telnet", pois esses equipamentos, de fábrica, aparentemente não possuem uma senha configurada nesse tipo de acesso. Os equipamentos são fornecidos a clientes para permitir o acesso à internet.Com acesso à configuração do roteador, um hacker poderia fazer alterações para redirecionar os clientes a páginas falsas, entre outros ataques. De acordo com o pesquisador Ankit Anubhav, que enviou os dados da sua pesquisa ao site de segurança "Bleeping Computer", os equipamentos vulneráveis eram três modelos da Datacom: DM991CR, DM706CR e DM991CS. Para resolver o problema, é preciso filtrar ou modificar a configuração do telnet nesses roteadores.Procurada, a Oi informou que está analisando o fato para tomar as medidas cabíveis.O manual do DM991CR, consultado pelo blog Segurança Digital, confirma que o aparelho possui acesso telnet e que ele não tem senha por padrão. Não está claro se o telnet vem habilitado de fábrica, mas uma linha no manual afirma que o acesso telnet é possível "se não for a primeira vez que o equipamento estiver sendo ligado e o endereço IP de uma das interfaces Ethernet já estiver configurado corretamente" -- ou seja, não parece ser necessário habilitar o telnet antes de utilizá-lo. A Datacom, fabricante dos equipamentos, afirmou, por telefone, que "possui contratos de confidencialidade e não pode se posicionar sobre as redes de clientes". Quando foi explicado que a dúvida não era sobre as redes de clientes e sim sobre a configuração de fábrica do produto, a representante da companhia reafirmou que "esse é o posicionamento da empresa".TelnetO Telnet é um antigo procolo de comunicação, amplamente utilizado em terminais e conhecido para seu uso em administração remota de equipamentos de rede e até computadores.Seu uso na maioria das aplicações é considerado obsoleto, pois é preferível que seja utilizado o muito mais seguro Secure Shell (SSH). Diferentemente do Telnet, o SSH prevê a criptografia do tráfego, o que aumenta a confiabilidade e a confidencialidade da conexão.Os equipamentos da Datacom também são compatíveis com SSH, mas muitos equipamentos da "internet das coisas" possuem apenas Telnet.SAIBA MAISNovo ataque à 'internet das coisas' registra atividade no BrasilPor que a 'internet das coisas' hoje é tão insegura?Imagem: Cabo de rede (Foto: Anders Engelbol/Freeimages.com).Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

G1

Fri, 11 May 2018 17:00:01 -0300 -


Usuários estão relatando na web sobre um novo tipo de "mensagem bomba" capaz de travar o WhatsApp no Android e também o iMessage, no iPhone. A mensagem parece consistir de apenas quatro palavras, um emoji e pontuação, mas o texto esconde diversos caracteres especiais que tornam a mensagem aproximadamente 2,4 mil vezes maior do que ela deveria ser.Segundo o blog Naked Security, da fabricante de antivírus Sophos, a mensagem contém caracteres especiais de mudança de direção. Esses são marcadores invisíveis e especiais no texto que podem mudar a direção das letras, o que é necessário em alguns idiomas que são escritos da direita para a esquerda. A "mensagem bomba" que trava o WhatsApp possui centenas desses marcadores, cada um deles mudando a direção sem incluir texto nenhum entre eles. Dessa forma, a mensagem parece ser um texto qualquer.Mensagem deveria ter menos de 50 bytes, mas supera os 118 KB (120 mil bytes) e possui mais de 40 mil caracteres invisíveis. Outra versão da mensagem possui um círculo preto que, se for tocado, trava o aplicativo. (Foto: Reprodução)Não se sabe se mais algum aplicativo além do WhatsApp e do iMessage estaria vulnerável. O blog Segurança Digital procurou o WhatsApp e a companhia ainda não preparou um pronunciamento sobre o caso.Mensagens, textos e letras "bomba" são aquelas que se aproveitam de algum problema no processamento de textos em aplicativos para causar efeitos indesejados. Na maioria dos casos, o resultado é o travamento do dispositivo. No entanto, os resultados podem ser mais sérios. A "letra bomba" que ficou conhecida em fevereiro por travar o iPhone era capaz de deixar até computadores com macOS incapazes de abrir o painel de Wi-Fi caso alguma rede tivesse letra em seu nome.SAIBA MAISLetra bomba pode travar iPhone e Macs da AppleEsse tipo de problema ocorre principalmente por causa dos vários detalhes envolvidos na exibição de texto universal ("Unicode"), que é compatível com a maioria dos sistemas de escrita em uso no mundo. Ele substituiu os sistemas específicos que eram usados para cada idioma, o que permite que um conjunto de texto tenha caracteres de vários idiomas sem a necessidade de usar sistemas diferentes para processar cada trecho.Até os aplicativos serem atualizados, a recomendação é evitar interagir com essa mensagem, caso ela seja exibida. Segundo relatos de usuários no site "Reddit", a mensagem já está sendo bloqueada em alguns casos.Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

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Fri, 11 May 2018 13:57:53 -0300 -


O compactador de arquivos gratuito 7-Zip recebeu uma atualização para corrigir uma vulnerabilidade na leitura de arquivos ".rar".Tirando proveito dessa falha, um hacker poderia criar um arquivo ".rar" especial que, ao ser aberto no 7-Zip, imediatamente executa um vírus e compromete o sistema, sem a necessidade de abrir um arquivo normalmente perigoso, como ".exe" (programa executável).Para verificar se você possui o 7-Zip em seu computador, abra o menu iniciar e digite "7-Zip". Caso apareça o "7-Zip File Manager", o programa está instalado e precisa ser atualizado.O programa pode ser baixado em 7-Zip.org. A versão ideal é a "x64"; se ela não funcionar, pode ser usada a de 32 bits. A versão com a falha corrigida é datada de 2018-04-30. Qualquer versão anterior provavelmente é vulnerável.Por ser inteiramente gratuito e de código aberto, o 7-Zip é uma das principais alternativas ao software WinRAR, o programa que deu origem a arquivos compactados de formato ".rar". Ele também abre e cria arquivos no formato ".7z", com compactação potencialmente maior. Um site de downloads brasileiro que distribui o aplicativo de maneira não oficial registra mais de 9 milhões de downloads. Desde fevereiro, o site Sourceforge, a fonte oficial do 7-Zip, registra 720 mil downloads. O programa foi criado em 1999.O 7-Zip não dispõe de um recurso de atualização automática. Ele nem mesmo verifica a existência de uma atualização para notificar o usuário. Isso significa que muitas versões antigas do 7-Zip podem estar e, se a versão nova não for baixada manualmente, o aplicativo ficará desatualizado e vulnerável.Abrindo o 7-Zip File Manager, a versão instalada pode ser consultada no menu Ajuda > Sobre o 7-Zip.Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

G1

Fri, 11 May 2018 09:00:02 -0300 -


Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.) vá até o fim da reportagem e utilize o espaço de comentários ou envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com. A coluna responde perguntas deixadas por leitores no pacotão, às quintas-feiras.>>> Vírus no iPhone 8?Recentemente meu iPhone 8 subitamente alterou a foto da tela de início. Algumas semanas depois começou a surgir a lupa sem acionamento específico. Como não sabia usar este recurso, presumi que o tivesse acionado por engano. Entretanto, na última semana a lupa travou e em seguida a tela do iPhone tornou-se preta e branca. Tentei reverter seguindo os passos indicados pela Apple sem sucesso. Entrei em contato por telefone e fui orientada a redefinir a tela. Ok, é inconveniente, mas resolveu. A questão que fiquei preocupada foi quando alguém questionou se não teria sido um vírus. Você tem conhecimento de casos similares?Daniela LessaO iPhone restringe a instalação de aplicativos ao que está disponível na App Store, a loja oficial da Apple. Embora não seja impossível, é bem difícil instalar programas de espionagem no telefone. Especialmente no iPhone, há uma grande chance de o responsável pela instalação do "vírus" ser alguém próximo de você. Também fica mais fácil fazer isso se o telefone não tem uma tela de bloqueio configurada. Você usa uma senha de desbloqueio no celular ou outro recurso?O TouchID funciona, mas, se a ameaça é uma pessoa próxima de você, não é difícil que ela se aproveite de alguns momentos para destravar seu celular com seu dedo. Portanto, uma senha é preferível. Ninguém, em nenhuma hipótese, deve dispensar a configuração de uma senha de bloqueio no celular.De todo modo, o caso mais provável é algum problema no dispositivo, talvez no touch, que, por alguma "sorte", fez a lupa ser acionada e trocou o seu fundo de tela. Um vírus teria que ser muito "incompetente" para causar esses comportamentos, já que a maioria dos vírus não quer chamar sua atenção.>>> O que é um "log"?Ao enviar uma dúvida pro WhatsApp foi gerado um log, gostaria de saber o que são logs. É algo que investigue a privacidade de mensagens do usuário?E o que é a licença mundial gerada pelo whatsapp em royalties?(Anônimo)Um "log" é um arquivo que contém um apanhado de informações ou registro de uso. Logs podem ser usados para diagnosticar problemas ou para realizar uma auditoria.O log pode conter  algumas informações pessoais ou não, depende do aplicativo que gera esse log e das informações nele contidas. De maneira geral, um log deve conter apenas as informações necessárias para resolver o problema técnico que você precisa resolver; qualquer implicação de privacidade é um "mal necessário" nesse processo. Embora você não deva enviar logs para desconhecidos, a solicitação desses arquivos é completamente normal em cenários de suporte técnico.Às vezes, os logs podem conter certas informações por erro. Foi o que ocorreu recentemente com o Twitter, que descobriu que um log estava salvando as senhas dos usuários em seus servidores, apesar de essa informação não ser necessária ou mesmo desejada.Logs são gerados de forma rotineira pelo sistema operacional e pelos aplicativos. Também é possível em muitos casos gera um log sob demanda para obter informações gerais sobre o uso de um aplicativo.Quanto à receita do WhatsApp, o aplicativo não tem nos "royalties" uma receita significativa. O WhatsApp hoje dá prejuízo, e o Facebook -- atual dono do aplicativo -- ainda estuda mecanismos para conseguir gerar faturamento com o app.>>> Reembolso do frete no Mercado LivreFiz uma compra de uma televisão no último sábado pelo mercado livre . Como opção do transporte o vendedor me enviou um boleto no valor de $100. Na segunda o boleto foi confirmado pelo banco e o comprador confirmou o envio. Na terça feira ele cancelou a compra e não me devolver o dinheiro referente ao frete, devolveu apenas o valor referente ao produto. Preciso de ajuda. Como devo proceder neste caso? O mercado livre não quer me ajudar intermediando a devolução do vendedor. Bárbara BiancaEm compras normais no Mercado Livre, o frete é cobrado junto com o produto e o valor é devolvido integralmente no caso de problemas. A cobrança de R$ 100 enviada pelo vendedor é adicional e o Mercado Livre realmente não estaria envolvido nesse processo.Você pode entrar na Justiça para solicitar o valor, ou registrar um boletim de ocorrência em uma delegacia. No entendimento desta coluna -- que pode ser diferente do entendimento de um juiz --, o Mercado Livre não tem responsabilidade em casos como este, porque o pagamento não foi realizado através do mecanismo próprio do Mercado Livre e a política do site, em que a cobrança pelo frete ocorre junto com a cobrança do produto, foi desrespeitada.Quem deve devolver o dinheiro (e ser denunciado pela fraude que cometeu) é o vendedor.O pacotão da coluna Segurança Digital vai ficando por aqui. Não se esqueça de deixar sua dúvida na área de comentários, logo abaixo, ou enviar um e-mail para g1seguranca@globomail.com. Você também pode seguir a coluna no Twitter em @g1seguranca. Até a próxima!

G1

Thu, 10 May 2018 21:30:01 -0300 -


A disputa entre os navegadores de internet pela preferência dos usuários, parece ter ganho um novo capítulo. A integração entre o PC com dispositivos móveis é um dos principais atrativos oferecidos pelos programas, principalmente para quem busca produtividade. Mas para se tornar o browser principal para navegar na internet, é necessário oferecer recursos adicionais que sejam realmente úteis ao internauta. A  transição de atividades entre plataformas, simplifica o trabalho de quem começou uma pesquisa usando o celular e quer continuar na mesma página usando o PC. Nessa coluna será apresentado o Opera Touch, a nova versão para dispositivos móveis de um dos principais navegadores do mercado, confira.    Sobre o aplicativo O Opera é um dos navegadores de internet mais antigos, mesmo não sendo o mais popular, é recomendável avaliar a possibilidade de adotá-lo no PC e também no celular. Ele possuí um eficiente gerenciamento de energia, ideal para quem costuma navegar durante horas e quer preservar ao máximo a carga da bateria. O seu bloqueador de anúncios é nativo, o que simplifica o carregamento das páginas. Mas novidade na versão recém lançada, é a total integração com outros computadores que tiverem a versão para desktops instalada.                                    A interface do aplicativo foi planejada levando em consideração a necessidade de que muitos internautas possuem para poderem navegar confortavelmente, abrindo várias guias simultaneamente através do botão de ação rápida. Essa recurso melhora a usabilidade, e permite que as ações possam ser realizadas com a mesma mão que está segurando o aparelho.    O recurso de sincronização criptografa os dados; para iniciar a integração entre os dispositivos basta fazer a leitura de um QR CODE -  procedimento é semelhante ao existe no WhatsApp Web.                                    O Opera Touch está disponível somente para dispositivos móveis com o Android, mas existe a possibilidade de que em breve seja lançada uma versão para o iOS.      Imagens: Divulgação/Opera e Reprodução/G1

G1

Wed, 09 May 2018 16:00:01 -0300 -


A Apple está envolvida em mais uma polêmica relacionada ao conserto de seus equipamentos. A empresa, que já deixou celulares parcialmente inoperantes por causa de reparos no botão "Home" do iPhone, agora está sendo acusada de impedir o funcionamento de celulares que tiveram a tela sensível ao toque substituída por centros de reparos não oficiais.A empresa lançou uma nova atualização do iOS para remover a restrição, mas deixou o alerta de que telas não oficiais podem comprometer a qualidade visual ou outros aspectos do telefone.No caso do botão Home, a empresa argumentou que não reconhecer os botões paralelos tratava-se de um recurso de segurança, visto que o botão também abrigava a lógica do TouchID, a função de reconhecimento de digitais do celular. Mas será que isso faz sentido?A resposta para essa pergunta é relevante no momento, pois há uma lei sendo discutida no estado da Nova York, nos Estados Unidos, para obrigar que fabricantes de eletrônicos facilitem reparos. Infelizmente, a verdade é um pouco dura: qualquer alteração em um eletrônico tem potencial para diminuir a segurança do aparelho. Um chip "estranho" no celular teria potencial para capturar alguma informação de forma silenciosa -- não importa se é o chip que processa os toques na tela ou o de reconhecimento biométrico.Por outro lado, a maioria das pessoas não requer um grau de confiabilidade tão grande dos aparelhos eletrônicos. De fato, eletrônicos e computadores mais antigos careciam de qualquer proteção ou mecanismo para identificar o uso de chips diferentes do original. Alguns recursos de segurança mais recentes têm mudado esse cenário: a criptografia Bitlocker do Windows, por exemplo, exige ser reativada quando o Windows detecta mudanças na BIOS da placa-mãe, o que pode ocorrer com uma mudança do chip ou com uma mera atualização de software.Também não há explicação para a atitude de Apple de prejudicar o funcionamento dos celulares em vez de notificar os consumidores para que cada um decida se o telefone celular ainda está confiável para ser usado.Informações da Apple sobre atualização do iOS 11.3.1, que corrige não funcionamento do toque em 'telas de substituição não originais'. (Foto: Reprodução)No mundo real, longe da "teoria" dos ataques mais sofisticados possíveis, fraudes ou espionagem envolvendo alterações em microchips são uma raridade. Já a necessidade de substituir peças e realizar consertos -- legítimos e seguros -- é bastante rotineira. Um sistema de segurança não deve supor que a situação mais incomum (troca de chip para fins de espionagem) é a única possível explicação para o problema. O uso de tecnologias que impeçam alterações no hardware de eletrônicos é certamente positivo e necessário para aqueles que precisam de equipamentos com o mais alto grau possível de confiabilidade. O Google, por exemplo, desenvolveu um chip de segurança chamado Titan para monitorar mudanças no hardware de seus servidores, analisando e identificando qualquer modificação nos chips da placa-mãe.Mas, no fim, a escolha deve ser do consumidor. É positivo que a Apple tenha desenvolvido mecanismos para garantir a integridade do hardware, mas isso deve ser sempre usado em favor do consumidor. Outros fabricantes podem e devem desenvolver a mesma tecnologia, desde que não para impedir reparos e diminuir a vida útil dos aparelhos.Imagem: Placa lógica de eletrônico (Foto: Stockers9/Freeimages.com)Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

G1

Wed, 09 May 2018 08:00:01 -0300 -


(Se você tem alguma dúvida sobre tecnologia, utilize o espaço para comentários abaixo e escreva sua pergunta)   >>> Clicar sobre o 'link do esquilo' faz com que seja instalado um vírus perigoso no celular?   Oi, Ronaldo! Eu recebi um alerta sobre um novo super vírus que esta sendo espalhado pelo WhatsApp. Está escrito na mensagem que quem clicar sobre o link com um emoji de esquilo, o aparelho celular ficará travado e será controlado por hackers. É verdade? Fabrício   Olá, Fabrício! Existe uma vulnerabilidade no aplicativo do WhatsApp que está sendo explorada através de uma pegadinha; os usuários enviam uma mensagem com uma sequência de caracteres ocultos e um emoji de esquilo. Quem clicar sobre essa mensagem, pode ter o app do mensageiro travado, e dependendo do modelo do celular, será necessário reiniciá-lo. Mas vale salientar que não se trata de um vírus, e não oferece risco a segurança das informações dos usuários que caírem acidentalmente na brincadeira.    >>> Como restringir canais no Youtube Oi, Ronaldo! Como eu faço para restringir o acesso a alguns canais do Youtube no tablet do meu irmão? Luciano   Olá, Luciano! O conteúdo destinado ao público infantil pode ser acessado, sem que você se preocupe com conteúdo impróprio, através do Youtube Kids. Mas existe uma excelente alternativa para o controle parental no Youtube, você pode instalar um aplicativo chamado Filter for youtube, para restringir individualmente quais canais poderão ser acessados.   >>> Como excluir o Facebook Messenger? Oi, Ronaldo! Você sabe como excluir o Facebook Messenger? Celina   Olá, Celina! O Messenger é o comunicador nativo do Facebook, você pode optar em deixar de usá-lo, permanecer desconectada e remover o app do celular. Mas não é possível apagar essa funcionalidade do Facebook.   Imagem: Reprodução/G1

G1

Sun, 06 May 2018 12:30:01 -0300 -


O provedor de distribuição de conteúdo CloudFlare pode ir a julgamento por pirataria nos Estados Unidos e um dos principais argumentos da ALS Scan, a produtora de conteúdo pornográfico que moveu a ação, envolve a derrubada de um site neonazista, o Daily Stormer. O site utilizava os serviços da CloudFlare, mas foi derrubado em agosto de 2017, algo muito incomum para a CloudFlare. O provedor costuma manter vários sites questionáveis entre seus clientes, inclusive os de pirataria, sob o argumento de que não hospeda o conteúdo.A CloudFlare tentou alegar para o tribunal que o Daily Stormer não era relevante para o julgamento do júri e que, por envolver conteúdo neonazista, o caso teria um apelo emotivo indevido. O juiz George Wu, da corte californiana onde o processo tramita, negou o pedido da CloudFlare e a ALS Scan recebeu o sinal verde para usar o Daily Stormer em sua argumentação.A CloudFlare é um provedor de serviços de internet que fornece proteção contra ataques de negação de serviço e serviços -- ataques que tentam tirar um site do ar -- e uma rede de distribuição de conteúdo (CDN). Uma CDN é formada por servidores distribuídos por todo o planeta para acelerar o acesso a páginas -- acessar um servidor mais próximo é mais rápido do que acessar um servidor mais distante -- e, para isso, esses servidores armazenam apenas cópias temporárias e parciais dos sites.A CloudFlare diz não ser responsável por qualquer dano cometido por sites de clientes, pois a empresa apenas atua como uma "ponte de acesso" ao conteúdo armazenado no provedor principal de hospedagem do cliente. Este, sim, armazena cópias completas e permanentes dos sites e deve ser procurado para derrubar o conteúdo.Mas a ALS Scan alega que a CloudFlare não tem direito às proteções legais concedidas aos provedores de serviços de internet, como o Google, Facebook e provedores de internet e hospedagem de sites. A produtora argumenta que a CloudFlare faz cópias não autorizadas de material protegido por direito autoral quando armazena cópias temporárias do conteúdo em seus servidores e que a empresa é conivente com as infrações cometidas por seus clientes ao se negar cancelar os serviços a sites de pirataria.Como parte da proteção a ataques de negação de serviço, a CloudFlare também tenta omitir o endereço de internet (endereço IP) verdadeiro dos seus clientes, o que impede que detentores de direitos autorais tomem medidas contra os provedores de hospedagem desses sites.Entre os clientes da CloudFlare está o The Pirate Bay, um site bastante conhecido no ramo da pirataria. Mas há diversas outras páginas de conteúdo ilícito nos servidores Especialistas chegaram a criar um site chamado "Crimeflare" para tentar identificar os endereços verdadeiros de clientes da CloudFlare - principalmente sites de conteúdo ilícito -, mas a página era bastante incompleta e já não está mais on-line.Um dos pilares no argumento da CloudFlare era o de que a empresa não derrubava nenhum site sem ordem judicial. Como ela não é o provedor de serviços primário dos sites, cancelar o serviço da CloudFlare não derrubaria esses sites. A regra valia para todos os clientes, mas a lei norte-americana de direito autoral exige que material protegido seja retirado do ar após notificações, dispensando a necessidade de ordem judicial.Em agosto, quando a CloudFlare derrubou o site neonazista Daily Stormer, o argumento ficou prejudicado. A atitude demonstrou que o cancelamento do serviço por parte da companhia pode ter um efeito direto na disponibilidade de uma página web. O site de tecnologia Gizmodo obteve um comunicado interno da empresa enviado por Matthew Prince, o CEO da CloudFlare, em que ele deixa claro não só que ele pode tirar algo do ar, mas fazer isso de forma arbitrária."Hoje acordei de mau humor e decidi chutar o Daily Stormer para fora da internet", escreveu Prince.Desde então, Prince admitiu para sua equipe que tirar o Daily Stormer do ar foi realmente uma decisão arbitrária e que a atitude não se repetiria. Para a imprensa, a companhia também tentou argumentar que o Daily Stormer só foi retirado do ar porque a página tentou implicar a CloudFlare -- afirmando que ela era uma "apoiadora secreta" de suas visões políticas. Não está claro qual será a estratégia da companhia no tribunal agora que a tentativa de censurar o caso na corte fracassou.Além da CloudFlare, o Daily Stormer também foi derrubado pela GoDaddy. A página é atualmente hospedada pelo provedor de hospedagem francês OVH e se intitula "o site mais censurado da internet".'Serviço inteligente'Embora a CloudFlare se diferencie de muitos provedores de serviços ao exigir uma ordem judicial para derrubar sites de clientes, um dos argumentos da ALS Scan, o de que a CloudFlare não merece as proteções da lei por ser um "serviço inteligente", pode implicar outros prestadores de serviços.A lei norte-americana protege provedores de serviços de internet e comunicação em diversas categorias e desde que eles cumpram certas exigências. Uma delas é entendida como um tratamento neutro de conteúdo.Desde 1998, quando a lei norte-americana de "direito autoral digital" foi criada, serviços de internet têm adotado cada vez mais mecanismos "inteligentes" para tirar melhor proveito da infraestrutura de rede e atender às demandas de consumidores. Essas práticas, embora corriqueiras e de finalidade estritamente técnica, podem não ser vistas como "neutras".Se o júri condenar a CloudFlare e concordar com esse argumento, outros prestadores de serviços, mesmo aqueles que derrubam conteúdo após serem notificados, podem ficar em risco de perderem suas proteções legais.Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

G1

Sat, 05 May 2018 15:00:01 -0300 -


A Heise, uma respeitada publicação de tecnologia da Alemanha, publicou uma reportagem afirmando que a Intel estaria trabalhando para corrigir uma nova onda de oito falhas do tipo Spectre. Chamadas de Spectre-NG ("Spectre Nova Geração"), as falhas estariam ligadas à metodologia da Spectre original, mas com impacto ainda mais grave para as chamadas "máquinas virtuais", o que afeta gravemente o mercado empresarial.Além dos produtos da Intel, processadores do tipo ARM (que são fabricados por empresas como Apple, Qualcomm, MediaTek, Nvidia e outras) também estariam vulneráveis, mas não há informação exata fabricantes e modelos. Também não há informação sobre os chips da AMD, que é concorrente da Intel. No mercado de notebooks, servidores e PCs, a Intel tem mais de 70% do mercado. A empresa não confirmou e nem negou a existência dos novos problemas.As falhas Spectre e Meltdown balançaram os fabricantes de processadores quando foram reveladas em janeiro. As falhas existem em uma otimização estrutural do funcionamento dos chips. Por causa disso, as correções dos problemas -- especialmente o Meltdown, que afeta praticamente apenas a Intel --, acarretaram em perdas de desempenho.Um hacker pode utilizar essas vulnerabilidades para ler o conteúdo da memória de outros programas em execução no computador. Isso significa que a falha não pode ser usada para invadir um sistema -- porque o hacker já precisa estar "dentro" do sistema antes de usar essas falhas --, mas ela pode ser usada para obter dados sensíveis aos quais o invasor não teria acesso.As vulnerabilidades são uma preocupação ainda maior para os prestadores de serviços de processamento de dados e datacenter, como a Amazon Web Services e a nuvem do Google. Essas empresas utilizam o isolamento fornecido pelo processador para atender diversos clientes em um único computador. Um hacker poderia simplesmente se passar pro cliente para obter acesso ao computador e usar as falhas para roubar os dados dos demais clientes.De acordo com a Heise, é exatamente nesse cenário que as falhas da Spectre-NG são mais perigosas. Diferente da Meltdown, a falha Spectre original era notória por ser bem difícil de explorar, o que tem mantido alguns ataques mais graves na teoria.Ainda não se sabe se a correção das falhas Spectre-NG trará novos prejuízos ao desempenho dos processadores. Uma das oito falhas teria sido descoberta pelo Google, por meio da iniciativa Projeto Zero. Mas os demais pesquisadores e empresas envolvidas não foram divulgados pela Heise. Ainda conforme a publicação, parte das atualizações deve ser lançada ainda em maio, com  restante agendado para agosto.Imagem: O fantasma da Spectre, símbolo escolhido porque a falha 'vai nos assombrar por muito tempo'. (Foto: Natascha Eibl/Domínio Público)Nova fronteiraAs falhas Spectre e Meltdown existem na forma que processadores otimizam o acesso a dados. Embora os dados em si jamais sejam vazados aos aplicativos, os especialistas em segurança descobriram ser possível tirar proveito do cache -- uma memória ultrarrápida e temporária do processador -- para ler dados de outros programas de maneira indireta.SAIBA MAISFalhas Meltdown e Spectre não atingem apenas Intel: entendaA descoberta dessas falhas representou não apenas um novo ataque, mas um novo método de abordagem para ataques, como uma "nova fronteira" para pesquisadores e hackers. Por esse motivo, a descoberta de novas falhas parecidas já era esperada por especialistas.Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

G1

Sat, 05 May 2018 11:25:43 -0300 -


Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.) vá até o fim da reportagem e utilize o espaço de comentários ou envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com. A coluna responde perguntas deixadas por leitores no pacotão, às quintas-feiras.>>> Boleto falso 1Recebi no mês de abril uma fatura da NET no valor de R$ 390,90, sendo que nunca fui assinante da mesma. Porém os meus dados constavam da mesma forma e o boleto foi encaminhado diretamente ao meu e-mail pessoal. Fui analisar a minha caixa de mensagens e encontrei outro boleto, datado de junho do ano de 2017. Este no valor de R$ 310, Banco Itaú, e-mail diferente do atual, que também é de banco diferente, do Banco Bradesco.Não sou e nunca fui Cliente da NET. Mas fui cliente da Claro HDTV e Plano Controle, e ela é parceira da NET e Embratel. Se for provado o vazamento de dados, posso entrar com ação na Justiça?Desde já, Obrigado.Luiz PauloLuiz, embora a lei brasileira tenha alguns dispositivos de proteção de privacidade, não existem regras claras sobre o tratamento de informações. Em outras palavras, não existem normas sobre como os dados devem ser armazenados ou com quem eles podem ser compartilhados. Além disso, os contratos de prestação de serviço costumam ter dispositivos que permitem à empresa compartilhar suas informações. No caso de empresas do mesmo grupo (a NET não é apenas parceira da Claro, ela é uma subsidiária), seria ainda mais difícil argumentar que houve alguma infração.Se existe um serviço assinado em seu nome de forma não solicitada, aí sim existe algo claramente ilícito. Mas há um porém: é possível que este boleto que você recebeu seja falso, ou seja, que o serviço não exista e que algum golpista simplesmente enviou o arquivo para o seu e-mail para que você pagasse. Se pagar, ótimo para o golpista; se não pagar, ele não perdeu nada.Supondo que seus dados foram obtidos por criminosos, você ainda terá dificuldade para obter algum julgamento favorável na Justiça. Advogados ouvidos pelo blog Segurança Digital em temas envolvendo dados pessoais costumam dizer a mesma coisa: é preciso provar um dano (prejuízo) e também conectar esse prejuízo à fonte das informações.No seu caso, você teria dificuldade nos dois casos. Como saber que os dados partiram mesmo da Claro? Os dados podem ter sido obtidos de outra fonte e os criminosos simplesmente enviaram um boleto da Claro para "tentar a sorte". E qual seria o seu prejuízo se você nem mesmo pagou o boleto informado?Vale lembrar que o grupo Claro já esteve envolvido em um vazamento de chamadas de call center. A Claro não quis conversar com o G1 para reconhecer (ou mesmo afastar) sua relação com a operadora do call center.O que você pode é enviar uma denúncia ao MP-DFT, que vem acompanhando casos envolvendo dados pessoais. Se for fazer isso, lembre-se de incluir todos os detalhes, incluindo os boletos e e-mails recebidos.Boleto falso confeccionado por golpistas usando o nome do MercadoPago. "Sacado", que deveria conter nome do consumidor, tem apenas a informação do cedente. Este não é um boleto seguro de ser pago. (Foto: Reprodução)>>> Boleto falso 2Vi uma matéria antiga do G1 falando sobre fraude em boletos, aconteceu comigo essa semanaFiz uma compra online, onde o vendedor se identificava como uma coisa, e na realidade era outra, fiz o pagamento e agora descobri que foi uma fraude.Como posso fazer sobre esse assunto?Segue anexo boleto (foto) e pagamento para melhor entendimento Devo procurar a polícia e o Procon?MarianaMariana, a imagem que você enviou é de um boleto do serviço "Mercado Pago", utilizado no site de comércio eletrônico Mercado Livre. Esse boleto é falso: no Comprovante de Pagamento que você enviou (a coluna não publicará o comprovante), o nome do benefício/cedente é totalmente diferente do nome "Cedente" informado no boleto. Pior ainda: na informação de "Sacado", onde devia constar as suas informações (endereço, CPF e nome completo), consta novamente o nome do Mercado Livre!Este boleto falso é uma falsificação grosseira. Muitas das fraudes de boleto falso são bem mais sofisticadas e difíceis de serem reconhecidas.Você pode e deve procurar a polícia, mas a chance de restituição é baixa, já que nenhum dos bancos, e muito menos o Mercado Livre, tem qualquer responsabilidade nesta fraude. Você pagou um boleto falso e simplesmente "entregou" o dinheiro na mão dos bandidos. Porém, a denúncia é importante para que a polícia tenha informações sobre essa fraude e possa localizar e prender os responsáveis.Note que há casos antigos na Justiça em que o Mercado Livre foi condenado a restituir as perdas. Porém, os procedimentos e o contrato do Mercado Livre mudaram desde então, o que pode (e deve, se a Justiça fizer o certo) invalidar esses precedentes.Você não contou como a fraude aconteceu, mas há casos em que vendedores ou compradores em sites como o Mercado Livre sugerem concluir uma negociação por WhatsApp ou e-mail, fora dos canais oficiais da página. Quando o golpista tira você dos canais oficiais, ele envia documentos falsos (seja um boleto falso ou um comprovante de pagamento falso, no caso de fraudes contra vendedores). Para tornar a fraude mais atraente, o golpista fornece descontos (para a venda) ou pagamentos elevados (em compras).Se esse vendedor lhe ofereceu descontos para uma compra "por fora", então você caiu exatamente nesse golpe.Você jamais deve aceitar concluir uma negociação fora dos canais oficiais oferecidos. Se o fizer, vai correr um altíssimo risco de fraude, inclusive porque a maioria dos vendedores ou compradores honestos jamais aceita ou sugere sair dos meios oficiais de negociação, pois isso é proibido pelo contrato e pode acarretar na expulsão do utilizador.O pacotão da coluna Segurança Digital vai ficando por aqui. Não se esqueça de deixar sua dúvida na área de comentários, logo abaixo, ou enviar um e-mail para g1seguranca@globomail.com. Você também pode seguir a coluna no Twitter em @g1seguranca. Até a próxima!

G1

Thu, 03 May 2018 14:00:01 -0300 -


O aplicativo de mensagens criptografadas Signal (um programa semelhante ao WhatsApp) está indisponível no Egito, no Omã, no Catar e nos Emirados Árabes Unidos depois que o Google e a Amazon realizaram mudanças técnicas impedindo o uso de um truque chamado de "domain fronting". A prática permitia que o Signal disfarçasse as conexões ao app de acessos ao Google.com, burlando a censura que esses países impuseram ao aplicativo. A informação é da Open Whisper Systems, desenvolvedora do Signal.Como muitos aplicativos, o Signal utiliza infraestrutura de "computação em nuvem" de provedores como o Google e Amazon. Esses serviços são notórios por sua flexibilidade e elasticidade, o que dificulta o trabalho de censores. Não é possível bloquear apenas um endereço de internet (endereço IP) para impedir o acesso ao serviço, porque os endereços IP mudam constantemente conforme a "nuvem" de computadores aloca recursos de processamento.Isso obriga os censores a bloquearem conexões com base no domínio (o "nome" do endereço, como "g1.com.br"). Mas, por uma característica desses serviços, era possível fazer com que uma solicitação fosse aparentemente direcionada a um cliente, mas acabasse processada por outro. Era assim que o Signal disfarçava suas conexões de acessos ao "google.com", que não é bloqueado nesses países.Isso é possível porque o destino da conexão é especificado duas vezes. Uma delas aparece na conexão e pode ser lida pelos censores. A outra é criptografada e só é processada pelo provedor de serviço em nuvem. Enquanto o destino visível era "google.com", o destino criptografado, invisível para os censores, era o verdadeiro endereço do Signal.O único país que já bloqueava o Signal era o Irã. Por causa das sanções comerciais aplicadas pelos Estados Unidos, o Google bloqueia todos os acessos do país ao seu serviço de busca, o que impedia a técnica de funcionar. Houve pressão para que o Google permitisse o acesso, mas o resultado foi o oposto: a empresa adotou medidas para impedir a prática como um todo, inviabilizando seu uso pelo Signal no mês passado.Quando o Signal migrou para a Amazon para repetir a mesma prática, a empresa recebeu um aviso de que o serviço seria cancelado se o aplicativo viesse mesmo a adotar esse truque. A empresa alegou que se passar por outros endereços é uma prática proibida pelos termos de serviço.Técnica pode ser usada em roubo de dadosA técnica de "domain fronting", embora seja capaz de burlar censura, também complica o trabalho de ferramentas de proteção de rede. Hackers já utilizaram o recurso para disfarçar as transmissões de dados roubados de computadores. Dessa forma, o sistemas de segurança não conseguem detectar e alertar sobre essas conexões irregulares.Se o Google e a Amazon continuassem permitindo o uso dessa técnica, os provedores corriam o risco de serem coniventes com práticas sofisticadas para o roubo de informações. O Signal usava a técnica desde 2016.Tecnologia do Signal foi adaptada no WhatsAppO Signal é um aplicativo de comunicação que adota criptografia para resguardar o sigilo das comunicações. É considerado o aplicativo mais seguro para esse fim entre os disponíveis do mercado. A tecnologia do Signal foi usada de base para a criptografia que hoje existe no WhatsApp, o aplicativo de mensagens que foi adquirido pelo Facebook em 2014.Assim como o WhatsApp, a criptografia do Signal é um empecilho para as autoridades judiciárias e policiais, já que não é possível monitorar a comunicação de um utilizador por meio de grampos na conexão e os dados das mensagens também não podem ser fornecidos pela Open Whisper Systems, já que a companhia não dispõe das chaves criptográficas para decifrar o conteúdo transmitido. É por isso que alguns países decidem bloquear o aplicativo, assim como o WhatsApp já foi bloqueado no Brasil.Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

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Wed, 02 May 2018 16:00:01 -0300 -


Após a instalação da atualização para o "Windows 10 Spring Creators Update", o sistema armazena preventivamente os arquivos da versão anterior como medida de segurança e simplificar o downgrade de versão. Esses arquivos ocupam cerca de 10 GB (gigabytes), o que pode representar um enorme desperdício de espaço para quem está com o HD próximo ao seu limite de capacidade. O gerenciamento de disco possuí um eficiente mecanismo chamado sensor de armazenamento, que irá apagar automaticamente esses arquivos temporários após 10 dias da instalação da atualização. Mas para os leitores que estão com pouco espaço livre no HD, existe uma maneira de remover esses arquivos imediatamente, confira a dica.    Como funciona   Para usar o "Sensor de armazenamento" e remover imediatamente os arquivos antigos do Windows, siga os passos descritos abaixo:    1 - Acesse a opção "Configurações".   2 - Clique em "Sistema".   3 - Clique em "Armazenamento".                                             4 - Clique na opção "Liberar espaço agora".   5 - Selecione os arquivos indicados pelo sistema que poderão ser apagados.                                             6 - Clique sobre o botão "Remover arquivos" para apagar os arquivos selecionados.    O tempo necessário até a conclusão do processo varia conforme as configurações do PC e a quantidade de arquivos. Essa função do Windows pode ser executada sempre que houver a necessidade de liberar espaço em disco.   Imagens: Reprodução/G1

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Wed, 02 May 2018 12:00:01 -0300 -


Hoje praticamente em desuso, o termo "web 2.0" foi moda e assunto de muitas reportagens (hoje é mais fácil falar em "mídias sociais" e ninguém se impressiona com isso). Mas, se havia uma "web 2.0", seria preciso uma "web 3.0" para sucedê-la. E essa web 3.0 chegou, sim -- e muitas das tecnologias que usamos foram desenvolvidas a partir de uma visão do que seria essa "nova" web.Mas o que é a web 3.0? Se a web "1.0" permitia que humanos acessassem dados armazenados em máquinas e a web 2.0 viabilizou o contato e o compartilhamento de dados entre pessoas, a web 3.0 é aquela que permite que computadores acessem dados de outros computadores, ou seja, em que máquinas conversam com máquinas para dar sentido a grandes quantidades de dados.Foi essa visão de futuro que entregou informações de milhões de pessoas para a Cambridge Analytica e resultou no escândalo que levou Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, a depor no Senado dos Estados Unidos. É essa visão de futuro que transformou praticamente todas as redes - Facebook, Google, Outlook, Twitter - em "plataformas" aos quais "aplicativos" podem se conectar para acessar os dados de usuários.São máquinas conversando com máquinas, e a noção de que "tudo é plataforma" (como diz o jargão do mercado). Ou seja, tudo precisa ser conectado com outras coisas, criando dependência e, de preferência, aumentando sua utilidade.Existem vantagens nesse modelo. Quando aplicativos funcionavam em computadores, você podia acessar serviços (um provedor de e-mail, por exemplo) sem compartilhar sua senha com terceiros. Toda a lógica de processamento (e todo o tratamento de dados) ocorria no seu computador.Quando os aplicativos migraram para a web, internautas começaram a adotar a perigosa prática de compartilhar senhas com esses serviços. Usuários de Twitter, em especial, foram alvos de diversos golpes se aproveitando dessa prática. Transformar essas redes em plataformas, com canais específicos e controlados para o acesso a dados, tornou-se uma necessidade, já que as pessoas enxergavam vantagens nesses aplicativos web.Depois da necessidade, claro, seguiu-se o abuso e a cessão de dados por mera rotina.Facebook, Twitter, Google e Microsoft Outlook.com: tudo é plataforma e tem conectividade com terceiros. Após escândalos, opções do Facebook são as mais específicas. (Foto: Reprodução) Equilíbrio entre transparência e dependênciaSem a necessidade de informar uma senha, muita gente perdeu a noção do peso de "instalar" (ou "conectar") esses aplicativos ao perfil de rede social. O compartilhamento da senha, que é um processo extremamente arriscado do ponto de vista do compartilhamento de dados, foi reduzido a um único clique, tudo sob a chancela dos grandes prestadores de serviços.Nessa época surgiu a segunda onda de fraudes, em que serviços inescrupulosos passaram a fazer publicações não autorizadas em perfis de redes sociais. O Facebook teve que agir para coibir a prática, e ainda hoje encontra-se avisos do tipo "isso não permite que [aplicativo] faça publicações". Mas nem tudo foi pensando apenas para "contribuir" e proteger os internautas. Uma plataforma não pode exercer nenhum controle ou poder se for aberta demais. Por isso, meios de compartilhamento de dados públicos e padronizados -- que faziam parte da concepção original da web 3.0 -- sumiram. O Facebook permitia conexão de qualquer programa ao seu serviço de bate-papo, mas isso não é mais autorizado. O Twitter cancelou os seus chamados "feeds" abertos, obrigando que toda integração ocorra de maneira definida pela rede social.Em outras palavras, o objetivo dessas plataformas é atingir um equilíbrio entre transparência e dependência. No fim, elas precisam ter controle sobre como certos dados são apresentados, porque precisam que pessoas vejam o conteúdo junto de seus anúncios publicitários. Ao mesmo tempo, querem permitir a construção de aplicativos que aumentem o uso da rede e, portanto, que provoquem as visualizações que realmente interessam.As restrições impostas pelas redes tiveram outras consequências. O faturamento da Zynga, fabricante de jogos de redes sociais como o Farmville, chegou a US$ 1,2 bilhão em 2012, mas caiu para US$ 860 milhões em 2017. A concorrente Playdom, da Disney, fechou as portas em 2016. Esse mercado foi quase que inteiramente transferido para jogos sociais em telefones celulares (abocanhado com gosto pelos chineses e coreanos), mas as redes sociais se deram conta do óbvio: se alguém está jogando, não está vendo anúncios na rede social. De parceiros que muito contribuíram para as redes sociais, esses games se transformaram em inimigos.Do ponto de vista dos usuários, pouco foi ganho -- já que a conta do telefone celular, onde esses jogos se conectam, também tem dados interessantes.Embate ideológicoO fato é que a privacidade na web enfrenta uma guerra ideológica contra essa visão de web 100% conectada -- de máquinas para máquinas, de compartilhamento total de informação para "criar sentido". No marketing, hoje é comum falar em "Big Data" -- mas esse termo emprega avanços em processamento de dados que não faziam parte do que se enxergava para a "web 3.0", alguns deles muito benignos e úteis para a segurança digital, inclusive, porque a segurança digital envolve verdadeiras montanhas de informações sobre ocorrências de ataques na internet.Mas alguns avanços tecnológicos não se deram porque máquinas compartilharam informações sobre si próprias, mas sobre seus utilizadores.  Era um resultado óbvio, mas "a quem pertence esse dado?" nunca parecia uma pergunta relevante. Com as restrições impostas pelas redes sociais aos aplicativos que interagem com elas, a resposta é clara: o dado pertence à plataforma, e aos usuários cabe utilizar seja lá quais forem os controles de privacidade que a rede decidir criar (na imagem, as configurações de privacidade para aplicativos de outras pessoas -- essa tela não existe mais, porque o Facebook agora diz bloquear tudo; antes, permitia boa parte, mesmo sem autorização expressa).Mesmo assim, criticar essa visão, dita como "futuro", é mais ou menos como advogar a favor do passado.Mas se a web mira em uma solução para organizar o caos da informação na web, o refugo desse processo é o caos na privacidade. SAIBA MAISO verdadeiro escândalo não é só do FacebookDúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

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Tue, 01 May 2018 12:30:01 -0300 -


(Se você tem alguma dúvida sobre tecnologia, utilize o espaço para comentários abaixo e escreva sua pergunta)   >>> Caiu no golpe da promoção falsa d'O Boticário, e agora? Oi, Ronaldo! Eu recebi a mensagem sobre a falsa promoção d'O Boticário, cliquei no link e informei alguns dados pessoais (nome completo, cidade, e-mail e CPF). E agora? Gabriela     Olá, Gabriela! Esse golpe é recorrente em cada data festiva, a empresa que está tendo o seu nome usado na falsa promoção já se posicionou sobre o caso. Na prática, somente com esses dados que você informou é pouco provável que as suas informações pessoais possam ser usadas indevidamente. Mas é recomendável monitorar o uso do seu número de CPF. Você deve verificar se ao enviar o formulário preenchido, também não foi realizado o download de algum aplicativo. Somente pelo fato dele ter sido baixado, não significa que o seu celular esteja infectado por alguma praga virtual para roubar as suas informações. Para que esse tipo de app possa ser instalado no celular, é necessário alterar as configurações de segurança e autorizar a instalação de aplicativos de fontes desconhecidas, antes de executar o instalador. Se você preferir, é possível realizar o reset das configurações originais de fábrica, esse procedimento serve para eliminar completamente qualquer app malicioso que possa ter sido instalado acidentalmente.   >>> Como visualizar a configuração detalhada do celular? Oi, Ronaldo! Como eu faço para obter em detalhes as especificações técnicas do meu celular? Tiago   Olá, Tiago! Existem alguns apps que exibem um relatório detalhado sobre as especificações técnicas do aparelho. Entre os apps mais eficientes que foram testados, eu recomento o Droid Info, disponível para download na Google Play (aqui).   >>> Quando eu instalo mais memória RAM no PC é necessário reinstalar o sistema? Olá, Ronaldo! Eu enviei o meu notebook para uma assistência técnica para que fosse realizado um upgrade de memória RAM. Quando fui retirá-lo, também foi cobrada a formatação do Windows. Isso está correto? Angelo   Olá, Angelo! A reinstalação do sistema operacional devido a adição de memória RAM no PC poderia ser justificada se a versão do Windows fosse da arquitetura de 32-bit e o upgrade de memórias fosse superior a 4 GB (gigabytes). Mas geralmente esse procedimento é desnecessário para a maioria dos casos.   Imagem: Reprodução/G1

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Sun, 29 Apr 2018 13:00:01 -0300 -


Pesquisadores de segurança identificaram duas falhas de segurança, já em uso por hackers, que permitem criar uma quantidade infinita de "moedas virtuais" baseadas na tecnologia ERC-20 da blockchain Ethereum, uma tecnologia semelhante e concorrente ao Bitcoin. Batizadas de "proxyOverflow" e "batchOverflow", as vulnerabilidades levaram a corretora OKEx a interromper a compra e venda de moedas virtuais baseadas em ERC-20.A Ethereum é uma blockchain semelhante ao Bitcoin. O foco da Ethereum, porém, está nos chamados "smart contracts" ou "contratos inteligentes". Um dos principais usos dessa função é a criação de outras moedas virtuais (ou "fichas virtuais") na mesma blockchain. Essa tecnologia é chamada de ERC-20.Diferente das criptomoedas comuns, essas "fichas" virtuais costumam ter um endereço administrativo, que tem liberdade para emitir moedas. Porém, as regras para a circulação dessas moedas são definidas inteiramente no contrato inteligente e programadores têm uma grande liberdade para definir as regras de cada ficha digital.São falhas na programação desses contratos -- e não na Ethereum em si -- que fazem com que hackers possam emitir quantas fichas quiserem. As falhas são do tipo "overflow", em que o programa tenta armazenar na memória um número maior do que o permitido, o que "sobrecarrega" o valor. Em muitos casos, essa sobrecarga transforma o número em zero.Segundo a PeckShield, mais de uma dúzia de fichas ERC-20 estão vulneráveis. Como os contratos são a "lei suprema" dessas fichas, não há meio fácil de alterá-los para corrigir o problema. Os responsáveis pelas fichas digitais terão de criar contratos novos e reembolsar quem hoje possui essas fichas.Uma das moedas afetadas é a Beauty Chain (BEC), uma ficha baseada em beleza. "A busca da beleza é parte da natureza humana e uma aspiração comum da humanidade. A Beauty Chain foi fundada com a missão de identificar, criar e compartilhar a beleza, conectar a corrente de valores da indústria da beleza e para fazer um mundo melhor. Incentivamos você a descobrir mais aplicações relacionadas à beleza conosco", diz o site da moeda.Muitas das fichas de ERC-20 são notórias por aparentemente não terem finalidade clara. O valor de mercado total das fichas ERC-20 está na casa dos bilhões de dólares e há mais de 5 mil dessas fichas em existência. Muitas, por terem comercialização específica ou por serem insignificantes, não aparecem em nenhuma corretora de compra e venda de criptomoedas.SAIBA MAISHacker desvia US$ 30 milhões com brecha em programa de criptomoedaFalha congela moedas virtuais do Ethereum; valor paralisado pode chegar a US$ 280 milhõesNovas fraudes e proibições afetam mercado de criptomoedasAtaque ao MyEtherWalletA falha nas moedas ERC-20 não foi o único problema de segurança envolvendo a rede Ethereum nos últimos dias. Usuários de Ethereum que gerenciam sua carteira virtual com o serviço MyEtherWallet tiveram suas carteiras esvaziadas depois que o site foi redirecionado para uma página falsa. Como o serviço exige que o internauta informe sua chave privada para obter acesso ao painel de controle, os golpistas facilmente conseguiram obter acesso às carteiras e desviar ao menos US$ 13 mil (cerca de R$ 40 mil) das vítimas.Para fazer o redirecionamento, os hackers criaram uma rota falsa com o BGP (Border Gateway Protocol). O BGP é usado pelos provedores de internet para comunicar rotas disponíveis para que a comunicação na internet possa ir de um ponto A até um ponto B. É como um controle de tráfego da internet.Hackers conseguiram sequestrar uma rota BGP e redirecionar dados que deviam ser encaminhados para a Amazon a um outro provedor. Quando isso ocorreu, eles conseguiram falsificar o endereço IP de destino do site MyEtherWallet, que utiliza a Amazon.A tecnologia do BGP foi criada para permitir que a internet reage rapidamente a qualquer problema técnico ou interrupções, portanto não há muitos mecanismos previstos para que um provedor possa determinar se uma rota informada é autêntica antes de aceitá-la. Como o problema ocorreu por conta de um sequestro de rota, a Amazon não teve culpa no ocorrido.Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

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Sat, 28 Apr 2018 14:00:01 -0300 -


Pirataria não costuma ser um assunto muito complicado: alguém, que não o fabricante original, cria um produto idêntico (ou aparentemente idêntico) ao original e vende sem ter permissão de usar a marca e o desenho do produto. No caso de software de computador, a pirataria normalmente exige o uso de programas que burlam recursos de segurança ou então de uma chave de licença roubada de outro consumidor.Mas o empreendedor norte-americano Eric Lundgren recebeu uma sentença de 15 meses de prisão por pirataria de software, apesar de sua pirataria não permitir o uso do programa por quem não tenha a chave de licença. Ele não distribuiu licenças e nem alterou o sistema operacional Windows para ele fosse ativado de forma irregular.Lundgren, que atua no ramo da reciclagem de lixo eletrônico, fez milhares de cópias de discos de recuperação do Windows com a marca da Dell. Segundo Lundgren, o objetivo era permitir que computadores antigos -- que poderiam virar lixo eletrônico pela falta do software original --, pudessem ter seu software restaurado após uma falha no disco rígido ou outros problemas que exigissem a reinstalação do sistema.Máquinas vendidas por integradoras e fabricantes (OEM, na sigla em inglês) normalmente acompanhem uma etiqueta de autenticidade na qual está registrado o número da chave de licença do Windows. Quem usa o CD de recuperação depende dessa informação para ter um sistema funcional. Ou seja, era preciso ter uma licença do Windows antes de usar o CD.Lundgren, no entanto, se declarou culpado das acusações: o CD de recuperação duplicado pelo empresário copiou completamente a aparência e as marcas da Dell e da Microsoft. Dessa forma, não era possível saber que se tratava de uma cópia. O empresário não contestou isso, mas alegou que a infração não gerou nenhum prejuízo. O tribunal discordou após ouvir o lado da Microsoft, que foi consultada pelos procuradores federais que montaram a acusação.Esses CDs de recuperação já nem sempre acompanham computadores novos, mas ainda é possível, em alguns casos, solicitar o CD. Na compra de uma máquina nova no site da Dell, solicitar o CD -- disponível apenas em máquinas vendidas com Windows -- tem custo zero (foto). Mas a Microsoft entrou no processo de acusação afirmando que os CDs na verdade valem US$ 25 (cerca de R$ 80) e Lundgren foi acusado de causar prejuízos de US$ 700 mil (cerca de R$ 2,35 milhões) por 28 mil CDs apreendidos por fiscais alfandegários.Os US$ 25 informados pela Microsoft são o custo de uma licença do Windows exclusiva para parceiros que vendem computadores recondicionados -- uma licença que a empresa não vende no varejo. A licença comercializada no varejo, que pode ser usada em computadores novos, saía por US$ 299 (o sistema em questão era o Windows XP Professional).A corte, aceitando os valores informados pela Microsoft e ignorando o testemunho de um especialista chamado pela defesa que disse que o valor dos CDs era "zero ou perto de zero", decidiu pela condenação à prisão, mais US$ 50 mil de multa. Um tribunal de segunda instância indeferiu o recurso de Lundgren.A cobertura da imprensa sobre o assunto nos Estados Unidos foi um tanto negativa. Muitos veículos apontaram o passado de Lundgren: sua empresa de reciclagem tem grandes corporações entre seus clientes e ele detém o recorde do Guinness de alcance de um carro elétrico em uma única carga. O veículo era um BMW modificado quase só com peças recicladas.A Microsoft inicialmente declarou que toma esse tipo de atitude para proteger seus clientes contra software pirata, que poderia expor os consumidores a códigos maliciosos. Esse argumento é falso. Se Lundgren tivesse alterado o Windows ou incluído vírus, ele poderia ser processado por isso, mas não foi, porque as cópias eram totalmente autênticas.A Microsoft não pode nem sequer alegar que o sistema distribuído era inseguro por estar obsoleto. Em 2012, quando os CDs de Lundgren foram apreendidos, o Windows XP ainda estava recebendo atualizações de segurança da Microsoft.O problema é que, apesar disso tudo, Lundgren estava sim cometendo um crime e tinha, conforme os documentos obtidos pela corte demonstraram, intenção clara de enganar consumidores e até empresas que vendem computadores recondicionados. E-mail de Eric Lundgren ao seu sócio Bob Wolff sugere como vender os CDs falsificados para um cliente. 'Se te ligarem, se faça de burro e diga que comprou de uma empresa de gestão de ativos do exterior. Diga que está garantido que o produto é real e que você pagou um preço bem alto por ele.' (Foto: Reprodução)A Microsoft publicou uma resposta mais encorpada sobre o caso após a repercussão negativa, destacando e-mails de Lundgren em que ele discute com o sócio a necessidade de vender o "produto" e conseguir com a operação um "faturamento constante". Em certa altura, o empresário até reclama do baixo retorno da empreitada. À imprensa, Lundgren disse que os CDs não tinham fins lucrativos -- o que os documentos colhidos pelo tribunal mostram ser uma mentira.O empresário ainda adotou medidas para burlar a fiscalização alfandegária dos Estados Unidos, já que fazia a duplicação de um CD em uma fábrica na China e tinha que importar para solo americano. Em um e-mail, ele aconselha seu sócio -- responsável pela venda dos produtos -- a informar a clientes que os CDs foram adquiridos a um preço alto e que eles são absolutamente genuínos.Não há dúvida de que Lundgren cometeu uma infração ao copiar a aparência dos CDs de recuperação e que ele enganou a imprensa e o público ao se apresentar como um empresário que "só queria ajudar as pessoas", como afirma em um vídeo no YouTube. Mas a Microsoft também induziu ao erro ao se valer do argumento da "segurança" dos consumidores e equiparar os CDs de recuperação do Windows à venda de uma nova licença que ela impõe aos seus parceiros.Lundgren tem usado sua condenação para promover uma iniciativa que pretende alterar a legislação norte-americana para que fabricantes de eletrônicos sejam obrigados a viabilizar reparos de seus produtos, vendendo peças avulsas e distribuindo manuais técnicos. Diversas empresas são contra a medida, entre elas a Apple e a Microsoft.Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

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Sat, 28 Apr 2018 07:00:01 -0300 -


Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.) vá até o fim da reportagem e utilize o espaço de comentários ou envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com. A coluna responde perguntas deixadas por leitores no pacotão, às quintas-feiras.>>> É possível saber quem visita sua página no Facebook?Parece que às vezes antigas perguntas podem receber novas respostas: a tecnologia é rapidíssima!Bem, a minha pergunta é aquela já clássica: é possível saber quem visitou (amigo ou não) minha página no Facebook, mesmo se a pessoa não faz nenhum comentário ou curtida? A resposta que eu costumava ouvir era: "não é muito fácil descobrir isso, depende da instalação de algum aplicativo ou extensão que nem sempre espelha exatamente a visitação de outras pessoas no seu Face".Pois bem: de um mês para cá, repetiu-se comigo por 3 (três) vezes a mesma situação. Apenas visitei a página de "amigos de amigos", mas nelas não fiz nenhum comentário ou curtida (e nem pedi para ser amigo). Eis que no dia seguinte, recebo em "Notificações" a "sugestão de amizade" destas pessoas.Ora, para mim a conclusão é evidente: se eu visitei a página delas anonimamente, não fiz comentários nem curtidas, e depois recebo uma sugestão de amizade, então essas 3 pessoas dispõem de algum recurso que permite que elas saibam quem entrou no Face delas!Estou errado no raciocínio? E qual seria este recurso, Altieres, você sabe informar? Também estou interessado em instalá-lo na minha página...RicardoA resposta continua a mesma, Ricardo: não é possível.O seu raciocínio em si não está errado, mas há um erro factual. Parece que você entende as "sugestões de amigos" no Facebook como algo que foi iniciado pelos amigos que apareceram como sugestões. Assim, eles teriam que saber que você visitou o perfil deles para se "sugerirem" para você.Mas não é esse o caso. O recurso de "sugestões de amigos" do Facebook é um recurso autônomo do próprio Facebook e é baseado no seu comportamento na rede social. Ou seja, essa pessoa apareceu como sugestão para você porque você visitou o perfil dela. O Facebook, percebendo seu "interesse" nessa pessoa, sugeriu ela para você.Embora você não saiba quem visitou seu perfil, o Facebook obviamente sabe e faz uso, sim, dessa informação.Todos os sites, programas ou extensões de navegadores que prometem mostrar "quem visitou seu perfil" no Facebook devem ser tratados como fraudulentos. Esse recurso simplesmente não existe e, se um dia vier a existir, será informado pelo próprio Facebook.Tentar buscar algum meio de saber quem visitou o perfil é um grande risco para cair em fraudes ou ser enganado de alguma forma. Qualquer site falso pode selecionar alguns amigos ou amigos de amigos e marcar essas pessoas como "visitantes" do seu perfil -- você jamais teria como saber se a informação é correta ou não.>>> Segurança de Android x iPhoneEstou usando um iPhone 7 Plus e estou pensando em trocar por um Galaxy S9+. Minha dúvida é a seguinte: Ouvi falar que iOS é mais seguro que Android, porém são novos telefones e dizem ter mudado bastante as coisas. Compensa a troca no quesito segurança?Guilherme D. SoteloO iPhone é sim mais seguro que o Android. Mas lembre-se que é difícil fazer avaliações de segurança. Algo ser mais seguro não é garantia de que você não terá problemas ou que nenhum ataque grande possa ocorrer. Depende, também, do interesse dos possíveis invasores ou bandidos.No papel, o iPhone supera o Android porque tem mecanismos de atualização mais consistentes e a loja oficial da Apple registra bem menos casos de aplicativos maliciosos. Na prática, o iPhone sofre com problemas que causam bastante incômodo, como a "letra bomba" -- e esses problemas não afetaram quem usa telefones com Android.Na prática, os aplicativos maliciosos no Google Play são baixados por poucos usuários e as falhas no Android, embora muito mais graves do que as identificadas no iPhone, raramente são exploradas em ataques verdadeiros.Se você decidir instalar aplicativos fora do Google Play, vai ter um risco muito maior no Android. Mas não é justo fazer essa comparação no iPhone, já que o iOS nem mesmo permite oficialmente que você instale aplicativos fora da loja oficial.Em outras palavras, nem sempre uma segurança superior nas especificações e no papel vai se traduzir em uma vida mais tranquila, especialmente quando a diferença é bastante pequena (aparelhos Android de ponta, como o S9, são mais seguros que modelos mais simples). Quem mais sofre, como sempre, é quem compra celulares mais baratos ou antigos e logo fica sem as atualizações dos fabricantes.O pacotão da coluna Segurança Digital vai ficando por aqui. Não se esqueça de deixar sua dúvida na área de comentários, logo abaixo, ou enviar um e-mail para g1seguranca@globomail.com. Você também pode seguir a coluna no Twitter em @g1seguranca. Até a próxima!

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Thu, 26 Apr 2018 12:00:01 -0300 -


Mensagem recebida no WhatsApp com o link fraudulento. (Foto: Reprodução/Psafe)Criminosos estão usando o Bolsa Família como tema em mais um golpe disseminado pelo aplicativo de mensagens WhatsApp, de acordo com o dfndr lab, o braço de pesquisas de cibercrime da PSafe, fabricante de antivírus para Android. A mensagem promete um adicional de R$ 954 para beneficiários do programa social do governo.A fraude leva usuários para uma página que obriga a vítima a compartilhar o link maliciosos com seus contatos ou grupos. No fim, o site malicioso oferece a instalação de aplicativos possivelmente indesejados e que podem deixar o celular vulnerável, de acordo com a PSafe. A "recomendação" de aplicativos é um golpe frequente no Android, pois é muito comum que desenvolvedores paguem quem "recomenda" a instalação de seus aplicativos, inclusive para aplicativos cuja instalação é grátis. Dessa forma, os criminosos conseguem lucrar com o golpe.A empresa diz que seus filtros de segurança impediram 600 mil pessoas de acessar o link malicioso em 24 horas. Em certos momentos, o número de bloqueios chegou a 40 mil por hora.O golpe pode ter sido impulsionado pela notícia de um possível aumento no benefício do Bolsa Família em estudo pela equipe econômica do governo federal.Quem clica no link é obrigado a responder três perguntas: "Você possui o cartão bolsa família?", "Você recebe todo mês?" e "Você conhece amigos ou parentes que recebe?". As respostas não fazem diferença: no fim, a vítima deve encaminhar o golpe para dez amigos ou grupos antes de ter acesso ao "benefício".Quem recebe a mensagem é aconselhado a ignorá-la e não acessar o site indicado nem encaminhar o link.De modo geral, o golpe tem o mesmo formato das outras fraudes que circulam no WhatsApp. Portanto, usuários devem ficar atentos para não cair em outros golpes semelhantes, ainda que utilizem um tema diferente.SAIBA MAIS'Recarga grátis' atrai vítimas para novo golpe no WhatsAppGolpe no WhatsApp promete kit de maquiagem pelo Dia da MulherGolpe no WhatsApp atinge milhares com falso cupom de fast foodGolpe no WhatsApp sobre '14º salário' chega a milhares de internautas'CNH gratuita' vira tema de golpe no WhatsApp, alerta empresaGolpes no WhatsApp podem elevar conta do celular; veja lista e fuja deles Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

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Wed, 25 Apr 2018 18:45:01 -0300 -


Desde 2013 as maiores empresas de tecnologia do mundo tem investido na produção de conteúdo educacional para o ensino de programação de computadores. Essa iniciativa contempla, desde estudantes nas classes iniciais, até alcançar adolescentes e adultos. Muitos especialistas afirmam que aprender a programar será uma competência tão importante quanto falar mais de um idioma. As vantagens de se aprender a codificar são várias, desde a melhora na capacidade de resolver problemas complexos, o aumento no raciocínio lógico e quem sabe pode servir para o ingresso numa carreira profissional. É possível iniciar o aprendizado por conta própria, nessa semana o Google lançou um aplicativo que ajuda a aprender os conceitos básicos de programação através de um jogo interativo, confira.    Sobre o aplicativo    O Grasshopper é um app gratuito, disponível para as plataformas Android e IOS, que funciona de maneira semelhante do Duolingo - app para o estudo de idiomas. Nele o usuário vai respondendo um questionário, visualizando exemplos de códigos e exercitando as lições. A codificação empregada utiliza o Java Script (linguagem amplamente utilizada na interface de páginas de internet), o aprendizado obtido permite conhecer um pouco da sintaxe dessa popular linguagem de programação - o raciocínio lógico desenvolvido pode ser empregado em outras linguagens. Os exemplos apresentados no aplicativo podem ser facilmente compreendido por crianças e também pelos adultos, todo o conteúdo tem uma apresentação lúdica que permite resolver pequenos desafios utilizando a lógica de programação para o desenvolvimento gradativo das habilidades.                                Embora o Grasshopper possua uma interface intuitiva, ele tem o aspecto negativo - todo o conteúdo é apresentado em inglês. O que pode representar uma barreira para quem não estiver habituado com o idioma estrangeiro. Mas vale salientar que para os leitores que realmente quiserem seguir em alguma carreira relacionada a computação, o conhecimento básico em inglês é fundamental. Uma excelente opção para complementar os exercícios no Grasshopper é criar uma conta no site CODE.ORG e praticar os exercícios propostos - site possui tradução para o português.                                  O Grasshopper é um app que vale a pena baixar no celular e usá-lo como um game, e quem sabe despertar o interesse em computação.    Imagens: Reprodução/G1

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Wed, 25 Apr 2018 12:00:01 -0300 -


Dois grupos independentes de entusiastas divulgaram uma falha crítica no chip Tegra, usado no console Nintendo Switch. Especialistas do grupo "fail0verflow" conseguiram instalar o sistema operacional Linux no Switch e executar aplicativos indisponíveis no equipamento -- incluindo possíveis emuladores -- e é possível que a descoberta abra caminho para a pirataria de jogos.Tegra é uma linha de chips desenvolvida pela Nvidia, a mesma fabricante das placas de vídeo GeForce e Quadro usadas em computadores e notebooks. Além do Switch, chips Tegra são usados em tablets, como o Pixel C e o Nvidia Shield Tablet, e no console Android Nvidia Shield. A Nvidia também comercializa o chip para computadores de bordo no setor automotivo, mas a pesquisa dos grupos se concentrou no Switch da Nintendo.A pesquisadora Katherine Temkin, do ReSwitched, chamou o problema encontrado de Fusée Gelée. A técnica do fail0verflow foi batizada de ShofEL2. Ambos se tratam do mesmo problema, mas foram descobertos de forma independente pelos grupos.Vídeo do fail0verflow com o Switch executando Linux - assista. (Foto: Reprodução)Os pesquisadores descobriram que é possível entrar no Modo de Recuperação (RCM) do chip pressionando os botões de aumentar volume e energia ao mesmo tempo após conectar dois pinos no controle do Switch para imitar um botão "Home". Nesse modo de recuperação, é possível explorar uma falha na maneira que o chip Tegra interage com dispositivos USB. Como os códigos necessários para a tarefa já estão on-line, a ligação dos pinos -- que pode ser feita com um fio ou outros meios -- é o maior entrave para quem quiser testar a novidade.Como o erro está na bootroom do chip, que é travada de fábrica, a vulnerabilidade é considerada "incorrigível" nas unidades que já estão no mercado. A não ser que a Nintendo encontre alguma saída que não envolva modificações na bootrom, o problema só poderá ser corrigido na linha de produção em unidades futuras.A solução do problema cabe à Nvidia que, segundo os pesquisadores, recebeu um aviso antecipado sobre a falha. Segundo o fail0verflow, o primeiro grupo a encontrar o erro, o prazo de 90 dias de sobreaviso para a Nvidia -- tempo dado por especialistas que descobrem falhas antes de ir a público com uma descoberta -- acabaria nesta quarta-feira (25).Como a falha exige acesso físico ao Switch, não é possível explorar o problema sem contato prolongado com o console. A brecha é diferente de outro problema que foi divulgado em um evento em janeiro na Alemanha. Na ocasião, porém, especialistas já haviam alertado que o Tegra X1, por ser um chip comum e não um hardware específico do console, era mais vulnerável a ataques.Extração de bootROM levou seis anos no 3DSAinda não há meio de executar jogos piratas no Switch, mas, segundo o fail0verflow, o bug permite extrair todo o conteúdo da bootrom, além de chaves criptográficas. São essas chaves que possivelmente protegem o console contra a pirataria.O Linux é capaz de funcionar perfeitamente no console, inclusive com suporte à tela sensível ao toque e ao processador gráfico, mas não é capaz de executar os jogos do Switch.O grupo ReSwitched já estaria trabalhando em um custom firmware (CFW) para o Switch. Um custom firmware é um software baseado no sistema original, mas que afrouxa as proteções contra a execução de aplicativos não autorizados. Mas ainda não está claro se os programadores vão conseguir derrubar todas as proteções do console.Esses avanços demoraram mais no 3DS, o portátil anterior da Nintendo. Lançado em 2011, a falha conhecida como Sighax, divulgada em meados de 2017, foi a primeira a permitir a extração do conteúdo da bootrom do console. Apesar disso, piratas já estavam utilizando diversas técnicas para executar jogos copiados ilegalmente sem esse código, mas a criação do Sighax facilitou o procedimento e permitiu a decodificação de jogos sem o uso do console.Ainda não há qualquer procedimento semelhante para o PS Vita, o portátil Sony também lançado em 2011. No Vita, é possível executar emuladores e aplicativos, mas não cópias ilegais dos jogos originais da plataforma.O Switch foi lançado em março de 2017. As primeiras técnicas para dribar as proteções do console apareceram 9 meses após o lançamento. Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

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Tue, 24 Apr 2018 16:25:01 -0300 -


(Se você tem alguma dúvida sobre tecnologia, utilize o espaço para comentários abaixo e escreva sua pergunta)   >>> O que fazer quando pessoas estão me ofendendo pelo Facebook? Oi, Ronaldo! Eu preciso da sua ajuda. Alguém está criando perfis falsos em meu nome, usando as minhas fotos pessoais e ofendendo os meus amigos. Alguns dos perfis criados foram denunciados e removidos pelo Facebook. Porém o problema permanece. Como devo proceder? Graziele   Olá, Graziele! Os ataques pelas redes sociais podem ser considerados crimes pela internet e existe legislação que prevê punições. Mas identificar o autor das ofensas nem sempre é fácil e pode demorar bastante tempo, dependendo do caso, veja abaixo como denunciar abusos:    1 - Reúna todo o tipo de provas que for possível  O ideal é salvar links, capturas de tela, áudios, vídeos. Os arquivos salvos não podem receber nenhum tipo de alteração. O material impresso precisa ter reconhecida "fé pública", isso significa que todas as páginas impressas terão que receber uma declaração de fé pública, expedida em cartório, para que possam ter validade legal.   2 - Registre um boletim de ocorrência Após reunir todo o material que comprove as ofensas, apresente-o e registre um boletim de ocorrência numa Delegacia da Polícia Civil. Existem delegacias especializadas em Crimes Digitais, confira nesse link os endereços de delegacias existentes no Brasil. Alguns estados oferecem a opção de registro online desse tipo de ocorrência.   3 - Solicite a remoção do conteúdo ofensivo   É preciso identificar onde o conteúdo está publicado e, se for possível, entrar em contato com o provedor do conteúdo e solicitar a remoção da publicação ofensiva. Nessa página há um modelo de carta de solicitação e a lista de endereços dos principais provedores de serviços e redes sociais com escritório no Brasil. O modelo de carta é uma sugestão da SaferNet Brasil – é recomendável preenchê-la com a orientação de um advogado para o melhor embasamento legal na petição.   As redes sociais oferecem canais de comunicação para que os usuários possam denunciar perfis falsos e publicações ofensivas. O Facebook possui um recurso adicional que realiza o reconhecimento facial nas fotos, e envia uma notificação quando alguma imagem for publicada em outras páginas. É recomendável manter esse recurso ativo lá nas configurações de privacidade.   >>> Definir o número de IP como fixo não melhora a velocidade de navegação na internet Eu discordo da resposta que você publicou sobre como configurar o novo DNS em dispositivos móveis. Porque orientar o leitor a definir o número de IP como fixo não servirá como  solução para navegar na internet com mais velocidade. Jason    Olá, Jason! A definição de IP fixo indicada ao leitor usuário de smartphone é necessária em algumas versões do Android,  devido a limitação do sistema. Esse artificio é necessário para que a configuração do novo DNS, que é mais rápido para a abertura de páginas, seja salva nas preferências de rede do celular.   >>> É possível ter a conta no WhatsApp clonada? Oi, Ronaldo! Você poderia me tirar uma dúvida? É possível clonar ou acessar o WhatsApp de outra pessoa? Ana Laura   Olá, Ana Laura! Esse tipo de procedimento é tecnicamente possível mas é pouco provável que esteja acontecendo. Para que o WhatsApp funcione num novo aparelho é necessário ter a linha habilitada para o recebimento do código por mensagem de SMS. O Fantástico já mostrou um golpe de clonagem do WhatsApp onde os criminosos contavam com a participação de um funcionário da companhia. Porém, esse procedimento é neutralizado quando a conta no aplicativo é protegida pela verificação em duas etapas.    Imagem: Divulgação/Ministério da Justiça   

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Sun, 22 Apr 2018 12:00:01 -0300 -


Segundo um relatório da Adguard, 20 milhões de internautas baixaram bloqueadores de anúncios ilegítimos que estavam listados na Chrome Web Store, o repositório oficial de extensões do navegador Google Chrome. Todas as extensões foram removidas pelo Google após a publicação do relatório.As duas extensões com mais downloads eram a AdRemover for Google Chrome, instalada 10 milhões de vezes, e a uBlock Plus, que teve 8 milhões de downloads. "AdBlock Pro", "HD for YouTube" e "Webtutation" somavam outros 2,5 milhões de downloads. Quem ainda possui as extensões está aconselhado a desinstalá-las.Extensões maliciosas na Chrome Web Store identificadas pela Adguard. Extensões já foram removias da página. (Foto: Adguard)As extensões espionavam a navegação das vítimas, verificando se o site visitado fazia parte de uma lista pré-configurada pela extensão. Em caso positivo, determinadas informações sobre a navegação eram enviadas ao servidor dos golpistas. Um dos sites monitorados era o próprio Google.com. O processo de espionagem ocorria em um código adicional ofuscado ("embaralhado"), de forma a propositadamente dificultar a análise do comportamento da extensão. Isso deve ter contribuído para que o Google não detectasse o intuito malicioso do código.O Google, que tem o dever de filtrar as extensões do Chrome, vem tendo dificuldades para realizar a tarefa. Em janeiro, o analista de vírus Pieter Arntz da Malwarebytes divulgou que o Google demorou 19 dias para remover da Web Store as extensões fraudulentas com mais de 500 mil downloads que ele havia denunciado.A situação na Web Store contrasta com o atual cenário na Play Store, o repositório de aplicativos do Android, onde pouquíssimos aplicativos falsos conseguem mais de centenas de downloads.SAIBA MAISComo as extensões se tornaram o ponto fraco do ChromeAndroid bloqueia 10 milhões de vírus instalados 'off-line' em 3 mesesDúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

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Sat, 21 Apr 2018 15:30:01 -0300 -


A Microsoft lançou uma extensão para o navegador Google Chrome, o produto mais popular do mercado e concorrente do navegador Edge da própria Microsoft, para integrar ao software a o filtro de sites do Windows Defender, o programa de antivírus embutido no sistema Windows.A extensão verifica se um site visitado está em uma lista negra de páginas que tentam instalar vírus no computador ou roubar dados pessoais Uma página clonada de uma instituição financeira, por exemplo, poderia ser bloqueada pela extensão.Alerta da extensão do Windows Defender (esquerda) e Chrome (direita). Recursos são complementares e funcionam ao mesmo tempo no navegador do Google. (Foto: Reprodução)O recurso é idêntico ao Safe Browsing, que já existe no Chrome. Porém, a Microsoft alega, com base em testes independentes, que seu filtro é superior ao projetado pelo Google. Quando instalado no Chrome, os dois filtros trabalham em conjunto: no caso de ambos os filtros detectarem que um site é malicioso, você verá primeiro o filtro da extensão da Microsoft e, em seguida, o do embutido no Chrome.Dessa forma, é improvável que os recursos de segurança tenham causem o mesmo tipo de conflito que tende a ocorrer quando se usa mais de um programa antivírus.A extensão funciona com uma lista própria de sites e não depende do Windows Defender. A extensão funciona também em Chromebooks, que rodam o sistema ChromeOS do Google e, portanto, não possuem o Defender nem qualquer antivírus. O macOS, da Apple, também é compatível.Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

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Sat, 21 Apr 2018 12:00:01 -0300 -


Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.) vá até o fim da reportagem e utilize o espaço de comentários ou envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com. A coluna responde perguntas deixadas por leitores no pacotão, às quintas-feiras.>>> Espionar o celular sem contatoOlá, meu nome é Bruno. Gostaria de saber se é possível espionar alguém usando apenas o número do telefone e sem ter nenhum contato com o meu celular.. outro dia fui ameaçado por uma pessoa que nem mora na minha cidade.BrunoBruno, existem duas possibilidades para essa pessoa:- contratar algum "detetive particular" na sua cidade para fazer esse trabalho. Existem pessoas que fazem a instalação de programas espiões mediante pagamento;- usar alguma técnica remota. Por exemplo, ele pode criar um fake em rede social ou enviar mensagens do WhatsApp com algum tema do seu interesse para que você instale algum aplicativo de espionagem.Nesse sentido, as dicas que você deve seguir são as mesmas que todas as pessoas devem seguir:- Utilizar uma senha de bloqueio, dando preferência a outros métodos que não o PIN exclusivamente numérico. - Utilize bloqueio automático curto para que o telefone não fique desbloqueado por longos períodos após ter sido desbloqueado por você;- Se você possui Android, não instale aplicativos fora do Google Play.A questão de espionar 'só com o número' já foi abordada em detalhes pela coluna, nesta reportagem. Nada vai ocorrer 'só pelo número'.É possível invadir e espionar um celular 'só pelo número'?(Foto: Altieres Rohr/Especial para o G1)>>> Serviço 'Atheros'Olá, fui no msconfig e vi um arquivo em execução na aba serviços chamado de atherossvc. O que é isso? Procurei na internet e não achei nada que me ajudasse a entender.LucasPrimeiramente, Lucas, você precisa saber que muitos vírus se "disfarçam" de programas legítimos. Uma dica, sempre que houver alguma dúvida, é testar o arquivo no site VirusTotal.Feita essa consideração, "Atheros" é uma fabricante de chips de conexão wireless (Wi-Fi). Muitos notebooks possuem algum chip da Atheros instalado e, portanto, necessitam de um software da Atheros para funcionar corretamente. O programa é instalado pelo próprio fabricante do computador e não representa qualquer risco para o seu sistema.>>> Falhas em aplicações webSou desenvolvedor de sites em PHP e MySQL. Quais as principais preocupações tenho que ter ao desenvolver um sistema contra hacker? Quais os principais "ataques" as aplicações desenvolvidas por PHP na internet? Tem alguma dica importante em relação ao banco de dados MySQL?RicardoRicardo, esse assunto é complicado demais para ser respondido nesta coluna. Existem livros inteiros dedicados a isso -- afinal, o desenvolvimento de aplicações é um tema estritamente voltado a especialistas.Um excelente local para começar sua pesquisa é o site do OWASP. O OWASP se dedica a catalogar os principais problemas existentes em aplicações web. Existe uma lista específica com 10 falhas mais comuns (PDF, em inglês).Além desse material, recomendo que você procure cursos e leituras específicas da área de segurança. Existem também empresas de consultorias especializadas na revisão de projetos e códigos. Dependendo do tamanho do projeto e a relevância do que for desenvolvido, é essencial buscar a ajuda de pessoas especializadas nesse assunto. Afinal, sua aplicação estará lidando com dados de terceiros.O pacotão da coluna Segurança Digital vai ficando por aqui. Não se esqueça de deixar sua dúvida na área de comentários, logo abaixo, ou enviar um e-mail para g1seguranca@globomail.com. Você também pode seguir a coluna no Twitter em @g1seguranca. Até a próxima!

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Thu, 19 Apr 2018 13:45:01 -0300 -


O armazenamento em nuvem - que permite que você envie arquivos do seu computador para um serviço na internet, para que os dados fiquem disponíveis de qualquer lugar - é uma tendência em dispositivos com pouco espaço de armazenamento, como celulares e, tablets e outros portáteis, como os Chromebooks. O problema é que, na ponta do lápis, o armazenamento em nuvem não sai barato. Porém, reunindo contas grátis em diversos serviços, você pode conseguir mais de 200 GB de armazenamento em nuvem sem gastar um centavo e nem burlar as regras de serviços que impedem o cadastramento de mais de uma conta.Esta coluna já fez um comparativo do preço por gigabyte em serviços de nuvem e mídias físicas, como DVD, pen drives e HDs externos. A matemática não mente: a nuvem é mais cara, se o objetivo for somente armazenamento. Mas se você busca a comodidade de acesso em qualquer lugar, a nuvem é a melhor solução.Felizmente, diversos serviços em nuvem oferecem algum serviço grátis, seja com menos espaço de armazenamento ou limitações de uso. Mas você ainda pode aproveitar as funções essenciais, inclusive o acesso de qualquer lugar.(Foto: Anders Engelbol/SXC)Quais os riscos da nuvem?Antes de enviar seus arquivos para um serviço na nuvem, é preciso ter ciência de alguns riscos. Um risco presente em todos eles é o de invasão: como seus arquivos estão on-line, um invasor só precisa da sua senha para baixar todos os seus arquivos. Isso é mais conveniente para um hacker do que transferir arquivos diretamente do seu computador para o dele.Portanto, se você pretende acessar a sua "nuvem" de computadores públicos, esqueça. Acessar a nuvem particular de dispositivos que não são seus é arriscado demais, a não ser que você use as funções próprias para o compartilhamento público.Outro risco, mais específico do uso de serviços grátis, é o de mudanças nas condições do serviço ou até o cancelamento do serviço. A Microsoft, por exemplo, tentou reduzir o espaço oferecido no OneDrive, mas a revolta dos usuários fez com que a regra só valesse para contas novas. Em serviços menos conhecidos, a chance de a regra simplesmente mudar é maior.O Ozibox é um exemplo de serviço que sumiu do mapa. A empresa ofereceria 100 GB de espaço grátis e não há mais nem um site on-line.Serviços chinesesA lista de serviços preparadas pelo blog não inclui os serviços chineses da Baidu, Qihoo e Tencent. Essas empresas chegaram a oferecer terabytes de armazenamento grátis, mas há diversos relatos na web de usuários que tiveram a capacidade reduzida. Por causa da concorrência local, serviços chineses começaram a oferecer uma quantidade de armazenamento insustentável, pois cada serviço queria fazer mais que o outro, e uma "correção" era inevitável. O mais notável é o serviço da Qihoo, que chegou a oferecer 36 TB grátis.Além disso, esses serviços são difíceis de usar por causa da barreira do idioma. Alguns chegam a exigir o preenchimento de CAPTCHA (aqueles testes de "digite as letras na imagem") com ideogramas chineses. Em outros casos, pode ser solicitado um número celular chinês para ativação da conta. Por isso, o blog considera que o uso desses serviços é inviável.Serviços de armazenamento em nuvem grátis>>> 50 GBMega: O único serviço encontrado pelo blog Segurança Digital a oferecer 50 GB grátis é o Mega.nz, fundado pelo criador do Megaupload Kim Dotcom. Dotcom supostamente já não está mais envolvido no serviço, mas o antigo Megaupload, quando foi tirado do ar, levou consigo todos os dados dos usuários. Considere isso ao utilizar o serviço. Disponível em português.>>> 25 GBHubiC: O HubiC é o serviço de armazenamento em nuvem do OVH, um dos maiores prestadores de serviços de centros de dados do mundo. O provedor, fundado em 1999, é mais conhecido pelos seus preços agressivos, mas o HubiC é relativamente recente - foi criado em 2015. Disponível em português de Portugal.>>> 15 GBGoogle Drive: o serviço de armazenamento do Google. O espaço é compartilhado com o Gmail. Disponível em português.Outros serviços:- 4shared (disponível em português)>>> 10 GBBox: Um serviço de armazenamento de dados bastante usado no mundo corporativo. O Box oferece 10 GB de espaço grátis, mas limita o tamanho do arquivo a 250 MB, o que torna o serviço mais difícil de usar. Apenas disponível em inglês, espanhol e outras línguas.Backblaze: A Backblaze oferece um serviço pago de backup ilimitado, mas permite armazenar até 10 GB na plataforma B2. É um serviço corporativo de boa confiabilidade, mas pode haver cobrança se você não respeitar os limites do serviço. Recomendado apenas para usuários avançados. Disponível em português.pCloud: Esse serviço permite dobrar a capacidade (para 20 GB) se você convidar mais 10 pessoas. Disponível em português.Outros serviços:- MediaFire (limite de 4 GB por arquivo, apenas inglês);- Flipdrive (limite de 25 MB por arquivo, apenas inglês);- Yandex Disk (Yandex é a maior empresa de tecnologia da Rússia; apenas inglês, russo, ucraniano e turco)- Syncplicity(apenas inglês)>>> 5 GBOneDrive: O serviço de armazenamento em nuvem da Microsoft, embutido no Windows 8 e 10. DIsponível em português.iCloud Drive: o serviço da Apple. Pode ser usado mesmo por quem não possui um computador Mac ou iPhone. DIsponível em português.Outros serviços:- HiDrive (disponível em português)- SugarSync (apenas inglês)- Sync(apenas inglês)- IDrive (apenas inglês, alemão, francês e espanhol)- Zoho (disponível em português)>>> 2 GBDropbox: O Dropbox é um nome bastante conhecido entre os serviços de armazenamento em nuvem, mas oferece pouco espaço na conta gratuita. DIsponível em português.JumpShare: Além de oferecer os mesmos 2 GB de espaço, o JumpShare ainda limita o tamanho máximo por arquivo a 250 MB. Apenas disponível em inglês.Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

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Wed, 18 Apr 2018 15:30:01 -0300 -


Os usuários do Windows 10 já podem instalar a maior atualização do sistema prevista para esse ano. Entre as novidades presentes no "Windows 10 Spring Creators Update", o destaque se chama Windows Timeline. Essa nova funcionalidade simplifica o gerenciamento dos programas que estão em execução ou que foram executados. A ideia é apresentar um histórico de programas que foram usados, arquivos abertos, páginas acessadas pelo Microsoft Edge e comandos executados pelo Cortana. Para os leitores que buscam produtividade, esse recurso permitirá retomar tarefas no ponto em que elas foram interrompidas e personalizar a sua apresentação na Área de Trabalho. Confira abaixo como usar a novidade.      Sobre a Timeline   A Timeline registra um histórico das ações realizadas pelo usuário, isso significa que todos os arquivos que foram abertos, páginas visitadas poderão ser acessados facilmente em ordem cronológica através de um utilitário do sistema. O recurso pode ser invocado através de combinação das teclas de atalho "Winkey (tecla Windows) + TAB" ou pelo ícone que fica posicionado ao lado da caixa de busca do Cortana.   1 - Após abrir a Timeline é possível visualizar na Área de Trabalho os programas em execução, mesmo quando eles estiverem minimizados.                                      2 - Clique sobre a barra de rolagem posicionada no canto direito da tela para acessar o histórico de tarefas realizadas no PC.   3 - Para personalizar o conteúdo apresentado no histórico; clique com o botão direito do mouse sobre o atalho para exibir as opções. É possível movê-lo para uma nova Área de Trabalho, reposicioná-lo ou apagá-lo.                       A Timeline é um recurso útil, porém ela está restrita aos produtos da Microsoft. Isso significa que páginas visitas através de outros navegadores de internet não serão exibidas no histórico. Os leitores que estiverem usando dispositivos móveis com o Windows 10 terão sincronizadas as suas atividades como PC e completamente integradas com a Timeline.    Imagens: Reprodução/G1

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Wed, 18 Apr 2018 14:00:01 -0300 -


A fabricante de antivírus PSafe encontrou mais uma fraude circulando em mensagens no aplicativo WhatsApp com a promessa de R$ 70 em recarga de crédito de celular. Como em quase todas as demais fraudes de WhatsApp, a vítima é obrigada a compartilhar o link fraudulento com grupos e contatos para obter a suposta "vantagem".Segundo um alerta da PSafe enviado no final desta terça-feira (17), a empresa bloqueou 20 mil acessos ao link em 24 horas em seu software de segurança DFNDR, para Android.Na página, os golpistas colocaram diversos comentários falsos, imitando uma caixa de comentários do Facebook, para dar credibilidade ao golpe. Os comentários dão a entender que a promoção permite conseguir créditos infinitamente ("consegui de primeira, já fiz várias vezes", diz um comentário falso; "nunca mais compro crédito", afirma outro).Página que pede para vítima compartilhar a mensagem e comentários falsos que tentam convencer a vítima de que a recarga é real. (Foto: Reprodução/PSafe)O compartilhamento no WhatsApp para a obtenção de vantagens é um dos temas mais recorrentes em golpes identificados por diversas empresas de segurança. PSafe, Eset e Kaspersky Lab já emitiram alertas com o mesmo golpe. Durante o processo de compartilhamento, a vítima é muitas vezes convidada a permitir o envio de notificações para o celular, instalar aplicativos ou visualizar anúncios -- ações que permitem que os criminosos obtenham vantagens financeiras com um golpe que é, aparentemente, inofensivo.SAIBA MAISGolpe no WhatsApp promete kit de maquiagem pelo Dia da MulherGolpe no WhatsApp atinge milhares com falso cupom de fast foodGolpe no WhatsApp sobre '14º salário' chega a milhares de internautas'CNH gratuita' vira tema de golpe no WhatsApp, alerta empresaGolpes no WhatsApp podem elevar conta do celular; veja lista e fuja delesDúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

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Wed, 18 Apr 2018 12:10:01 -0300 -


(Se você tem alguma dúvida sobre tecnologia, utilize o espaço para comentários abaixo e escreva sua pergunta)   >>> Como configurar o novo DNS publico no Android Oi, Ronaldo! Eu li a sua publicação sobre como acelerar a navegação na internet usando um novo DNS público. Como eu faço essa configuração no meu smartphone? O aparelho é um Motorola Moto G. Juliano   Olá, Juliano! Para configurar o novo DNS público no seu smartphone, siga os passos descritos abaixo:    1 - Toque em "Configurar" e localize a opção de rede Wi-Fi.   2 - Toque em rede "Wi-Fi" e selecione a rede em que o aparelho está conectado.   3 - Toque sobre a opção "modificar a rede" e selecione "Exibir opções avançadas".   4 - Repita a senha da rede.   5 - Altere as configurações de IPv4 para "Estático" - os campos correspondentes ao IPv4 devem ser preenchidos novamente com os mesmos números de IPs que foram exibidos inicialmente.   6 - Digite no campo DNS 1 o IP "1.1.1.1" e no campo DNS 2 o IP "1.0.0.1".   7 - Toque no botão "Salvar" para finalizar as novas configurações de rede.   Pronto! Agora o celular já está navegando na internet e usando um DNS mais rápido.   >>> Como recuperar login no Instagram? Olá, Ronaldo! Eu li a suas dicas sobre como recuperar o acesso a conta no Instagram. O problema é que perdi a senha e não tenho mais o número para redefini-la. Você pode me ajudar? João Luz   Olá, João! Você pode recorrer ao assistente de recuperação de credenciais disponibilizado dentro do próprio aplicativo do Instagram. Para usá-lo, siga os passos descritos abaixo:    1 - Abra o aplicativo do Instagram e toque na opção "Esqueceu seus dados de login? Obtenha ajuda para entrar".    2 - Toque na opção "Usar nome de usuário ou e-mail".   3 - Preencha o campo com o nome do usuário da conta que foi hackeada.   4 - Toque na opção "Preciso de mais ajuda" e informe a conta de e-mail que estava vinculada ao perfil.    5 - Marque a opção "Minha conta foi invadida".    6 - Toque no botão "Enviar solicitação".   >>> Como redefinir a senha no iPhone? Olá, Ronaldo! Eu esqueci a senha do meu iPhone 6s, como devo proceder para recuperá-la? Marcus Pereira   Olá, Marcus! Você pode redefinir a senha do seu iPhone através do site do iCloud, conforme os passos descritos abaixo:    1 - Acesse o site do iCloud.   2 - Informe o login com seu Apple ID.   3 - Clique em Todos os dispositivos para exibir o seu aparelho.   4 - Selecione o seu aparelho e clique em Apagar iPhone.   5 - Reinicie o aparelho e configure como se fosse um novo iPhone.   Imagem: Reprodução/G1

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Sun, 15 Apr 2018 12:00:01 -0300 -


Um estudo feito pelos pesquisadores Karsten Nohl e Jakob Lell da empresa Security Research Labs (SRL) afirma que alguns fabricantes de celulares com o sistema Android deixam de incluir atualizações para algumas falhas de segurança nos pacotes de correção que deviam trazê-las. Dessa forma, mesmo um celular que esteja com determinado "nível do patch de segurança" ainda pode estar vulnerável a falhas que foram corrigidas naquele patch ou em patches anteriores.A exploração de falhas de segurança em celulares é bastante rara. Mas, dependendo da gravidade dos problemas existentes, criminosos poderiam disseminar aplicativos maliciosos em vídeos, fotos, páginas web ou até conexões Wi-Fi, sem que a vítima tivesse que autorizar a instalação do aplicativo. Em outro cenário, uma falha pode permitir burlar a tela de bloqueio do aparelho, dispensando a digitação da senha configurada, por exemplo.Como o estudo identificou divergências entre as correções de segurança que o celular diz estarem instaladas e o que foi de fato instalado, a pesquisa de Nohl e Lell se concentrou na complicada tarefa de determinar exatamente quais atualizações estão presentes no celular. O projeto foi apresentado no evento Hack in the Box em Amsterdã, na Holanda. O evento terminou nesta sexta-feira (13).Os dados levantados apontam que aparelhos das marcas Google, Samsung, Sony e Wiko são os que menos deixam atualizações de lado. Xiaomi, OnePlus e Nokia pertencem à lista de marcas que deixaram de incluir até 3 atualizações. Em seguida estão as marcas que esqueceram de até 4 remendos: Motorola, LG, HTC, Huawei. Em último lugar estão as fabricantes TCL e ZTE.Para quem quiser checar o próprio celular, é preciso baixar o aplicativo SnoopSnitch na Play Store e acionar a opção "Android patch level analysis". Em seguida, deve-se tocar em "Start test". Deve-se observar o número referente a "Patch missing".Falta de atualização não indica vulnerabilidadeAs atualizações de segurança do Android são organizadas em pacotes mensais. O estudo aponta que alguns fabricantes removem certos itens desses pacotes, o que poderia manter um aparelho vulnerável mesmo quando ele está atualizado.Em alguns casos, a remoção de um item pode ser feita porque o componente que seria atualizado não existe no celular. Nesses casos, mesmo que a atualização não seja instalada, o aparelho permanece imune porque não possui o recurso.Nível de patch de segurançaO "patch de segurança" do Android é um tipo de atualização que corrige somente problemas ligados à segurança e estabilidade do sistema operacional. Diferente das atualizações de versão (do Android 7.0 para 7.1, por exemplo), o "patch" não inclui novas funcionalidades ao celular. O nível do patch instalado em seu celular pode ser conferido na tela "Configurar" do telefone, em "Sistema"> "Sobre o dispositivo".A versão do patch é informada por data. "Março de 2018", por exemplo, deve incluir todas as atualizações de segurança até março de 2018.O Google lança um patch para o Android todo mês desde agosto de 2015. Isso significa que celulares com nível de patch de segurança de dois meses atrás já estão desatualizados. O que os pesquisadores identificaram, porém, abre a possibilidade para que mesmo aparelhos com o patch mais recente estejam sem alguma das correções incluídas nos pacotes.Google Play ProtectA distribuição das atualizações sempre foi um desafio para o Android.  Na época do Android 2, não era incomum que telefones recebessem uma ou duas atualizações para depois serem abandonados, ficando, ao mesmo tempo, sem novos recursos e sem as correções de segurança.O "nível do patch de segurança" foi um meio encontrado pelo Google para criar uma rotina mensal de atualizações, semelhante ao adotado por outras fabricantes de software, para que os fabricantes e operadoras pudessem criar um procedimento comum e frequente para atualizações mais simples. Como o sistema em si não muda com o nível de patch de segurança, são necessárias poucas adaptações.A mais recente iniciativa do Google é o Play Protect, uma marca que inclui um antivírus acoplado ao Android pelo Google Play e a certificação de aparelhos para que consumidores possam ter mais certeza sobre a confiabilidade de um telefone celular.Todas as marcas testadas pelos pesquisadores são parceiras do Google que produzem aparelhos certificados, mas ainda é possível que alguns dos telefones testados não fazem parte da lista de modelos certificados pelo Google.O Google afirmou que ainda vai analisar os dados dos pesquisadores para determinar o que exatamente está ocorrendo.***O PDF com a apresentação dada pelos pesquisadores pode ser baixado no site da Hack in the Box (aqui, em inglês) Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

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Sat, 14 Apr 2018 09:30:01 -0300 -


A fabricante de processadores AMD anunciou o lançamento de uma nova atualização de software para seus processadores com o intuito de imunizar sistemas contra a falha Spectre, em especial a "versão 2" da vulnerabilidade. A atualização vale para todos os processadores atuais até a série Bulldozer, lançada em 2001, que inclui processadores do FX-8170 a FX-4100, e faz parte do pacote mensal de atualizações do Windows lançado nesta terça-feira (10).Fabricantes de placas-mãe também devem repassar as correções fornecidas na forma de atualizações de BIOS. A AMD afirma que a "combinação" da atualização da BIOS com as atualizações que fornecidas pelo Windows é necessária para obter as proteções."Spectre" é o nome popular de uma vulnerabilidade encontrada em uma técnica de otimização presente em diversos processadores modernos. Ela foi divulgada junto da falha Meltdown, que é mais grave e que, nos computadores de mesa e notebooks, afeta apenas produtos da Intel. Um hacker que explorar essas brechas pode acessar áreas da memória aos quais o seu programa não poderia ter acesso. Por isso, essas falhas trazem um risco maior para empresas, que dependam muito do isolamento de segurança oferecido pelos processadores para conceder acesso restrito a servidores.Embora menos grave que a Meltdown, a Spectre é notória por ser difícil de corrigir. A AMD enfrentou problemas quando uma atualização distribuída pelo Windows deixou o sistema inoperante em produtos mais antigos da fabricante de chips.Neste mês de abril, a Microsoft também removeu a exigência de que antivírus se "declarem" compatíveis antes de instalar essas atualizações. A empresa havia determinado que certos produtos de segurança impediam o sistema de funcionar corretamente quando as atualizações dos processadores eram instaladas.SAIBA MAISAtualização do Windows para falha Meltdown conflita com antivírus A AMD ainda não lançou atualizações para as falhas de segurança identificadas nos processadores Ryzen pela empresa israelense CTS Labs. As brechas Ryzenfall, Masterkey, Fallout e Chimera foram divulgadas publicamente apenas 24 horas após a AMD ser comunicada sobre o problema.Diversos usuários e veículos de imprensa levantaram a suspeita de que a CTS Labs e sua parceira, a Viceroy Research, pretendiam lucrar com uma possível queda nas ações da AMD resultantes da divulgação da falha e que o impacto das vulnerabilidades havia sido exagerado. Desde a divulgação do relatório, as ações da AMD registram queda de 11% e não há relatos de que as falhas tenham sido usadas em ataques reais.Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

G1

Thu, 12 Apr 2018 14:15:01 -0300 -


Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.) vá até o fim da reportagem e utilize o espaço de comentários ou envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com. A coluna responde perguntas deixadas por leitores no pacotão, às quintas-feiras.>>> Como se cria uma moeda virtual?Gostaria de saber se dá para eu criar uma moeda virtual, e que ferramenta se utiliza para criação de uma. Obrigado pela atenção.Caio MartinsCriar uma moeda do zero é difícil, mas você não precisa criar uma moeda do zero -- e isso facilita o processo para você ter seu "próprio Bitcoin" imensamente. Muitas das moedas que existem hoje são apenas clones de outras moedas com algumas pequenas alterações (como uma mudança no tempo de mineração, no tamanho dos blocos, o tamanho das recompensas para mineração e assim por diante). Logo, essas moedas não são difíceis de serem criadas, mas você ainda precisa conhecer programação para fazer a alteração do código para diferenciar a moeda original e a clone, além de aplicar as atualizações e correções pertinentes ao longo do tempo.Você também pode emitir "tokens" na rede Ethereum da mesma forma. Existem códigos prontos para você criar os chamados "contratos inteligentes" (smart contracts) que fundamentam a emissão dessas 'tokens". Existe até um serviço que cria um contrato para você via formulário, o CoinCreator.Isto dito, Caio, devo fazer um alerta: se você precisa fazer essa pergunta, provavelmente você não deve criar uma moeda virtual. Embora seja fácil pegar uma receita de bolo, usar um "copiar/colar" (ou um formulário que faça o mesmo) e assim ter a sua "moeda", isso não é suficiente para de fato manter uma moeda funcionando.Criação de moeda pode ser feita com 'receitas' e até formulári on-line, mas processo simples esconde possíveis complexidades na manutenção, segurança e visão para que a moeda seja útil. (Foto: Reprodução)O que você vai fazer, por exemplo, se for identificado algum problema no contrato que você usou, de modo que sua moeda seja hackeada? E se você descobrir que o código pronto que você pegou estava adulterado justamente para deixar que alguém assuma o controle da sua moeda um dia? Você precisa ser capaz de ao menos ler e entender os códigos para ter uma ideia do que você está fazendo e de como vai corrigir problemas no futuro.Além disso, qual é a finalidade da sua moeda?Quem se aventurou a criar moedas praticamente do zero também está tendo dificuldades. É o caso das moedas IOTA e Verge -- esta última foi recentemente hackeada e os desenvolvedores serão obrigados a criar uma versão nova do programa para voltar a rede no tempo para ignorar as modificações feitas pelos hackers.Análises apontam que 50% a 80% das moedas ("ICOs") não dão certo ou são fraudulentas. Você precisa de muito conhecimento e planejamento para não ser só mais uma -- e se o seu objetivo é justamente criar uma dessas moedas inúteis, minha sugestão continua sendo deixar isso para lá.>>> Anúncio de vírus no celularTive um problema com meu celular, aparentando ser vírus: troquei de trocar de celular, instalei o antivírus Vivo Protege sugerido pela vendedora e não mais o antivírus DFNDR de antes, mas o problema ocorreu novamente, uma semana após a troca. Rodei o antivírus Vivo Protege e ele não acusou vírus nenhum. Resolvi então seguir a sugestão da mensagem de alerta de vírus e cliquei para instalar um antivírus: o instalado foi o DFNDR. Após instalar, abri e rodei o DFNDR, que acusou um problema e deletou, mas em seguida, me ofereceu a versão paga. Recusei e desinstalei o DFNDR, até agora não houve mais mensagem de alerta de vírus.Pesquisei então na internet informando no campo de pesquisa do navegador as mensagens de alerta recebidos, até que encontrei a indicação do que ocorria com meu celular, no seu site (nesta reportagem).Com meu celular aconteceu semelhante ao descrito no seu site: enquanto o alerta aparece na tela, o celular vibra e emite bipes para reforçar a urgência. Apertar o botão "voltar" não resolve nada - a tela é que volta.O que achei estranho, é que esse alerta de vírus voltou no meu celular novo, que eu não havia instalado nenhum antivírus gratuito, tipo o DFNDR! O que pode ter acontecido? Falha do Vivo Protege? Pode um site de antivírus detectar um usuário pelo número da linha de celular e enviar a mensagem para ele? Eu cliquei num link da revista on-line que me pareceu confiável, teria sido coincidência?Grato,Humberto Rigotti SodréHumberto, nenhum antivírus instalado no celular é capaz de impedir que esses anúncios sejam exibidos. Receber esses anúncios, mesmo com um antivírus instalado, não caracteriza nenhum tipo de deficiência no software que você instalou. A mensagem que afirma que seu celular está infectado é completamente falsa e, sendo assim, não existe nada para o antivírus de verdade detectar. Seja lá o que o antivírus instalado detectou de problema, é extremamente improvável que havia qualquer relação com a exibição dessas mensagens.Há alguns relatos mais antigos de pessoas que tiveram seus roteadores atacados para mudar uma configuração de internet (o DNS) e essa configuração fazia com que anúncios publicitários específicos fossem carregados nas páginas de internet. Hoje isso é mais raro, pois várias redes de publicidade estão utilizando a segurança HTTPS, que dificulta esse truque de redirecionamento dos anúncios.Isso significa que você realmente pode acabar vendo uma mensagem dessas -- eu mesmo já vi, várias vezes -- mesmo sem ter qualquer problema de segurança. E esses anúncios são veiculados por sites da web, inclusive publicações de jornais e revistas renomadas. Redes de publicidade amplamente utilizadas, como a do Google, também distribuem esses anúncios maliciosos (como, inclusive, foi revelado por esta coluna).No caso específico do Google, em geral não existe filtro que os sites podem usar para bloquear anúncios antes que eles sejam exibidos -- como o Google exibe anúncios com base nas preferências de cada visitante, os anúncios que cada pessoa recebe não são os mesmos. Além disso, os golpistas criam novas peças publicitárias frequentemente, burlando qualquer bloqueio configurado pelos sites.Logo, quem precisa atuar nesses casos são as redes de publicidade, bem como a empresa responsável pelo aplicativo, já que essas campanhas existem por causa de programas de afiliados que elas promovem.Com esses anúncios circulando com tanta frequência, pode ter sido um mero acaso que apenas o seu telefone que não tem antivírus recebeu a mensagem. Porém, como os sistemas de publicidade em uso hoje são muito inteligentes e levam em conta vários fatores para decidir qual peça de publicidade será exibida, também é possível que o outro telefone receba menos anúncios desse tipo por você já ter interagido com essa publicidade nele.De modo geral, é extremamente difícil identificar o que faz esses anúncios aparecerem. A dica da coluna é sempre ignorar e não instalar os produtos recomendados em nenhuma hipótese, pois isso a mera instalação do aplicativo sugerido pode resultar em pagamento para o golpista.O pacotão da coluna Segurança Digital vai ficando por aqui. Não se esqueça de deixar sua dúvida na área de comentários, logo abaixo, ou enviar um e-mail para g1seguranca@globomail.com. Você também pode seguir a coluna no Twitter em @g1seguranca. Até a próxima!

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Thu, 12 Apr 2018 12:00:01 -0300 -


Após o escândalo envolvendo o uso indevido de informações pessoais, o Facebook vem intensificando iniciativas para recuperar a sua credibilidade e demonstrar que está empenhado em garantir a privacidade dos dados dos seus usuários. Entre as medidas adotadas, foi disponibilizado para todos os usuários um assistente que simplifica a remoção em massa dos aplicativos que ficam conectados a conta na rede social.        Sobre o assistente   A remoção de aplicativos desenvolvidos por terceiros sempre existiu, porém era uma tarefa dispendiosa, pois era necessário remover um a um. Com a nova ferramenta, o usuário pode marcar todos os apps que quiser desconectar do seu perfil e com um único clique removê-los definitivamente. Veja como usar:    1 - Acesse a sua conta no Facebook ou clique nesse link (aqui).                                              2 - Clique sobre a caixa de seleção para marcar os apps.   3 - Clique sobre o botão "Remover".   4 - Marque a opção "Também excluir todas as publicações, fotos e vídeos no Facebook que esses aplicativos e sites possam ter publicado em seu nome." e aperte no botão "Remover" para finalizar o processo.                                      5 - Clique no botão "Concluir" para fechar a janela de confirmação.    Após a remoção dos apps, eles não terão como acessar as informações pessoais, se o leitor remover acidentalmente algum app importante basta adicioná-lo novamente conforme a necessidade.      Imagens: Reprodução/G1

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Wed, 11 Apr 2018 12:15:01 -0300 -


Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.) vá até o fim da reportagem e utilize o espaço de comentários ou envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com. A coluna responde perguntas deixadas por leitores no pacotão, às quintas-feiras.O ano de 2017 ficou marcado por grandes ataques envolvendo vírus de resgate - caso do vírus WannaCry, que contaminou a Europa e chegou a interferir com hospitais no Reino Unido -- ou, também, vírus de outros tipos que tentaram se passar por vírus de resgate (caso da praga NotPetya, que contaminou a Ucrânia). Mas dados e análises de várias empresas de segurança apontam que essas pragas não só estão em declínio, como também já estavam em declínio em 2017.Segundo um relatório da empresa de segurança SonicWall, o número total de ataques caiu de 638 milhões em 2016 para 184 milhões em 2017. Outras três empresas de segurança - Palo Alto Networks, Malwarebytes e Check Point - observaram que criminosos estão trocando os vírus de resgate por programas que mineram criptomoedas.O blog Segurança Digital preparou a lista abaixo para destacar as possíveis razões por trás desse declínio.Vírus de resgate são uma 'bomba' digitalO vírus de resgate criptografa os arquivos do computador e impede o acesso aos dados para depois pedir um pagamento -- o resgate -- para recuperar os arquivos. Se a vítima não pagar, o vírus não terá dado nenhum lucro aos seus criadores.A mineração de criptomoedas, por sua vez, gera um lucro certo e permanente. Desde que a vítima não perceba o vírus, ele vai continuar gerando algum lucro para os bandidos. A vítima vai pagar na conta de luz -- porque o vírus vai usar o processador do computador e consumir energia para realizar a mineração de criptomoedas --, mas a chance de tudo passar despercebido é incomparável, já que nenhum vírus de resgate consegue atuar e permanecer invisível.Tendo presença no computador da vítima, o criminoso ainda pode mais tarde realizar roubos de informações.Vírus de resgate manifestam sua presença para exigir o pagamento. Dessa forma, o vírus é obrigado a se 'entregar', o que torna as pragas incompatíveis com outros tipos de ataques que exigem discrição. (Foto: Reprodução)Truque está sendo combatido com backupsOs vírus de resgate demonstraram a importância de realizar backups (cópias de segurança) para que um arquivo possa ser recuperado no caso de um imprevisto. Serviços de armazenamento em nuvem, como o IDrive e o OneDrive, criaram mecanismos para restaurar arquivos criptografados.Quanto mais pessoas estiverem preparadas com backups, menores são as chances das vítimas pagarem o resgate. Lavagem de dinheiro ficou mais difícilO pagamento dos vírus de resgate costuma ser solicitado em Bitcoin. Essas moedas precisam ser vendidas em uma "exchange" (ou "corretora") de moedas virtuais para serem trocadas por dólares ou reais. Em julho de 2017, autoridades prenderam o responsável pela BTC-e, uma corretora de criptomoedas acusada de ter intermediado a retirada de boa parte do dinheiro obtido com vírus de resgate e outras fraudes on-line.Nesse meio tempo, novas regulamentações foram criadas e as tarifas de Bitcoin também aumentaram (o que significa que os pagamentos ficaram mais caros). Embora criminosos tenham experimentado moedas "alternativas" (como a Monero), essas moedas quase sempre precisam ser convertidas em Bitcoin antes de serem trocadas por dólares. Alguns vírus mais recentes estão optando pela criptomoeda "Dash".O dinheiro proveniente da mineração de criptomoedas, por outro lado, é considerado dinheiro limpo. Uma vez que moedas foram recebidas por colaborações no processo de mineração, é difícil determinar se essa colaboração ocorreu em computadores do colaborador ou se o hardware foi utilizado sem autorização. Na prática, o criminoso consegue trocar as moedas em qualquer corretora, sem levantar suspeita.Pessoas foram acusadasNão foi só o responsável pela BTC-e que acabou nas mãos das Justiça. Em 2017, foram presos suspeitos na Romênia, nos Estados Unidos no Reino Unido, acusados de operarem ataques de vírus de resgate. No fim de março de 2018, outros três indivíduos foram presos na Polônia, acusados de programarem as pragas digitais.Kits de ataque estão menos eficazesCom os navegadores web criando entraves para o uso do Adobe Flash Player - uma das principais portas de entradas para vírus nos computadores --, ficou mais difícil para que páginas maliciosas da web infectem o computador dos internautas.Quando os criminosos são obrigados a recorrer a táticas mais tradicionais (enganar vítimas oferecendo um software, mas entregando outro, por exemplo), o vírus de resgate possui mais dificuldades para manter a fraude em funcionamento, pois a probabilidade de o arquivo logo ser denunciado é maior.Embora as causas específicas do que levou a essas mudanças no mundo do cibercrime seja desconhecida, é possível que todos esses fatores tenham contribuído para o cenário atual. A estimativa é que o número de ataques caia mais uma vez em 2018 em relação ao ano anterior, mas empresas ainda precisam ter cuidado com ataques direcionados e mais sofisticados.Siga a coluna no Twitter em @g1seguranca.

G1

Tue, 10 Apr 2018 11:00:01 -0300 -

O presidente-executivo da rede social falará em uma audiência conjunta por duas comissões do Senado; na quarta, ele irá à Câmara dos Deputados. Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, prestará depoimento ao congresso dos EUA Mark Zuckerberg, presidente-executivo do Facebook, irá pela primeira vez ao Congresso dos Estados Unidos nesta terça-feira (10) para responder a questionamentos de senadores sobre como a rede social protege a privacidade de seus usuários, além de discutir os efeitos da plataforma sobre a democracia. “As redes sociais revolucionaram o jeito como nós nos comunicamos e usamos dados para conectar pessoas ao redor do mundo. Com todos os dados trocados pelo Facebook e outras plataformas, os usuários merecem saber como a informação deles é compartilhada e protegida”, afirmou o senador Chuck Grassley. A audiência conjunta será realizada entre os comitês de Justiça e do Comércio, Ciência e Transportes, ambas do Senado dos EUA. Na quarta, será a vez da Câmara dos Deputados. Lá Zuckerberg falará diante do Comitê de Energia e Comércio, que liberou o testemunho a ser concedido pelo executivo. “Essa audiência vai explorar abordagens à privacidade que satisfaçam as expectativas dos consumidores enquanto encorajam a inovação”, diz Grassley, presidente da comissão de Justiça. O líder do outro comitê, senador John Thune, afirmou que o “Facebook exerce um papel crítico em muitas relações sociais, informando americanos sobre eventos do dia a dia e evidenciando tudo, desde produtos a candidatos políticos”. “Nossa audiência conjunta irá ser uma conversa pública com o CEO dessa poderosa e influente companhia sobre sua visão para abordar problemas que geraram preocupações significativas sobre o papel do Facebook na nossa democracia, agentes mal intencionados usando a plataforma e a privacidade do usuário.” Maior pressão A ida de Zuckerberg ao Congresso dos EUA ocorre na esteira do escândalo da manipulação indevida de dados de 87 milhões de usuários pela Cambridge Analytica, consultoria política que trabalhou para Donald Trump durante a corrida eleitoral de 2016 e na campanha para a saída do Reino Unido do Brexit. A forma como as informações foram obtidas pela empresa britânica colocou no centro da discussão o modelo de negócio do Facebook e de outras empresas de tecnologia, que coletam, processam e armazenam dados de seus usuários para segmentar a distribuição de anúncios. A polêmica da Cambridge Analytica ocorre em um momento em que começou a intensificar a pressão para regulamentar a atuação de empresas de tecnologia que mantêm plataformas, em que pessoas depositam grande quantidade de conteúdo. No fim de fevereiro, a Câmara dos Deputados dos EUA aprovou uma lei que mudou um dos grandes paradigmas legais em torno de companhias de internet: a responsabilização judicial delas em caso de ações ilícitas praticadas por usuários. A nova legislação permite que sites e serviços conectados sejam levados à Justiça caso sejam usados para o tráfico sexual. Até então, as empresas não podiam ser processadas, mesmo que suas plataformas fossem uma porta aberta para escravidão sexual ou tráfico de seres humanos. Os responsáveis por promover esses conteúdos é que deveriam ser processados. O escândalo do Facebook Em 17 de março, os jornais "New York Times" e "Guardian" revelaram que os dados de mais de 50 milhões de usuários do Facebook foram usados sem o consentimento deles pela Cambridge Analytica. Dias depois, o próprio Facebook retificou a informação e passou a estimar em 87 milhões o número de pessoas atingidas. A empresa britânica de análise política acessou o grande volume de dados pessoais após um teste psicológico, que circulou na rede social anos atrás, coletar informações. Os dados recolhidos não eram só os das pessoas que toparam fazer o teste. Havia também informações de milhões dos amigos delas. Para ter a acesso ao gigante estoque de dados, o teste não precisou usar hackers ou explorar brechas de segurança. Apenas aproveitou que, na época, o Facebook dava a liberdade para seus usuários autorizarem o acesso aos dados de seus amigos. O passo seguinte, no entanto, estava fora do raio de atuação do Facebook: após a coleta dos dados, o desenvolvedor do teste os compartilhou com a Cambridge Analytica. O escândalo deflagrou uma onda de ceticismo sobre como o Facebook protege os dados de indivíduos que estão presentes em seu site. A rede social passou a investigar o caso e já implementou algumas modificações, como: criou um atalho para usuários alterarem de forma mais simples suas configurações de privacidade; esmiuçou a política de dados e os termos de serviço, para incluir formas de coleta de informação até então ausentes, detalhar algumas práticas e ampliar essas regras para Instagram e Messenger; endureceu as normas de veiculação de campanhas políticas, para passar a exigir a identidade dos anunciantes; restringiu o uso de dados de usuários por aplicativos que não sejam usados por três meses pelas pessoas. Desde então, o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, reconheceu que a empresa cometeu erros e que não fez o suficiente para evitar que a rede social fosse usada para causar danos. No Brasil, o Ministério Público do Distrito Federal abriu um inquérito para apurar se o Facebook compartilhou dados de usuários brasileiros com a Cambridge Analytica –segundo a rede social, os dados de 443 mil brasileiros podem ter sido comprometidos pela Cambridge Analytica.

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Tue, 10 Apr 2018 09:00:17 -0000 -


O blog Segurança Digital apurou que ao menos duas plataformas de lojas on-line criaram a possibilidade de realizar compras sem senha para clientes que já possuem cadastro nas lojas. Nessa modalidade, como a única barreira para fazer um pedido é informar o endereço de e-mail, os dados do cliente ficam censurados (com asteriscos, vide foto) para que outras pessoas não tenham acesso ao cadastro. No entanto, parte da censura podia ser burlada com a opção de pagamento por boleto, já que os dados do cliente eram incluídos no documento de forma legível.Na prática, era possível fechar um pedido e obter endereço completo, o nome completo e o CPF de um consumidor apenas com o endereço de e-mail. Bastava fechar o pedido com a opção de boleto. As plataformas identificadas, CiaShop e Web Storm, oferecem uma tecnologia para que outras empresas possam facilmente criar um site de e-commerce. Sendo assim, qualquer loja criada com uma dessas tecnologias possui o recurso. Ou seja, o problema existia em várias lojas, não em um site específico.A censura no boleto ao lado foi adicionada pelo blog, pois o arquivo original era limpo e permitia a visualização dos dados particulares. O arquivo podia ser baixado por qualquer um que soubesse o e-mail do consumidor. (Foto: Reprodução)Um mês após serem comunicadas pelo blog Segurança Digital, a CiaShop e a Web Storm modificaram o recurso e não permitem mais o download do boleto. No caso da CiaShop, não é mais possível fechar pedidos com boleto sem digitar a senha. Nas lojas da Web Storm, o pedido é fechado, mas o boleto é enviado por e-mail, protegendo a informação. Apesar de terem modificado a funcionalidade, as empresas minimizaram o risco para os consumidores, considerando que um possível criminoso teria que saber a loja em que o consumidor fez alguma compra.Omar Kaminski, advogado especialista em direito e internet, observa que não há lei específica para a proteção de dados e que são aplicados o Marco Civil de Internet, o Código de Defesa do Consumidor e o Código Civil. "Uma vez provado que houve ato ilícito, dano ou prejuízo, é possível buscar uma reparação judicial. Como se trata de direitos difusos, o ideal é que o Ministério Público seja convocado a intervir", disse o especialista.Para Cléber Brandão, gerente do Blockbit Labs, braço de pesquisa da empresa de segurança Blockbit, o caso se enquadra como um vazamento de dados.  "Qualquer dado pessoal deveria estar protegido por medidas de privacidade e confidencialidade", avalia o especialista. Brandão explica que informações pessoais podem ser usadas em golpes on-line, permitindo que criminosos enviem mensagens se passando por instituições financeiras ou empresas e personalizem essa comunicação com os dados pessoais para convencer a vítima a entregar outras informações, inclusive senhas."Para o e-commerce, entendo que permitir a compra sem necessidade de uma senha pareça uma ótima opção para promover mais vendas, porém, no ponto de vista de segurança da informação, não é uma boa prática", disse ele, que sugere a adoção de "tokens" (senhas temporárias).Janela em site informando que compra pode ser finalizada com o e-mail, dispensando outras formas de autenticação. (Foto: Reprodução)Plataformas minimizam impactoPara a CiaShop, o caso é "muito específico" e "pouco provável de acontecer". "Uma pessoa mal-intencionada teria que saber o e-mail do cliente e o e-commerce em que ele tem conta para simular uma compra – desde que seja o segundo pedido ou mais - naquela loja online e, só então, ter acesso ao nome completo e CPF no boleto gerado, conforme exigido pelo Banco Central. Dados críticos, como número de cartão de crédito e senha, não são expostos em nenhum momento", disse a empresa.Eduardo Aguiar, diretor comercial da Web Storm, teve o mesmo entendimento. "Não basta apenas saber um e-mail, é necessário saber em que loja um comprador fez uma compra com este mesmo e-mail e tentar burlar a segurança desta loja para obter o CPF deste comprador", disse ele. O executivo também argumentou que o problema ocorreu por causa da exigência dos bancos de registrar boletos e que "há meio mais fáceis" para obter esses dados", citando o Registro.br - o órgão brasileiro que registra sites na internet (como "g1.com.br").A comparação de Aguiar foi afastada por Frederico Neves, diretor de Serviços e de Tecnologia do NIC.br, órgão que mantém o Registro.br.  Ele explicou que o serviço é um registro público de cunho declaratório e que o CNPJ ou CPF, revelados na consulta de "Whois", serve para "atribuir univocamente a titularidade de um nome de domínio". Neves ainda lembrou que registros públicos também precisam evitar fraudes de identidade, o que exige "um balanço bastante delicado entre a preservação da privacidade e a publicidade [dos dados]", além de considerar que a alternativa, informar o endereço postal -- também registrado nos boletos das lojas -- seria "muito mais delicada".Já Brandão, do Blockbit Labs, discorda que o ataque precise ser específico como alegam as lojas, porque ferramentas poderiam automatizar o teste de e-mail em vários sites diferentes. Ou seja, não seria preciso verificar cada loja manualmente, porque um "robô" criminoso poderia fazer isso sozinho.Para o especialista, mesmo que os bancos exijam os dados do cliente no boleto, responsabilidade pelas informações é de quem as armazena, ou seja, do e-commerce, e que esse princípio está previsto em diversas normas de segurança. Ele diz que cabe à loja verificar como seus sistemas interagem com terceiros (como o banco que gera o boleto), bem como defender sua rede de possíveis ataques usando as ferramentas adequadas, desde medidas legais (nos contratos de serviços) a medidas técnicas, como programas de gestão de vulnerabilidade e detecção de invasões.A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm) diz que não conhece nenhum tipo de fraude que consiga prejudicar o consumidor somente com posse do CPF e endereço. "Mesmo assim, consideramos que são dados sensíveis e devem ser protegidos não somente pelas lojas virtuais, mas também pelos próprios bancos", afirmou a associação. A Abcomm disse ainda que orientaria os demais associados sobre a prática e que desconhece outros sites ou plataformas de e-commerce que estejam adotando alguma função semelhante.Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

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Mon, 09 Apr 2018 07:30:01 -0300 -

(Se você tem alguma dúvida sobre tecnologia, utilize o espaço para comentários abaixo e escreva sua pergunta)   >>> É possível ter a conta hackeada só por ter aceito uma solicitação de amizade? Oi, Ronaldo! Eu estou recebendo de diversos amigos a seguinte mensagem: Por favor! Avise todos os seus contatos da lista do Messenger para não aceitarem a solicitação de amizade de Jayden K. Smith. Ele é um hacker e tem o sistema conectado com a conta do seu Facebook. Se algum dos seus contatos aceitá-lo você também será hackeado, então certifique-se que todos os seus amigos saibam disso. Obrigado. Encaminhado conforme recebido. Se eu aceitar essa solicitação de amizade estarei correndo o risco de ter a minha conta no Facebook hackeada? Antônio   Olá, Antônio! Só por aceitar uma solicitação de amizade a sua conta no Facebook não corre o risco de ser hackeada. Mas evite clicar em links enviados por mensagens que redirecionam para páginas externas e depois  solicitam informar os dados da conta no Facebook para serem abertas. Os golpistas utilizam uma técnica conhecida como "Phishing" que consiste em criar uma cópia de uma página oficial e solicitar as credenciais de acesso para coletar o usuário e senha.   >>> É possível ter o PC infectado por vírus através do celular? Se o meu celular estiver com vírus ao conectá-lo no PC, ele também ficará infectado? Rogério   Olá, Rogério! Esse tipo de infecção é pouco provável que aconteça devido a diferença tecnológica entre os sistemas operacionais do celular em relação ao PC, além de outros aspectos. Mas não é recomendável instalar aplicativos que não estiverem na Play Store, principalmente os que oferecerem algum tipo de integração entre o PC e o celular. Mas para que isso aconteça você terá que aceitar a execução de instalação do programa malicioso. Se você suspeita que o seu PC possa estar infectado, execute imediatamente o antivírus e remova os aplicativos alternativos do seu smartphone.   >>> É preciso formatar o PC após instalar mais memória RAM? Olá, Ronaldo! O meu PC possuía somente 2 GB (gigabytes) de memória RAM, então instalei 4 GB (gigabytes). O problema é que o sistema não está reconhecendo 3 GB (gigabytes), o que pode estar acontecendo? Diego   Olá, Diego! Possivelmente a arquitetura do Windows instalado no seu equipamento seja 32-bits, nesse caso a capacidade de memória máxima administrada será de 3 GB(gigabytes). Os módulos de memórias adicionais foram reconhecidos, porém por uma limitação da arquitetura não está sendo possível gerenciá-la integralmente. O ideal é que você faça uma reinstalação do Windows com uma versão de 64-bits.   Foto: Rick Wiking/Reuters

G1

Sun, 08 Apr 2018 12:30:01 -0300 -