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G1 > Economia

Indicadores e notícias sobre a economia no Brasil e no mundo. Dados para posicionamento de empresários e dicas para gerir suas finanças pessoais.

Dólar atinge o maior valor desde dezembro de 2016 Nesta segunda-feira (23), o dólar chegou ao maior valor no Brasil desde dezembro de 2016: R$ 3,45. Em abril, a moeda norte-americana já subiu 4% e quem sofre com essa alta imediata são os turistas. Dependendo da corretora, o dólar do turismo ficou entre R$ 3,58 e R$ 3,80, nesta segunda. Por isso, a dica do colunista de finanças pessoais do Jornal da Globo, Samy Dana, é verificar a página do Banco Central para comprar dólar com o menor preço. Acesse a página aqui.

G1

Tue, 24 Apr 2018 03:21:38 -0000 -


Fabricantes devem se reunir nesta terça, 24, com Temer, para cobrar a divulgação do Rota 2030, novo regime automotivo. País está sem política para o setor desde o começo do ano. Obras de início da ampliação da fábrica da GM em São Caetano do Sul, SP Rafael Miotto/G1 A indústria de veículos no Mercosul está cobrando dos principais membros do bloco, Brasil e Argentina, a definição de uma política de longo prazo para o setor que seja capaz de dar previsibilidade para os investimentos e maior competitividade ao setor, em um momento em que o bloco negocia um acordo comercial com a União Europeia. Segundo o presidente da General Motors para o Mercosul, Carlos Zarlenga, sem uma definição clara sobre a política industrial no Brasil para os próximos anos e a aprovação de regras futuras para o comércio de veículos no Mercosul "a indústria está investindo às cegas". "É fundamental trabalharmos hoje para termos uma previsibilidade sobre o que vai acontecer a partir de 2020. Todos os investimentos anunciados hoje (pelo setor) passam do horizonte de 2020. Estamos investindo às cegas e isso não pode acontecer", disse Zarlenga durante seminário do setor promovida pela editora AutoData. Reunião com Temer Uma comitiva de presidentes de montadoras de veículos, mais a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), deve se reunir nesta terça-feira (24) com o presidente Michel Temer, na expectativa de fazer o governo federal avançar na aprovação da política industrial conhecida como Rota 2030. O encontro deveria ter acontecido no último dia 12, mas as mudanças geradas pela saída de ministros interessados em disputar as eleições de outubro acabaram adiando a reunião. "Estamos discutindo isso, Rota 2030, há um ano e meio, espero uma surpresa positiva amanhã", disse Zarlenga. Porém, o presidente da Anfavea, Antonio Megale, presente no mesmo seminário foi mais pessimista, comentando que na terça-feira "não deve ser assinado nada". O Rota 2030 pretende ditar as regras de incentivo ao setor abordando temas como economia no consumo de combustível e obrigatoriedade de equipamentos de segurança nos veículos. A política automotiva anterior, Inovar Auto, terminou no final do ano passado e, a partir deste ano, o mercado passou a conviver com importações de veículos que pagam apenas imposto de importação, e não mais uma sobretaxa de até 30%, caso os importadores não invistam em produção e pesquisa e desenvolvimento nacionais. Segundo Zarlenga, entre este ano e 2030 são estimados investimentos no Brasil pelo setor automotivo de R$ 30 bilhões em pesquisa e desenvolvimento por ciclo de 5 anos, ante de R$ 25 bilhões aplicados entre 2012 e 2018. Brasil e Argentina No caso da GM, a pauta de desenvolvimento inclui veículos elétricos e modelos unificados que possam ser vendidos no Brasil e na Argentina sem precisarem de alterações para atender a regras específicas locais, algo conhecido como "reconhecimento mútuo" e que segundo ele poderá ser colocado em prática no Mercosul em 30 dias. Além da política industrial no Brasil, o setor busca também a discussão de regras que vão substituir o acordo automotivo atual entre Brasil e Argentina, que vence em meados de 2020. Os dois países possuem 76 fábricas de veículos, das quais 65 estão no Brasil, e uma capacidade de produção anual de 6 milhões de unidades. Atualmente, o comércio bilateral é regido por uma regra conhecida como "flex" em que a cada 1 dólar que o Brasil importa da Argentina sem incidência de tarifas, o Brasil pode exportar ao vizinho 1,5 dólar também sem sobretaxas. "O setor esta começando a se desorganizar...Há um alinhamento político entre Brasil e Argentina e os países passam por um momento de crescimento muito forte (de suas indústrias de veículos). Mas nosso questionamento é que para se organizar o setor é preciso ter uma visão de mais longo prazo", disse Megale, da Anfavea. Segundo Zarlenga, da GM, a indústria automotiva do Brasil e da Argentina deve crescer 3,6% ao ano, em média, nos próximos 10 anos, com o Brasil passando de vendas internas previstas para 2018 de 2,7 milhões de veículos para 2,9 milhões em 2019 e chegando a 4 milhões em 2027. Para a Argentina, o crescimento esperado pela empresa sai de 1 milhão em 2018 para 1,2 milhão em 2027. "Temos regras claras hoje (sobre o flex) que terminam em julho de 2020. O ponto é que não dá para esperar 2020 chegar para se ter uma nova regra", disse o presidente da GM Mercosul. União europeia Além do comércio bilateral entre Brasil e Argentina, a indústria automotiva do Mercosul --formado também por Paraguai, Uruguai e Venezuela, que está suspensa-- tem pela frente a possibilidade de entrada em vigor no próximo ano do livre comércio de veículos entre Brasil e México, conforme regido pelo acordo bilateral atual, disse Megale. Ele defendeu gradualismo na abertura, pedindo o mesmo nas discussões do Mercosul com a União Europeia. "Tem chances reais de sair (acordo Mercosul-UE), embora estejamos discutindo há 20 anos. Mas ele tem que vir com gradualidade. A UE hoje tem 1,7 habitante por veículo e o Mercosul tem 4,45, enquanto isso a UE tem 17% de sua capacidade ociosa enquanto as montadoras no Mercosul têm 41%."

G1

Tue, 24 Apr 2018 00:01:12 -0000 -


Governo dispôs aumentos de 45% a 58% no preço do gás natural, enquanto os ajustes nas contas de luz oscilam entre 39% e 47%, e as de água potável subirão 26%. O presidente da Argentina, Mauricio Macri, pediu nesta segunda-feira (23) aos governadores de províncias e prefeitos que cortem impostos para atenuar a alta das tarifas de luz, gás e água, cujos fortes aumentos têm causado comoção social e política. "Peço-lhes que eliminem os impostos que cobram sobre os serviços públicos e assim ajudarão a aliviar a carga sobre cada consumidor, cada comércio e cada pequena e média empresa", disse Macri em um discurso ao país. Presidente argentino, Mauricio Macri, em fórum de negócios, em dezembro de 2017 Marcos Brindicci/ Reuters O governo dispôs a partir de abril aumentos de 45% a 58% no preço do gás natural. Já os ajustes nas contas de eletricidade oscilam entre 39% e 47%, enquanto as de água potável subirão 26%. Os aumentos tarifários de serviços essenciais têm causado uma reação de manifestações de rua e protestos em todo o país. A primeira resposta positiva ao pedido de Macri veio da governadora da província de Buenos Aires, María Eugenia Vidal, da aliança governante de direita Cambiemos. Minutos após o discurso do presidente, Vidal reduziu os tributos sobre a luz, o gás e a água em uma província com 18 milhões de habitantes. A população total na Argentina soma 43 milhões de pessoas. No entanto, ainda não se sabe qual será a conduta dos 23 distritos restantes, governados na maioria pela oposição.

G1

Mon, 23 Apr 2018 23:44:55 -0000 -

Fatia das micro, pequenas e médias nos financiamentos saltou para 33,4% em quase 30 anos, mostra estudo divulgado pelo banco. A participação das micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) nos desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) cresceu nas últimas décadas, mostra um estudo divulgado pelo próprio órgão nesta segunda-feira (23). Ainda assim, as MPMEs – empresas com faturamento de até R$ 300 milhões por ano – representam apenas um terço do total de negócios financiados pelo banco de fomento. O restante (66,6%) é destinado a empresas de grande porte. Segundo o levantamento, a fatia de recursos desembolsados às MPMEs saltou de 16,3%, no período entre 1990 e 1994, para 33,4% entre 2015 e 2017. Na contramão, as grandes empresas passaram a representar 66,6% dos negócios no período mais recente, contra uma participação de 83,7% há quase trinta anos. “Os dados mostram que o BNDES tem atuado cada vez menos (e não mais) com grandes empresas. Como consequência, as MPMEs ocupam cada vez mais espaço no crédito concedido pelo BNDES”, diz o estudo. Em 2017, o montante desembolsado às micro, pequenas e médias chegou a 42% do total, um recorde histórico, de acordo com o BNDES. O banco atribui parte deste desempenho à maior liberação de recursos para financiar o capital de giro de empresas de menor porte. Foram liberados R$ 7,1 bilhões para este fim, valor 164% superior a 2016. Desembolsos em 2017 Os desembolsos (empréstimos) do Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES) somaram R$ 70,8 bilhões em 2017, queda de 19% ante 2016. Trata-se do menor valor nominal de desembolsos desde 2007, quando foram concedidos R$ 64,89 bilhões em empréstimos. O volume de financiamentos concedidos pelo BNDES vem caindo desde 2013, segundo dados do banco. De 2015 para 2016, a queda havia sido de 35%.

G1

Mon, 23 Apr 2018 22:21:03 -0000 -


App usa inteligência artificial para simular conversa de pessoas com chatbot; em seu blog, empresa diz que app passou a fazer ameaças de sequestro e assassinato a crianças e suas famílias. O aplicativo de bate-papo online sul-coreano Simsimi foi suspenso no Brasil na última sexta-feira (20). Segundo blog corporativo da empresa, o app passou a dar respostas impróprias a seus usuários, como ameaças de sequestros e assassinatos. O SimSimi é um chatbot que simula a conversa de uma pessoa com um personagem virtual. O sistema usa tecnologia de inteligência artificial para conversar com as pessoas. O app aprende com as respostas dos usuários e deveria melhorar seu diálogo com os usuários. Simsimi Divulgação/Facebook "Os usuários de smartphones brasileiros não poderão mais baixar o aplicativo SimSimi na Play Store e App Store. Isso é inevitável porque o aplicativo SimSimi, pelo menos nos últimos dias, teve um impacto social negativo significativo no Brasil", disse a empresa responsável pelo app, em seu blog corporativo. Segundo ele, o problema ocorre porque "alguns usuários brasileiros estão ensinando respostas maliciosas ao SimSimi". "O principal tipo de respostas é ameaça de crimes, como assassinato ou sequestro de crianças e suas famílias", disse a empresa, na publicação. A companhia disse que esse tipo de "abuso" é inédito na plataforma e que o sistema só será restabelecido no país após a companhia conseguir desenvolver controles para evitar a situação. O aplicativo não está mais disponível na Play Store, App Store e seu site está fora do ar no Brasil.

G1

Mon, 23 Apr 2018 21:47:51 -0000 -

Segundo ministro do Planejamento, valor é referente ao superávit do Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel), acumulado desde 2012. Caso está sob análise do TCU. O ministro do Planejamento, Esteves Colnago, afirmou nesta segunda-feira (23) que o governo quer utilizar recursos do Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel) para cumprir a chamada "regra de ouro". Essa regra impede que o governo contraia dívida para cobrir despesas correntes, como o pagamento de salário de servidores. A lei admite que o governo se endivide apenas para fazer investimentos, que podem depois se refletir em crescimento da economia e em aumento da arrecadação. O descumprimento da "regra de ouro" é reflexo da deterioração das contas públicas, que vêm registrando seguidos déficits (resultados negativos) nos últimos anos. Por conta disso, o Orçamento federal está cada vez mais comprometido com o pagamento das despesas correntes. Segundo Colnago, o governo planeja utilizar os recursos de superávit do Fistel acumulados desde 2012 – um valor que, até o final do ano, deve chegar a R$ 10,5 bilhões. De acordo com o ministro, a última vez que o governo utilizou o superávit deste recurso foi em 2012, que segue acumulando desde então. "Em vez de [o governo] se endividar mais, deve utilizar este recurso que está lá à disposição para abater a dívida. Não tem porque não usar um recurso que está lá parado. O objetivo é esse, dar melhor gestão para o orçamento", disse o ministro após reunião com o ministro substituto do Tribunal de Contas da União (TCU), André Luis de Carvalho. Colnago explicou ainda que as demandas da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) não serão comprometidas com o uso dos recursos do Fistel. "Aquilo que ela (agência) demandar vai ser garantido, o que a gente está discutindo é o que excede isso, é superávit acumulado desde 2012 até hoje", disse. A análise do processo que permite o uso do Fistel para cumprir a chamada "regra de ouro" estava previsto para a última quarta-feira (18), mas foi adiada a pedido da procuradora do Ministério Público junto ao TCU, Cristina Machado, que queria mais tempo para analisar o caso.

G1

Mon, 23 Apr 2018 21:29:52 -0000 -

Receita Federal recebeu, até 17h desta segunda, 16.410.177 declarações de um total de 28,8 milhões esperadas. Prazo termina em 30 de abril. Secretaria da Receita Federal informou que recebeu 16.410.177 declarações do Imposto de Renda até as 17h desta segunda-feira (23). De acordo com o Fisco, são esperadas 28,8 milhões de declarações até o fim do prazo para entrega, no dia 30 de abril. Ainda faltam ser entregues mais de 12,4 milhões de declarações. Para preencher a declaração, é preciso baixar o programa gerador no site da Receita Federal. Clique aqui para baixar. Se preferir, o contribuinte pode prestar contas por meio de aplicativos em tablets e smartphones. SAIBA TUDO SOBRE O IMPOSTO DE RENDA 2018 O contribuinte que não fizer a declaração ou entregá-la fora do prazo fica sujeito ao pagamento de multa de, no mínimo, R$ 165,74. O valor máximo correspondente a 20% do imposto devido. Quem deve declarar? Deve declarar o IR neste ano quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2017. O valor é o mesmo da declaração do IR do ano passado. Também deve declarar: Contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 40 mil no ano passado; Quem obteve, em qualquer mês de 2017, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas; Quem teve, em 2017, receita bruta em valor superior a R$ 142.798,50 em atividade rural; Quem tinha, até 31 de dezembro de 2017, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil; Quem passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês do ano passado e nessa condição encontrava-se em 31 de dezembro de 2017. Quem optar pelo declaração simplificada abre mão de todas as deduções admitidas na legislação tributária, como aquelas por gastos com edudação e saúde, mas tem direito a uma dedução de 20% do valor dos rendimentos tributáveis, limitada a R$ 16.754,34, mesmo valor do ano passado. Como declarar? Imposto de Renda: veja passo a passo como fazer a declaração Segundo o Fisco, a declaração pode ser elaborada de três formas: computador, por meio do Programa Gerador da Declaração (PGD) IRPF2018, disponível no site da Receita Federal do Brasil na internet; dispositivos móveis, tais como tablets e smartphones, por meio do serviço “Meu Imposto de Renda”, acessado pelo aplicativo “Meu Imposto de Renda”, disponível também a partir desta quinta-feira no Google play, para o sistema operacional Android, ou na App Store, para o sistema operacional iOS; computador, mediante acesso ao serviço “Meu Imposto de Renda”, disponível no Centro Virtual de Atendimento (e-CAC), com o uso de certificado digital, e que pode ser feito pelo contribuinte ou seu representante com procuração eletrônica. Para a transmissão da declaração não é necessário instalar o programa de transmissão Receitanet, uma vez que essa funcionalidade está integrada ao programa do IR deste ano, informou o Fisco. Entretanto, continua sendo possível a utilização do Receitanet para a transmissão. Não é mais permitida a entrega do IR via disquete nas agências do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal. A entrega do documento via formulário foi extinta em 2010. VEJA OS LIMITES DE DEDUÇÕES NO IMPOSTO DE RENDA 2018 Restituições Os contribuintes que enviarem a declaração no início do prazo, sem erros, omissões ou inconsistências, receberão mais cedo as restituições do Imposto de Renda, se tiverem direito a ela. Idosos, portadores de doença grave e deficientes físicos ou mentais têm prioridade. As restituições começarão a ser pagas em junho, e seguem até dezembro, para os contribuintes cujas declarações não caírem em malha fina. Novidades na declaração do IR de 2018 Uma das novidades do Imposto de Renda neste ano é que serão exigidos CPFs para dependentes incluídos na declaração com 8 anos ou mais. Em 2017, o CPF havia passado a ser obrigatório para crianças a partir de 12 anos. A redução da idade visa evitar que a declaração caia na malha fina, "possibilitando maior rapidez na restituição do crédito tributário", informou o Fisco. A partir de 2019, a obrigatoriedade será para todos os dependentes, de qualquer idade. De acordo com a Receita, o programa de declaração neste ano também vai pedir aos contribuintes mais dados sobre seus bens declarados, entre eles endereço de imóveis, sua matrícula, IPTU, e data de compra, além do número do Renavam de veículos. O contribuinte, porém, não será obrigado a fornecer essas informações. A partir deste ano também será possível retificar as declarações enviadas por meio de dispositivos móveis, como tablets e smartphones. Para isso, entretanto, é necessário que declaração original tenha sido enviada do mesmo aparelho. Imposto a pagar O contribuinte que tiver imposto a pagar poderá dividir o valor em até oito cotas mensais, mas nenhuma delas pode ser inferior a R$ 50. A primeira cota, ou a única, deve ser paga até 30 de abril e, as demais, até o último dia útil de cada mês, acrescidas de juros. O pagamento integral do imposto, ou de suas cotas e dos acréscimos legais, pode ser efetuado mediante: transferência eletrônica de fundos por meio de sistemas eletrônicos dos bancos; Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf), em qualquer agência bancária; ou débito automático em conta-corrente.

G1

Mon, 23 Apr 2018 21:24:34 -0000 -


José Aurélio Drummond Jr. apresentou carta de renúncia nesta segunda-feira; assembleia para novo conselho está marcada para quinta O presidente-executivo da BRF, José Aurélio Drummond Jr., renunciou ao cargo nesta segunda-feira, às vésperas de uma assembleia de acionistas para mudar o conselho de administração tida como vital para o futuro da exportadora de carne de frango. O diretor financeiro e de relações com investidoresda BRF, Lorival Nogueira Luz Jr., foi nomeado pelo conselho de administração para acumular o cargo interinamente. Logo da BRF, em São Paulo Reuters/Paulo Whitaker Drummond, que também vai deixar o conselho, assumiu o comando da BRF em dezembro passado, no lugar de Pedro Faria, em meio a uma crise profunda na gigante de alimentos. O movimento acontece após os principais acionistas da BRF, os fundos de pensão Petros e Previ e Tarpon, acordarem na semana passada a indicação de Pedro Parente, presidente-executivo da Petrobras, para chefiar o conselho de administração da companhia. Assembleia geral A BRF tem agendada para esta quinta-feira (26) uma assembleia geral de acionistas para decidir a eventual troca de todos os conselheiros da empresa. A data foi agendada após a Petros (fundo de pensão dos funcionários da Petrobras), em conjunto com outros acionistas da companhia de alimentos BRF, ter pedido a convocação de uma assembleia geral extraordinária para deliberar sobre a destituição de todos os membros do conselho da companhia, que desde 2013 é presidido pelo empresário Abilio Diniz. O pedido ocorreu depois de a BRF ter reportado prejuízo de R$ 1,1 bilhão em 2017. Acordo para eleger conselho A BRF informou na semana passada que seus sócios Previ, Petros, Tarpon e o empresário Abilio Diniz chegaram a um acordo para a eleição do conselho de administração da companhia nesta quinta-feira. Esses acionistas, que juntos detêm 32,8% das ações da BRF, concordaram em aprovar a nova composição do conselho de administração por 10 membros. Pedro Parente, presidente da Petrobras. REUTERS/Paulo Whitaker Se for adotado o sistema de voto múltiplo, os acionistas citados concordaram em eleger Pedro Parente, presidente-executivo da Petrobras, além de Francisco Petros, Walter Malieni Jr. e Flávia Buarque. Se ainda tiverem votos para eleger outros membros, votarão nos seguintes nomes, nesta ordem: Augusto da Cruz Filho, Roberto Rodrigues, José Luiz Osório, Roberto Mendes, Dan Ioschpe e Luiz Fernando Furlan. Para todos, o mandato será de dois anos.

G1

Mon, 23 Apr 2018 21:23:13 -0000 -

Montante de declarações entregues no estado ultrapassa média nacional. Prazo encerra no dia 30 de abril. Um total de 178.695 declarações de Imposto de Renda foram entregues no Amazonas até as 15h desta segunda-feira (23). O prazo termina no dia 30 de abril. O montante entregue é de 57,2% das 312 mil esperadas. Os números estão um pouco acima da média nacional que está com 56,5% de entregas. Para preencher a declaração, é preciso baixar o programa gerador no site da Receita Federal. Clique aqui para baixar. Se preferir, o contribuinte pode prestar contas por meio de aplicativos em tablets e smartphones. SAIBA TUDO SOBRE IMPOSTO O DE RENDA 2018 O contribuinte que não fizer a declaração ou entregá-la fora do prazo fica sujeito ao pagamento de multa de, no mínimo, R$ 165,74. O valor máximo correspondente a 20% do imposto devido. Quem deve declarar? Deve declarar o IR neste ano quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2017. O valor é o mesmo da declaração do IR do ano passado. Também deve declarar: Contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 40 mil no ano passado; Quem obteve, em qualquer mês de 2017, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas; Quem teve, em 2017, receita bruta em valor superior a R$ 142.798,50 em atividade rural; Quem tinha, até 31 de dezembro de 2017, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil; Quem passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês do ano passado e nessa condição encontrava-se em 31 de dezembro de 2017. Quem optar pelo declaração simplificada abre mão de todas as deduções admitidas na legislação tributária, como aquelas por gastos com edudação e saúde, mas tem direito a uma dedução de 20% do valor dos rendimentos tributáveis, limitada a R$ 16.754,34, mesmo valor do ano passado. Como declarar? Imposto de Renda: veja passo a passo como fazer a declaração Segundo o Fisco, a declaração pode ser elaborada de três formas: computador, por meio do Programa Gerador da Declaração (PGD) IRPF2018, disponível no site da Receita Federal do Brasil na internet; dispositivos móveis, tais como tablets e smartphones, por meio do serviço “Meu Imposto de Renda”, acessado pelo aplicativo “Meu Imposto de Renda”, disponível também a partir desta quinta-feira no Google play, para o sistema operacional Android, ou na App Store, para o sistema operacional iOS; computador, mediante acesso ao serviço “Meu Imposto de Renda”, disponível no Centro Virtual de Atendimento (e-CAC), com o uso de certificado digital, e que pode ser feito pelo contribuinte ou seu representante com procuração eletrônica. Para a transmissão da declaração não é necessário instalar o programa de transmissão Receitanet, uma vez que essa funcionalidade está integrada ao programa do IR deste ano, informou o Fisco. Entretanto, continua sendo possível a utilização do Receitanet para a transmissão. Não é mais permitida a entrega do IR via disquete nas agências do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal. A entrega do documento via formulário foi extinta em 2010. VEJA OS LIMITES DE DEDUÇÕES NO IMPOSTO DE RENDA 2018 Restituições Os contribuintes que enviarem a declaração no início do prazo, sem erros, omissões ou inconsistências, receberão mais cedo as restituições do Imposto de Renda, se tiverem direito a ela. Idosos, portadores de doença grave e deficientes físicos ou mentais têm prioridade. As restituições começarão a ser pagas em junho, e seguem até dezembro, para os contribuintes cujas declarações não caírem em malha fina. Novidades na declaração do IR de 2018 Uma das novidades do Imposto de Renda neste ano é que serão exigidos CPFs para dependentes incluídos na declaração com 8 anos ou mais. Em 2017, o CPF havia passado a ser obrigatório para crianças a partir de 12 anos. A redução da idade visa evitar que a declaração caia na malha fina, "possibilitando maior rapidez na restituição do crédito tributário", informou o Fisco. A partir de 2019, a obrigatoriedade será para todos os dependentes, de qualquer idade. De acordo com a Receita, o programa de declaração neste ano também vai pedir aos contribuintes mais dados sobre seus bens declarados, entre eles endereço de imóveis, sua matrícula, IPTU, e data de compra, além do número do Renavam de veículos. O contribuinte, porém, não será obrigado a fornecer essas informações. A partir deste ano também será possível retificar as declarações enviadas por meio de dispositivos móveis, como tablets e smartphones. Para isso, entretanto, é necessário que declaração original tenha sido enviada do mesmo aparelho. Imposto a pagar O contribuinte que tiver imposto a pagar poderá dividir o valor em até oito cotas mensais, mas nenhuma delas pode ser inferior a R$ 50. A primeira cota, ou a única, deve ser paga até 30 de abril e, as demais, até o último dia útil de cada mês, acrescidas de juros. O pagamento integral do imposto, ou de suas cotas e dos acréscimos legais, pode ser efetuado mediante: transferência eletrônica de fundos por meio de sistemas eletrônicos dos bancos; Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf), em qualquer agência bancária; ou débito automático em conta-corrente.

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Mon, 23 Apr 2018 20:36:06 -0000 -

Prazo de validade da medida provisória acaba nesta segunda. Com isso, ajustes à nova lei trabalhista deixam de valer. Ministério do Trabalho diz que analisa alternativa. MP que regulamenta pontos da Reforma Trabalhista perderá validade O líder do governo no Senado, Romero Jucá (MDB-RR), afirmou nesta segunda-feira (23) que o Poder Executivo fará "o que for necessário” para complementar a nova lei trabalhista. A nova lei entrou em vigor em novembro do ano passado, mas o governo enviou uma medida provisória (MP) com alguns ajustes. Essa MP perde a validade nesta segunda (23). Como não há mais tempo para aprovara a medida, as alterações deixarão de valer e as regras inicialmente estabelecidas voltarão a valer. VEJA O QUE MUDA "Há um vácuo pelo fato da MP ter caducado, mas o governo fará o que for necessário para que haja uma complementação da reforma trabalhista", afirmou Jucá, em declaração enviada pela assessoria do senador. Ainda nesta declaração, o líder do governo atribuiu a não aprovação da MP a "disputas políticas". Governo estuda estratégias para manter texto da Reforma Trabalhista em vigor Nova MP Ao G1, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, já disse que "não está nas previsões" do governo a edição de uma nova MP, isso porque o Executivo avalia a edição de um decreto. O Ministério do Trabalho, em nota divulgada nesta segunda, descartou a possibilidade de mais uma MP. "O ministro [do Trabalho] Helton Yomura descarta a possibilidade de uma nova MP e observa que um decreto pode se configurar em alternativa viável juridicamente", informou a pasta. Na nota, o ministério diz ainda que analisa o que pode ser feito e apresenta três possíveis alternativas: ato normativo próprio do Ministério do Trabalho, decreto ou portaria. Acordo A medida provisória com ajustes na nova lei trabalhista foi editada pelo Palácio do Planalto em novembro do ano passado, após negociações para que o texto da reforma fosse aprovado com rapidez no Senado. Um acordo articulado por Jucá previu a edição pelo governo da MP, contendo as mudanças defendidas pelos senadores na reforma trabalhista. Em troca, os senadores aprovaram o texto da reforma sem modificações, que, se fossem feitas naquele momento, exigiriam o retorno da proposta à Câmara para nova apreciação pelos deputados e atrasariam a entrada em vigor da nova lei. A medida provisória não avançou no Congresso. Uma comissão destinada a analisá-la chegou a eleger o presidente dos trabalhos, senador Gladson Cameli (PP-AC), que renunciou à função. O relator, que deveria fazer uma análise sobre as cerca de mil emendas (alterações) apresentadas à MP, sequer foi designado por falta de consenso. Nesta segunda, Jucá disse que o compromisso do governo foi cumprido. "O compromisso do governo foi feito ao enviar a MP mas, por disputas políticas, o projeto não tramitou na câmara dos deputados", afirmou.

G1

Mon, 23 Apr 2018 20:32:08 -0000 -


Contar com um parceiro tecnológico de confiança, capaz de oferecer soluções de ponta a ponta, é fundamental para proteger o negócio. A expansão do uso da tecnologia pelas pequenas empresas aumentou a capacidade delas alcançarem novos mercados, clientes em potencial, e aumentarem sua produtividade e nível de inovação. Aliado a isso, é preciso formular uma estratégia integrada de segurança, que proteja o negócio e seus dados. Contar com um parceiro é o primeiro passo na busca por soluções na área. Foi o que fez a GRCompliance, pequena empresa brasileira do segmento de governança, controle de riscos e compliance. Por lidar com informações vitais para o negócio dos clientes, ela precisava de soluções que atendessem a essa demanda específica. Os dados das investigações têm de ser protegidos com qualidade máxima e garantia de confidencialidade. “Toda a parte de segurança nossa tem de ser com o que há de melhor no mercado”, observa o diretor-presidente, Élcio Benevides. No GuiaBolso, startup brasileira de finanças pessoais, a proteção dos dados também é fundamental. Afinal, o app está conectado às contas bancárias dos 4,5 milhões de usuários. “Segurança deve ser uma prioridade para todos, desde um e-commerce até uma fintech, como é o caso do GuiaBolso”, lembra o sócio-fundador e diretor de tecnologia da empresa, Inajá Nunes. Para saber como a tecnologia ajuda a proteger os dados das pequenas empresas, assista ao vídeo: Dell - Segurança Hoje já existem no mercado soluções compatíveis com as necessidades das pequenas empresas. Na Dell Computadores, por exemplo, o objetivo é oferecer tecnologia que realmente atenda às demandas dos negócios, com foco em crescimento e resultados. O atendimento dedicado Dell para Pequenas Empresas está por telefone no 0800 722 3400 ou no site www.dell.com.br/suaempresa. Ligue e acesse para conhecer as soluções de tecnologia ideais para seu negócio! DELL Pequenas Empresas Divulgação

G1

Mon, 23 Apr 2018 19:57:52 -0000 -


Injeção de recursos ocorreria sem prejuízo da proposta anterior de aumento de capital de mesmo valor, R$ 1,5 bilhão; leilão foi marcado para 18 de maio. Linha de Transmissão de energia da Eletropaulo, em São Paulo Marcelo Brandt/G1 A elétrica italiana Enel modificou nesta segunda-feira (23) sua oferta pública para aquisição da totalidade das ações da Eletropaulo, com "a inclusão de compromisso incondicional de aporte de recursos adicional" na companhia, de ao menos R$ 1,5 bilhão, segundo documentos divulgados pela distribuidora paulista. Enel prevê colocar ao menos R$ 1,5 bilhão na Eletropaulo após aquisição As ações da Eletropaulo subiam nesta segunda-feira, com expectativa de possíveis novas propostas pela distribuidora. A Enel disse que o aporte aconteceria "nos mesmos termos e condições da oferta follow-on" divulgada pela Eletropaulo em 16 de abril, caso nenhuma das ofertas públicas pela empresa seja bem-sucedida. O aporte ocorreria sem prejuízo de um compromisso estabelecido pela Enel em sua proposta anterior, de realizar um aumento de capital de pelo menos R$ 1,5 bilhão na Eletropaulo caso sua OPA (Oferta Pública de Aquisição) pela empresa seja bem-sucedida. Anteriormente, a proposta era pagar até R$ 4,7 bilhões pela compra da empresa e fazer capitalização de R$ 1 bilhão; Eletropaulo é disputada por 3 empresas. Disputa pela Eletropaulo A Neoenergia, controlada pela espanhola Iberdrola, a italiana Enel e a brasileira Energisa já apresentaram ofertas para comprar até a totalidade das ações da Eletropaulo em circulação. O maior lance, até o momento, é da Neoenergia, que ofereceu pagar R$ 29,40 por papel da companhia. A concorrência pela compra da distribuidora começou no final de março, quando a Enel apresentou uma proposta à Eletropaulo para participar de uma oferta pública de ações em preparação pela empresa. Os valores não foram divulgados na época. Pouco depois, em 5 de abril, a Energisa divulgou uma oferta pública de aquisição do controle da companhia por R$ 19,38 por ação. Em meio à briga pela empresa, os papéis da Eletropaulo alcançaram uma alta de mais de 55% frente ao preço visto antes do início das ofertas pela empresa. A Eletropaulo vinha comunicando que a norte-americana AES poderia vender sua fatia na empresa, onde é a principal acionista junto ao braço de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDESPar). A disputa pela compra da Eletropaulo, maior distribuidora do Brasil em faturamento e com atuação em São Paulo, o Estado mais rico do país, representa uma briga pela própria liderança no mercado brasileiro de distribuição de eletricidade, uma vez que qualquer um dos grupos na concorrência que tenha sucesso na compra da elétrica vai se tornar o maior agente do segmento nacional. Leilão Companhias interessadas na aquisição da distribuidora de energia paulista Eletropaulo deverão realizar conjuntamente em 18 de maio, a partir das 16h, um leilão para execução das ofertas públicas de aquisição de ações (OPAs) da elétrica, segundo a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da bolsa paulista B3, onde ocorrerá a disputa.

G1

Mon, 23 Apr 2018 18:23:19 -0000 -

Informação foi divulgada nesta segunda-feira pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. No mesmo período do ano passado, saldo positivo havia somado US$ 19,5 bilhões. A balança comercial brasileira registrou, até este domingo (22) um superávit de US$ 18,490 bilhões na parcial deste ano, informou o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). O superávit acontece quando as exportações superam as importações. Quando ocorre o contrário, temos um déficit (resultado negativo). Esse superávit registrado no acumulado de 2018 é 5,6% menor do que o verificado no mesmo período do ano passado, quando o saldo positivo da balança foi de US$ 19,583 bilhões. Na parcial deste ano, as exportações somaram US$ 68,871 bilhões, com média diária de US$ 906 milhões (alta de 8,4% sobre o mesmo período do ano passado). As importações, por sua vez, totalizaram US$ 50,381 bilhões, ou US$ 662 milhões por dia útil (aumento de 14,7% em relação ao mesmo período de 2017). Em todo ano passado, a balança comercial registrou um saldo positivo de US$ 67 bilhões, o melhor resultado para um ano fechado desde o início da série histórica do ministério, em 1989. Mês de abril Já no acumulado do mês de abril, até este domingo (22), a balança comercial registrou um superávit (exportações menos importações) de US$ 4,541 bilhões. Segundo o governo, as exportações somaram, no acumulado deste mês, US$ 14,504 bilhões (queda de 1,6% na comparação com o mesmo período do ano passado) e, as importações, US$ 9,962 bilhões (alta de 11,6%). Nesta comparação, recuaram as exportações de duas das três categorias de produtos: semimanufaturados (-0,1%) e manufaturados (-4,5%). As exportações de produtos básicos, por sua vez, cresceram 0,6%. Do lado das importações, cresceram as compras de bebidas e álcool (+ 77,5%), automóveis e partes (+ 39,7%), equipamentos mecânicos (+33,4%), instrumentos de ótica e precisão (+ 22%) e químicos orgânicos e inorgânicos (+ 14,1%). Estimativas para 2018 A expectativa do mercado financeiro para este ano é de piora do saldo comercial na comparação com 2017, segundo pesquisa realizada pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras na semana passada. A previsão dos analistas dos bancos é de um superávit de US$ 55 bilhões nas transações comerciais do país com o exterior para 2018. Para o Ministério da Indústria, o saldo positivo ficará na casa de US$ 50 bilhões neste ano. O Banco Central, por sua vez, prevê um superávit da balança comercial de US$ 56 bilhões para este ano, com exportações em US$ 225 bilhões e importações no valor de US$ 169 bilhões.

G1

Mon, 23 Apr 2018 18:08:07 -0000 -


Treasuries de 10 anos tocaram quase 3% nesta segunda-feira (23), patamar mais alto desde janeiro de 2014, com temores sobre a inflação. Notas de dólar REUTERS/Dado Ruvic Os preços dos títulos do tesouro dos Estados Unidos (Treasuries) subiam nesta segunda-feira (23), com o rendimento das notas de 10 anos atingindo o maior nível em mais de quatro anos, em meio a preocupações com a crescente oferta de títulos do governo e a aceleração da inflação conforme os preços do petróleo e das commodities sobem. O dólar subiu 1,20% frente ao real, renovando a maior cotação desde dezembro de 2016, em meio a temores de que a inflação leve o Federal Reserve (BC norte-americano) a ser mais firme na elevação dos juros. Às 11h52 (horário de Brasília), os Treasuries de 10 anos rendiam 2,969%, contra 2,951% na sexta-feira (20). A nota tocou 2,998% nesta segunda-feira (23), o maior patamar desde janeiro de 2014, segundo dados da Reuters. Os títulos de dois anos rendiam 2,465%, ante 2,457% na sessão anterior e quase 1% mais altos do que os 2,478% atingidos nesta segunda-feira, patamar visto pela última vez em setembro de 2008. "Há preocupações com a oferta. Os tamanhos dos leilões estão ficando maiores", disse Larry Milstein, diretor de agência e comércio do governo da RW Pressprich & Co. Como os Treasuries influenciam o dólar? Os Treasuries são são emitidos para financiar a dívida pública dos EUA. Eles são considerados um dos investimentos mais seguros do mundo. Por isso, é comum acontecer uma "corrida" por estes títulos quando há temores de instabilidade no mercado. É o que acontece agora, quando o mercado especula sobre o avanço da inflação nos Estados Unidos, que poderia levar o BC do país a aumentar o ritmo de alta dos juros, reduzindo a liquidez de recursos no resto do mundo, especialmente em países emergentes como o Brasil. Como o dólar também é considerado um dos ativos mais seguros do mundo, ele tende a valorizar frente a outras moedas quando os títulos dos EUA rendem mais. Endividamento O Tesouro ampliou seu endividamento para financiar sua operação, após a reforma tributária do ano passado e um acordo orçamentário de dois anos, alcançado em fevereiro. Uma liquidação adicional em Treasuries aumentou a curva de rendimento de seus níveis mais planos em mais de uma década na semana passada. O movimento de achatamento refletiu, em parte, alguma ansiedade entre os operadores sobre se a expansão econômica dos EUA está perdendo força, já que as expectativas de mais aumentos nas taxas de curto prazo pelo Federal Reserve podem desacelerar os gastos e investimentos das empresas e dos consumidores. Enquanto isso, alguns indicadores de mercado das expectativas de inflação de longo prazo dos EUA atingiram seu nível mais alto em pelo menos três anos e meio nesta segunda, mostraram dados da Reuters.

G1

Mon, 23 Apr 2018 17:38:51 -0000 -


Órgão que analisa competitividade do bloco emitirá decisão até 4 de setembro. Aplicativo Shazam reconhece músicas tocadas em um ambiente. Thomas White/Reuters As autoridades de defesa da concorrência da União Europeia abriram nesta segunda-feira (23) uma investigação sobre a proposta da Apple para adquirir o Shazam, aplicativo britânico que identifica músicas, devido a preocupações de que o acordo possa prejudicar a concorrência. "Nossa investigação visa garantir que os fãs de música continuem a desfrutar de ofertas atraentes de streaming de música e não terão menos opções como resultado dessa proposta de fusão", disse Margrethe Vestager, comissária europeia para competição, em comunicado. A Comissão Europeia fixou o prazo de 4 de setembro para sua decisão. Os US$ 400 milhões oferecidos pelo Shazam posicionariam o negócio abaixo do valor de aquisições necessário para que a UE avaliasse se o negócio compromete a concorrência no bloco europeu. Essa regra não impede, no entanto, que a Apple submeta o negócio à aprovação dos órgãos de concorrência de cada um dos países membros. Eles têm o poder de pedir que o braço executivo da União Europeia analise transações. Foi o que fez a Áustria. Após pedir à Comissão Europeia para assumir o caso, o país foi seguido por França, Islândia, Itália, Noruega, Espanha e Suécia. A Apple terá que solicitar formalmente à Comissão que aprove o acordo. O regulador da UE pode aprovar o negócio com ou sem condições ou abrir uma investigação em larga escala se tiver graves preocupações. A Apple disse que o Shazam, um aplicativo que permite aos usuários identificar músicas apontando o smartphone para a fonte de áudio, é uma combinação natural para o serviço de streaming Apple Music.

G1

Mon, 23 Apr 2018 17:33:07 -0000 -


Ministro da Fazenda voltou a classificar a reforma da Previdência como prioritária, mas reconheceu que ela deve ficar para o próximo ano. O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, disse nesta segunda-feira (23) que prosseguir com agenda de reformas será a melhor resposta para enfrentar a possível volatilidade no mercado financeiro provocada pela eleição presidencial. “Eleição é sempre um período de maior volatilidade. A resposta é continuar a trabalhar na agenda de reformas”, afirmou Guardia em entrevista concedida para a Bloomberg em Nova York. “O governo já avançou em importantes reformas, como na trabalhista e no teto de gastos.” Guardia voltou a classificar a reforma da Previdência como prioritária, embora reconheça que ela deve ficar para o próximo ano. O mercado monitora a disputa presidencial deste ano com atenção especial e analisa a capacidade do futuro presidente de seguir com a agenda reformista. Ministro da Fazenda, Eduardo Guardia Reuters/Adriano Machado O andamento da agenda de reformas, pontuou Guardia, também vai ser fundamental para evitar que a economia brasileira sofra com o avanço dos juros nos Estados Unidos . Quando o Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) aumenta os juros, a tendência é que recursos aplicados em economias emergentes, como na brasileira, migrem para os EUA. Antes de conceder entrevista à Bloomberg, o ministro falou com outros jornalistas. Ele disse que, em sua visão, é muito difícil o próximo governo se desviar dos encaminhamentos que estão sendo dados para a política econômica. “Seja quem estiver no governo no ano seguinte, vai ter de enfrentar a questão do desequilíbrio fiscal, da rigidez orçamentária e da absoluta necessidade de manter o teto de gatos e, portanto, do ajuste gradual das despesas”, afirmou. Segundo ele, uma coisa é o debate político durante a campanha e outra coisa é o que precisa ser feito no próximo ano. “Acho que a realidade vai se impor de maneira tão clara, que eu acho muito difícil alguém se desviar da rota das reformas. Senão, o preço quem vai pagar é a população brasileira. O país não vai ter crescimento sustentável sem a continuidade das reformas, independentemente do que se diga durante a campanha”, afirmou o ministro. Ele afirmou ainda torcer para que esteja comandando o país no próximo ano “alguém completamente comprometido com a agenda de reformas, porque isso é importante para o país”. Crescimento econômico Apesar de economia dar sinais de um crescimento mais tímido neste início de ano, Guardia manteve a projeção de crescimento o Produto Interno Bruto (PIB) de 3% em 2018. Na semana passada, o Fundo Monetário Internacional (FMI) melhoru a previsão de crescimento da economia brasileira para este ano. O órgão passou a estimar um avanço do PIB de 2,3%. A previsão anterior era de alta de 1,9%. Sobre as diferenças das previsões para o crescimento para o PIB brasileiro do FMI (+2,3%), do mercado (+2,75%) e do governo brasileiro (+3%) em 2018, o ministro da Fazenda afirmou a jornalistas que o governo está levando em conta ganhos de produtividade e da redução da taxa básica de juros nos últimos meses. “O fundo [monetário internacional] reconhece que há esses efeitos, mas no cenário deles é [utilizado] o PIB potencial [a capacidade de crescimento do Brasil]. O FMI tem subido suas previsões. Talvez tenham chegado um pouco atrás nas previsões, mas o importante é que a economia retomou seu crescimento”, afirmou ele. PIS/Cofins O ministro Guardia disse ainda que o projeto de reforma do PIS/Cofins está “maduro” e que falta somente apresentá-lo ao presidente Michel Temer e, depois, encaminhá-lo ao Congresso Nacional, o que, segundo ele, o governo está “muito próximo” de fazer. De acordo com o ministro, esse projeto, juntamente com a reforma do ICMS estadual, é importante para eliminar “graves distorções” e complexidades do sistema tributário brasileiro. “A gente sabe que é um tema complexo, mas é da maior relevância. Aqui [nos Estados Unidos] estamos discutindo coisas muito a frente, em como vamos adaptar o sistema tributário para uma economia digital, ou à uma redução de tributação nos EUA em função da redução da tributação de pessoas jurídicas. O que eu estou falando no Brasil é tentar eliminar graves distorções e complexidades na tributação indireta”, concluiu.

G1

Mon, 23 Apr 2018 16:57:31 -0000 -


Empresa é disputada por Neoenergia, Enel e Energisa; quem comprar a companhia será líder em distribuição de energia no país. Linha de Transmissão de energia da Eletropaulo, em São Paulo Marcelo Brandt/G1 A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) determinou que companhias interessadas na aquisição da distribuidora de energia paulista Eletropaulo agendem conjuntamente para 18 de maio o leilão de suas ofertas públicas de aquisição de ações (OPAs) da elétrica, segundo informação da assessoria de imprensa do órgão regulador do mercado. A Neoenergia, controlada pela espanhola Iberdrola, a italiana Enel e a brasileira Energisa já apresentaram ofertas para comprar até a totalidade das ações da Eletropaulo em circulação. O maior lance, até o momento, é da Neoenergia, que ofereceu na sexta-feira pagar R$ 29,40 por papel da companhia. A disputa pela compra da Eletropaulo, maior distribuidora do Brasil em faturamento e com atuação em São Paulo, o Estado mais rico do país, representa uma briga pela própria liderança no mercado brasileiro de distribuição de eletricidade, uma vez que qualquer um dos grupos na concorrência que tenha sucesso na compra da elétrica se tornará o maior agente do segmento nacional. A determinação do horário do leilão das OPAs e de suas regras ficou a cargo da B3, operadora da bolsa de valores brasileira. As ações da Eletropaulo abriram em alta nesta segunda-feira, e subiam cerca de 4,15% às 10:44, após a oferta da Neoenergia e com expectativa de possíveis novas propostas pela distribuidora. Disputa pela Eletropaulo A Eletropaulo vinha comunicando que a norte-americana AES poderia vender sua fatia na empresa, onde é a principal acionista junto ao braço de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDESPar). A concorrência pela compra da distribuidora, responsável pelo fornecimento na região metropolitana de São Paulo, começou no final de março, quando a própria Enel apresentou uma proposta à Eletropaulo para participar de uma oferta pública de ações em preparação pela empresa. Os valores da oferta não foram divulgados na época. Depois disso, a empresa recebeu uma série de ofertas de Enel, Neoenergia e Energisa. A CVM questionou se a oferta de emissão de ações da empresa ainda fazia "sentido" diante das disputas pelas empresas. Em seguida, a CVM determinou que todas as ofertas sejam feitas no mesmo dia.

G1

Mon, 23 Apr 2018 16:42:47 -0000 -


Especialista responde dúvidas de leitores do G1 sobre a declaração do IR.  Imposto de Renda no G1 Ilustração: Karina Almeida/G1 O G1 recebeu perguntas de leitores sobre a declaração do Imposto de Renda de 2018, e pediu ajuda a especialistas para responder às questões dos contribuintes diariamente. SAIBA TUDO SOBRE O IMPOSTO DE RENDA 2018 Veja abaixo resposta de Átila Melo Silva, advogado especialista em direito tributário do Manna, Melo & Szperman Advogados, para pergunta sobre como declarar vaga de garagem, já que os valores e as escrituras são diferentes do apartamento em questão. "Comprei um apartamento financiado com vaga de garagem em agosto, mas a garagem e o apartamento têm escrituras diferentes. Na escritura não há esse desmembramento do financiamento e os valores são diferentes. Como declarar?" Resposta: "Caso o contribuinte sempre tenha declarado apenas o imóvel (residencial/comercial) com um valor único, sem considerar a vaga, a orientação é que apenas seja incluída no campo discriminação, o número da matricula da respectiva vaga. Em se tratando de imóvel adquirido em 2017, que se tenha ciência dos valores da unidade principal, e das vagas, orienta-se a criar um novo item na ficha 'Bens e Direitos' somente para a vaga, como um outro bem, com seus respectivos valores." Veja vídeo abaixo com passo a passo de como declarar imposto: Imposto de Renda: veja passo a passo como fazer a declaração Initial plugin text

G1

Mon, 23 Apr 2018 16:00:17 -0000 -


Kroton, líder no ensino superior privado brasileiro, diz que vai anunciar ao menos duas  aquisições ainda este ano. O presidente da Kroton, Rodrigo Galindo, disse nesta segunda-feira (23) que a compra bilionária da Somos Educação não invalida a estratégia já seguida pela companhia de adquirir escolas de educação básica locais e menores. "O projeto de aquisição de colégios no segmento premium continua, até porque a Somos faz isso", disse em entrevista a jornalistas em São Paulo. Rodrigo Galindo, presidente da Kroton, em entrevista coletiva após a aquisição da Somos Educação Luísa Melo Segundo ele, mais duas aquisições ainda devem ser anunciadas neste ano, uma que já está assinada e outra que ainda está em negociação. Compra da Somos A Kroton Educacional, líder no setor de educação superior privada no Brasil, fechou a compra do controle da Somos Educação, da Tarpon Gestora de Recursos, por R$ 4,6 bilhões, em sua segunda aquisição no segmento de educação básica em menos de um mês. A Somos Educação, antiga "Abril Educação", se anuncia como "o maior grupo de educação básica do Brasil" com escolas próprias, cursos pré-vestibulares e idiomas, além de sistemas de ensino e livros. É dona das editoras Ática, Scipione e Saraiva, do Anglo, da escola de inglês Red Ballon, entre outros negócios. A compra foi realizada por meio da holding Saber, subsidiária de educação básica da Kroton, enquanto a parte vendedora inclui fundos de investimentos geridos pela Tarpon, que detém atualmente 73,35% das ações da Somos. Aval do Cade Galindo evitou especular sobre a aprovação ou não do negócio pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), após o órgão barrar a fusão da Kroton com a Estácio. Porém, ele disse que o mercado de educação básica é muito pulverizado e que Kroton e Somos, juntas, teriam uma concentração de mercado de cerca de 20%. "O overlap (sobreposição) de atividades é baixíssimo, o que reduz a complexidade comercial", disse. Segundo ele, as duas empresas só têm sobreposições regionais no segmento de sistemas de ensino, mas elas não seriam "relevantes".

G1

Mon, 23 Apr 2018 15:42:32 -0000 -


Com seu barco, os achuar, no Equador, viram incremento de alunos na escola; de custo baixo, invento evita poluição e desmatamento. Depois de fazer estudos de navegabilidade, decidiu-se que o desenho da canoa dos indígenas cofan, no norte da selva equatoriana, era o mais adequado para as águas amazônicas BBC Sob a pálida luz de uma lâmpada que pendura do teto de um abrigo de madeira, um círculo de homens bebe litros e litros de uma infusão de folhas preparada na noite anterior pelas mulheres da casa. São quatro da manhã e ainda falta um par de horas para que amanheça em Kapawi, uma pequena comunidade indígena achuar em um canto remoto da Amazônia equatoriana. Os homens bebem e bebem até que o corpo lhes diz que basta. E, um a um, desaparecem na escuridão desta noite sem lua para esvaziar o conteúdo de seus estômagos com ruidosos vômitos. Hilario Saant foi um dos quatro tripulantes que trouxeram a canoa do porto de Iquitos, no Peru, até o território achuar. Foi uma viagem por 1.800 km do rio que demorou 25 dias BBC Na volta, mais acordados e energizados pela limpeza, começam a relatar e interpretar os sonhos da véspera. O mundo onírico tem um papel central na vida dos achuar: não só guia suas ações do dia, mas também seus planos a longo prazo, o futuro da comunidade. E foi justamente em uma dessas cerimônias, um ritual ancestral conhecido como "guayusada", que os anciãos vêm compartilham, há mais de meio século, um sonho que acabou sendo premonitório: pelas águas marrons do rio, viram descer "um barco de fogo". Mito ou história genuína, o certo é que essa visão se transformou recentemente em uma realidade para um grupo de comunidades achuar. Desde abril de 2017, uma canoa alimentada por energia solar percorre 67 km pelos rios Capahuari e Pastaza e liga cerca de mil pessoas divididas em nove assentamentos isolados que vivem em suas margens. Para os mais pequenos, viajar na canoa é um acontecimento especial BBC "Meus pais, meus avós sonharam com isso. O sonho é uma mensagem. Os achuar conhecem pelos sonhos. O sonho não é mentira, é a verdade", diz Hilario Saant, um ancião de Kapawi. A canoa se chama Tapiatpia em homenagem a um lendário peixe-elétrico da área, e é o primeiro sistema fluvial comunitário solar da Amazônia. Esse modelo de transporte sustentável que percorre o território por suas rotas ancestrais, os rios, não só materializa um antigo sonho: também responde ao desejo profundo dessa cultura de viver em harmonia com o meio ambiente. O projeto ainda está em sua etapa inicial. Mas se for bem-sucedido, tem o potencial de ser implementado em outros rios da bacia amazônica, um ecossistema ameaçado pelo desmatamento e pela exploração petroleira e de cujo futuro o clima do planeta depende. Há uma década, Utne trabalha desenvolvendo o projeto da canoa solar BBC Tecnologia de ponta, desenho ancestral "A canoa solar é uma solução ideal para esse lugar porque aqui não há rede de rios navegáveis, interconectados e há uma grande necessidade de transporte alternativo", explica à BBC Mundo Oliver Utne, o americano que deu vida ao projeto Kara Solar (Kara significa "sonho" em achuar), depois de conviver com a comunidade durante anos. "Como a gasolina só pode chegar aqui por avião, custa cinco vezes mais que no resto do país", explica. É um luxo que não se podem dar. "Por outro lado, a ameaça de chegada de estradas a esse território, um dos lugares com maior biodiversidade do mundo, está muito presente." "Trazê-las até aqui significaria a destruição dessa biodiversidade e produziria um impacto muito forte nessas culturas", argumenta o jovem de pouco mais de 30 anos, cabelos loiros e olhos azuis que os achuar tratam como mais um da família. Por causa da canoa, as crianças podem ir ao centro de saúde quando estão doentes BBC Com um teto de 32 painéis solares sobre uma canoa tradicional de 16 metros de comprimento e dois de largura, Tapiatpia encarna a fusão da tecnologia moderna com o conhecimento ancestral. Feita com fibra de vidro em vez de madeira para estender sua vida útil, a canoa tomou emprestado o desenho de embarcação típica dos indígenas cofanes do norte do Equador. Depois de vários estudos de navegabilidade, foi o modelo que melhor se adaptou às condições amazônicas. Desde que a viagem ficou mais barata (a viagem custa US$1, mas os estudantes pagam um preço mais barato), há mais alunos inscritos na escola BBC As rotas, os horários, o porto central e outros assuntos relativos a seu funcionamento foram decididos pelas próprias comunidades com ajuda da "Plan Junto", uma organização que se encarrega do aspecto comunitário do empreendimento. "De nada serve o barco se não houver um grupo de gente pensando em como usá-lo e como aproveitá-lo", explica Celia Salazar, gerente de operações de campo de Plan Junto. Mais alunos nas classes De pé na popa do Tapiaptia, com os olhos direcionados à rota, Saant me conta orgulhoso como pouco a pouco a canoa está mudando a vida da comunidade. Os jovens Achuar querem aproveitar novas tecnologias, mas sem destruir seu território BBC "Estamos ajudando a comunidade quando há crianças doentes. Me chamam por rádio e levamos as crianças ao centro de saúde. Tapiaptia ajuda a salvar vidas", me diz, emocionado. É que sua relação com o barco se remonta aos dias em que era só uma ideia. Além disso, ele foi um dos quatro tripulantes que fizeram a viagem épica de 1,8 km durante 25 dias para trazer a canoa do longínquo porto de Iquitos, no Peru, até o território achuar. Sem deixar de olhar para frente, indica com sinais a rota ao capitão sentado na parte traseira da embarcação. "Agora as crianças podem fazer passeios escolares", continua. "E, se moram longe, podem ir à escola e voltar no fim de semana e ajudar seus pais." Mateo Tseremp é testemunha disso. Professor da única escola secundária para 15 comunidades da área, viu um incremento no número de alunos. Da canoa, Hilário Saant pode ver os animais que se escondem na selva BBC "Nos ajuda a trazer mais estudantes à unidade educativa Tuna. É muito mais econômico", me diz durante uma pausa depois da aula. A canoa também ajuda os jovens a praticar esporte. Além disso, diz Sant, "na canoa podemos conversar". O ruído de um motor elétrico é quase um sussurro comparado com o ensurdecedor ruído do barco típico da Amazônia que funciona a gasolina. Outro ponto a favor: como o barco é silencioso, não espanta os animais - em um das viagens, a reportagem viu um boto-cor-de-rosa a poucos metros do barco. Todas as decisões sobre a canoa e seus usos se discutem em uma assembleia comunitária BBC Contra as estradas Mais além das vantagens econômicas de um transporte de custo baixo para essas comunidades que vivem principalmente da caça, a agricultura de subsistência e a pesca, um benefício que eles consideram crucial é que não destrói nem polui o meio ambiente. "Queremos que as crianças conheçam a mesma selva que eu conheço", diz Saant com firmeza. A ameaça dos caminhos que vêm da indústria petroleira e madeireira, contudo, está cada vez mais próxima. Canelos quer desenvolvimento, mas sem estradas em seu território BBC Em janeiro desse ano, por exemplo, o governo começou a perfurar a primeira de uma centena de poços petroleiros dentro do Parque Nacional Yasuní, no nordeste do país, em plena Amazônia equatoriana. Essa área abriga nacionalidades indígenas que vivem em isolamento voluntário. Impacto Mas que impacto pode ter um projeto tão pequeno como esse na luta global contra a mudança climática? Cada comunidade tem uma pista de terra para permitir a chegada de aviões -é a única via de acesso BBC Na Amazônia, uma região que perdeu cerca de 17% de seus bosques nos últimos 50 anos, segundo o Fundo Mundial para a Natureza, e em que o desmatamento continua crescendo a um ritmo alarmente, o que pode fazer uma pequena canoa? E mesmo se se multiplicarem, que impacto real podem ter duas, três, dez canoas solares diante do avanço incessante da mineração e da indústria madeireira e petroleira? A canoa foi batizada de Tapiatpia, em homenagem a um peixe-elétrico lendário da região BBC Para Utne, "a ideia fundamental é que se possa servir como exemplo de um projeto que funciona para uma economia amazônica". "E, se não, ao menos pode ter impacto na vida das pessoas daqui", diz, com humildade. *Kara Solar é um projeto conjunto dos achuar, a Fundação ALDEA (sigla em espanhol para Associação Latino-americana para o Desenvolvimento Alternativo) e Plan Junto. Esta série da BBC foi produzida com financiamento da Fundação Skoll.

G1

Mon, 23 Apr 2018 15:37:15 -0000 -


Há vagas para candidatos de todos os níveis de escolaridade e sem experiência prévia. Sine oferece 137 vagas de emprego em João Pessoa Gabriel Costa/G1/Arquivo O Sistema Nacional de Emprego (Sine-JP) oferece 137 vagas de emprego em João Pessoa, a partir desta segunda-feira (23). Há vagas para candidatos de todos os níveis de escolaridade, com ou sem experiência prévia na função. O maior número de oportunidades é para operador de telemarketing, com 50 vagas. Veja lista de vagas oferecidas pelo Sine de João Pessoa. Há vagas para técnico em manutenção industrial, auxiliar de produção e operador de empilhadeira, cada uma com 10 vagas. Também são oferecidas oportunidades para fisioterapeuta, educador físico, costureira, corretor de imóveis, entre outros. O Sine-JP funciona na Avenida Cardoso Vieira, 85, Varadouro, e atende das 8h às 14h, de segunda a sexta-feira. O trabalhador interessado deve apresentar RG, CPF e Carteira de Trabalho. Para concorrer às oportunidades em que o empregador exige apenas o currículo, o interessado deve enviá-lo para o e-mail do Sine de João Pessoa.

G1

Mon, 23 Apr 2018 14:49:24 -0000 -

Entrega de currículos ocorreu nesta segunda-feira na unidade, que tem inauguração prevista para junho. Candidatos que não conseguiram entregar podem retornar na unidade sempre nas segundas-feiras, das 8h às 11h. Milhares de pessoas formam fila em Campinas na esperança de conseguir um emprego Após a divulgação de 100 vagas de emprego, uma fila com cerca de 2 mil pessoas interessadas se formou em frente ao The Royal Palm Plaza em Campinas (SP), para entrega de currículos. A candidatura às vagas podia ser feita entre às 8h e 11h desta segunda-feira (23). Com o grande volume de pessoas, funcionários chegaram a fazer uma pesquisa na fila com os interessados para saber o turno de preferência e se trabalhariam nos fins de semana, e já pegaram alguns currículos. O hotel informou que, apesar do número divulgado na semana passada, existe a possibilidade de ampliarem as oportunidades para 300. As chances são nas áreas de cozinha, manutenção, governança, além de alimentos e bebidas. Candidatos que não conseguiram entregar o currículo podem retornar na unidade sempre nas segundas-feiras, das 8h às 11h. Após a seleção, os interessados passarão por períodos de integração à cultura e padrões da instituição, para conhecer mais sobre a empresa, hotelaria e atendimento do hotel. O novo centro de convenções do The Royal Palm Plaza tem inauguração prevista para junho, mesmo mês estipulado para o início do trabalho dos funcionários contratados. Há vagas também para pessoas com deficiência. Veja mais oportunidades na região no G1 Campinas

G1

Mon, 23 Apr 2018 14:39:24 -0000 -

Receita Federal recebeu, até 11h desta segunda, 15.979.418 declarações de um total de 28,8 milhões esperadas. Prazo termina em 30 de abril. A Secretaria da Receita Federal informou que recebeu 15.979.418 declarações do Imposto de Renda até as 11h desta segunda-feira (23). De acordo com o Fisco, são esperadas 28,8 milhões de declarações que a Receita espera receber até o fim do prazo para entrega, no dia 30 de abril. Ainda faltam ser entregues mais de 12,8 milhões de declarações. Para preencher a declaração, é preciso baixar o programa gerador no site da Receita Federal. Clique aqui para baixar. Se preferir, o contribuinte pode prestar contas por meio de aplicativos em tablets e smartphones. SAIBA TUDO SOBRE O IMPOSTO DE RENDA 2018 O contribuinte que não fizer a declaração ou entregá-la fora do prazo fica sujeito ao pagamento de multa de, no mínimo, R$ 165,74. O valor máximo correspondente a 20% do imposto devido. Quem deve declarar? Deve declarar o IR neste ano quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2017. O valor é o mesmo da declaração do IR do ano passado. Também deve declarar: Contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 40 mil no ano passado; Quem obteve, em qualquer mês de 2017, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas; Quem teve, em 2017, receita bruta em valor superior a R$ 142.798,50 em atividade rural; Quem tinha, até 31 de dezembro de 2017, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil; Quem passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês do ano passado e nessa condição encontrava-se em 31 de dezembro de 2017. Quem optar pelo declaração simplificada abre mão de todas as deduções admitidas na legislação tributária, como aquelas por gastos com edudação e saúde, mas tem direito a uma dedução de 20% do valor dos rendimentos tributáveis, limitada a R$ 16.754,34, mesmo valor do ano passado. Como declarar? Imposto de Renda: veja passo a passo como fazer a declaração Segundo o Fisco, a declaração pode ser elaborada de três formas: computador, por meio do Programa Gerador da Declaração (PGD) IRPF2018, disponível no site da Receita Federal do Brasil na internet; dispositivos móveis, tais como tablets e smartphones, por meio do serviço “Meu Imposto de Renda”, acessado pelo aplicativo “Meu Imposto de Renda”, disponível também a partir desta quinta-feira no Google play, para o sistema operacional Android, ou na App Store, para o sistema operacional iOS; computador, mediante acesso ao serviço “Meu Imposto de Renda”, disponível no Centro Virtual de Atendimento (e-CAC), com o uso de certificado digital, e que pode ser feito pelo contribuinte ou seu representante com procuração eletrônica. Para a transmissão da declaração não é necessário instalar o programa de transmissão Receitanet, uma vez que essa funcionalidade está integrada ao programa do IR deste ano, informou o Fisco. Entretanto, continua sendo possível a utilização do Receitanet para a transmissão. Não é mais permitida a entrega do IR via disquete nas agências do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal. A entrega do documento via formulário foi extinta em 2010. VEJA OS LIMITES DE DEDUÇÕES NO IMPOSTO DE RENDA 2018 Restituições Os contribuintes que enviarem a declaração no início do prazo, sem erros, omissões ou inconsistências, receberão mais cedo as restituições do Imposto de Renda, se tiverem direito a ela. Idosos, portadores de doença grave e deficientes físicos ou mentais têm prioridade. As restituições começarão a ser pagas em junho, e seguem até dezembro, para os contribuintes cujas declarações não caírem em malha fina. Novidades na declaração do IR de 2018 Uma das novidades do Imposto de Renda neste ano é que serão exigidos CPFs para dependentes incluídos na declaração com 8 anos ou mais. Em 2017, o CPF havia passado a ser obrigatório para crianças a partir de 12 anos. A redução da idade visa evitar que a declaração caia na malha fina, "possibilitando maior rapidez na restituição do crédito tributário", informou o Fisco. A partir de 2019, a obrigatoriedade será para todos os dependentes, de qualquer idade. De acordo com a Receita, o programa de declaração neste ano também vai pedir aos contribuintes mais dados sobre seus bens declarados, entre eles endereço de imóveis, sua matrícula, IPTU, e data de compra, além do número do Renavam de veículos. O contribuinte, porém, não será obrigado a fornecer essas informações. A partir deste ano também será possível retificar as declarações enviadas por meio de dispositivos móveis, como tablets e smartphones. Para isso, entretanto, é necessário que declaração original tenha sido enviada do mesmo aparelho. Imposto a pagar O contribuinte que tiver imposto a pagar poderá dividir o valor em até oito cotas mensais, mas nenhuma delas pode ser inferior a R$ 50. A primeira cota, ou a única, deve ser paga até 30 de abril e, as demais, até o último dia útil de cada mês, acrescidas de juros. O pagamento integral do imposto, ou de suas cotas e dos acréscimos legais, pode ser efetuado mediante: transferência eletrônica de fundos por meio de sistemas eletrônicos dos bancos; Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf), em qualquer agência bancária; ou débito automático em conta-corrente.

G1

Mon, 23 Apr 2018 14:34:37 -0000 -


Cargos têm salários a partir de R$1,2 mil. Oportunidade para enfermeiro e impressor especializado são destaques. Pizzaiolo é um dos cargos divulgados pelo PAT Indaiatuba (SP), nesta segunda-feira (23). Mariane Rossi/G1 O Posto de Apoio ao Trabalhador (PAT) de Indaiatuba (SP) divulga, nesta segunda-feira (23), 28 vagas de emprego para moradores do município e região. Todas exigem, no mínimo, experiência de seis meses. Os cargos de enfermeiro, impressor flebográfico e impressor letters têm as maiores remunerações, sendo a de maior valor para enfermeiro, R$ 3 mil, e as outras duas funções, R$ 2,5 mil. Os pré-requisitos variam de cargo para cargo, as vagas exigem nível de conhecimento do ensino fundamental ao superior. Os interessados devem comparecer à unidade com RG, CPF, Carteira de Trabalho e número do PIS em mãos. As vagas expiram assim que forem preenchidas. Confira as vagas Ajudante de cozinha - 1vaga Atendente de lanchonete - 1vaga Auxiliar de dentista -1vaga Consultor de vendas - 3 vagas Costureiro - 1 vagas Cozinheiro - 2 vagas Enfermeiro -1 vaga Funileiro -1vaga Garçom - 1 vaga Gerente balconista -1 vaga Impressor flebográfico - 1 vaga Impressor letterset - 1vaga Inspetor de qualidade - 1vaga Lavador de veículos -1vaga Mecânico de refrigeração - 1 vaga Oficial de serviços gerais -1vaga Oficial de serviços gerais - 2 vagas Operador de Scaner - 1vaga Pizzaiolo -1vaga Porteiro - 1vaga Projetista ( Arquiteto) - 1vaga Revisor de industria gráfica - 1 vaga Técnico em alimentos - 1 vaga Vendedor - 1vaga Serviço O PAT de Indaiatuba fica na Rua Jacob Lyra, nº344, no bairro Parque das Nações. A unidade funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 15h45. Veja mais oportunidades na região no G1 Campinas

G1

Mon, 23 Apr 2018 13:47:21 -0000 -

Investidores permaneceram cautelosos com o aumento no rendimento dos títulos do Tesouro norte-americano. O principal índice da bolsa paulista (B3) fechou em leve alta nesta segunda-feira (23), com o noticiário corporativo doméstico em destaque após a Kroton anunciar a compra do controle da Somos Educação. O Ibovespa subiu 0,06%, a 85.602 pontos. Veja mais cotações. As ações da Kroton subiram pouco mais de 5%, após anunciar oferta pela Somos Educação. Fora do Ibovespa, a Somos Educação disparou quase 50%. Líder no setor de educação superior privada no Brasil, a Kroton fechou a compra do controle da Somos Educação por R$ 4,6 bilhões. O papel da Eletropaulo fechou com alta de de 2,5%, em meio à modificação da oferta da Enel para aquisição da totalidade das ações da companhia, que ofertou um aporte de R$ 1,5 bilhão, adicional à oferta anterior. Intermédica, que não está no Ibovespa, teve alta de quase 22%, em sua estreia na B3, após precificar na semana passada sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) a R$ 16,50 por ação, um pouco acima do centro da faixa indicativa de R$ 14,50 a R$ 17,50 por ação. Na outra ponta, a ação da Banco do Brasil recuou após os analistas do JPMorgan cortarem a recomendação das ações para 'neutra'. Cenário externo e local Em nota a clientes mais cedo, a XP Investimentos destacou que os investidores estão cautelosos com o aumento no rendimento dos títulos do Tesouro norte-americano, segundo a Reuters. No exterior,os rendimentos dos Treasuries avançaram com a expectativa de inflação de longo prazo nos EUA. O rendimento dos títulos de 10 anos chegaram a subir cerca de 3% pela primeira vez desde janeiro de 2014. De acordo com o operador de uma corretora no Rio de Janeiro, no Brasil pesa o cenário ainda bastante aberto para as eleições deste ano. Do ponto de vista técnico, a equipe da J. Safra Corretora avalia que o Ibovespa para subir mais no curto prazo precisa ir acima de 86.300 pontos. "No campo inferior, tem o próximo suporte em 79.700 e o rompimento deste abriria caminho para mais realizações no curto prazo."

G1

Mon, 23 Apr 2018 13:12:17 -0000 -


Empresas avaliam funcionários de acordo com publicações na internet e comportamento inadequado dos candidatos. Sua chance: compartilhar fake news pode manhar carreira profissional Em tempos de vitrines virtuais, empresas de recursos humanos (RH) têm observado se os candidatos às vagas tem o hábito, por exemplo, de compartilhar fake news nas redes sociais. Especialistas da área afirmam que entre 10% e 15% dos candidatos chegam a ser eliminados por comportamneto considerado inadequado na web. Comentários e atitudes demonstradas em postagens podem apontar intolerância e que a pessoa não sabe conviver com diferenças. Essas questões são avaliadas durante o processo seletivo, e podem ajudar a definir se o profissional conseguirá se adaptar dentro de uma organização. "Ele pode reproduzir esse mesmo comportamento dentro da organização", afirma o consultor de recursos humanos Luiz Eduardo Drouet, que atua na região de Campinas (SP). No caso do compartilhamento de fake news - textos com teor falso que se passam por notícias - os recrutadores avaliam se o candidato tem raciocínios crítico e analítico, alerta o especialista em gestão de carreiras Marcelo Veras. "Ou seja, a capacidade de saber identificar, dentro de um conjunto de informações, aquilo que é pertinente e relevante e ter uma visão crítica sobre as coisas. Saber da veracidade daquilo que está opinando ou compartilhando ou emitindo alguim tipo de juízo", afirma. "Qualquer empresa e qualquer empregador pode rastrear todos os seus movimentos na rede. Não tem como apagar nada que você coloca na rede", completa. Francisco Santana, professor de história, gosta de checar se as notícias que está lendo são verdadeiras. Reprodução/EPTV O professor Francisco Santana, ganhou experiência a medida que foi entendo o risco das fake news na vida dele e de outras pessoas, e tem por hábito checar se as notícias que está lendo são verdadeiras. Como educador, a lição que ensina é sempre pensar no que está fazendo. "Aquele que está pleiteando o emprego ou aquele que já conseguiu o emprego tem que zelar pela imagem. E o zelar pela imagem dele também é zelar pelo o que se coloca nas redes sociais", afirma o educador. Francisco afirma que as pessoas agem na rede sociais movidas por sentimentos passionais ao invés de racionais. "Então, quando o passional vem antes do racional, às vezes, a gente nem consegue corrigir", diz. Veja mais oportunidades da região do G1 Campinas

G1

Mon, 23 Apr 2018 12:45:39 -0000 -


Somos é dona do Anglo, Ática, Saraiva e Scipione, e se diz maior grupo de educação básica do país. Com aquisição, Kroton faz sua 2ª compra no segmento de educação básica. A Kroton Educacional, líder no setor de educação superior privada no Brasil, fechou a compra do controle da Somos Educação, da Tarpon Gestora de Recursos, por R$ 4,6 bilhões, em sua segunda aquisição no segmento de educação básica em menos de um mês. A Somos Educação, antiga "Abril Educação", se anuncia como "o maior grupo de educação básica do Brasil" com escolas próprias, cursos pré-vestibulares e idiomas, além de sistemas de ensino e livros. É dona das editoras Ática, Scipione e Saraiva, do Anglo, da escola de inglês Red Ballon, entre outros negócios. Colégio Anglo em Itapetininga; rede é da Somos Educação e se juntará à Abril Educação Caio Gomes Silveira/G1 A compra foi realizada por meio da holding Saber, subsidiária de educação básica da Kroton, enquanto a parte vendedora inclui fundos de investimentos geridos pela Tarpon, que detém atualmente 73,35% das ações da Somos. A aquisição da Somos representa um avanço da Kroton no setor de educação básica após veto do Cade à tentativa de fusão com a Estácio, vice líder no mercado de ensino superior, em operação avaliada em R$ 5,5 bilhões. Com isso, a Kroton passou a mirar outros empresas e segmentos. Mesmo após a compra da líder no setor, o presidente da Kroton, Rodrigo Galindo, disse que a companhia vai continuar a comprar escolas menores e locais. Segundo ele, há ao menos duas aquisições para anunciar ainda este ano. Kroton mantém plano de comprar escolas menores Somos e Saber devem unir negócios Kroton compra Somos Educação_V4 Infográfico: Karina Almeida/G1 A união dos negócios da Saber e da Somos reunirá uma companhia com 3.451 escolas próprias e parceiras, segundo as empresas. Veja alguns números da nova empresa formada por Saber e Somos, segundo comunicado da Saber: 37 mil alunos em escolas próprias; 1,2 milhão de alunos em escolas particulares parceiras; 33 milhões de alunos de escolas públicas por meio do PNLD (Programa Nacional do Livro Didático); 25 mil alunos em cursos de idiomas; 95 mil profissionais no ensino privado e 1,7 milhão de professores da rede pública usuários de produtos e serviços da Saber. Avanço do Kroton na educação básica Os atuais negócios de educação básica da Kroton englobam os sistemas de ensino Rede Pitágoras, Rede Educação e Valores (RCE) e Rede Cristã de Educação, o Colégio Pitágoras de Belo Horizonte e a operação de escolas sob a modalidade de contratos. No dia 10, a companhia anunciou a compra do Centro Educacional Leonardo Da Vinci, em Vitória (ES), por valor não divulgado, como parte dos planos de entrada no segmento. Na apresentação da operação divulgada nesta segunda, a Kroton destaca que o mercado de educação básica no Brasil é 83% maior que o de ensino superior. A Kroton avalia que o mercado da educação básica movimenta R$ 101 bilhões (R$ 96 bilhões em mensalidades e R$ 5 bilhões em livros didáticos). Segundo a companhia, após a conclusão da aquisição da Somos, a educação básica representará cerca de 28% da receita da Kroton. Candidatos começam a entrar para 1º dia de prova do Enem na universidade Anhanguera-Uniderp em Campo Grande Gabriela Pavão/G1 MS A Kroton, dona das faculdades Anhanguera e Unopar e do colégio Pitágoras, fechou o ano de 2017 com 876,1 mil alunos matriculados em seus cursos de Ensino Superior - 383 mil em cursos presenciais e 493 em cursos de ensino à distância. A companhia fechou 2017 com lucro líquido de R$ 2,23 bilhões. Em valor de mercado, a Kroton estava avaliada no fechamento do pregão da última sexta-feira em R$ 22,14 bilhões, segundo a Economatica. Detalhes financeiros A Somos informou que, do total, R$ 4,166 bilhões serão pagos à vista na data de fechamento do negócio. O restante será mantido em conta vinculada para garantir pagamento de determinadas obrigações de indenização assumidas pelos vendedores. O valor representa um prêmio de 66% em relação ao preço de fechamento das ações da Somos na sexta-feira (20), de R$ 14,30. Segundo dados da Economatica, a Somos estava avaliada na B3 em R$ 3,71 bilhões, segundo cotação de fechamento da última sexta-feira (20). Em até 30 dias após a aprovação da compra pelo Cade, a Kroton precisará fazer uma oferta pública de aquisição de ações (OPA) aos acionistas minoritários da Somos, com as mesmas condições ofereciadas aos fundos detidos pela Tarpon. Após essa operação, o valor do negócio deve chegar a R$ 6,2 bilhões, segundo Rodrigo Galindo, presidente da Kroton. A transação deve ser financiada com empréstimo direto e também emissão de debêntures, de acordo com a empresa. "A Kroton tem R$ 1,7 bilhão de caixa líquido e boa capacidade de alavancagem. O acesso ao crédito será fácil", disse Galindo. Ele emendou que o endividamento líquido da empresa deve ficar em duas vezes o potencial de geração de caixa (Ebitda) após a conclusão do negócio. Após a conclusão da operação, a Kroton informou que avaliará o fechamento de capital da Saber e "eventual reorganização societária na Somos". As empresas estimam sinergias e ganhos de eficiência de cerca de R$ 300 milhões a serem capturadas em até 4 anos. Em comunicado separado, a Tarpon disse que a operação envolve 192.275.458 ações da Somos Educação, ao preço individual de R$ 23,75. Por volta das 11h05, as ações da Kroton subiam 3,63% na B3, enquanto que as da Somos (que não fazem parte do Ibovespa) disparavam 47,9%. Negócio precisa do aval do Cade Segundo o presidente-executivo da Kroton, a negociação com os controladores da Somos começou somente na sexta-feira (20). A operação está sujeita a determinadas condições, inclusive a aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). * Com Reuters

G1

Mon, 23 Apr 2018 12:41:35 -0000 -


Inscrição começa nesta segunda-feira (23) e segue aberta até 13 de maio; salário inicial é de R$ 1.502,24. Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) Reprodução/TV Paraíba/Arquivo A seleção para agente de portaria da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), que oferece 42 vagas, abriu inscrições nesta segunda-feira (23). O processo seletivo é destinado para candidatos que possuem nível fundamental completo. O salário inicial será de R$ 1.502,24 e os selecionados cumprirão uma carga de 40 horas semanais. As inscrições serão realizadas exclusivamente no site da Comissão Permanente de Concurso (CPCON). O processo seletivo encerra inscrições no dia 13 de maio. Veja o edital do processo seletivo para agente de portaria da UEPB. A seleção será realizada mediante aplicação de uma prova objetiva de caráter eliminatório e classificatório, além de uma prova de produção textual, também de caráter eliminatório e classificatório. Os aprovados ainda serão submetidos a uma entrevista. A prova objetiva e a prova de produção textual serão realizadas no dia 27 de maio. Já as entrevistas serão realizadas no dia 14 de junho, enquanto a divulgação e publicação do resultado oficial do processo seletivo ocorrerá no dia 19 do mesmo mês. Dentre as atribuições do cargo, o ocupante deverá observar todas as medidas de precaução e segurança das dependências e manter-se atualizado sobre prevenção e combate a incêndio e outros problemas que possam afetar a integridade da Instituição e de seus ocupantes, entre outras medidas. No conteúdo programático para o cargo constam assuntos relacionados às disciplinas de Português, noções de Direito Administrativo e noções de Segurança do Trabalho.

G1

Mon, 23 Apr 2018 12:25:25 -0000 -

Regulamentação veio após Congresso derrubar vetos ao parcelamento. Sebrae estima que 600 mil empresas serão beneficiadas. Elas podem aderir ao programa até o dia 9 de julho. O governo divulgou nesta segunda-feira (23) as regras para que micro e pequenas empresas parcelem dívidas tributárias. O programa, conhecido como Refis das PMEs, pode beneficiar cerca de 600 mil empresas cadastradas no Simples Nacional que devem, juntas, aproximadamente R$ 21 bilhões em impostos, segundo cálculos do Sebrae. A regulamentação só foi possível depois que o Congresso Nacional derrubou vetos ao parcelamento. A adesão ao parcelamento poderá ser feita até 9 de julho deste ano, de acordo com os procedimentos que serão estabelecidos pela Receita Federal, Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), estados e municípios. São questões técnicas, como formulários a ser preenchidos e dados que os empresários devem informar. O governo informou ainda que o valor da parcela mínima será de R$ 50 para o Microempreendedor Individual (MEI) e de R$ 300 para as demais microempresas e empresas de pequeno porte e acrescentou que as parcelas serão corrigidas pela Selic. Os débitos apurados no Simples Nacional até a competência de novembro de 2017 poderão ser parcelados em até 180 parcelas mensais, sendo que as cinco primeiras parcelas vencerão a partir do mês de adesão, correspondendo a 1% da dívida consolidada, corrigidas pelos juros básicos da economia, a Selic, atualmente em 6,5% ao ano. Caso o contribuinte não pague integralmente os valores correspondentes a 5% da dívida consolidada (com as devidas atualizações), o parcelamento será cancelado. O saldo restante (95%) do débito poderá ser: Liquidado integralmente, em parcela única, com redução de 90% dos juros de mora, 70% das multas de mora, de ofício ou isoladas e 100% dos encargos legais, inclusive honorários advocatícios; Parcelado em até 145 mensais e sucessivas, com redução de 80% dos juros de mora, 50% das multas de mora, de ofício ou isoladas e 100% dos encargos legais, inclusive honorários advocatícios; ou Parcelado em até 175 mensais e sucessivas, com redução de 50% dos juros de mora, 25% das multas de mora, de ofício ou isoladas e 100% dos encargos legais, inclusive honorários advocatícios. De acordo com a Receita Federal, a escolha da modalidade ocorrerá no momento da adesão e será "irretratável". Segundo o Fisco, a adesão ao programa "suspende eventual termo de exclusão do Simples Nacional, inclusive Ato Declaratório Executivo, que estiver no prazo de regularização de débitos tributários, que é de 30 dias a partir da ciência do respectivo termo". Explicou que os pedidos serão direcionados à Receita, exceto com relação aos débitos: Inscritos em Dívida Ativa da União, os quais serão parcelados junto à PGFN; De ICMS e de ISS encaminhados para inscrição em dívida ativa dos Estados ou Municípios, em virtude de convênio com a PGFN, que serão parcelados junto aos respectivos entes federados. "O pedido de parcelamento implicará desistência compulsória e definitiva de parcelamento anterior (até a competência de novembro/2017), sem restabelecimento dos parcelamentos rescindidos caso o novo parcelamento venha a ser cancelado ou rescindido", informou a Receita Federal. Segundo o governo, o microempreendedor individual (MEI) deve entregar a Declaração Anual do Simples Nacional – DASN-SIMEI para os períodos objeto do parcelamento. Todas as regras foram publicadas no "Diário Oficial da União".

G1

Mon, 23 Apr 2018 12:24:09 -0000 -


Governo norte-americano barrou venda de componentes de empresas do país a chinesas. Interior do smartphone da ZTE. Carlo Allegri/Reuters A chinesa ZTE classificou a proibição dos Estados Unidos à venda de peças e software a ela como injusta e afirmou que isso pode ameaçar sua sobrevivência. A fabricante de smartphones e equipamentos de telecomunicações ainda prometeu nesta sexta-feira (20) proteger seus interesses através de todos os meios legais. O escritório de Indústria e Segurança do Departamento de Comércio dos Estados Unidos (BIS, na sigla em inglês) proibiu empresas americanas de venderem para a ZTE por sete anos, devido à empresa chinesa ter furado o embargo ao Irã e ter dado declarações falsas. "É inaceitável que o BIS insista em impor a pena mais severa à ZTE injustamente, mesmo antes da conclusão da investigação dos fatos", disse a ZTE em sua primeira resposta desde que a proibição foi anunciada. "A ordem de negação não só afetará severamente a sobrevivência e o desenvolvimento da ZTE, mas também causará danos a todos os parceiros da ZTE, incluindo um grande número de empresas dos EUA", disse o comunicado. A ZTE disse que já investiu US$ 50 milhões em projetos de conformidade de controle de exportação em 2017 e planeja investir mais este ano. Uma autoridade sênior do Departamento de Comércio dos EUA disse ser improvável uma suspensão da proibição. "Não há nenhuma disposição atualmente para isso ocorrer", disse o funcionário, que se recusou a ser identificado devido à sensibilidade do assunto. Um advogado dos EUA, que não quis ser identificado porque a empresa tem clientes com interesses no caso, descreveu a proibição como "uma sentença de morte" para a ZTE. O Departamento de Comércio tem um processo de apelação para as empresas tentarem sair da lista, mas não está claro se isso estaria disponível para a ZTE porque o caso havia sido anteriormente sujeito a um acordo, segundo pessoas familiarizadas com o assunto. Mesmo assim, a ZTE teria pouco recurso no curto prazo porque os apelos teriam de ser aprovados pelo BIS, a mesma agência que emitiu a proibição. As empresas devem enviar recursos a um comitê que emitirá uma decisão dentro de 30 dias, de acordo com o site da agência. A melhor chance da ZTE seria se as empresas dos EUA escolhessem fazer lobby na administração Trump para suspender a proibição para salvar seus negócios com a ZTE, disse Adams Lee, um advogado de comércio internacional da Harris Bricken.

G1

Mon, 23 Apr 2018 12:20:20 -0000 -


Moeda subiu 1,20%, com o mercado atento a um possível aumento no ritmo de alta dos juros nos EUA; em abril, dólar valoriza mais de 4%. Nota de US$ 5 dólares REUTERS/Thomas White O dólar fechou em forte alta nesta segunda-feira (23), renovando o maior valor desde dezembro de 2016, em meio a temores de que a inflação nos Estados Unidos leve o banco central do país a ser mais firme na elevação dos juros. Essa preocupação fez os títulos da dívida pública subirem. A moeda dos EUA avançou 1,20% frente ao real, a R$ 3,4516. É a maior cotação desde o dia 2 de dezembro de 2016, quando o dólar fechou a R$ 3,4716. Veja mais cotações. Em algumas casas de câmbio, o dólar turismo chega a ser vendido acima de R$ 3,80 nesta segunda-feira, segundo apuração do G1. No mês de abril, o dólar registra alta de 4,05%. Já no acumulado do ano, tem valorização de 9,34% frente ao real. Títulos dos EUA em alta Os preços dos títulos do tesouro dos Estados Unidos (Treasuries) subiram nesta segunda, com o rendimento das notas de 10 anos atingindo o maior nível em mais de quatro anos, diante de preocupações com a crescente oferta de títulos do governo e a aceleração da inflação, enquanto os preços do petróleo e das commodities sobem. "O Treasury de 10 anos testou novamente os picos deste ciclo econômico... geralmente, as rodadas de abertura (alta das taxas) dos Treasuries afetam o humor global a risco, o que está dando suporte ao dólar no mundo", disse à Reuters o gestor e sócio da corretora Flag, Dan Kawa. Como os Treasuries influenciam o dólar? Os Treasuries são títulos emitidos para financiar a dívida pública dos EUA. Eles são considerados um dos investimentos mais seguros do mundo. Por isso, é comum acontecer uma "corrida" por estes títulos quando há temores de instabilidade no mercado. É o que se vê agora, quando o mercado especula sobre o avanço da inflação nos Estados Unidos, que poderia levar o BC do país a aumentar o ritmo de alta dos juros, reduzindo a liquidez (disponibilidade de dinheiro) no resto do mundo, especialmente em países emergentes como o Brasil. Como o dólar também é considerado um dos ativos mais seguros do mundo, ele tende a valorizar frente a outras moedas, inclusive o real, quando os títulos dos EUA rendem mais. Os rendimentos dos Treasuries de 10 anos se aproximaram de 3%, e com isso o dólar chegou a atingir a máxima em sete semanas ante várias moedas. Por enquanto, o mercado vem trabalhando com mais duas altas de juros nos EUA este ano, além da que já aconteceu em março. Como pano de fundo, os investidores seguiram acompanhando o noticiário político em busca de informações sobre as articulações políticas para as eleições deste ano. Educação Financeira: O que faz o valor do dólar mudar em relação ao real? Última sessão Na sexta-feira, a moeda encerrou a R$ 3,4106 na venda, acumulando queda de 0,48% na semana. No mês, entretanto, o dólar tem alta de 3,25%.

G1

Mon, 23 Apr 2018 12:02:04 -0000 -


Negócio ocorre dias após governo norte-americanos proibirem empresas de venderem componentes para a chinesa ZTE. Jack Ma, fundador da Alibaba, defende globalização no Fórum Econômico Mundial, em Davos REUTERS/Denis Balibouse O Alibaba comprou uma fabricante chinesa de microchips para ampliar seu negócio de "internet das coisas" baseado em computação na nuvem. O anúncio, feito nesta sexta-feira (20), surge dias após os Estados Unidos proibirem empresas americanas de vender chips e outros componentes para a empresa de telecomunicações chinesa ZTE por sete anos. O movimento reacendeu a discussão na China sobre autossuficiência na cadeia de suprimentos de tecnologia. No calor da proibição da ZTE, autoridades chinesas tiveram reuniões nesta semana com entidades do setor, órgãos reguladores e o poderoso fundo de chip do país para acelerar planos já agressivos para o setor, disseram duas pessoas com conhecimento direto das negociações. "A aquisição da Hangzhou C-SKY Microsystems, um dos principais fornecedores chineses de núcleos de CPU embutidos, reforça nosso compromisso de impulsionar o desenvolvimento da indústria de chips", disse a porta-voz, referindo-se às unidades de processamento central, em comunicado. "O Alibaba quer capacitar diferentes indústrias através de nossas soluções de internet das coisas baseadas em nuvem, nas quais os chips desempenham papel significativo", disse. O Alibaba não divulgou os termos da aquisição, a primeira envolvendo uma fabricante de chips.

G1

Mon, 23 Apr 2018 12:01:54 -0000 -


Concurso da prefeitura de Bom Jesus tem mais de 80 vagas e salários que podem chegar a R$ 2.052,76. Edital do concurso público para o município de Bom Jesus, na Paraíba, oferece mais de 80 vagas Prefeitura Municipal de Bom Jesus/Reprodução As inscrições para o concurso público da Prefeitura de Bom Jesus, no Alto Sertão paraibano, com mais de 80 vagas, terminam nesta segunda-feira (23), segundo o edital divulgado pela Prefeitura. Há vagas para diferentes níveis de formação - fundamental, médio e superior - com salários que podem chegar a R$ 2.052,76. Edital do concurso da prefeitura de Bom Jesus Os interessados devem realizar as inscrições por meio de um formulário online, no site da empresa organizadora, até as 23h59, e pagar a taxa correspondente ao nível dos cargos: R$ 60, ensino fundamental incompleto e completo; R$ 80, ensino médio completo e R$ 120, para o ensino superior completo. Ao todo, são ofertadas 83 vagas, para cargos como agente e auxiliar administrativo, professor de educação básica I, cirurgião dentista, motorista categoria D e auxiliar de serviços gerais. Aqueles que desejarem podem solicitar a isenção do pagamento no ato da inscrição, mas devem enviar os documentos que comprovem a situação, de doador de sangue ou baixa renda, para a Biblioteca Pública Municipal de Bom Jesus, de acordo com o endereço descrito no edital. A seleção será feita em duas etapas, sendo a primeira delas uma prova objetiva, com 30 questões, que será aplicada de acordo com o nível do cargo escolhido. A avaliação vai ser realizada no dia 20 de maio, com três horas de duração, em local e horário definidos no comprovante de inscrição, que será divulgado na página do candidato. Já a segunda fase do concurso, uma prova de títulos, deve ser feita apenas por pretendentes aos cargos de nível superior. Os resultados preliminares da 1ª etapa devem ser divulgados no quadro de avisos da Prefeitura e no site no qual as inscrições, no dia 31 de maio de 2018, segundo o edital. Ainda de acordo com o documento, o resultado final classificatório, após os recursos e provas, deve ser publicado no dia 15 de junho deste ano.

G1

Mon, 23 Apr 2018 11:59:46 -0000 -


Sempre que as operadoras nos Estados Unidos descobrem que alguém se divorciou, cortam o limite do seu cartão de crédito. Pior ainda se for um homem, o valor cai pela metade. Pode parecer uma medida sem sentido ou mesmo injusta, mas na prática, diz o autor americano Charles Duhigg, que conta a história no livro “O poder do hábito”, as empresas economizam. Bisbilhotando o perfil do Facebook dos clientes – prática que é permitida no país –, matemáticos notaram que muitas vezes quando alguém mudava de status para “solteiro", perdia o controle dos gastos. Aliança sendo removida Reprodução/GloboNews O dado não surpreende quando 59% dos divorciados nos Estados Unidos dizem que as finanças foram responsáveis, pelo menos em parte, pelo fim do casamento, segundo uma pesquisa da Experian. Mas um estudo mostra que pelo menos no pós-separação existe uma razão emocional no descontrole financeiro. A miopia da tristeza é um estado, temporário, que leva as pessoas a ignorarem ganhos futuros em nome de recompensas imediatas. Mas não só: o próprio gasto desperta mais satisfação do que a recompensa em si, dizem os professores e psicólogos Ye Li, da Universidade Riverside, na Califórnia, Jennifer Lerner, da Escola Kennedy de Governança e cofundadora do Centro de Ciência da Decisão de Harvard, e Elke U. Weber, da Universidade de Columbia. As pessoas, lógico, não querem jogar dinheiro fora ou pagar mais do que deviam pelas coisas e o curioso é que o grupo de “tristes gastadores” era considerado até alguns anos o menos propenso a sair comprando sem controle. A tristeza é usualmente vista na literatura como um antídoto para o otimismo em excesso e a ansiedade, que levavam toda a culpa nas apostas arriscadas. No entanto, uma série de estudos de Jennifer Lerner na última década e meia contestou essa premissa. Na pesquisa sobre a miopia da tristeza, 200 alunos de Harvard e Columbia tiveram de assistir a vídeos com cenas tristes, como a morte do protagonista, interpretado pelo ator Jon Voight no filme “O Campeão”, de 1979, ou a ameaça de extinção da Grande Barreira de Corais, na Austrália. Em seguida, decidiam se preferiam receber créditos no site da Amazon na mesma hora ou até o dobro em dinheiro entre uma semana e seis meses depois. Entre aqueles que se diziam mais afetados pelos vídeos, a escolha pela recompensa imediata foi até 34% maior. Em outro estudo, conduzido por Jennifer Lerner e as pesquisadoras Deborah A. Small, da Escola de Negócios de Wharton, e George Loewenstein, professor da Universidade Carnegie Mellon, voluntários assistiram aos mesmos vídeos e depois usavam um “home broker” em que metade deles tinha de vender e outros, comprar um objeto. Os dois grupos começaram a agir de forma perdulária. Os vendedores baixavam o preço demais enquanto os compradores aceitavam pagar acima do preço de venda. Os trabalhos também mostram que a tristeza faz com que uma pessoa avalie melhor um novo produto sendo lançado. O dado curioso é que não se trata apenas de finanças. Um terceiro estudo de Jennifer Lerner, em parceria com Nitika Garg, da Universidade do Mississipi, aponta que, tristes, somos também mais propensos a escolher comidas pouco saudáveis, gordurosas e doces. Todos estes comportamentos, sugerem os estudos, ocorreram devido ao desejo de mudança. Enquanto compra algo, caso esteja numa situação de tristeza, você tenta abandonar uma situação desagradável. Estar triste não é bom para ninguém, mas ainda pior quando a decisão tem efeitos mais duradouros nas finanças. Como diz aquela música famosa, “tristeza não tem fim”. Mas dinheiro, sim.

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Mon, 23 Apr 2018 11:30:19 -0000 -

Expectativa dos analistas dos bancos para inflação deste ano subiu de 3,48% para 3,49%. Para o PIB, estimativa de alta passou de 2,76% para 2,75%.  Os analistas do mercado financeiro elevaram a estimativa para a inflação deste ano e também reduziram a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018. As previsões estão no relatório de mercado, também conhecido como "Focus", feito com base em pesquisa da semana passada feita pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras. Os números foram divulgados nesta segunda-feira (23). A expectativa do mercado para a inflação em 2018 passou de 3,48% para 3,49% na semana passada. Com isso, foi interrompida uma sequência de onze quedas seguidas. O percentual esperado pelos analistas continua abaixo da meta que o Banco Central precisa perseguir para a inflação neste ano, que é de 4,5%. Entretanto, está dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema, que considera que a meta terá sido cumprida pelo BC se o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficar entre 3% e 6%. A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic). Para 2019, o mercado financeiro baixou a expectativa de inflação de 4,07% para 4%. A meta central do próximo ano é de 4,25% e o intervalo de tolerência do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%. PIB e juros Para o resultado do PIB em 2018, os economistas dos bancos baixaram a previsão de crescimento de 2,76% para 2,75%. Foi a quarta queda seguida do indicador. Para o ano que vem, a expectativa do mercado para expansão da economia continua em 3%. O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Em 2016, o PIB teve uma retração de 3,5%. Em 2017, cresceu 1% e encerrou a recessão no país. Os analistas do mercado mantiveram em 6,25% ao ano sua previsão para a taxa básica de juros da economia, a Selic, ao final de 2018. Atualmente, a taxa está em 6,5% ao ano. A redução na expectativa do mercado veio após o próprio Banco Central ter indicado que pode continuar reduzindo a taxa básica de juros nos próximos meses. Para o fim de 2019, a estimativa do mercado financeiro para a Selic continuou em 8% ao ano. Deste modo, os analistas seguem prevendo alta dos juros no ano que vem. Câmbio, balança e investimentos Na edição desta semana do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 subiu de R$ 3,30 para R$ 3,33 por dólar. Para o fechamento de 2019, avançou de 3,39 para R$ 3,40 por dólar. A projeção do boletim Focus para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), em 2018, caiu de US$ 55,8 bilhões para US$ 55 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit recuou de US$ 46 bilhões para US$ 45,33 bilhões. A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2018, recuou de US$ 80 bilhões para US$ 77,5 bilhões. Para 2019, a estimativa dos analistas ficou estável em US$ 80 bilhões.

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Mon, 23 Apr 2018 11:30:05 -0000 -


Vagas são para mais de cinco áreas diferentes, nos campi de Patos e Campina Grande. Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) Marinilson Braga/UFCG Começam nesta segunda-feira (23) inscrições para os processos seletivos para contratação de professores auxiliares e substitutos da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). A Instituição oferece uma vagas para a Unidade Acadêmica de Letras, três vagas para áreas de engenharia florestal, química e economia, e duas vagas para o Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). As inscrições para professor substituto de Letras, em Campina Grande, seguem até o dia 27 de abril e a taxa de custa R$ 30. A seleção tem uma vaga e deve preencher a área de Teoria Literária e Literatura Brasileira. Confira o edital para seleção de Letras Também continuam até a sexta-feira (27) as inscrições para as seleções de professores subtitutos nas áreas de engenharia florestal e química, para o campus de Patos, no Sertão, e economia para o campus sede, em Campina Grande. Os vencimentos básicos são de R$ 3.121,76, mais retribuição por titulação. Confira os editais para engenharia florestal e química Confira o edital para a vaga de economia As duas vagas para professores substitutos do Centro de Ciência Biológicas e da Saúde (CCBS), em Campina Grande, vão preencher os cursos de psicologia e enfermagem. Os contratados devem ingressar na Instituição como professores assistente e auxiliar, respectivamente, com regime de trabalho de 40 horas semanais. As inscrições seguem até o dia 30 de abril e devem ser realizadas pessoalmente ou por procuração, no Protocolo Geral da UFCG, localizado no prédio da reitoria. Não será cobrada taxa de inscrição. Confira o edital para vaga de psicologia Confira o edital para vaga de enfermagem

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Mon, 23 Apr 2018 11:27:59 -0000 -


Proibição dos EUA de venda de componentes norte-americanos para a ZTE levanta preocupações no setor de tecnologia. Axon 7, smartphone da ZTE, apresentado em 2018. Paul Hanna/Reuters Os mercados acionários da China terminaram com pouca variação nesta segunda-feira (23), apesar de vendas de papéis de empresas do setor de tecnologia em meio a preocupações com a ZTE. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 0,16%, enquanto o índice de Xangai teve queda de 0,09%. A atenção estava voltada para a ZTE, que busca uma solução para a proibição dos Estados Unidos que impede empresas norte-americanas de vender peças e software à chinesa, medida que tem sido considerada uma ameaça à sua sobrevivência. "A proibição à ZTE levantou preocupações sobre a escalada das tensões comerciais entre a China e os EUA em relação ao setor de tecnologia", disse em nota Chen Guo, analista da Essence Securities. Com isso, o índice de start-ups ChinextP fechou em queda de 1,7%, em sua terceira sessão de perdas. O secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, disse no sábado que pode viajar para a China, o que pode aliviar as tensões entre as duas maiores economias do mundo, no momento em que autoridades internacionais reconhecem que Pequim precisa mudar suas práticas comerciais. No restante da região, os mercados recuaram com investidores se preparando para uma série de resultados das maiores empresas do mundo, enquanto mantêm um olhar cauteloso sobre os rendimentos dos Treasuries dos EUA. O índice MSCI, que reúne ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão, tinha queda de 0,66% às 7h45 (horário de Brasília). Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 0,33%, a 22.088 pontos. Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 0,54%, a 30.254 pontos. Em XANGAI, o índice SSEC perdeu 0,09%, a 3.068 pontos. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, avançou 0,16%, a 3.766 pontos. Em SEUL, o índice KOSPI teve desvalorização de 0,09%, a 2.474 pontos. Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou baixa de 0,76%, a 10.697 pontos. Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES valorizou-se 0,17%, a 3.579 pontos. Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 avançou 0,29%, a 5.886 pontos.

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Mon, 23 Apr 2018 11:19:45 -0000 -


Classificado por youtuber como 'pessoa mais odiada da internet', presidente da 'Anatel dos EUA' é alvo de memes e até ameaça de morte por alterar regras da web; mudanças entram em vigor na segunda (23). Ajit Pai, presidente da Comissão Federal das Comunicações (FCC, na sigla em inglês). Ethan Miller / France Presse O presidente da “Anatel dos Estados Unidos”, Ajit Pai, é o responsável pelo fim da neutralidade de rede no país, uma medida que entra em vigor nesta segunda-feira (23) e pode mudar a forma como os americanos usam a internet. Sua figura provoca polêmica e já até recebeu ameaças de morte. Ele já foi classificado como a “pessoa mais odiada da internet" pelo youtuber mais famoso da rede e frequentemente é satirizado por memes. Filho de imigrantes indianos e membro do Partido Republicano, Pai foi escolhido em 2017 por Donald Trump para presidir a Comissão Federal das Comunicações (FCC, na sigla em inglês). Ele integrava o colegiado há cinco anos, colocado lá por Barack Obama para manter o balanço entre Democratas e Republicanos. Em pouco mais de um ano no cargo, Pai já deixou sua marca e alterou diversas regras no setor de telecomunicações americano. Nenhuma medida, no entanto, despertou tantas paixões quanto retirar as garantias à neutralidade de rede, que forçava provedores de internet a tratar serviços conectados da mesma forma. Na prática, a neutralidade garante, por exemplo, que mensagens enviadas pelo WhatsApp tenham prioridade equivalente a dados enviados pelo Netflix. Sem isso, provedores podem exigir que consumidores paguem mais para um serviço furar a fila. Ajit Pai, presidente da Comissão Federal das Comunicações (FCC), é constantemente transformado em meme. Reprodução Pai da morte da neutralidade O fim da isonomia na internet não é um movimento isolado de Pai. Faz parte do que ele chama de “toque suave para regulamentação de rede”. Na mesma linha, ele também liberou as TVs a comprarem jornais regionais sem provar que há concorrência e tomou decisões que, na prática, permitem que provedores que são os únicos a operar em um lugar deixem de seguir um controle de preços. “Os EUA só estão virando a chave para, em vez de criar uma regulamentação que erroneamente presume que qualquer provedor de conexão está em uma lista impeditiva, passar a focar nossas ações em falhas reais de mercado”, afirmou ele em fevereiro, durante o Mobile World Congress (MWC), maior evento de telecomunicações do mundo. Com isso, internet banda larga e móvel deixaram de ser serviços de utilidade pública. Passaram a ser atividades supervisionadas pela Comissão Federal do Comércio (FTC, na sigla em inglês), agência que lida com direitos do consumidor e ações anticompetitivas. Ele jura que só “restaurou o mesmo panorama regulatório que governou a internet por toda sua existência, de 1996 até 2015”. Mas não é bem assim. Antes da regra existir, a FCC punia empresas de telecomunicação que impediam consumidores de acessar serviços de seus rivais, mas tinha suas decisões revertidas no Judiciário. A razão alegada era a falta de um precedente legal que garantisse a neutralidade de rede. Foi aí que o ex-presidente da FCC, Tom Wheeler, institucionalizou a proteção à neutralidade de rede. Infográfico explica neutralidade de rede Infográfico: Karina Almeida/G1 Foco no 5G A visão de Pai é que o fim da neutralidade e outras medidas regulatórias pró-mercado farão dos EUA o líder global em 5G, quinta geração de internet móvel que promete conectar de carros autônomos a drones. “Política de espectro [de radiofrequência], infraestrutura moderna e regulações de rede voltadas para o mercado formam o coração da nossa estratégia para cumprir a promessa do futuro com o 5G.” Nessa linha, ele já trabalha na redução de obrigações ambientais para empresas instalarem infraestrutura de rede, como cabos de fibra ótica. Ainda este ano, a FCC vai licitar várias faixas de frequência, como as de 3.5 Ghz e 28 Ghz, já de olho no 5G. Ajit Pai, presidente da Comissão Federal das Comunicações (FCC). Aaron P. Bernstein/Reuters Além disso, o esforço reformador de Pai deve se estender ao marco legal das telecomunicações nos EUA. Ele já começou a mexer os pauzinhos para reformar uma lei de 1996, que fixou parâmetros para o que eram então novos segmentos, como telefonia celular e internet. Família chegou aos EUA com US$ 10 Antes de trabalhar no governo, Pai já integrou o corpo de advogados da Verizon, maior companhia de telefonia dos EUA - e frequentemente sua proximidade com as empresas é alvo de críticas. O traquejo com políticas públicas vem da experiência como auxiliar parlamentar entre 2003 e 2004 do atual procurador-geral dos EUA, Jeff Sessions, durante a passagem dele pelo Senado norte-americano, e de sua experiência no Departamento de Justiça. Ajit Pai, presidente da Comissão Federal das Comunicações (FCC), é constantemente transformado em meme. Reprodução Estudou nas universidades de Chicago e de Harvard, onde integrou a equipe de debates. Por isso, possui colegas espalhados por cátedras de universidades de peso como a de Georgetown. Filho de imigrantes indianos, ambos médicos, Ajit Pai nasceu em Buffalo (NY), em 1973, dois anos após seus pais chegarem aos EUA. Trata sua ascensão na burocracia de Washington como uma realização dos pais. "Eles vieram aos EUA com apenas um rádio e US$ 10 no bolso. Como muitos imigrantes, sacrificaram-se para me dar as oportunidades que não tiveram quando crianças. Após 46 anos da jornada dos meus pais da Índia, aqui estou eu, neto de um vendedor de peças de carros e de uma arquivista, escolhido pelo presidente dos EUA para ser o chefe do regulador das comunicações", comentou ao jornal “The Hindu” pouco antes de assumir a FCC. Diferentemente de outros burocratas, no entanto, Ajit Pai gosta de polvilhar seus discursos com citações da cultura pop e do mundo da tecnologia. Após Wheeler aprovar garantias à neutralidade de rede em 2015, por exemplo, ele disparou: “Jovem tolo... Apenas agora, já no final, você entende”, citando Imperador Palpatine, de “O Retorno do Jedi”. Durante o MWC, evocou Nikola Tesla para defender o potencial do 5G. “Quando redes sem fio forem totalmente implantadas, a terra será convertida em um cérebro gigante, capaz de resposta em cada uma de suas partes”, disse Pai, citando o responsável pela descoberta da corrente alternada. “Hoje, com o 5G, essa ideia parece muito mais praticável do que nos últimos anos”, completou. ‘Pessoa mais odiada da internet’ Casado com uma alergista e pai de dois filhos, Ajit Pai deixa escapar um pouco de sua vida íntima nas redes sociais. Recorreu ao Twitter, por exemplo, para perguntar que serie deveria ver após a maratona de “Game of Thrones”. Mas é também na internet que ele paga alguns micos. Foi tirando exemplos de virais que ele produziu o mais farto material usado por seus detratores para criar memes a seu respeito. Em dezembro de 2017, durante a campanha para convencer americanos de que o fim da neutralidade de rede não seria tão ruim assim, Ajit Pai gravou um vídeo dançando “Harlem Shake” e fazendo outras coisas que, segundo disse, não acabariam com a mudança das regras. Ajit Pai, presidente da Comissão Federal das Comunicações (FCC), é constantemente transformado em meme. Reprodução Foi a deixa para emergirem memes em que ele comia pipoca ao lado do ditador norte-coreano Kim Jong-un ou enquanto assistia feliz da vida a uma página da internet sair do ar. Até celebridades online já fizeram coro ao movimento anti-Pai. Ele já havia sido chamado de “a pessoa mais odiada da internet” por ninguém menos que PewDiePie, o youtuber mais famoso do mundo. E como ele reagiu a tudo isso? Tirando sarro. Em um jantar da associação de advogados, por exemplo, fez piada por ser chamado de “fantoche da Verizon”. Algumas críticas direcionadas a Pai não tiveram graça. Em dezembro do ano passado, sua família começou a ser atacada. Ao sair de casa, deu de cara com um cartaz direcionado a um de seus filhos, que dizia: “Ele irá saber a verdade. Papai assassinou a democracia a sangue frio”. Uma ameaça de morte o fez cancelar sua ida à maior feira de tecnologia do mundo, a CES, por considerar que não havia condições adequadas de segurança. 'Soldado de Trump' A rapidez com que Ajit Pai promove guinadas nas telecomunicações suscitam comparações com as políticas de Trump, o que lhe conferiu o apelido de “soldado de Trump”. “Ele adotou uma abordagem de ‘terra arrasada’ para tudo o que foi aprovado pela gestão anterior da FCC”, afirmou Craig Aaron, presidente do grupo ativista Free Press, ao site “Quartz”. É difícil, porém, encontrar quem questione sua competência para ocupar o cargo. “Ele é um personagem bastante interessante na administração Trump, por ser qualificado para o trabalho”, disse Aaron. “Ele é muito esperto. É alguém que entende a agência e entende a lei”, elogiou Reed Hundt, ex-presidente da FCC durante a presidência de Bill Clinton, ao site “Cnet”. As empresas não escondem seu apreço por ele. “Ninguém é mais preparado”, afirmou a AT&T em comunicado. Ainda que leal a Trump, Ajit Pai já se posicionou contra uma proposta do chefe, a de criar uma rede nacional de 5G. Afirmou que "contrário a qualquer ideia de uma rede nacional 5G construída e administrada pelo governo". “São os mercados, não os governos, que estão melhor posicionados para inovar e fazer investimentos”, afirmou no MWC. “O papel de governo não é comandar e controlar, mas permitir, encorajar e promover competição.” Futuro Algumas das ações de Ajit Pai começaram a ser questionadas. A própria agência abriu uma investigação para apurar por que ele acelerou a derrubada da regra que restringia que TVs comprassem jornais. Durante sua aparição na MWC, ele afirmou que a história vai mostrar que sua atuação da neutralidade de rede foi a mais acertada. “Companhias que começaram muito pequenas como Facebook, Amazon, Netflix e Google se tornaram gigantes globais precisamente porque nós tínhamos essa abordagem voltada para o mercado e encorajávamos investimentos em infraestrutura, assim como inovação na ponta”, afirmou Pai, citando companhias que, em sua maioria, se opuseram à quebra de isonomia na internet.

G1

Mon, 23 Apr 2018 10:00:22 -0000 -


Programa da Receita Federal é explicativo, mas contribuinte precisa ter atenção. Prazo vai até o dia 30 de abril. Quem fizer a declaração do Imposto de Renda pela primeira vez em 2018 precisa ter atenção redobrada para evitar erros. As instruções, que, de maneira geral, servem para todos os contribuintes, são para checar os dados, organizar os documentos previamente e fazer o procedimento com calma. A expectativa do Fisco é receber 28,8 milhões de declarações. Até as 11h desta segunda-feira (23), a 7 dias do final do prazo para envio, 16 milhões de declarações foram recebidas pelos sistemas da Receita. Veja abaixo vídeo com passo a passo para fazer uma declaração: Imposto de Renda: veja passo a passo como fazer a declaração Quem deve declarar? Devem declarar o Imposto de Renda neste ano quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2017. O valor é o mesmo da declaração do ano passado. Também devem declarar: Contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 40 mil no ano passado; Quem obteve, em qualquer mês de 2017, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas; Quem teve, em 2017, receita bruta em valor superior a R$ 142.798,50 em atividade rural; Quem tinha, até 31 de dezembro de 2017, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil; Quem passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês do ano passado e nessa condição encontrava-se em 31 de dezembro de 2017. SAIBA TUDO SOBRE IMPOSTO DE RENDA Imposto de Renda no G1 Ilustração: Karina Almeida/G1 O G1 ouviu especialista e preparou 5 dicas para quem vai declarar pela primeira vez. 1 - Confira os valores e em qual espaço eles estão sendo declarados Com rápido cruzamento de informações, a atenção dos contribuintes deve ser redobrada, pois incoerências de centavos podem levar a declaração à malha fina. Erros de digitação são bem comuns e podem gerar problemas. “Outro ponto de atenção é o campo onde a informação deve ser preenchida tanto nas opções de tributação, quanto nas opções ‘a pagar’ ou ‘a receber’”, afirma Heber de Oliveira, sócio da Contabilizei Contabilidade. Veja os itens que as pessoas mais esquecem de declarar 2 - Providencie todas as informações de bens que você possui Documentos de imóveis, aplicações financeiras, saldos bancários de conta corrente e poupança e até carros. Organizar estas informações previamente vai otimizar o tempo que a pessoa passa dentro do sistema da Receita. “Se o contribuinte vender o carro, o dinheiro na conta vai aparecer e ele vai precisar informar de onde veio. Se este bem não estiver na declaração anterior, não tem como declarar que vendeu na seguinte”, explica Carlos Heitor Campani, professor do COPPEAD/UFRJ. 3 - Preste atenção nos dados fornecidos pelo empregador “Se você tiver apenas um emprego, 90% das informações vêm do comprovante anual de rendimentos fornecido pela empresa”, explica Cleiton Felipe, gerente sênior da área de assessoria fiscal às pessoas físicas da BDO Brazil. Professores que trabalham em várias instituições ou autônomos, por exemplo, precisam ter muita atenção para declarar as diversas fontes de renda. 4 - Declare com antecedência O programa da Receita Federal fica disponível para o contribuinte por quase 2 meses. Neste ano, o período de declaração começou em 1º de março e vai até 30 de abril. Com tempo, o contribuinte analisa com mais atenção as informações e tem tempo de retificar, caso encontre algum erro. “Se a pessoa perceber um erro na declaração, pode enviar uma nova retificada. O ideal é que a declaração corrigida seja enviada dentro do prazo, que termina no dia 30 de abril. Se corrigir depois, o contribuinte chama atenção e pode cair na malha fina”, explica Campani. 5 - Despesas que foram reembolsadas Muitos planos de saúde trabalham com o sistema de reembolso. Segundo Campani, o contribuinte deve declarar apenas o valor que efetivamente pagou. “Se a consulta custou R$ 400 e o plano reembolsou R$ 150, o contribuinte deve declarar apenas R$ 250. Muitas pessoas esquecem e colocam o valor total da nota”. O professor lembra que as despesas só devem ser lançadas, quando estiverem devidamente comprovadas com nota fiscal. *Sob supervisão de Marina Gazzoni. Initial plugin text

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Mon, 23 Apr 2018 10:00:21 -0000 -


Confira oportunidades em todos os níveis de escolaridade em diferentes estados. No Tribunal de Justiça de SC, cujas inscrições começam nesta semana, salários chegam a R$ 6.156,63.  Concursos Divulgação Pelo menos 151 concursos públicos estão com inscrições abertas no país e reúnem cerca de 24,5 mil vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade. CONFIRA A LISTA COMPLETA DE CONCURSOS E OPORTUNIDADES Os salários chegam a R$ 22.213,43 na Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul. No Tribunal de Justiça de Santa Catarina, cujas inscrições começam nesta semana, os salários chegam a R$ 6.156,63. Além das vagas abertas, há concursos para formação de cadastro de reserva – ou seja, os candidatos aprovados são chamados conforme a abertura de vagas durante a validade do concurso. Entre os maiores e principais concursos públicos abertos estão: Exército, com o total de 1.100 vagas (as inscrições vão até o dia 27/04) Ministério da Saúde, que oferece 3.592 vagas. Polícia Civil de São Paulo, com 1.400 vagas Secretaria de Educação do Pará, com 2.112 vagas Nesta segunda-feira (23), ao menos 12 órgãos abrem o prazo de inscrições para 483 vagas no país. Entre os concursos que começam a inscrever candidatos nesta semana estão o da Polícia Civil do Maranhão e da Polícia Civil do Pará. Veja abaixo as informações de cada concurso: Polícia Civil do Maranhão Inscrições: até 25/04/18 40 vagas Salários de até R$ 1.700,00 Cargos de nível médio Veja o edital Prefeitura de Viçosa (MG) Inscrições: até 27/04/18 10 vagas Salários de até R$ 1.684,83 Cargos de nível fundamental, médio e superior Veja o edital Fundação Universidade do Ceará (Funece) Inscrições: até 02/05/18 149 vagas Salários de até R$ 5.252,47 Cargos de nível superior Veja o edital Prefeitura de São José do Goiabal (MG) Inscrições: até 22/05/18 18 vagas Salários de até R$ 2.787,84 Cargos de nível fundamental, médio e superior Veja o edital Prefeitura de Resende Costa (MG) Inscrições: até 23/05/18 19 vagas Salários de até R$ 2.686,07 Cargos de nível fundamental, médio e superior Veja o edital Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina Inscrições: até 05/06/18 26 vagas Salários de até R$ 6.156,63 Cargos de nível médio e superior Veja o edital Câmara de Santa Maria do Suaçuí (MG) Inscrições: até 24/05/18 4 vagas Salários de até R$ 1.128,00 Cargos de nível superior Veja o edital Secretaria de Estado da Saúde (SESAU - AL) Inscrições: até 27/04/18 192 vagas Salários de até R$ 5.233,23 Cargos de nível fundamental, médio e superior Veja o edital Polícia Civil do Pará Inscrições: até 24/04/18 16 vagas Salários de até R$ 2.959,20 Cargos de nível médio e superior Veja o edital Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto Inscrições: até 07/05/18 3 vagas Salários de até R$ 4.325,20 Cargos de nível superior Veja o edital Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais Inscrições: até 25/04/18 3 vagas Salários de até R$ 3.464,43 Cargos de nível médio e superior Veja o edital Fundação do ABC (SP) Inscrições: até 06/0518 3 vagas Salários de até R$ 11.000,00 Cargos de nível superior Veja o edital

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Mon, 23 Apr 2018 09:00:28 -0000 -

G1 > Tecnologia e Games

Últimas notícias de tecnologia e de games. Informações sobre internet, jogos, tv digital e lançamentos de produtos eletrônicos de última geração.


Com seu barco, os achuar, no Equador, viram incremento de alunos na escola; de custo baixo, invento evita poluição e desmatamento. Depois de fazer estudos de navegabilidade, decidiu-se que o desenho da canoa dos indígenas cofan, no norte da selva equatoriana, era o mais adequado para as águas amazônicas BBC Sob a pálida luz de uma lâmpada que pendura do teto de um abrigo de madeira, um círculo de homens bebe litros e litros de uma infusão de folhas preparada na noite anterior pelas mulheres da casa. São quatro da manhã e ainda falta um par de horas para que amanheça em Kapawi, uma pequena comunidade indígena achuar em um canto remoto da Amazônia equatoriana. Os homens bebem e bebem até que o corpo lhes diz que basta. E, um a um, desaparecem na escuridão desta noite sem lua para esvaziar o conteúdo de seus estômagos com ruidosos vômitos. Hilario Saant foi um dos quatro tripulantes que trouxeram a canoa do porto de Iquitos, no Peru, até o território achuar. Foi uma viagem por 1.800 km do rio que demorou 25 dias BBC Na volta, mais acordados e energizados pela limpeza, começam a relatar e interpretar os sonhos da véspera. O mundo onírico tem um papel central na vida dos achuar: não só guia suas ações do dia, mas também seus planos a longo prazo, o futuro da comunidade. E foi justamente em uma dessas cerimônias, um ritual ancestral conhecido como "guayusada", que os anciãos vêm compartilham, há mais de meio século, um sonho que acabou sendo premonitório: pelas águas marrons do rio, viram descer "um barco de fogo". Mito ou história genuína, o certo é que essa visão se transformou recentemente em uma realidade para um grupo de comunidades achuar. Desde abril de 2017, uma canoa alimentada por energia solar percorre 67 km pelos rios Capahuari e Pastaza e liga cerca de mil pessoas divididas em nove assentamentos isolados que vivem em suas margens. Para os mais pequenos, viajar na canoa é um acontecimento especial BBC "Meus pais, meus avós sonharam com isso. O sonho é uma mensagem. Os achuar conhecem pelos sonhos. O sonho não é mentira, é a verdade", diz Hilario Saant, um ancião de Kapawi. A canoa se chama Tapiatpia em homenagem a um lendário peixe-elétrico da área, e é o primeiro sistema fluvial comunitário solar da Amazônia. Esse modelo de transporte sustentável que percorre o território por suas rotas ancestrais, os rios, não só materializa um antigo sonho: também responde ao desejo profundo dessa cultura de viver em harmonia com o meio ambiente. O projeto ainda está em sua etapa inicial. Mas se for bem-sucedido, tem o potencial de ser implementado em outros rios da bacia amazônica, um ecossistema ameaçado pelo desmatamento e pela exploração petroleira e de cujo futuro o clima do planeta depende. Há uma década, Utne trabalha desenvolvendo o projeto da canoa solar BBC Tecnologia de ponta, desenho ancestral "A canoa solar é uma solução ideal para esse lugar porque aqui não há rede de rios navegáveis, interconectados e há uma grande necessidade de transporte alternativo", explica à BBC Mundo Oliver Utne, o americano que deu vida ao projeto Kara Solar (Kara significa "sonho" em achuar), depois de conviver com a comunidade durante anos. "Como a gasolina só pode chegar aqui por avião, custa cinco vezes mais que no resto do país", explica. É um luxo que não se podem dar. "Por outro lado, a ameaça de chegada de estradas a esse território, um dos lugares com maior biodiversidade do mundo, está muito presente." "Trazê-las até aqui significaria a destruição dessa biodiversidade e produziria um impacto muito forte nessas culturas", argumenta o jovem de pouco mais de 30 anos, cabelos loiros e olhos azuis que os achuar tratam como mais um da família. Por causa da canoa, as crianças podem ir ao centro de saúde quando estão doentes BBC Com um teto de 32 painéis solares sobre uma canoa tradicional de 16 metros de comprimento e dois de largura, Tapiatpia encarna a fusão da tecnologia moderna com o conhecimento ancestral. Feita com fibra de vidro em vez de madeira para estender sua vida útil, a canoa tomou emprestado o desenho de embarcação típica dos indígenas cofanes do norte do Equador. Depois de vários estudos de navegabilidade, foi o modelo que melhor se adaptou às condições amazônicas. Desde que a viagem ficou mais barata (a viagem custa US$1, mas os estudantes pagam um preço mais barato), há mais alunos inscritos na escola BBC As rotas, os horários, o porto central e outros assuntos relativos a seu funcionamento foram decididos pelas próprias comunidades com ajuda da "Plan Junto", uma organização que se encarrega do aspecto comunitário do empreendimento. "De nada serve o barco se não houver um grupo de gente pensando em como usá-lo e como aproveitá-lo", explica Celia Salazar, gerente de operações de campo de Plan Junto. Mais alunos nas classes De pé na popa do Tapiaptia, com os olhos direcionados à rota, Saant me conta orgulhoso como pouco a pouco a canoa está mudando a vida da comunidade. Os jovens Achuar querem aproveitar novas tecnologias, mas sem destruir seu território BBC "Estamos ajudando a comunidade quando há crianças doentes. Me chamam por rádio e levamos as crianças ao centro de saúde. Tapiaptia ajuda a salvar vidas", me diz, emocionado. É que sua relação com o barco se remonta aos dias em que era só uma ideia. Além disso, ele foi um dos quatro tripulantes que fizeram a viagem épica de 1,8 km durante 25 dias para trazer a canoa do longínquo porto de Iquitos, no Peru, até o território achuar. Sem deixar de olhar para frente, indica com sinais a rota ao capitão sentado na parte traseira da embarcação. "Agora as crianças podem fazer passeios escolares", continua. "E, se moram longe, podem ir à escola e voltar no fim de semana e ajudar seus pais." Mateo Tseremp é testemunha disso. Professor da única escola secundária para 15 comunidades da área, viu um incremento no número de alunos. Da canoa, Hilário Saant pode ver os animais que se escondem na selva BBC "Nos ajuda a trazer mais estudantes à unidade educativa Tuna. É muito mais econômico", me diz durante uma pausa depois da aula. A canoa também ajuda os jovens a praticar esporte. Além disso, diz Sant, "na canoa podemos conversar". O ruído de um motor elétrico é quase um sussurro comparado com o ensurdecedor ruído do barco típico da Amazônia que funciona a gasolina. Outro ponto a favor: como o barco é silencioso, não espanta os animais - em um das viagens, a reportagem viu um boto-cor-de-rosa a poucos metros do barco. Todas as decisões sobre a canoa e seus usos se discutem em uma assembleia comunitária BBC Contra as estradas Mais além das vantagens econômicas de um transporte de custo baixo para essas comunidades que vivem principalmente da caça, a agricultura de subsistência e a pesca, um benefício que eles consideram crucial é que não destrói nem polui o meio ambiente. "Queremos que as crianças conheçam a mesma selva que eu conheço", diz Saant com firmeza. A ameaça dos caminhos que vêm da indústria petroleira e madeireira, contudo, está cada vez mais próxima. Canelos quer desenvolvimento, mas sem estradas em seu território BBC Em janeiro desse ano, por exemplo, o governo começou a perfurar a primeira de uma centena de poços petroleiros dentro do Parque Nacional Yasuní, no nordeste do país, em plena Amazônia equatoriana. Essa área abriga nacionalidades indígenas que vivem em isolamento voluntário. Impacto Mas que impacto pode ter um projeto tão pequeno como esse na luta global contra a mudança climática? Cada comunidade tem uma pista de terra para permitir a chegada de aviões -é a única via de acesso BBC Na Amazônia, uma região que perdeu cerca de 17% de seus bosques nos últimos 50 anos, segundo o Fundo Mundial para a Natureza, e em que o desmatamento continua crescendo a um ritmo alarmente, o que pode fazer uma pequena canoa? E mesmo se se multiplicarem, que impacto real podem ter duas, três, dez canoas solares diante do avanço incessante da mineração e da indústria madeireira e petroleira? A canoa foi batizada de Tapiatpia, em homenagem a um peixe-elétrico lendário da região BBC Para Utne, "a ideia fundamental é que se possa servir como exemplo de um projeto que funciona para uma economia amazônica". "E, se não, ao menos pode ter impacto na vida das pessoas daqui", diz, com humildade. *Kara Solar é um projeto conjunto dos achuar, a Fundação ALDEA (sigla em espanhol para Associação Latino-americana para o Desenvolvimento Alternativo) e Plan Junto. Esta série da BBC foi produzida com financiamento da Fundação Skoll.

G1

Mon, 23 Apr 2018 15:37:15 -0000 -


Governo norte-americano barrou venda de componentes de empresas do país a chinesas. Interior do smartphone da ZTE. Carlo Allegri/Reuters A chinesa ZTE classificou a proibição dos Estados Unidos à venda de peças e software a ela como injusta e afirmou que isso pode ameaçar sua sobrevivência. A fabricante de smartphones e equipamentos de telecomunicações ainda prometeu nesta sexta-feira (20) proteger seus interesses através de todos os meios legais. O escritório de Indústria e Segurança do Departamento de Comércio dos Estados Unidos (BIS, na sigla em inglês) proibiu empresas americanas de venderem para a ZTE por sete anos, devido à empresa chinesa ter furado o embargo ao Irã e ter dado declarações falsas. "É inaceitável que o BIS insista em impor a pena mais severa à ZTE injustamente, mesmo antes da conclusão da investigação dos fatos", disse a ZTE em sua primeira resposta desde que a proibição foi anunciada. "A ordem de negação não só afetará severamente a sobrevivência e o desenvolvimento da ZTE, mas também causará danos a todos os parceiros da ZTE, incluindo um grande número de empresas dos EUA", disse o comunicado. A ZTE disse que já investiu US$ 50 milhões em projetos de conformidade de controle de exportação em 2017 e planeja investir mais este ano. Uma autoridade sênior do Departamento de Comércio dos EUA disse ser improvável uma suspensão da proibição. "Não há nenhuma disposição atualmente para isso ocorrer", disse o funcionário, que se recusou a ser identificado devido à sensibilidade do assunto. Um advogado dos EUA, que não quis ser identificado porque a empresa tem clientes com interesses no caso, descreveu a proibição como "uma sentença de morte" para a ZTE. O Departamento de Comércio tem um processo de apelação para as empresas tentarem sair da lista, mas não está claro se isso estaria disponível para a ZTE porque o caso havia sido anteriormente sujeito a um acordo, segundo pessoas familiarizadas com o assunto. Mesmo assim, a ZTE teria pouco recurso no curto prazo porque os apelos teriam de ser aprovados pelo BIS, a mesma agência que emitiu a proibição. As empresas devem enviar recursos a um comitê que emitirá uma decisão dentro de 30 dias, de acordo com o site da agência. A melhor chance da ZTE seria se as empresas dos EUA escolhessem fazer lobby na administração Trump para suspender a proibição para salvar seus negócios com a ZTE, disse Adams Lee, um advogado de comércio internacional da Harris Bricken.

G1

Mon, 23 Apr 2018 12:20:20 -0000 -


Classificado por youtuber como 'pessoa mais odiada da internet', presidente da 'Anatel dos EUA' é alvo de memes e até ameaça de morte por alterar regras da web; mudanças entram em vigor na segunda (23). Ajit Pai, presidente da Comissão Federal das Comunicações (FCC, na sigla em inglês). Ethan Miller / France Presse O presidente da “Anatel dos Estados Unidos”, Ajit Pai, é o responsável pelo fim da neutralidade de rede no país, uma medida que entra em vigor nesta segunda-feira (23) e pode mudar a forma como os americanos usam a internet. Sua figura provoca polêmica e já até recebeu ameaças de morte. Ele já foi classificado como a “pessoa mais odiada da internet" pelo youtuber mais famoso da rede e frequentemente é satirizado por memes. Filho de imigrantes indianos e membro do Partido Republicano, Pai foi escolhido em 2017 por Donald Trump para presidir a Comissão Federal das Comunicações (FCC, na sigla em inglês). Ele integrava o colegiado há cinco anos, colocado lá por Barack Obama para manter o balanço entre Democratas e Republicanos. Em pouco mais de um ano no cargo, Pai já deixou sua marca e alterou diversas regras no setor de telecomunicações americano. Nenhuma medida, no entanto, despertou tantas paixões quanto retirar as garantias à neutralidade de rede, que forçava provedores de internet a tratar serviços conectados da mesma forma. Na prática, a neutralidade garante, por exemplo, que mensagens enviadas pelo WhatsApp tenham prioridade equivalente a dados enviados pelo Netflix. Sem isso, provedores podem exigir que consumidores paguem mais para um serviço furar a fila. Ajit Pai, presidente da Comissão Federal das Comunicações (FCC), é constantemente transformado em meme. Reprodução Pai da morte da neutralidade O fim da isonomia na internet não é um movimento isolado de Pai. Faz parte do que ele chama de “toque suave para regulamentação de rede”. Na mesma linha, ele também liberou as TVs a comprarem jornais regionais sem provar que há concorrência e tomou decisões que, na prática, permitem que provedores que são os únicos a operar em um lugar deixem de seguir um controle de preços. “Os EUA só estão virando a chave para, em vez de criar uma regulamentação que erroneamente presume que qualquer provedor de conexão está em uma lista impeditiva, passar a focar nossas ações em falhas reais de mercado”, afirmou ele em fevereiro, durante o Mobile World Congress (MWC), maior evento de telecomunicações do mundo. Com isso, internet banda larga e móvel deixaram de ser serviços de utilidade pública. Passaram a ser atividades supervisionadas pela Comissão Federal do Comércio (FTC, na sigla em inglês), agência que lida com direitos do consumidor e ações anticompetitivas. Ele jura que só “restaurou o mesmo panorama regulatório que governou a internet por toda sua existência, de 1996 até 2015”. Mas não é bem assim. Antes da regra existir, a FCC punia empresas de telecomunicação que impediam consumidores de acessar serviços de seus rivais, mas tinha suas decisões revertidas no Judiciário. A razão alegada era a falta de um precedente legal que garantisse a neutralidade de rede. Foi aí que o ex-presidente da FCC, Tom Wheeler, institucionalizou a proteção à neutralidade de rede. Infográfico explica neutralidade de rede Infográfico: Karina Almeida/G1 Foco no 5G A visão de Pai é que o fim da neutralidade e outras medidas regulatórias pró-mercado farão dos EUA o líder global em 5G, quinta geração de internet móvel que promete conectar de carros autônomos a drones. “Política de espectro [de radiofrequência], infraestrutura moderna e regulações de rede voltadas para o mercado formam o coração da nossa estratégia para cumprir a promessa do futuro com o 5G.” Nessa linha, ele já trabalha na redução de obrigações ambientais para empresas instalarem infraestrutura de rede, como cabos de fibra ótica. Ainda este ano, a FCC vai licitar várias faixas de frequência, como as de 3.5 Ghz e 28 Ghz, já de olho no 5G. Ajit Pai, presidente da Comissão Federal das Comunicações (FCC). Aaron P. Bernstein/Reuters Além disso, o esforço reformador de Pai deve se estender ao marco legal das telecomunicações nos EUA. Ele já começou a mexer os pauzinhos para reformar uma lei de 1996, que fixou parâmetros para o que eram então novos segmentos, como telefonia celular e internet. Família chegou aos EUA com US$ 10 Antes de trabalhar no governo, Pai já integrou o corpo de advogados da Verizon, maior companhia de telefonia dos EUA - e frequentemente sua proximidade com as empresas é alvo de críticas. O traquejo com políticas públicas vem da experiência como auxiliar parlamentar entre 2003 e 2004 do atual procurador-geral dos EUA, Jeff Sessions, durante a passagem dele pelo Senado norte-americano, e de sua experiência no Departamento de Justiça. Ajit Pai, presidente da Comissão Federal das Comunicações (FCC), é constantemente transformado em meme. Reprodução Estudou nas universidades de Chicago e de Harvard, onde integrou a equipe de debates. Por isso, possui colegas espalhados por cátedras de universidades de peso como a de Georgetown. Filho de imigrantes indianos, ambos médicos, Ajit Pai nasceu em Buffalo (NY), em 1973, dois anos após seus pais chegarem aos EUA. Trata sua ascensão na burocracia de Washington como uma realização dos pais. "Eles vieram aos EUA com apenas um rádio e US$ 10 no bolso. Como muitos imigrantes, sacrificaram-se para me dar as oportunidades que não tiveram quando crianças. Após 46 anos da jornada dos meus pais da Índia, aqui estou eu, neto de um vendedor de peças de carros e de uma arquivista, escolhido pelo presidente dos EUA para ser o chefe do regulador das comunicações", comentou ao jornal “The Hindu” pouco antes de assumir a FCC. Diferentemente de outros burocratas, no entanto, Ajit Pai gosta de polvilhar seus discursos com citações da cultura pop e do mundo da tecnologia. Após Wheeler aprovar garantias à neutralidade de rede em 2015, por exemplo, ele disparou: “Jovem tolo... Apenas agora, já no final, você entende”, citando Imperador Palpatine, de “O Retorno do Jedi”. Durante o MWC, evocou Nikola Tesla para defender o potencial do 5G. “Quando redes sem fio forem totalmente implantadas, a terra será convertida em um cérebro gigante, capaz de resposta em cada uma de suas partes”, disse Pai, citando o responsável pela descoberta da corrente alternada. “Hoje, com o 5G, essa ideia parece muito mais praticável do que nos últimos anos”, completou. ‘Pessoa mais odiada da internet’ Casado com uma alergista e pai de dois filhos, Ajit Pai deixa escapar um pouco de sua vida íntima nas redes sociais. Recorreu ao Twitter, por exemplo, para perguntar que serie deveria ver após a maratona de “Game of Thrones”. Mas é também na internet que ele paga alguns micos. Foi tirando exemplos de virais que ele produziu o mais farto material usado por seus detratores para criar memes a seu respeito. Em dezembro de 2017, durante a campanha para convencer americanos de que o fim da neutralidade de rede não seria tão ruim assim, Ajit Pai gravou um vídeo dançando “Harlem Shake” e fazendo outras coisas que, segundo disse, não acabariam com a mudança das regras. Ajit Pai, presidente da Comissão Federal das Comunicações (FCC), é constantemente transformado em meme. Reprodução Foi a deixa para emergirem memes em que ele comia pipoca ao lado do ditador norte-coreano Kim Jong-un ou enquanto assistia feliz da vida a uma página da internet sair do ar. Até celebridades online já fizeram coro ao movimento anti-Pai. Ele já havia sido chamado de “a pessoa mais odiada da internet” por ninguém menos que PewDiePie, o youtuber mais famoso do mundo. E como ele reagiu a tudo isso? Tirando sarro. Em um jantar da associação de advogados, por exemplo, fez piada por ser chamado de “fantoche da Verizon”. Algumas críticas direcionadas a Pai não tiveram graça. Em dezembro do ano passado, sua família começou a ser atacada. Ao sair de casa, deu de cara com um cartaz direcionado a um de seus filhos, que dizia: “Ele irá saber a verdade. Papai assassinou a democracia a sangue frio”. Uma ameaça de morte o fez cancelar sua ida à maior feira de tecnologia do mundo, a CES, por considerar que não havia condições adequadas de segurança. 'Soldado de Trump' A rapidez com que Ajit Pai promove guinadas nas telecomunicações suscitam comparações com as políticas de Trump, o que lhe conferiu o apelido de “soldado de Trump”. “Ele adotou uma abordagem de ‘terra arrasada’ para tudo o que foi aprovado pela gestão anterior da FCC”, afirmou Craig Aaron, presidente do grupo ativista Free Press, ao site “Quartz”. É difícil, porém, encontrar quem questione sua competência para ocupar o cargo. “Ele é um personagem bastante interessante na administração Trump, por ser qualificado para o trabalho”, disse Aaron. “Ele é muito esperto. É alguém que entende a agência e entende a lei”, elogiou Reed Hundt, ex-presidente da FCC durante a presidência de Bill Clinton, ao site “Cnet”. As empresas não escondem seu apreço por ele. “Ninguém é mais preparado”, afirmou a AT&T em comunicado. Ainda que leal a Trump, Ajit Pai já se posicionou contra uma proposta do chefe, a de criar uma rede nacional de 5G. Afirmou que "contrário a qualquer ideia de uma rede nacional 5G construída e administrada pelo governo". “São os mercados, não os governos, que estão melhor posicionados para inovar e fazer investimentos”, afirmou no MWC. “O papel de governo não é comandar e controlar, mas permitir, encorajar e promover competição.” Futuro Algumas das ações de Ajit Pai começaram a ser questionadas. A própria agência abriu uma investigação para apurar por que ele acelerou a derrubada da regra que restringia que TVs comprassem jornais. Durante sua aparição na MWC, ele afirmou que a história vai mostrar que sua atuação da neutralidade de rede foi a mais acertada. “Companhias que começaram muito pequenas como Facebook, Amazon, Netflix e Google se tornaram gigantes globais precisamente porque nós tínhamos essa abordagem voltada para o mercado e encorajávamos investimentos em infraestrutura, assim como inovação na ponta”, afirmou Pai, citando companhias que, em sua maioria, se opuseram à quebra de isonomia na internet.

G1

Mon, 23 Apr 2018 10:00:22 -0000 -


(Se você tem alguma dúvida sobre tecnologia, utilize o espaço para comentários abaixo e escreva sua pergunta)   >>> O que fazer quando pessoas estão me ofendendo pelo Facebook? Oi, Ronaldo! Eu preciso da sua ajuda. Alguém está criando perfis falsos em meu nome, usando as minhas fotos pessoais e ofendendo os meus amigos. Alguns dos perfis criados foram denunciados e removidos pelo Facebook. Porém o problema permanece. Como devo proceder? Graziele   Olá, Graziele! Os ataques pelas redes sociais podem ser considerados crimes pela internet e existe legislação que prevê punições. Mas identificar o autor das ofensas nem sempre é fácil e pode demorar bastante tempo, dependendo do caso, veja abaixo como denunciar abusos:    1 - Reúna todo o tipo de provas que for possível  O ideal é salvar links, capturas de tela, áudios, vídeos. Os arquivos salvos não podem receber nenhum tipo de alteração. O material impresso precisa ter reconhecida "fé pública", isso significa que todas as páginas impressas terão que receber uma declaração de fé pública, expedida em cartório, para que possam ter validade legal.   2 - Registre um boletim de ocorrência Após reunir todo o material que comprove as ofensas, apresente-o e registre um boletim de ocorrência numa Delegacia da Polícia Civil. Existem delegacias especializadas em Crimes Digitais, confira nesse link os endereços de delegacias existentes no Brasil. Alguns estados oferecem a opção de registro online desse tipo de ocorrência.   3 - Solicite a remoção do conteúdo ofensivo   É preciso identificar onde o conteúdo está publicado e, se for possível, entrar em contato com o provedor do conteúdo e solicitar a remoção da publicação ofensiva. Nessa página há um modelo de carta de solicitação e a lista de endereços dos principais provedores de serviços e redes sociais com escritório no Brasil. O modelo de carta é uma sugestão da SaferNet Brasil – é recomendável preenchê-la com a orientação de um advogado para o melhor embasamento legal na petição.   As redes sociais oferecem canais de comunicação para que os usuários possam denunciar perfis falsos e publicações ofensivas. O Facebook possui um recurso adicional que realiza o reconhecimento facial nas fotos, e envia uma notificação quando alguma imagem for publicada em outras páginas. É recomendável manter esse recurso ativo lá nas configurações de privacidade.   >>> Definir o número de IP como fixo não melhora a velocidade de navegação na internet Eu discordo da resposta que você publicou sobre como configurar o novo DNS em dispositivos móveis. Porque orientar o leitor a definir o número de IP como fixo não servirá como  solução para navegar na internet com mais velocidade. Jason    Olá, Jason! A definição de IP fixo indicada ao leitor usuário de smartphone é necessária em algumas versões do Android,  devido a limitação do sistema. Esse artificio é necessário para que a configuração do novo DNS, que é mais rápido para a abertura de páginas, seja salva nas preferências de rede do celular.   >>> É possível ter a conta no WhatsApp clonada? Oi, Ronaldo! Você poderia me tirar uma dúvida? É possível clonar ou acessar o WhatsApp de outra pessoa? Ana Laura   Olá, Ana Laura! Esse tipo de procedimento é tecnicamente possível mas é pouco provável que esteja acontecendo. Para que o WhatsApp funcione num novo aparelho é necessário ter a linha habilitada para o recebimento do código por mensagem de SMS. O Fantástico já mostrou um golpe de clonagem do WhatsApp onde os criminosos contavam com a participação de um funcionário da companhia. Porém, esse procedimento é neutralizado quando a conta no aplicativo é protegida pela verificação em duas etapas.    Imagem: Divulgação/Ministério da Justiça   

G1

Sun, 22 Apr 2018 12:00:01 -0300 -


Segundo um relatório da Adguard, 20 milhões de internautas baixaram bloqueadores de anúncios ilegítimos que estavam listados na Chrome Web Store, o repositório oficial de extensões do navegador Google Chrome. Todas as extensões foram removidas pelo Google após a publicação do relatório.As duas extensões com mais downloads eram a AdRemover for Google Chrome, instalada 10 milhões de vezes, e a uBlock Plus, que teve 8 milhões de downloads. "AdBlock Pro", "HD for YouTube" e "Webtutation" somavam outros 2,5 milhões de downloads. Quem ainda possui as extensões está aconselhado a desinstalá-las.Extensões maliciosas na Chrome Web Store identificadas pela Adguard. Extensões já foram removias da página. (Foto: Adguard)As extensões espionavam a navegação das vítimas, verificando se o site visitado fazia parte de uma lista pré-configurada pela extensão. Em caso positivo, determinadas informações sobre a navegação eram enviadas ao servidor dos golpistas. Um dos sites monitorados era o próprio Google.com. O processo de espionagem ocorria em um código adicional ofuscado ("embaralhado"), de forma a propositadamente dificultar a análise do comportamento da extensão. Isso deve ter contribuído para que o Google não detectasse o intuito malicioso do código.O Google, que tem o dever de filtrar as extensões do Chrome, vem tendo dificuldades para realizar a tarefa. Em janeiro, o analista de vírus Pieter Arntz da Malwarebytes divulgou que o Google demorou 19 dias para remover da Web Store as extensões fraudulentas com mais de 500 mil downloads que ele havia denunciado.A situação na Web Store contrasta com o atual cenário na Play Store, o repositório de aplicativos do Android, onde pouquíssimos aplicativos falsos conseguem mais de centenas de downloads.SAIBA MAISComo as extensões se tornaram o ponto fraco do ChromeAndroid bloqueia 10 milhões de vírus instalados 'off-line' em 3 mesesDúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

G1

Sat, 21 Apr 2018 15:30:01 -0300 -


A Microsoft lançou uma extensão para o navegador Google Chrome, o produto mais popular do mercado e concorrente do navegador Edge da própria Microsoft, para integrar ao software a o filtro de sites do Windows Defender, o programa de antivírus embutido no sistema Windows.A extensão verifica se um site visitado está em uma lista negra de páginas que tentam instalar vírus no computador ou roubar dados pessoais Uma página clonada de uma instituição financeira, por exemplo, poderia ser bloqueada pela extensão.Alerta da extensão do Windows Defender (esquerda) e Chrome (direita). Recursos são complementares e funcionam ao mesmo tempo no navegador do Google. (Foto: Reprodução)O recurso é idêntico ao Safe Browsing, que já existe no Chrome. Porém, a Microsoft alega, com base em testes independentes, que seu filtro é superior ao projetado pelo Google. Quando instalado no Chrome, os dois filtros trabalham em conjunto: no caso de ambos os filtros detectarem que um site é malicioso, você verá primeiro o filtro da extensão da Microsoft e, em seguida, o do embutido no Chrome.Dessa forma, é improvável que os recursos de segurança tenham causem o mesmo tipo de conflito que tende a ocorrer quando se usa mais de um programa antivírus.A extensão funciona com uma lista própria de sites e não depende do Windows Defender. A extensão funciona também em Chromebooks, que rodam o sistema ChromeOS do Google e, portanto, não possuem o Defender nem qualquer antivírus. O macOS, da Apple, também é compatível.Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

G1

Sat, 21 Apr 2018 12:00:01 -0300 -


Problema ocorreu na integração do microblog com os serviços que se integram a ele, como é caso do TweetDeck. Twitter Reuters O Twitter assumiu que passou por instabilidade nesta sexta-feira (20), que impediu usuários de publicarem na plataforma. "Há uma ampla perturbação no serviço do Twitter que o time identificou e continua a monitorar", informou a empresa. Segundo comunicado do Twitter em sua plataforma de acompanhamento de status, o problema ocorreu na integração do microblog com os serviços que se integram a ele, como é caso do TweetDeck. "A presença e o escopo de qualquer impacto do cliente ainda não foram determinados no momento, mas forneceremos uma atualização assim que soubermos mais", disse a rede social. No site "Is it down right now?", que indica se os servidores das principais rede sociais do mundo estão funcionando, usuários relataram que estavam tendo problemas, inclusive no Brasil. "A queda no volume é resultado dos usuários estarem impedidos de tuitar", completou o Twitter.

G1

Fri, 20 Apr 2018 18:40:51 -0000 -


Projeto de agência da ONU pretende reduzir o número de incidentes envolvendo drones e aviões. Drone usado pelo Detran para fiscalizar motoristas no DF Toninho Tavares/Agência Brasília As companhias aéreas do mundo estão apoiando a criação de um registro mundial de drones liderado pela Organização das Nações Unidas, em meio ao crescimento de episódios em que essas máquinas voadoras quase colidiram com aviões. A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) apoia esforços da agência de aviação da ONU para criar o registro. O cadastro poderia ajudar a acompanhar o número de incidentes envolvendo drones e aviões, disse Rob Eagles, diretor de gestão de infraestrutura de tráfego da Iata. A Iata vai considerar colaborar com a Organização Internacional de Aviação Civil (Icao) para uso do registro de drones em trabalhos de análise de dados para melhorar a segurança de voos. A Icao desenvolve o registro como parte de esforços mais amplos para criar regras de voo e acompanhar aeronaves não tripuladas. "Uma das coisas importantes que gostaríamos de ver no registro é a compilação de dados que incluam incidentes e registros de acidentes", disse Eagles. Companhias aéreas e operadores de aeroportos estão buscando o registro de drones, tecnologias de cercas geográficas e penas mais duras para operadores de drones que insistem em voar perto de aeroportos. Eles esperam que estes passos assegurem a segurança de voos conformes amadores e empresas como a Amazon passam a utilizar mais drones com propósitos comerciais e para recreação. Na Inglaterra, o número de registros de incidentes envolvendo drones e aviões mais que triplicou entre 2015 e 2017, alcançado 92 episódios no ano passado, segundo o U.K. Airprox Board. A Air New Zeland afirmou no mês passado que um voo de Tóquio com 278 pessoas ficou a apenas cinco metros de distância de um drone durante a descida para pouso. No final do ano passado, um drone voando na região do aeroporto de Congonhas (SP) fez o terminal paralisar operações de pouso e decolagens por duas horas, levando a cancelamentos e desvios de voos.

G1

Fri, 20 Apr 2018 15:59:20 -0000 -


Estudo de pesquisadores da USP mostra que 51% dos boatos ligando a vereadora Marielle Franco a traficante circularam nesse tipo de grupo no aplicativo de mensagens. WhatsApp, aplicativo de mensagens por celular, é visto como uma das redes mais propícias para a difusão de notícias falsas Sam Azgor / Flickr Você tem um tio que fica mandando notícias falsas no grupo de família? Você não está só. Metade dos boatos que circularam no WhatsApp sobre a vereadora carioca assassinada no mês passado, Marielle Franco (PSOL), foi em grupos de família. O dado é resultado de uma pesquisa inédita feita pelo Monitor do Debate Político no Meio Digital, da USP (Universidade de São Paulo), com respostas de 2.520 pessoas a um questionário online elaborado pelo grupo. Após limpar os dados e restringi-los aos boatos mais disseminados, segundo os resultados, os pesquisadores reuniram 1.145 respostas de pessoas que disseram ter recebido variações de textos dizendo que Marielle era ex-mulher do traficante Marcinho VP e que havia engravidado dele aos 16 anos, ou, em menor quantidade, uma foto que supostamente mostrava Marielle sentada no colo de Marcinho VP (não eram ela nem ele na imagem). Os boatos sobre Marielle começaram a ser espalhados pelo WhatsApp na mesma noite em que ela foi assassinada. Nos dias seguintes, foram parar no Twitter e no Facebook. O WhatsApp, aplicativo de mensagens por celular extremamente disseminado no Brasil, é visto como uma das redes mais propícias para a difusão de notícias falsas. Como é um aplicativo de mensagens privadas e não tem caráter público, é difícil rastrear as "fake news" espalhadas ali e avaliar seu alcance, o que preocupa pesquisadores, especialmente considerando como isso poderá ocorrer nas eleições brasileiras em 2018. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua de 2016, do IBGE, mostram que a atividade mais popular entre os brasileiros, ao usar a internet, é trocar mensagens por meio de aplicativos - 94,5% dos brasileiros responderam que usam a internet para fazer isso. Segundo a pesquisa da USP, o boato dominante no caso de Marielle foram variações de um texto ligando a vereadora a Marcinho VP. Foi recebido por 916 pessoas que responderam ao questionário. Dessas pessoas, 51% responderam ter recebido o texto em grupos de família no WhatsApp; 32%, em grupos de amigos; 9% em grupos de colegas de trabalho e 9% em grupos ou mensagens diretas. A imagem que mostraria Marielle no colo de Marcinho VP foi recebida por 229 pessoas que responderam ao questionário - 41% delas disseram ter recebido a foto em grupos de família. + Marielle engravidou aos 16? Foi casada com o traficante Marcinho VP? Ignorava as mortes de policiais? Não é verdade! Pablo Ortellado, professor do curso de Gestão de Políticas Públicas da Universidade de São Paulo (USP) e autor do estudo ao lado do pesquisador Márcio Ribeiro, ressalta que, apesar dos dados, não se sabe a distribuição dos tipos de grupos no WhatsApp pela população. "Pode ser apenas que existam mais grupos de família do que grupos de amigos ou de colegas de trabalho e os boatos tenham circulado igualmente em todos eles, mas, como há mais grupos de famílias, nosso estudo tenha apenas captado essa distribuição dos grupos", explica. "Agora, caso, de fato, os boatos tenham circulado mais nos grupos de família do que nos outros grupos, temos um dado interessante. Pode ser que grupos de família sejam ambientes mais 'íntimos' que permitam compartilhar seguramente conteúdos mais especulativos sem que quem compartilhe seja alvo de julgamento." Às 10h do dia seguinte ao assassinato de Marielle, a estudante Rayene Sampaio, de 22 anos, de Barra do Garças (MT), recebeu a notícia falsa, em texto, de um primo de 15 anos no grupo da família. Naquela noite, às 22:44, o estudante Gabriel dos Santos, de 20 anos, de Goiânia, recebia o boato de uma prima -"que deve ter uns 40 anos"- em um grupo de família que tem 17 pessoas."Teve gente no grupo que acreditou", diz ele. A analista financeira Simone Oliveira, de 41 anos, define seu grupo de família como um que é "dividido ideologicamente". Ela conta ter recebido a suposta foto de Marielle às 19:46 do dia 16 - um dia após o assassinato da vereadora. Quem enviou a notícia falsa, diz ela, foi seu sogro, que tem 65 anos e que depois foi "corrigido" por ela. Mas notícias falsas são comuns no grupo, diz. A pesquisa online feita pela USP perguntava qual boato foi recebido, dia e horário exatos, onde o boato foi recebido e dados do usuário, como gênero, idade, cidade e nível de estudo. O formulário foi divulgada nas páginas de Marielle Franco no Facebook e na página Quebrando o Tabu - a página, uma das maiores brasileiras no Facebook, tem 8,6 milhões de curtidas e publicações mais alinhadas com a esquerda. Os dados demográficos da pesquisa, portanto, podem acabar refletindo os da página, explicam os pesquisadores. A maioria das respostas vieram de mulheres com pouco mais de 20 anos. Boato mais disseminado em texto Outros boatos disseminados, mas que não chegaram a ter representatividade como os citados acima, foram um vídeo que mostrava supostos assaltantes de bermuda e chinelo, ligando-os ao tráfico, e uma sequência de arquivos de áudio relatando que o crime havia sido obra do Comando Vermelho. Essa foi outra descoberta do estudo: a forma mais disseminada dos boatos foi também a mais simples, ou seja, em texto, e não vídeo, fotos ou áudios. "Embora as formas que traziam supostas evidências, como vídeos ou fotos, pudessem parecer mais 'persuasivas', foi a forma menos amparada em evidências a que teve maior alcance", diz Ortellado. "Isso está de acordo com os estudos sobre viés de confirmação, isto é, nossa pouca capacidade de receber criticamente informações que referendam ou confirmam nossas crenças. Menos importante do que dar evidências que amparam o boato é fazer com que ele esteja de acordo com as nossas crenças: no caso, o preconceito de que pessoas da favela tem vínculos com o tráfico." As respostas da pesquisa mostram que os boatos tiveram início no dia 15, de forma mais tímida, e explodiram no dia 18, crescendo em quantidade até o dia 25. Entre os dias 15 e 17, o crescimento foi pequeno. "A difusão dos boatos no WhatsApp parece um tanto mais lento do que nas mídias sociais, já que ele precisa passar por grupos de tamanho muito limitado", sugere Ortellado. "Foram necessários três ou quatro dias para o boato estar amplamente difundido e, no primeiro dia, o alcance foi bem pequeno. É bem diferente da dinâmica que vemos no Facebook onde a difusão se dá por uma espécie de explosão inicial e está plenamente difundido em pouco mais de 48 horas." O primeiro registro de notícia falsa distribuído no WhatsApp a que a BBC Brasil teve acesso foi em um grupo de colegas a que pertence o funcionário público Bruno Perez, que mora no Rio. Ele recebeu um boato às 23h27 da noite do assassinato de Marielle Franco. Ela foi assassinada por volta das 21h30 e as primeiras notícias sobre sua morte começaram a ser publicadas por volta das 22h10. Perez recebeu o vídeo que mostrava supostos assaltantes de bermuda e chinelo, que depois circulou associando os rapazes que apareciam ali como ligados ao Comando Vermelho. O boato que recebeu foi apenas o vídeo, sem texto, e quem enviou disse que aquele seria o momento "do roubo". Uma mulher que não quis ser identificada na reportagem conta como recebeu o boato pela primeira vez às 9h09 do dia seguinte ao assassinato. A notícia falsa foi divulgada em um grupo de informações das cidades de Niterói, São Gonçalo, Maricá e Rio chamado "Niteroi-SG-Maricá-RJ News", onde há 38 participantes. A BBC Brasil tentou contato com algumas das pessoas no grupo que reproduziram os boatos, mas os integrantes do grupo não quiseram dar entrevista. Boatos sobre sequestro no WhatsApp em tempo real Para pesquisar as características da difusão de boatos sobre a Marielle no WhatsApp, os pesquisadores brasileiros da USP se inspiraram em um estudo de um pesquisador israelense. Em 2014, três adolescentes foram sequestrados perto de um assentamento israelense na Cisjordânia. Para não atrapalhar as investigações, o assunto não foi abordado por nenhum veículo da imprensa. Rumores, então, começaram a circular no WhatsApp. No momento em que os rumores começaram a circular, o pesquisador Tomer Simon, especialista em comunicação em situações de crise do Departamento de Gestão de Desastres e Prevenção de Danos da Universidade de Tel Aviv, publicou em suas redes: "Quem recebeu boatos por WhatsApp?" A partir daí, ele iniciou uma caça aos boatos, estudando sua propagação em tempo real. Para cada pessoa que havia recebido uma corrente, perguntava de quem havia recebido a mensagem antes, com o objetivo de chegar à origem e verificar se o texto foi encaminhado a outras pessoas. Em seu experimento, no contexto de total silêncio da imprensa no país, Simon identificou 13 diferentes notícias ou rumores circulando pelo WhatsApp, dos quais 9 eram verdadeiros, ou seja, cumpriram o papel de informar durante aquele vácuo de informação. As outras quatro que não eram verdadeiras, diz ele, tinham 70% de "conteúdos verdadeiros". "Isso é algo que se deve levar em conta: as notícias falsas se aproveitam de elementos verdadeiros para enganar as pessoas. Se um elemento é verdadeiro, ele pode validar o resto, conectando com as crenças e valores de quem lê a notícia. O elemento falso preenche um buraco, costurado a informações verdadeiras." Com seu experimento, Simon conseguiu encontrar três fontes diferentes dos boatos que circularam na rede: duas das fontes eram jornalistas e um era amigo da família de um dos garotos sequestrados. Nem todos os boatos eram falsos. Mas o WhatsApp, diz ele, é a rede "perfeita" para começar a disseminação de notícias falsas porque é considerado muito mais confiável. "Você recebe informações no WhatsApp de pessoas em que costuma confiar mais", afirma. Ele também cita a chamada "Basking in reflected glory" (algo como regojizar por meio da glória alheia), um conceito da psicologia social segundo o qual as pessoas tendem a se associar com pessoas bem-sucedidas para se sentirem bem-sucedidas também. Assim, ao transmitir uma mensagem com informações exclusivas, o transmissor se sentiria vitorioso e bem-conectado, sugere Simon. Para solucionar o problema da boataria desenfreada, o pesquisador israelense sugere campanhas para que o público leia as informações de forma crítica. Além disso, sugere que instituições de credibilidade criem grupos no WhatsApp para disseminar notícias verdadeiras. Ou então que as instituições se coloquem como referência no aplicativo para que usuários mandem notícias para elas e, assim, elas verifiquem as informações enviadas - algo como um bunker de notícias falsas, só que ao contrário. Boatos sobre o zika A circulação de boatos no WhatsApp e no Facebook, no Brasil, já foi estudada pelo jornalista Marcelo Garcia, que trabalha na Fiocruz. Em seu mestrado, pesquisou sobre a circulação de notícias falsas relacionadas à epidemia de zika em 2015 e 2016. As duas situações - notícias sobre zika e sobre Marielle - foram muito distintas, ele ressalta. Os boatos sobre zika se proliferaram em um contexto em que era tudo muito novo: ninguém tinha informações concretas sobre a ligação entre zika e microcefalia, nem pesquisadores nem imprensa. Era difícil checar informações ou publicar respostas a dúvidas porque, muitas vezes, a resposta era "não sabemos". Mas ele traça paralelos entre as duas situações, como a da tendência que ele observou de usuários que compartilham notícias com as quais já concordam ou que corroboram suas crenças. "Colocamos as crenças antes dos fatos. É algo que pode acontecer nas eleições", observa. Garcia também acha que o WhatsApp é uma mídia mais fácil para compartilhar boatos. "Na questão da Marielle, também teve isso, ainda mais em um contexto polarizado", diz. "Você acaba repassando aquilo para reforçar determinado ponto de visto em um grupo do qual participa." Para ele, outra característica importante do boato é que não tem autor ou fonte. "A legitimidade vem da fonte que enviou a notícia", afirma - e, normalmente, quem envia mensagens no WhatsApp são pessoas conhecidas, de confiança. Ele analisou quatro boatos sobre zika que circulavam no WhatsApp e analisou comentários da página da Fiocruz, da Folha de S.Paulo e do Diário de Pernambuco. Chegou à conclusão que os boatos tinham três "grandes critérios": 1) o desconhecimento em torno da própria doença; 2) a desconfiança em relação às autoridades políticas e a falta de confiança no sistema de saúde no Brasil, de que o sistema daria conta da epidemia; 3) a desconfiança em relação à ciência em geral. "O que a gente estudou parece mostrar que precisamos estar mais atentos não só aos boatos que estão circulando, mas também às questões e dúvidas da população", diz ele. "É uma lição que tem que ficar. É preciso repensar a forma como se comunica com a população", afirma.

G1

Fri, 20 Apr 2018 10:35:13 -0000 -


Samsung começa a vender no Brasil seus novos smartphones top de linha Galaxy S9 e S9+, por R$ 4,3 mil e R$ 4,9 mil. Visto de frente, o Galaxy S9 é a cara de seu antecessor, o S8. É na traseira, porém, que o novo smartphone top de linha da Samsung mostra a que veio: além do sensor de digitais ter sido reposicionado, a câmera foi repaginada para fazer vídeos super-lentos, registrar cenas com muita ou pouca luminosidade, identificar itens na imagem e até traduzir termos estrangeiros. S9: veja o que mudou no aparelho top de linha da Samsung Muitos desses recursos funcionam porque uma forte camada de realidade aumentada foi aplicada à câmera, o que deu à assistente pessoal da Samsung, a Bixby, mais poderes do que só atender comandos de voz. Os novos celulares Galaxy S9 e Galaxy S9+, que começam a ser vendidos nesta sexta-feira (20) por R$ 4,3 mil e R$ 4,9 mil, respectivamente, ganharam ainda um reforço caprichado nas tecnologias de reconhecimento biométrico, que permitem aos usuários criarem avatares virtuais ou dar vida aos rostos de Mickey, Minnie ou Pato Donald. Reconhecimento facial Combinando as leituras do rosto e da íris dos usuários, os aparelhos podem ser destravados apenas com um olhar de seus donos. Como se isso já não bastasse como um aceno à Apple, que fez do reconhecimento facial uma das principais formas de desbloqueio do iPhone X, a Samsung criou sua própria forma de personalizar emojis, aquelas imagens animadas que inundam apps de bate-papo. Se com os Animoji do celular top da Apple, dá para fazer raposinhas e gatinhos sorrirem ou piscar, com o Emoji AR do S9, é possível criar avatares virtuais que reproduzem as expressões faciais de quem estiver na frente do celular. A aparência dos bonequinhos não sai tão próxima do modelos humanos, mas vale a diversão. Já as carinhas dos principais personagens da Disney é um tiro certo para cativar de crianças a adultos. Samsung S9 Plus Richard Drew/AP Design No design, a principal mudança foi no posicionamento do leitor de impressões digitais, que ficava ao lado da câmera no S8 e escorregou para baixo dela no S9. Seu antigo lugar foi ocupado por oxímetro e sensor de frequência cardíaca. Além disso, o sensor de digitais passou a ter mais funções do que apenas abrir o aparelho. No S9, ele pode ser usado para rolar o menu de notificações para baixo e para cima. Ele também reconhece duas digitais diferentes, uma para destravar o celular, outra para abrir uma pasta secreta, que pode ser usada para reunir fotos, e-mails, mensagens e outros documentos que o usuário queira manter longe de olhos curiosos. Câmera Carro-chefe do S9, a câmera ganhou uma abertura de foco maior e dupla. Com isso, mais luminosidade é captada em ambientes com pouca luz e menos luz é processada quando a foto é tirada, por exemplo, em um dia muito ensolarado. Outra novidade é o foco seletivo, aquele recurso dá maior nitidez a objetos no primeiro plano ou a itens dispostos no fundo da cena. No S9, são softwares os responsáveis pela aplicação dessa função. Isso permite que o usuário escolha depois de tirada a foto se quer desfocar o primeiro plano, o segundo ou deixar tudo nítido de vez. Para quem gosta de ver movimentos em seus mínimos detalhes, o S9 consegue filmar em super câmera lenta. Com 960 quadros por segundo, esse recurso faz as filmagens lentas de outros celulares parecerem aceleradas. Essa modalidade no iPhone 7, por exemplo, filma em 240 frames por segundo. Realidade aumentada Ao combinar alguns serviços presentes no celular, como a assistente pessoal Bixby, a Samsung fez a câmera do S9 ser uma nova forma de os usuários interagirem com o mundo para além do mero registro fotográfico de cenas. A porta para essas funções é o Bixby Vision, já presente no S8 e acionado por meio de um ícone quando a câmera é aberta. Mas ele evoluiu. Pode: Traduzir expressões de um idioma para o outro; Reconhecer objetos mostrados na imagem; Mostrar lugares próximos do usuário conforme gira o celular; Ler QR Codes e remeter para o site correspondente; Fornecer informações sobre vinhos apenas lendo rótulos. Samsung Galaxy S9 Plus Richard Drew/AP Essas habilidades foram emprestadas à Bixby de outros serviços, como o Google Tradutor e o Google Maps, e já até existiam em apps isolados, como o Yelp. Ainda assim, permitir que usuários possam tirar mais informação de imagens captadas por suas lentes, fazem do S9 uma boa aposta da Samsung para manter a dianteira no mundo dos celulares. Veja a evolução do Samsung Galaxy S, até o S9 Karina Almeida/Antônio Filho/G1

G1

Fri, 20 Apr 2018 09:00:34 -0000 -


Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.) vá até o fim da reportagem e utilize o espaço de comentários ou envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com. A coluna responde perguntas deixadas por leitores no pacotão, às quintas-feiras.>>> Espionar o celular sem contatoOlá, meu nome é Bruno. Gostaria de saber se é possível espionar alguém usando apenas o número do telefone e sem ter nenhum contato com o meu celular.. outro dia fui ameaçado por uma pessoa que nem mora na minha cidade.BrunoBruno, existem duas possibilidades para essa pessoa:- contratar algum "detetive particular" na sua cidade para fazer esse trabalho. Existem pessoas que fazem a instalação de programas espiões mediante pagamento;- usar alguma técnica remota. Por exemplo, ele pode criar um fake em rede social ou enviar mensagens do WhatsApp com algum tema do seu interesse para que você instale algum aplicativo de espionagem.Nesse sentido, as dicas que você deve seguir são as mesmas que todas as pessoas devem seguir:- Utilizar uma senha de bloqueio, dando preferência a outros métodos que não o PIN exclusivamente numérico. - Utilize bloqueio automático curto para que o telefone não fique desbloqueado por longos períodos após ter sido desbloqueado por você;- Se você possui Android, não instale aplicativos fora do Google Play.A questão de espionar 'só com o número' já foi abordada em detalhes pela coluna, nesta reportagem. Nada vai ocorrer 'só pelo número'.É possível invadir e espionar um celular 'só pelo número'?(Foto: Altieres Rohr/Especial para o G1)>>> Serviço 'Atheros'Olá, fui no msconfig e vi um arquivo em execução na aba serviços chamado de atherossvc. O que é isso? Procurei na internet e não achei nada que me ajudasse a entender.LucasPrimeiramente, Lucas, você precisa saber que muitos vírus se "disfarçam" de programas legítimos. Uma dica, sempre que houver alguma dúvida, é testar o arquivo no site VirusTotal.Feita essa consideração, "Atheros" é uma fabricante de chips de conexão wireless (Wi-Fi). Muitos notebooks possuem algum chip da Atheros instalado e, portanto, necessitam de um software da Atheros para funcionar corretamente. O programa é instalado pelo próprio fabricante do computador e não representa qualquer risco para o seu sistema.>>> Falhas em aplicações webSou desenvolvedor de sites em PHP e MySQL. Quais as principais preocupações tenho que ter ao desenvolver um sistema contra hacker? Quais os principais "ataques" as aplicações desenvolvidas por PHP na internet? Tem alguma dica importante em relação ao banco de dados MySQL?RicardoRicardo, esse assunto é complicado demais para ser respondido nesta coluna. Existem livros inteiros dedicados a isso -- afinal, o desenvolvimento de aplicações é um tema estritamente voltado a especialistas.Um excelente local para começar sua pesquisa é o site do OWASP. O OWASP se dedica a catalogar os principais problemas existentes em aplicações web. Existe uma lista específica com 10 falhas mais comuns (PDF, em inglês).Além desse material, recomendo que você procure cursos e leituras específicas da área de segurança. Existem também empresas de consultorias especializadas na revisão de projetos e códigos. Dependendo do tamanho do projeto e a relevância do que for desenvolvido, é essencial buscar a ajuda de pessoas especializadas nesse assunto. Afinal, sua aplicação estará lidando com dados de terceiros.O pacotão da coluna Segurança Digital vai ficando por aqui. Não se esqueça de deixar sua dúvida na área de comentários, logo abaixo, ou enviar um e-mail para g1seguranca@globomail.com. Você também pode seguir a coluna no Twitter em @g1seguranca. Até a próxima!

G1

Thu, 19 Apr 2018 13:45:01 -0300 -


Comissão Europeia abriu em 2015 apuração sobre se empresa usa sistema operacional para prejudicar concorrentes. Android Pay, sistema de pagamento criado pelo Google para seu sistema operacional. Divulgação/Google As investigações sobre como o Google pode estar usando o sistema operacional de smartphones Android e o serviço de publicidade Google AdSense para prejudicar concorrentes estão avançando, disse a chefe de antitruste da Europa nesta quarta-feira (18), em meio à preocupação com a demora do processo. A Comissão Europeia abriu a investigação sobre o Android em 2015, após uma queixa dois anos antes do grupo de lobby FairSearch. Um documento visto pela Reuters em 2016 apontou que o órgão regulador de concorrência da UE planejava aplicar uma grande multa contra a empresa e exigiria que a companhia parasse de fornecer pagamentos de participação nos lucros aos fabricantes de smartphones para pré-instalar apenas a ferramenta de pesquisa do Google. Próximo passo do Android é ir de celular a máquinas como câmeras e parquímetros, diz executivo do Google União Europeia impõe multa ao Google de € 2,4 bilhões por abuso de poder econômico Também é esperado que a empresa pare de exigir que o navegador Google Chrome e outros aplicativos sejam instalados junto com a Google Play Store. No caso do Google AdSense, o Google foi acusado de bloquear concorrentes em publicidade de pesquisa online em 2016. A Comissão ainda tem que decidir sobre ambos os casos, provocando preocupações entre rivais e grupos de consumidores. "Estamos avançando nos dois casos envolvendo o Google, tanto o caso do Android quanto o caso do AdSense", disse Margrethe Vestager, comissária de Concorrência da UE, a parlamentares. "Cinco anos no caso do Google parecem uma eternidade", disse o parlamentar Ramon Tremosa. Fazendo eco a alguns dos rivais do Google, ele instou Vestager a fragmentar a empresa. Tal movimento é improvável devido ao alto patamar legal. Margrethe Vestager, ex-ministra de economia da Dinamarca, lidera o órgão com poder de multar empresas em até 10% de seu faturamento global. Ela já aplicou uma multa recorde de € 2,4 bilhões (US$ 2,97 bilhões) ao Google no ano passado por afastar concorrentes de seu serviço de compras. Especialistas do setor, analistas e até concorrentes do Google dizem que os reguladores podem ter dificuldades para romper a influência da empresa por causa de seu domínio enraizado e da popularidade de seus produtos.

G1

Thu, 19 Apr 2018 11:55:46 -0000 -

É a primeira vez que a empresa revela números da assinatura, que inclui entregas gratuitas e acesso ao serviço de streaming de vídeos. A Amazon informou nesta quarta-feira (18) que já tem mais de 100 milhões de assinantes de sua assinatura anual Prime, que inclui entregas gratuitas em até dois dias e acesso ao serviço de streaming de vídeo. É a primeira vez que a companha torna pública a quantidade de assinantes do Amazon Prime, que atualmente é o ponto principal de seu modelo de negócios. "Treze anos depois do lançamento, nossos assinantes superam os 100 milhões de membros Prime no mundo inteiro", informou o chefe e fundador do grupo, Jeff Bezos, em sua tradicional carta aos acionistas publicada nesta quarta-feira no site da Amazon. "Em 2017, a Amazon entregou mais 5 bilhões de produtos no mundo todo através do Prime", acrescentou Bezos.

G1

Thu, 19 Apr 2018 11:41:14 -0000 -


O armazenamento em nuvem - que permite que você envie arquivos do seu computador para um serviço na internet, para que os dados fiquem disponíveis de qualquer lugar - é uma tendência em dispositivos com pouco espaço de armazenamento, como celulares e, tablets e outros portáteis, como os Chromebooks. O problema é que, na ponta do lápis, o armazenamento em nuvem não sai barato. Porém, reunindo contas grátis em diversos serviços, você pode conseguir mais de 200 GB de armazenamento em nuvem sem gastar um centavo e nem burlar as regras de serviços que impedem o cadastramento de mais de uma conta.Esta coluna já fez um comparativo do preço por gigabyte em serviços de nuvem e mídias físicas, como DVD, pen drives e HDs externos. A matemática não mente: a nuvem é mais cara, se o objetivo for somente armazenamento. Mas se você busca a comodidade de acesso em qualquer lugar, a nuvem é a melhor solução.Felizmente, diversos serviços em nuvem oferecem algum serviço grátis, seja com menos espaço de armazenamento ou limitações de uso. Mas você ainda pode aproveitar as funções essenciais, inclusive o acesso de qualquer lugar.(Foto: Anders Engelbol/SXC)Quais os riscos da nuvem?Antes de enviar seus arquivos para um serviço na nuvem, é preciso ter ciência de alguns riscos. Um risco presente em todos eles é o de invasão: como seus arquivos estão on-line, um invasor só precisa da sua senha para baixar todos os seus arquivos. Isso é mais conveniente para um hacker do que transferir arquivos diretamente do seu computador para o dele.Portanto, se você pretende acessar a sua "nuvem" de computadores públicos, esqueça. Acessar a nuvem particular de dispositivos que não são seus é arriscado demais, a não ser que você use as funções próprias para o compartilhamento público.Outro risco, mais específico do uso de serviços grátis, é o de mudanças nas condições do serviço ou até o cancelamento do serviço. A Microsoft, por exemplo, tentou reduzir o espaço oferecido no OneDrive, mas a revolta dos usuários fez com que a regra só valesse para contas novas. Em serviços menos conhecidos, a chance de a regra simplesmente mudar é maior.O Ozibox é um exemplo de serviço que sumiu do mapa. A empresa ofereceria 100 GB de espaço grátis e não há mais nem um site on-line.Serviços chinesesA lista de serviços preparadas pelo blog não inclui os serviços chineses da Baidu, Qihoo e Tencent. Essas empresas chegaram a oferecer terabytes de armazenamento grátis, mas há diversos relatos na web de usuários que tiveram a capacidade reduzida. Por causa da concorrência local, serviços chineses começaram a oferecer uma quantidade de armazenamento insustentável, pois cada serviço queria fazer mais que o outro, e uma "correção" era inevitável. O mais notável é o serviço da Qihoo, que chegou a oferecer 36 TB grátis.Além disso, esses serviços são difíceis de usar por causa da barreira do idioma. Alguns chegam a exigir o preenchimento de CAPTCHA (aqueles testes de "digite as letras na imagem") com ideogramas chineses. Em outros casos, pode ser solicitado um número celular chinês para ativação da conta. Por isso, o blog considera que o uso desses serviços é inviável.Serviços de armazenamento em nuvem grátis>>> 50 GBMega: O único serviço encontrado pelo blog Segurança Digital a oferecer 50 GB grátis é o Mega.nz, fundado pelo criador do Megaupload Kim Dotcom. Dotcom supostamente já não está mais envolvido no serviço, mas o antigo Megaupload, quando foi tirado do ar, levou consigo todos os dados dos usuários. Considere isso ao utilizar o serviço. Disponível em português.>>> 25 GBHubiC: O HubiC é o serviço de armazenamento em nuvem do OVH, um dos maiores prestadores de serviços de centros de dados do mundo. O provedor, fundado em 1999, é mais conhecido pelos seus preços agressivos, mas o HubiC é relativamente recente - foi criado em 2015. Disponível em português de Portugal.>>> 15 GBGoogle Drive: o serviço de armazenamento do Google. O espaço é compartilhado com o Gmail. Disponível em português.Outros serviços:- 4shared (disponível em português)>>> 10 GBBox: Um serviço de armazenamento de dados bastante usado no mundo corporativo. O Box oferece 10 GB de espaço grátis, mas limita o tamanho do arquivo a 250 MB, o que torna o serviço mais difícil de usar. Apenas disponível em inglês, espanhol e outras línguas.Backblaze: A Backblaze oferece um serviço pago de backup ilimitado, mas permite armazenar até 10 GB na plataforma B2. É um serviço corporativo de boa confiabilidade, mas pode haver cobrança se você não respeitar os limites do serviço. Recomendado apenas para usuários avançados. Disponível em português.pCloud: Esse serviço permite dobrar a capacidade (para 20 GB) se você convidar mais 10 pessoas. Disponível em português.Outros serviços:- MediaFire (limite de 4 GB por arquivo, apenas inglês);- Flipdrive (limite de 25 MB por arquivo, apenas inglês);- Yandex Disk (Yandex é a maior empresa de tecnologia da Rússia; apenas inglês, russo, ucraniano e turco)- Syncplicity(apenas inglês)>>> 5 GBOneDrive: O serviço de armazenamento em nuvem da Microsoft, embutido no Windows 8 e 10. DIsponível em português.iCloud Drive: o serviço da Apple. Pode ser usado mesmo por quem não possui um computador Mac ou iPhone. DIsponível em português.Outros serviços:- HiDrive (disponível em português)- SugarSync (apenas inglês)- Sync(apenas inglês)- IDrive (apenas inglês, alemão, francês e espanhol)- Zoho (disponível em português)>>> 2 GBDropbox: O Dropbox é um nome bastante conhecido entre os serviços de armazenamento em nuvem, mas oferece pouco espaço na conta gratuita. DIsponível em português.JumpShare: Além de oferecer os mesmos 2 GB de espaço, o JumpShare ainda limita o tamanho máximo por arquivo a 250 MB. Apenas disponível em inglês.Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

G1

Wed, 18 Apr 2018 15:30:01 -0300 -


Os usuários do Windows 10 já podem instalar a maior atualização do sistema prevista para esse ano. Entre as novidades presentes no "Windows 10 Spring Creators Update", o destaque se chama Windows Timeline. Essa nova funcionalidade simplifica o gerenciamento dos programas que estão em execução ou que foram executados. A ideia é apresentar um histórico de programas que foram usados, arquivos abertos, páginas acessadas pelo Microsoft Edge e comandos executados pelo Cortana. Para os leitores que buscam produtividade, esse recurso permitirá retomar tarefas no ponto em que elas foram interrompidas e personalizar a sua apresentação na Área de Trabalho. Confira abaixo como usar a novidade.      Sobre a Timeline   A Timeline registra um histórico das ações realizadas pelo usuário, isso significa que todos os arquivos que foram abertos, páginas visitadas poderão ser acessados facilmente em ordem cronológica através de um utilitário do sistema. O recurso pode ser invocado através de combinação das teclas de atalho "Winkey (tecla Windows) + TAB" ou pelo ícone que fica posicionado ao lado da caixa de busca do Cortana.   1 - Após abrir a Timeline é possível visualizar na Área de Trabalho os programas em execução, mesmo quando eles estiverem minimizados.                                      2 - Clique sobre a barra de rolagem posicionada no canto direito da tela para acessar o histórico de tarefas realizadas no PC.   3 - Para personalizar o conteúdo apresentado no histórico; clique com o botão direito do mouse sobre o atalho para exibir as opções. É possível movê-lo para uma nova Área de Trabalho, reposicioná-lo ou apagá-lo.                       A Timeline é um recurso útil, porém ela está restrita aos produtos da Microsoft. Isso significa que páginas visitas através de outros navegadores de internet não serão exibidas no histórico. Os leitores que estiverem usando dispositivos móveis com o Windows 10 terão sincronizadas as suas atividades como PC e completamente integradas com a Timeline.    Imagens: Reprodução/G1

G1

Wed, 18 Apr 2018 14:00:01 -0300 -


A fabricante de antivírus PSafe encontrou mais uma fraude circulando em mensagens no aplicativo WhatsApp com a promessa de R$ 70 em recarga de crédito de celular. Como em quase todas as demais fraudes de WhatsApp, a vítima é obrigada a compartilhar o link fraudulento com grupos e contatos para obter a suposta "vantagem".Segundo um alerta da PSafe enviado no final desta terça-feira (17), a empresa bloqueou 20 mil acessos ao link em 24 horas em seu software de segurança DFNDR, para Android.Na página, os golpistas colocaram diversos comentários falsos, imitando uma caixa de comentários do Facebook, para dar credibilidade ao golpe. Os comentários dão a entender que a promoção permite conseguir créditos infinitamente ("consegui de primeira, já fiz várias vezes", diz um comentário falso; "nunca mais compro crédito", afirma outro).Página que pede para vítima compartilhar a mensagem e comentários falsos que tentam convencer a vítima de que a recarga é real. (Foto: Reprodução/PSafe)O compartilhamento no WhatsApp para a obtenção de vantagens é um dos temas mais recorrentes em golpes identificados por diversas empresas de segurança. PSafe, Eset e Kaspersky Lab já emitiram alertas com o mesmo golpe. Durante o processo de compartilhamento, a vítima é muitas vezes convidada a permitir o envio de notificações para o celular, instalar aplicativos ou visualizar anúncios -- ações que permitem que os criminosos obtenham vantagens financeiras com um golpe que é, aparentemente, inofensivo.SAIBA MAISGolpe no WhatsApp promete kit de maquiagem pelo Dia da MulherGolpe no WhatsApp atinge milhares com falso cupom de fast foodGolpe no WhatsApp sobre '14º salário' chega a milhares de internautas'CNH gratuita' vira tema de golpe no WhatsApp, alerta empresaGolpes no WhatsApp podem elevar conta do celular; veja lista e fuja delesDúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

G1

Wed, 18 Apr 2018 12:10:01 -0300 -


Serviço mostrará preço, custo de envio e estimativa de imposto de importação. Pacote de entrega da Amazon é visto em um centro de distrubuição da Amazon, na Califórnia, em fevereiro de 2018 Rich Pedroncelli/AP A Amazon anunciou nesta terça-feira (17) um recurso de compras internacionais que permitirá que clientes em todo o mundo comprem mais de 45 milhões de itens que podem ser enviados a seus países a partir dos Estados Unidos. O recurso de compra internacional exibirá preços, custos de envio e estimativas de impostos de importação. A Amazon vai gerenciar ainda o serviço de entrega e a liberação alfandegária em caso de possíveis surpresas no momento da compra ou entrega. Os clientes também podem escolher entre diferentes opções de envio e velocidades de entrega. O recurso de compras internacionais, disponível em um navegador móvel e no aplicativo móvel para dispositivos iOS e Android, foi estendido a usuários para comprar produtos fora de seus mercados internos. Estará disponível ainda em cinco idiomas: espanhol, inglês, chinês simplificado, português do Brasil e alemão. A nova ferramenta permitirá que os clientes façam compras em 25 moedas, com mais idiomas e moedas a serem adicionados ao longo do ano.

G1

Wed, 18 Apr 2018 14:16:29 -0000 -

Gigantes de tecnologia dos EUA como Amazon, Apple, Alphabet e Twitter não assinaram o acordo. Microsoft, Facebook e outras 32 empresas globais de tecnologia anunciaram nesta terça-feira (17) promessa conjunta de não ajudar ataques cibernéticos promovidos por qualquer governo. Além de Microsoft e Facebook, assinaram o compromisso empresas como Cisco, Juniper Networks, Oracle, Nokia, SAP, Dell e as firmas de segurança cibernética Symantec, FireEye e Trend Micro. Gigantes de tecnologia dos EUA como Amazon, Apple, Alphabet e Twitter não assinaram o acordo. A lista de empresas não inclui nenhuma da Rússia, China, Irã ou Coreia do Norte, o país visto como o mais ativo no lançamento de ataques cibernéticos contra seus inimigos. Ao firmar o Acordo de Cibersegurança Tecnológica, as empresas prometem proteger seus clientes contra golpes cibernéticos e surge na esteira de ataques cibernéticos, incluindo o WannaCry e o devastador NotPetya. "Reconhecemos que vivemos em um mundo novo", disse o presidente da Microsoft, Brad Smith, em discurso nesta terça-feira na conferência de segurança cibernética da RSA, em San Francisco. "Estamos vivendo em meio a uma geração de novas armas e onde o ciberespaço se tornou o novo campo de batalha." Smith disse que os ataques cibernéticos devastadores em 2017 demonstraram a necessidade de o setor de tecnologia "seguir um caminho de princípios em direção a passos mais eficazes para trabalhar juntos e defender clientes em todo o mundo". Não ficou claro como as empresas mudariam suas políticas atuais como resultado da adesão ao acordo. A Microsoft não respondeu se a empresa já havia participado de operações cibernéticas ofensivas patrocinadas pelo governo. Também não informou como o compromisso afetaria o cumprimento de ordens de vigilância legalmente obtidas nos Estados Unidos ou em outro país. O acordo também promete novas parcerias formais e informais dentro da indústria e com pesquisadores de segurança para compartilhar dados sobre ameaças e coordenar divulgações de vulnerabilidades.

G1

Wed, 18 Apr 2018 13:30:49 -0000 -


Mudança começa a partir da Europa, onde nova lei entra em vigor em maio, mas chega ao resto do mundo ainda este ano. O Facebook anunciou nesta terça-feira (17) que começará a perguntar se usuários querem revisar como a rede social lida com suas informações pessoais. A começar pelos europeus, para se adequar ao Regulamento Europeu de Proteção de Dados (GDPR), que entra em vigor em maio, a rede social começará nesta semana a questionar se seus membros querem: compartilhar preferências políticas e religiosas com ela; receber anúncios com base em dados de outras plataformas; permitir uso da tecnologia de reconhecimento facial. O Facebook já havia anunciado no fim de janeiro, antes da explosão do escândalo em torno da consultoria política Cambridge Analytica, que iria liberar medidas para se ajustar às novas normas de proteção dos dados pessoais dos cidadãos europeus. Também já havia informado que as mudanças seriam estendidas a usuários que não fizessem parte da União Europeia. O GDPR exige, por exemplo, que empresas informem claramente aos usuários como usam seus dados e que peçam sua autorização a respeito de uma eventual exploração de suas informações. "Todos -- independente do local em que morem -- serão convidados a examinar informações importantes sobre a maneira como o Facebook utiliza seus dados e a fazer escolhas a respeito de sua privada no Facebook", informaram em comunicado conjunto Erin Egan, diretora de privacidade do Facebook, e Ashlie Beringer, responsável pela área jurídica da empresa. As novas medidas serão aplicadas "nas próximas semanas e meses no mundo inteiro", afirmou Rob Sherman, diretor adjunto de segurança do Facebook. "Nossa intenção é propor os mesmos parâmetros e controles de confidencialidade em todo o mundo", destacou Sherman. O que o Facebook vai perguntar Preferências pessoais Os usuários receberão uma mensagem na qual serão questionados se desejam continuar compartilhar informações com a rede social como preferências políticas e religiosas, além do status de relacionamento. Anúncios Também poderão decidir se querem receber propagandas no Facebook que usem informações pessoais levantadas por outras empresas. Esses dados podem ter diversas origens. Podem ser coletados quando algum site inclui em suas plataformas os botões "curtir" e "compartilhar". Ou chegarem ao Facebook por meio de um banco de dados de um terceiro, como ocorria até março com o Serasa no Brasil. Facebook começa a perguntar a seus usuários sobre controles de privacidade. Divulgação/Facebook Reconhecimento facial Os usuários serão consultados sobre se permitem ou não o uso do reconhecimento facial, que permite ao Facebook identificar usuários em fotografias. Com esse recurso, por exemplo, a rede social pode avisar uma pessoal de que uma imagem sua está prestes a ser postada. Caso ela não autorize, a foto não vai ao ar. Facebook começa a perguntar a seus usuários sobre reconhecimento facial. Divulgação/Facebook Essa mudança faz parte de uma pressão sobre o Facebook que já fez a empresa alterar seus termos de serviço e sua política de privacidade. Escândalo de vazamento de dados A empresa enfrenta um escândalo relacionado ao vazamento de dados de 87 milhões de usuários para a empresa Cambridge Analytica, especializada em comunicação estratégica, que trabalhou para a campanha do presidente americano Donald Trump nas eleições de 2016. O CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, passou na semana passada por 10 horas de interrogatório no Congresso americano sobre os problemas. A ida de Zuckerberg ao Congresso dos EUA ocorre na esteira do escândalo da manipulação indevida de dados de 87 milhões de usuários pela Cambridge Analytica, consultoria política que trabalhou para Donald Trump durante a corrida eleitoral de 2016 e na campanha para a saída do Reino Unido do Brexit. A forma como as informações foram obtidas pela empresa britânica colocou no centro da discussão o modelo de negócio do Facebook e de outras empresas de tecnologia, que coletam, processam e armazenam dados de seus usuários para segmentar a distribuição de anúncios. A polêmica da Cambridge Analytica ocorre em um momento em que começou a intensificar a pressão para regulamentar a atuação de empresas de tecnologia que mantêm plataformas, em que pessoas depositam grande quantidade de conteúdo. No fim de fevereiro, a Câmara dos Deputados dos EUA aprovou uma lei que mudou um dos grandes paradigmas legais em torno de companhias de internet: a responsabilização judicial delas em caso de ações ilícitas praticadas por usuários. *com informações da France Presse

G1

Wed, 18 Apr 2018 13:03:29 -0000 -


Durante as audiências no Congresso dos EUA, Zuckerberg não soube responder se a rede social reúne informações de pessoas que não estão no site. Homem usa aplicativo do Facebook no celular. Dado Ruvic/Reuters O diretor de Gestão de Produto do Facebook, David Baser, reconheceu nesta terça-feira (17) que o Facebook usa suas diversas ferramentas de marketing para compilar dados de pessoas que não têm conta na rede social. Para ele, trata-se de uma prática comum no setor. Em comunicado divulgado pela empresa, Baser comentou as "cerca de 40 perguntas" que o presidente da empresa, Mark Zuckerberg, deixou sem resposta em suas audiências perante o Congresso dos Estados Unidos na semana passada, quando foi convidado a esclarecer como a rede social assegura a privacidade de seus 2,1 bilhões de usuários. Zuckerberg no Congresso dos EUA: Dia 1 Zuckerberg no Congresso dos EUA: Dia 2 O executivo tentou responder quatro delas. Ao tratar da pergunta "Quando o Facebook obtém dados sobre pessoas de outros sites ou apps?", Baser afirmou: "Quando você visita um site ou aplicativo que usa nossos serviços, nós recebemos informações, até quando você está desconectado ou não possui uma conta do Facebook." Ele completou que a coleta de dados pela rede social fora de sua plataforma é feita quando um internauta: Em sites de outras empresas, "curte" ou "compartilha" algum conteúdo no Facebook; Usa sua conta na rede social para se registrar em um site ou aplicativo; Acessa um serviço que é cliente de anunciantes do Facebook. De acordo com Baser, essa prática é habitual no setor e é feita por outras grandes empresas. "Twitter, Pinterest e Linkedin têm botões de 'curtir' e de 'compartilhar' similares, para ajudar as pessoas a divulgarem coisas. De fato, a maioria das páginas da internet e aplicativos enviam a mesma informação para várias empresas a cada visita", afirmou. O diretor diz que, dessa forma, o Facebook consegue levantar informações como endereço IP do usuário, navegador ou tipo de sistema operacional utilizado, já que "nem todos os sistemas e dispositivos operam com as mesmas caraterísticas". Os dados são usados para que o Facebook melhore seu "conteúdo e publicidade". Gigantes da internet sabem por onde você anda, que lugares frequenta e com quem fala Gigantes da tecnologia ganham bilhões com dados de pessoas para enviar anúncio segmentado Os esclarecimentos de Baser foram dados após Zuckerberg ter ido ao Senado e à Câmara dos Representantes dos Estados Unidos para dar explicações pelo escândalo de Cambridge Analytica. A consultoria política, que trabalhou para a equipe de Donald Trump durante a campanha presidencial norte-americana de 2016, usou as informações dos usuários do Facebook para desenvolver um programa destinado a antecipar as decisões dos eleitores para conseguir influenciá-los. Initial plugin text

G1

Tue, 17 Apr 2018 15:22:49 -0000 -


Novo app será obrigatório até o fim do ano para todo funcionário do governo. Regra valerá até para o presidente Emmanuel Macron, fã do Telegram. Presidente francês, Emmanuel Macron, discursa durante Conferência Nacional dos Bispos da França. Ludovic Marin/AP O governo francês está desenvolvendo seu próprio serviço de mensagens instantâneas criptografado para diminuir preocupações de que entidades internacionais possam espionar conversas privadas de altas autoridades do país, informou o ministério digital francês nesta segunda-feira (16). Nenhum dos principais comunicadores do mundo com recursos de codificação de mensagens, incluindo WhatsApp e o Telegram, preferido do presidente francês Emmanuel Macron, são baseados na França. Cerca de 20 autoridades e funcionários públicos de alto escalão vão testar o novo app projetado pelo governo francês, afirmou uma porta-voz do ministério. O objetivo é que o uso do novo aplicativo se torne obrigatório em todo o governo ainda em 2018. "Precisamos encontrar uma forma de termos um serviço de mensagens criptografado que não seja codificado pelos Estados Unidos ou pela Rússia", disse a porta-voz. "Se você começar a pensar sobre as brechas potenciais que podem acontecer, como nós vimos com o Facebook, então devemos assumir a dianteira." A rede social norte-americana, que comprou o WhatsApp em 2014, tem sido criticada por ter permitido que informações de milhões de usuários fossem usadas pela consultoria política Cambridge Analytica.

G1

Tue, 17 Apr 2018 14:40:59 -0000 -


China ganha espaço em startups de áreas que mais atraem investidores enquanto EUA são potência em segmentos que estão em declínio. Notas de 100 dólares, moeda dos Estados Unidos, e de 100 yuans, moeda da China, frente a frente. Jason Lee/Reuters A China encostou nos Estados Unidos em 2017 na criação de empresas iniciantes avaliadas em mais de US$ 1 bilhão, os chamados “unicórnios”, em um momento em que as novas startups passaram a mirar setores como inteligência artificial, tecnologia para agricultura e robótica enquanto deixaram para trás setores como jogos online, mídia e propaganda digital, já dominados por gigantes como Facebook e Google. As conclusões fazem parte do Relatório Global de Ecossistema de Startup 2018, divulgado nesta terça-feira (17). Elaborado pela Startup Genome e pela Rede de Empreendedorismo Global (GEN), o levantamento foi feito com base em entrevistas de mais de 12 mil participantes, entre fundadores de startups, investidores, bem como líderes de aceleradoras e incubadoras. EUA x China O volume de capital investido em startups chegou a US$ 140 bilhões em 2017. O ano foi marcado como o primeiro em que os EUA não foram os líderes em aportes de recursos em empresas de tecnologia. O país dividiu o topo com a região da Ásia e do Pacífico. Juntas, as duas regiões responderam cada uma por 42% do total de dinheiro investido. Muito do avanço regional foi impulsionado pela China. Tanto é que os chineses responderam por 35% das startups que, após sucessivos aportes, atingiram valor de mercado superior à marca bilionária. Os EUA ainda estão à frente, com 41,3% do total de "unicórnios", mas sua participação nesse segmento vem caindo. Enquanto as startups bilionárias chinesas eram só 13,9% do total em 2014, as norte-americanas somavam 61,1% no mesmo ano. A aproximação da China coincide com a chegada de um unicórnio chinês ao topo do ranking das startups mais valiosas, não sem antes desbancar no caminho uma norte-americana. Foi o que ocorreu com a empresa de transporte alternativo Didi Chuxing, avaliada em US$ 56 bilhões. Ela foi alçada ao topo após um consórcio liderado pela Softbank, gigante japonesa das telecomunicações, comprar 20% da Uber, em um negócio que reduziu o valor da norte-americana de US$ 68 bilhões para US$ 48 bilhões. Por outro lado, os Estados Unidos ainda lideram quando o critério são as saídas de investidores de “unicórnios”, seja por meio da abertura de capital ou pela venda dessas startups para empresas maiores. Em 2017, 65% dessas saídas ocorreram nos EUA. Em alta O relatório aponta ainda que os nichos explorados pelas startups que mais chamaram a atenção de investidores também mudaram, e essa alteração beneficia a China. As startups que mais fecharam negócios nos últimos cinco anos encerrados em 2017 foram: Produção avançada e robótica: alta de 189%; Tecnologias para agricultura (Agtech) e alimentação: alta de 171%; Blockchain, a tecnologia por trás do bitcoin e outras criptomoedas: 163%; Inteligência artificial e Big Data: 77%. "Inteligência Artificial é o subsetor com maior crescimento no número de startups criadas, com altas de 24% ano a ano desde 2008", afirmou Bjoern Lasse Herrmann, vice-presidente da Startup Genome. Segundo uma previsão da consultoria PwC, o PIB mundial poderá crescer até 14% por volta de 2030 com o uso de recursos de inteligência artificial (AI, na sigla em inglês). "Os maiores ganhos com AI devem ocorrer na China", disse Herrmann. A China está se preparando para colher esses frutos, mostra o relatório. Tanto que não só foi o país a solicitar mais patentes sobre inteligência artificial, como fez quatro vezes o número de pedidos dos EUA. “A corrida da inteligência artificial tem uma dimensão geopolítica, com países vendo isso como uma área chave de oportunidade econômica e segurança nacional. O governo chinês, por exemplo, declarou que o país deve ser líder global entre AI em 2030”, afirmou Herrmann. Os chineses também foram os mais atuantes em outra área de startups dentre as mais quentes para investidores. Em blockchain, as solicitações chinesas foram cinco vezes superiores às norte-americanas. Campo de soja no Brasil; relatório vê potencial para criação de startups que tragam tecnologias para o agronegócio no país Yasuyoshi Chiba/AFP Dentre os setores que mais atraem aportes de investimento, o único em que a China não possui um ecossistema forte é o de tecnologias para agricultura e de alimentação. O estudo pontua, no entanto, que o Agtech é um segmento em que o Brasil poderia apostar. O relatório cita como exemplo de colaboração positiva entre universidade, centros de pesquisa e startups o que ocorre em Piracicaba (SP). “A presença e associação de fortes indústrias locais e universidades como a ESALQ, da USP, ajudaram a cidade a gerar 18% das startups de Agtech de todo o Brasil.” Em baixa O relatório também aponta que alguns nichos de mercado para startups estão atraindo menos dinheiro de investidores. Todos eles possuem empresas norte-americanas líderes em seus mercados. São áreas como: Adtech: queda de 35% Games: queda de 27% Mídia digital: queda de 27% “O tipo de companhia que foi o combustível das primeira e segunda gerações de ecossistemas globais de startups –apps de redes sociais, mídia digital e outras companhias puramente de internet –está em declínio”, destaca o relatório. Segundo o documento, empresas como Facebook, Google e Wordpress construíram a infraestrutura corrente para ser usada por uma nova safra de startups. As duas primeiras criaram uma plataforma global de marketing, enquanto a última desenvolveu um publicador de conteúdo, por exemplo. “As tecnologias proeminentes do futuro viverão no ‘mundo real’. Elas transformarão não só o que a gente faz na web, mas também o que nós fazemos fora dela”, pontua o relatório. Os setores afetados incluirão indústrias do mundo real, como: Transporte Cuidados médicos Manufatura pesada Agricultura Setores maduros para startups Outras áreas como exploradas por startups como educação, financeira (fintech), saúde e ciência, cibersegurança e biotecnologia já são tratadas como maduras. Segundo o relatório, empresas dessas áras “são grandes em tamanho e algumas das maiores geradores de valor globalmente”. O setor de “fintechs”, por exemplo, é o que mais possui unicórnios, 26 do total de 278 no mundo. Ainda nessa área, a China toma a dianteira dos EUA. “No panorama geral das Fintechs globais, a China continua a dominar, superando os Estados Unidos”, diz Susane Chishti, presidente-executiva da Fintech Circle. Das cinco maiores startups financeiras, três são chinesas e duas são norte-americanas. A maior delas, a Ant Financial está para levantar US$ 9 bilhões em uma nova rodada de investimento. Com isso, será avaliada em US$ 150 bilhões e se tornará o maior "unicórnio" do mundo. Jack Ma acompanha o aumento do valor das ações do Alibaba em Nova York AFP / Jewel Samad Seu criador é o bilionário Jack Ma. Presidente do conglomerado chinês Alibaba Group, ele tem experiência com grandes números. Em 2014, o Alibaba protagonizou a maior oferta pública de ações do mundo, ao levantar US$ 25 bilhões.

G1

Tue, 17 Apr 2018 10:00:22 -0000 -


Dependente de empresas coo Qualcomm, Microsoft e Inte, chinesa não poderá comprar de americanos por sete anos. Axon 7, smartphone da ZTE, apresentado em 2018. Paul Hanna/Reuters O Departamento de Comércio dos Estados Unidos proibiu empresas norte-americanas de vender componentes para a maior fabricante de equipamentos de telecomunicações chinesa ZTE por sete anos. Autoridades dos EUA informaram nesta segunda-feira (16) que o veto é uma punição à chinesa por violar sanções norte-americanas ao Irã. A empresa chinesa, uma das maiores vendedoras de smartphones nos Estados Unidos, se declarou culpada no ano passado em um tribunal federal no Texas por conspirar para violar sanções norte-americanas ao embarcar ilegalmente tecnologia dos EUA para o Irã. A empresa pagou US$ 890 milhões em multas e penalidades, e uma multa adicional de US$ 300 milhões. Como parte do acordo, a ZTE, sediada em Shenzhen, prometeu demitir quatro funcionários e impor sanção disciplinar a outros 35, seja reduzindo seus bônus ou repreendendo-os, disseram funcionários do alto escalão do Departamento de Comércio. A empresa chinesa, porém, admitiu em março que, apesar de ter demitido os quatro funcionários, não tomou nenhuma atitude disciplinar contra os outros 35. "[A ZTE] forneceu informações ... basicamente, admitindo que eles haviam feito essas declarações falsas", disse um alto funcionário do departamento. "Não podemos confiar que o que eles estão nos dizendo é verdade", disse o funcionário. "E no comércio internacional, a verdade é muito importante." Os funcionários da ZTE não responderam imediatamente aos pedidos de comentários. Douglas Jacobson, um advogado de controle de exportações que representa fornecedores da ZTE, classificou a proibição como algo incomum e disse que afetaria seriamente a empresa. "Isso será devastador para a empresa, dada sua dependência de produtos e software dos EUA", disse Jacobson. "Certamente tornará muito difícil para eles produzirem e pode gerar um impacto negativo de curto e longo prazo potencialmente significativo na empresa. Isso vai derrubar suas ações", acrescentou. Dependência dos EUA A ZTE vende aparelhos celulares para operadoras de telefonia móvel norte-americanas AT&T, T-Mobile e Sprint. A chinesa depende de componentes de empresas dos EUA, incluindo Qualcomm, Microsoft e Intel. Estima-se que empresas norte-americanas forneçam de 25% a 30% dos componentes usados ​​nos dispositivos da ZTE, incluindo equipamentos de rede e smartphones. A ação dos EUA contra a ZTE provavelmente exacerbará as atuais tensões entre Washington e Pequim sobre o comércio. Depois que os EUA impuseram restrições às exportações da ZTE em 2016 por violar sanções contra o Irã, o Ministério do Comércio e Ministério das Relações Exteriores da China criticou a decisão. Uma investigação federal de cinco anos descobriu no ano passado que a ZTE havia conspirado para escapar do embargo do EUA sem interromper a compra de componentes norte-americanos e incorporando-os a equipamentos da ZTE enviados para o Irã. A ZTE elaborou esquemas complicados para ocultar a atividade ilegal, mas concordou em se declarar culpada depois que o Departamento de Comércio tomou medidas que ameaçavam cortar sua cadeia de fornecimento global. Ainda assim, o governo dos EUA permitiu que a empresa continuasse acessando o mercado dos EUA sob o acordo de 2017.

G1

Mon, 16 Apr 2018 16:47:06 -0000 -


Só em despesa com a segurança do fundador, a rede social gastou US$ 7,3 milhões. Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, durante conferência de desenvolvedores da rede social. Stephen Lam/Reuters O pagamento compensatório ao presidente-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, subiu 53,5% em 2017 sobre o ano anterior, para US$ 8,9 milhões, principalmente por causa de custos maiores com a segurança pessoal do bilionário de 33 anos. Cerca de 83% do pagamento representaram despesas relacionadas à segurança, enquanto a maior parte do restante ficou vinculado a gastos de Zuckerberg com uso de avião privado. Zuckerberg gastou a maior parte do ano passado viajando depois que prometeu visitar todos os Estados dos Estados Unidos para onde ele ainda não tinha ido. As despesas com a segurança do fundador da rede social subiram para US$ 7,3 milhões em 2017, ante US$ 4,9 milhões um ano antes. O Facebook pagou para comprar, instalar e manter medidas de segurança para as casas de Zuckerberg, que incluem propriedades em San Francisco e Palo Alto, segundo documentos enviados pela empresa ao órgão regulador do mercado norte-americano. O salário base de Zuckerberg continuou sendo de US$ 1, enquanto seu poder total de voto no Facebook subiu marginalmente para 59,9%.

G1

Mon, 16 Apr 2018 12:08:08 -0000 -


Trump chamou ex-diretor do FBI de 'slimeball', algo como 'bola de meleca', em tradução literal. Trump chamou ex-diretor do FBI de 'slimeball' Reprodução/Merriam-Webster Os comentários do presidente dos Estados Unidos Donald Trump sobre o ex-diretor do FBI, James Comey, nesta sexta-feira (13) fizeram as buscas no site do dicionário Merriam-Webster dispararem 60.000%. Trump chamou Comey de "slimeball" -- na tradução literal "bola de meleca", mas a expressão é usada para chamar alguém de desagradável. O insulto foi feito pelo Twitter, e a expressão acabou indo parar na lista das palavras mais buscadas no site do dicionário. Trump fez o comentário em meio a notícias de que Comey o criticou duramente em um livro de memórias que será publicado na próxima semana. Trump afirmou que Comey era um "slimeball, fraco e mentiroso e um diretor terrível do FBI". Em poucas horas a expressão se tornou o segundo termo mais buscado no site do dicionário. Initial plugin text O presidente dos EUA demitiu Comey do cargo de diretor do FBI em 2017, após Comey iniciar investigações sobre alegações de que a Rússia interferiu na eleição presidencial de 2016 e de possível conluio entre russos e membros da campanha de Trump, algo que o presidente norte-americano nega. A palavra mais buscada no site do dicionário nesta sexta-feira era "kakistocracy", que significa um sistema de governo gerido pelos cidadãos menos qualificados ou mais inescrupulosos. Isso provavelmente porque John Brennan, que foi diretor da CIA, a agência de espionagem dos EUA, durante o governo de Barack Obama, usou a palavra para responder ao tuíte de Trump.

G1

Mon, 16 Apr 2018 11:58:15 -0000 -


(Se você tem alguma dúvida sobre tecnologia, utilize o espaço para comentários abaixo e escreva sua pergunta)   >>> Como configurar o novo DNS publico no Android Oi, Ronaldo! Eu li a sua publicação sobre como acelerar a navegação na internet usando um novo DNS público. Como eu faço essa configuração no meu smartphone? O aparelho é um Motorola Moto G. Juliano   Olá, Juliano! Para configurar o novo DNS público no seu smartphone, siga os passos descritos abaixo:    1 - Toque em "Configurar" e localize a opção de rede Wi-Fi.   2 - Toque em rede "Wi-Fi" e selecione a rede em que o aparelho está conectado.   3 - Toque sobre a opção "modificar a rede" e selecione "Exibir opções avançadas".   4 - Repita a senha da rede.   5 - Altere as configurações de IPv4 para "Estático" - os campos correspondentes ao IPv4 devem ser preenchidos novamente com os mesmos números de IPs que foram exibidos inicialmente.   6 - Digite no campo DNS 1 o IP "1.1.1.1" e no campo DNS 2 o IP "1.0.0.1".   7 - Toque no botão "Salvar" para finalizar as novas configurações de rede.   Pronto! Agora o celular já está navegando na internet e usando um DNS mais rápido.   >>> Como recuperar login no Instagram? Olá, Ronaldo! Eu li a suas dicas sobre como recuperar o acesso a conta no Instagram. O problema é que perdi a senha e não tenho mais o número para redefini-la. Você pode me ajudar? João Luz   Olá, João! Você pode recorrer ao assistente de recuperação de credenciais disponibilizado dentro do próprio aplicativo do Instagram. Para usá-lo, siga os passos descritos abaixo:    1 - Abra o aplicativo do Instagram e toque na opção "Esqueceu seus dados de login? Obtenha ajuda para entrar".    2 - Toque na opção "Usar nome de usuário ou e-mail".   3 - Preencha o campo com o nome do usuário da conta que foi hackeada.   4 - Toque na opção "Preciso de mais ajuda" e informe a conta de e-mail que estava vinculada ao perfil.    5 - Marque a opção "Minha conta foi invadida".    6 - Toque no botão "Enviar solicitação".   >>> Como redefinir a senha no iPhone? Olá, Ronaldo! Eu esqueci a senha do meu iPhone 6s, como devo proceder para recuperá-la? Marcus Pereira   Olá, Marcus! Você pode redefinir a senha do seu iPhone através do site do iCloud, conforme os passos descritos abaixo:    1 - Acesse o site do iCloud.   2 - Informe o login com seu Apple ID.   3 - Clique em Todos os dispositivos para exibir o seu aparelho.   4 - Selecione o seu aparelho e clique em Apagar iPhone.   5 - Reinicie o aparelho e configure como se fosse um novo iPhone.   Imagem: Reprodução/G1

G1

Sun, 15 Apr 2018 12:00:01 -0300 -


Vagas são sugeridas através do uso da tecnologia, que é semelhante à usada pelo YouTube e Netflix para recomendar vídeos. Sabe quando você está ouvindo uma música da Marília Mendonça e automaticamente o YouTube recomenda outras canções de sertanejo? Ou quando está vendo La Casa de Papel e o Netflix recomenda séries de crimes porque você estava assistindo uma parecida? O histórico dos usuários nas plataformas serve como guia nessas recomendações através de inteligência artificial. A novidade é que a ferramenta começa a ser aplicada nos processos seletivos de empresas. Empresas recrutadoras estão confrontando os dados enviados pelos usuários com o perfil de funcionário que seus clientes, grandes empresas, estão buscando. O objetivo é ser mais assertivo no “match” entre candidato/vaga. Além disso, a ideia é recomendar oportunidades condizentes com o perfil do candidato, com base no que ele informa ao sistema. “Na prática é traçar melhor as informações que já tínhamos acesso. Tê-las de forma tratada para uma inteligência analisar é a grande mudança”, percebe Ricardo Basaglia, diretor-executivo da Page Personnel, consultoria global de recrutamento. 99 Jobs está incrementando o uso da inteligência artificial na recomendação de vagas para seus 2 milhões de usuários Fabio Ura A 99 Jobs já usa inteligência artificial para sugerir vagas para candidatos que tenham o perfil procurado e aderência cultural com a empresa que vai contratar. “O ponto aqui não é atrair quantidade de candidatos, mas sim qualidade”, afirma Guto Sato, especialista na área de crescimento da empresa. A 99 Jobs registrou mais de 2 milhões de usuários no primeiro trimestre de 2018. A empresa está fazendo testes para incrementar essa tecnologia em sua plataforma desde julho de 2017. A equipe percebeu que a ferramenta estava funcionando bem, quando os usuários se inscreviam para as vagas sugeridas. "Se por algum motivo ele começar a sugerir oportunidades que você não se engaje, ele vai se ajustando até achar àquilo que faça mais sentido para o usuário. Essa é a beleza da inteligência artificial", afirma Sato. Como funciona na prática Quem procurar uma vaga agora precisa entender que todo seu comportamento vai ser analisado dentro da plataforma de recrutamento. Se originalmente o interesse do candidato é em marketing, mas ele busca também vagas em engenharia por curiosidade ou até para outras pessoas, o algoritmo entende que essa também é sua área de interesse. Assim, ele passará a enviar outras sugestões, que podem ser consideradas fora do seu perfil. Interface do Vagas.com sinaliza que o currículo poderia ter mais informações para um melhor resultado para encontrar vagas condizentes com o perfil do candidato Reprodução Para Luiz Braz, especialista em Ciência de Dados do Vagas.com, a tecnologia deverá aumentar a assertividade da seleção. Hoje 70% das candidaturas já vem das recomendações automáticas na empresa, que atende três mil clientes. Se todos parassem para pensar em quantos amigos ou familiares estão satisfeitos em seus empregos, as agendas dos psicólogos ficariam lotadas. Basiglia enxerga que “pessoas erradas em trabalhos errados” é a causa de parte da infelicidade no trabalho. Ele acredita que o mapeamento adequado faz com que os profissionais contratados tenham motivações e capacidades atendidas e assim, não só ficarão mais felizes, como entregarão um resultado melhor. Vantagens Na visão de Sato, a tecnologia beneficia o candidato e facilita as contratações. "Antes o candidato tinha que ser proativo e procurar as vagas que o interessava sempre. Não havia uma inteligência por trás disso”, aponta. Com isso, muitos processos seletivos enfrentavam dificuldades para conseguir candidatos suficientes. “Hoje você consegue atrair com menos esforço uma quantidade maior de usuários com aderência à empresa”. Para o setor de recursos humanos, a tecnologia deverá mudar o perfil do profissional. “A mudança é que o setor de recursos de humanos vai ter um papel mais estratégico e menos operacional”, afirma Braz, do Vagas.com. No novo sistema da Catho, que também utiliza inteligência artificial, vagas que atendem aos interesses do candidato, mas que ainda não receberam muitos currículos, serão priorizadas. "A tecnologia beneficia tanto recrutadores quanto candidatos, pois melhoram os matches e aumentam as chances de entrevista e da contratação do candidato ideal para a vaga", afirma Cesar S. Cesar, diretor de produtos da Catho. Em busca de um jovem promissor Embraer lança maior jato comercial do Brasil, o E195-E2 Poliana Casemiro A Embraer vai aplicar a inteligência artificial pela primeira vez no processo seletivo de estagiários, que receberá inscrições até o dia 09 de maio. Ela vai usar a tecnologia para identificar características de profissionais bem-sucedidos que já trabalham na empresa e buscar esses requisitos nos jovens que tentam estágio. A ferramenta que fará a mágica foi desenvolvida pela Gupy, startup de software de recrutamento inteligente, parceira da Embraer. Questionada se esse modelo não é viciado e recrutará pessoas com os mesmos perfis e comprometerá a diversidade na empresa, a Embraer responde que não. “Estamos buscando profissionais de uma geração mais nova com essa pegada mais aberta, mais flexível que é o profissional que buscamos no futuro”, afirma Carlos Alberto Griner, vice-presidente de Pessoas e Sustentabilidade da empresa. 'O que publico nas redes sociais vai ser analisado?' A dúvida pode atormentar os candidatos, mas a resposta inicial é não. Há dúvidas sobre a relevância das informações desse conteúdo, já que o usuário faz seu cadastro e preenche as informações acadêmicas, profissionais e dados básicos nos sites das recrutadoras. A Embraer não vai utilizar no processo de estagiários, mas a possibilidade não está descartada no futuro. O cuidado e a responsabilidade com o uso dos dados é um ponto sensível e o debate está quente diante dos vazamentos de dados do Facebook. A máquina sabe escolher? Todas as empresas de recrutamento ouvidas pelo G1 parecem estar bem entusiasmadas com a aplicação da ferramenta em seu dia-a-dia e os riscos são tidos como mínimos. Para elas, a vantagem de ter inteligência artificial é tirar qualquer viés ou pré-impressão que um recrutador poderia ter com um candidato. Só que a tecnologia também corre esse risco, admitem. Se o sistema for programado com algum viés, todas as consequentes análises terão resultado comprometido. “Nesses casos, você perde justamente o poder da ferramenta”, afirma Basiglia. Henrique Calandra (de vermelho), fundador, ao lado de Alexandre Sandra, CEO do WallJobs desde 2016 Divulgação Para Henrique Calandra, fundador da WallJobs, startup que usa inteligência artificial para encontrar vagas para universitários e recém-formados, a eficácia do uso da tecnologia será vista apenas a longo prazo. “Esta tecnologia não tem dez anos no mercado para conseguimos dizer qual o ‘turnover’ das empresas. A curto prazo está funcionando muito bem, mas a gente sempre está indo atrás de melhorar a tecnologia”, afirma. O método é usar o cruzamento de dados para chegar ao candidato ideal para as empresas. Já são mais de dez mil pessoas empregadas, a partir das 45 mil vagas selecionadas por meio da empresa, que tem dois milhões de usuários. Para não receber vagas erradas, os usuários da WallJobs são orientados a preencher todas as informações pedidas pela plataforma, inclusive a área em que o candidato quer trabalhar de fato. “Se você preencher de forma generalista, vai acabar sendo chamado para vagas que não quer”, explica Calandra. *Sob supervisão de Marina Gazzoni

G1

Sun, 15 Apr 2018 11:00:10 -0000 -


Um estudo feito pelos pesquisadores Karsten Nohl e Jakob Lell da empresa Security Research Labs (SRL) afirma que alguns fabricantes de celulares com o sistema Android deixam de incluir atualizações para algumas falhas de segurança nos pacotes de correção que deviam trazê-las. Dessa forma, mesmo um celular que esteja com determinado "nível do patch de segurança" ainda pode estar vulnerável a falhas que foram corrigidas naquele patch ou em patches anteriores.A exploração de falhas de segurança em celulares é bastante rara. Mas, dependendo da gravidade dos problemas existentes, criminosos poderiam disseminar aplicativos maliciosos em vídeos, fotos, páginas web ou até conexões Wi-Fi, sem que a vítima tivesse que autorizar a instalação do aplicativo. Em outro cenário, uma falha pode permitir burlar a tela de bloqueio do aparelho, dispensando a digitação da senha configurada, por exemplo.Como o estudo identificou divergências entre as correções de segurança que o celular diz estarem instaladas e o que foi de fato instalado, a pesquisa de Nohl e Lell se concentrou na complicada tarefa de determinar exatamente quais atualizações estão presentes no celular. O projeto foi apresentado no evento Hack in the Box em Amsterdã, na Holanda. O evento terminou nesta sexta-feira (13).Os dados levantados apontam que aparelhos das marcas Google, Samsung, Sony e Wiko são os que menos deixam atualizações de lado. Xiaomi, OnePlus e Nokia pertencem à lista de marcas que deixaram de incluir até 3 atualizações. Em seguida estão as marcas que esqueceram de até 4 remendos: Motorola, LG, HTC, Huawei. Em último lugar estão as fabricantes TCL e ZTE.Para quem quiser checar o próprio celular, é preciso baixar o aplicativo SnoopSnitch na Play Store e acionar a opção "Android patch level analysis". Em seguida, deve-se tocar em "Start test". Deve-se observar o número referente a "Patch missing".Falta de atualização não indica vulnerabilidadeAs atualizações de segurança do Android são organizadas em pacotes mensais. O estudo aponta que alguns fabricantes removem certos itens desses pacotes, o que poderia manter um aparelho vulnerável mesmo quando ele está atualizado.Em alguns casos, a remoção de um item pode ser feita porque o componente que seria atualizado não existe no celular. Nesses casos, mesmo que a atualização não seja instalada, o aparelho permanece imune porque não possui o recurso.Nível de patch de segurançaO "patch de segurança" do Android é um tipo de atualização que corrige somente problemas ligados à segurança e estabilidade do sistema operacional. Diferente das atualizações de versão (do Android 7.0 para 7.1, por exemplo), o "patch" não inclui novas funcionalidades ao celular. O nível do patch instalado em seu celular pode ser conferido na tela "Configurar" do telefone, em "Sistema"> "Sobre o dispositivo".A versão do patch é informada por data. "Março de 2018", por exemplo, deve incluir todas as atualizações de segurança até março de 2018.O Google lança um patch para o Android todo mês desde agosto de 2015. Isso significa que celulares com nível de patch de segurança de dois meses atrás já estão desatualizados. O que os pesquisadores identificaram, porém, abre a possibilidade para que mesmo aparelhos com o patch mais recente estejam sem alguma das correções incluídas nos pacotes.Google Play ProtectA distribuição das atualizações sempre foi um desafio para o Android.  Na época do Android 2, não era incomum que telefones recebessem uma ou duas atualizações para depois serem abandonados, ficando, ao mesmo tempo, sem novos recursos e sem as correções de segurança.O "nível do patch de segurança" foi um meio encontrado pelo Google para criar uma rotina mensal de atualizações, semelhante ao adotado por outras fabricantes de software, para que os fabricantes e operadoras pudessem criar um procedimento comum e frequente para atualizações mais simples. Como o sistema em si não muda com o nível de patch de segurança, são necessárias poucas adaptações.A mais recente iniciativa do Google é o Play Protect, uma marca que inclui um antivírus acoplado ao Android pelo Google Play e a certificação de aparelhos para que consumidores possam ter mais certeza sobre a confiabilidade de um telefone celular.Todas as marcas testadas pelos pesquisadores são parceiras do Google que produzem aparelhos certificados, mas ainda é possível que alguns dos telefones testados não fazem parte da lista de modelos certificados pelo Google.O Google afirmou que ainda vai analisar os dados dos pesquisadores para determinar o que exatamente está ocorrendo.***O PDF com a apresentação dada pelos pesquisadores pode ser baixado no site da Hack in the Box (aqui, em inglês) Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

G1

Sat, 14 Apr 2018 09:30:01 -0300 -


Fábrica da Fiat em Betim (MG) usa na linha de produção tecnologia da 4ª Revolução Industrial, algo que menos de 2% das empresas fazem. Robôs e humanos trabalhando lado a lado na fábrica da Fiat Chrysler Automobiles (FCA), em Betim (MG). Pedro Ângelo/G1 MG Enquanto a Quarta Revolução Industrial, a nova onda tecnológica que derruba barreiras entre produção física e mundo digital, ainda é ficção científica para a maioria das empresas brasileiras, há indústrias em que máquinas "conversando" entre si e sistemas virtuais para desenhar novos produtos já fazem parte do dia a dia. O G1 visitou uma dessas "fábricas do futuro", o polo automotivo da Fiat Chrysler Automobiles (FCA), em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG) (veja vídeo abaixo). “O futuro já chegou”, diz Mateus Silveira, responsável pela área de inovação da FCA, citando frase do escritor William Gibson, de romances de ficção cientifica como "Neuromancer". Vídeo: Como seria uma 'Fábrica do Futuro'? Inaugurada em 1976, a planta mineira é a segunda maior fábrica da FCA no mundo e é capaz de produzir quase 1 milhão de veículos por ano. Por lá, funcionários já usam exoesqueletos, robôs trabalham lado a lado com humanos e há carros que existem só no mundo virtual antes de ganharem vida na linha de montagem. Todos esses processos são identificados por empresários e economistas como fenômenos de um novo modelo de produção, que ganhou a denominação de Quarta Revolução Industrial ou Indústria 4.0. 4ª revolução industrial: Como robôs conversando com robôs pela internet vão mudar sua vida O 5G, a quinta geração da rede de celular vai permitir velocidades de 1 Gbps A internet das coisas, que permite conexão cada vez maior entre máquinas A inteligência artificial, que pode tratar câncer e resolver filas do supermercado A nova onda industrial é dominada por equipamentos inteligentes. Eles podem se adaptar automaticamente a uma alteração na linha de montagem e interagem em um ambiente em que a produção começa no ciberespaço, onde produtos inteiros são construídos digitalmente. No Brasil, apenas 1,6% das indústrias integra todas suas áreas com tecnologia e já está na onda da Quarta Revolução Industrial, segundo estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Robô colaborativo Marcello Marucci, responsável pelos robôs da FCA para América Latina, diz que, com a Indústria 4.0, surge um novo conceito de automação, que elimina a distância entre robôs e humanos. “São robôs colaborativos, não substitutivos [do trabalhador]. Ou seja: é o terceiro braço do operador, não vai substituir uma pessoa”, destacou. Os robôs colaborativos da planta de Betim trabalham ombro a ombro com funcionários na montagem dos carros. Fazem desde atividades que exigem inteligência artificial, como calcular o tamanho das peças por meio da análise de imagens, até o serviço braçal, como apertar parafusos e servir peças. Segundo Marucci, são cerca de 1,1 mil dessas máquinas, uma para cada 18 humanos trabalhando na fábrica. Fábrica virtual Perto dali, em vez de colocar a mão na massa, funcionários vestem óculos de realidade virtual para navegar por uma réplica virtual da fábrica. Na sala de simulação virtual, eles identificam riscos de erros. “A gente consegue replicar toda a parte de montagem do carro e toda a condição do operador montando", diz Eric Baier, especialista na área. "Dá pra ganhar em qualidade para os nossos carros e conforto para os nossos colaboradores, identificando se está difícil de enxergar a peça, se está fácil para você montar, se tem acesso à máquina, se tem risco de segurança para o operador. A gente consegue prever tudo isso virtualmente." Simulação virtual do desenho de um carro feito na fábrica da Fiat Chrysler Automobiles (FCA), em Betim (MG). Pedro Ângelo/G1 MG Exoesqueleto Foi em uma dessas simulações que a Fiat percebeu que a montagem dos modelos Mobi e Argo iria exigir que os funcionários se posicionassem de forma torturante. Decidiram adotar o exoesqueleto, um acessório que fica acoplado ao corpo do trabalhador para dar maior conforto a ombros, coluna e pernas. "Nós começamos a buscar solução e encontramos no Exército norte-americano uma primeira aplicação do equipamento", diz Izoniel Fajardo, fisioterapeuta da empresa. O pessoal do chão de fábrica aprovou. O operador Diovane de Souza Vieira conta que já usa o exoesqueleto há quatro meses. "Eu sentia um certo desconforto por ter de curvar a coluna. Hoje eu consigo fazer a metade da minha atividade sentado e fico na altura exata onde eu tenho que fazer a fixação”, relatou o trabalhador. Segundo Fajardo, dar maior ergonomia aos funcionários aumenta a produtividade. Por isso, a FCA, que já conta com oito exoesqueleto em Betim, quer comprar outros 19, ainda que o equipamento não seja dos mais baratos. Cada um custa US$ 5 mil. Funcionário usando exoesqueleto na fábrica da Fiat Chrysler Automobiles (FCA), em Betim (MG). Pedro Ângelo/G1 MG Passeio virtual nas ruas A simulação virtual não é usada apenas para desenvolver novos veículos ou esmiuçar os processos envolvidos na linha de produção. A FCA mantém um laboratório para desenhar soluções para a infraestrutura do trânsito nas cidades sem que qualquer carro tenha que sair às ruas. Primeiro a ser desenvolvido no Hemisfério Sul, o sistema é uma plataforma que realiza todos os movimentos de um veículo real mas pode ser posicionado em qualquer estrada do mundo. A reportagem do G1 testou a plataforma. O cockpit é equipado com sistemas de áudio, que reproduz sons do motor, e de frenagem, que replica as reações dos pneus com o solo. Na dianteira, há uma tela curva, com ângulo de visão de 230°, que mostra a visão da pista. Os movimentos do cockpit são integrados às imagens da tela e alinhados com os comandos realizados pelo motorista, guiados em tempo real pelos instrumentos da sala de controle. “Em vez de fazer uma obra e só depois testar com o próprio trânsito, eu posso ver isso aqui no simulador. Economizo e tenho mais assertividade na execução”, afirma Toshizaemom Noce, supervisor de inovação do Centro de Simulação de Dinâmica Veicular (SIMCenter), que funciona em parceria com a Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas).

G1

Sat, 14 Apr 2018 10:00:13 -0000 -


Comissária para a Infância do Reino Unido criticou gigante do comércio online por comercialização de bonecas 'nojentas' em seu site e cobra explicação; loja online diz que produtos mencionados 'não estão mais disponíveis'. Esta 'boneca pornô' foi removida pela Amazon, mas estava de volta no site dias depois BBC A Comissária para a Infância do governo britânico pediu que a loja online Amazon tome medidas para impedir que bonecas pornô de aparência infantil fossem oferecidas em seu site. A orientação da comissária Anne Longfield veio na esteira de uma reportagem da BBC mostrando a existência dos produtos, os quais Longfield classificou como "nojentos". Pelo menos uma dúzia de modelos estavam sendo vendidas no site por terceiros no Amazon Marketplace. Depois de ser contatada pela reportagem da BBC, a loja removeu um dos modelos. Mas, apenas três dias depois, o produto voltou a ser vendido. Agora, a Amazon diz ter removido todos os produtos mencionados na reportagem da BBC. Em nota, a loja disse que "todos os vendedores que usam a plataforma Marketplace precisam seguir nossas normas, e aqueles que não o fizerem estarão sujeitos a ações como a remoção de suas contas. Os produtos mencionados não estão mais disponíveis". Para a comissária Anne Longfield (foto), as bonecas representam um 'risco evidente' Divulgação/Eleanor Bentall "Estas bonecas são nojentas, e claramente são feitas para se parecerem com crianças. Não só eu, como Comissária para a Infância, mas o público em geral tem o direito de esperar de uma empresa do tamanho da Amazon que remova os produtos. E também que explique o que eles estavam fazendo lá em primeiro lugar, além de garantir que eles não voltem a ser expostos depois de serem retirados", disse ela. "Estes produtos foram claramente feitos para um propósito, e este propósito é um risco para a segurança das crianças reais", acrescentou Longfield. Brecha legal A Patrulha de Fronteira do Reino Unido apreendeu 179 bonecas infláveis de aparência infantil desde março de 2016, no bojo da chamada Operação Shiraz, desenvolvida em conjunto com a Agência Criminal Nacional (National Crime Agency). Em julho de 2017, a Justiça britânica decidiu que as bonecas eram "obscenas" e, portanto, estavam submetidas à lei alfandegária do país. Apesar disso, não é crime fabricar ou possuir uma boneca inflável infantil: o único crime, na Grã-Bretanha, é importar este tipo de item. As 'bonecas' encontradas pela BBC tinham cerca de 1,20m de altura BBC No ano passado, por exemplo, um ex-diretor escolar, de 72 anos, foi preso depois de admitir que tinha importado uma destas bonecas (ele também tinha 34 mil imagens de abuso sexual infantil no computador). O Amazon Marketplace é uma área da loja online na qual qualquer pessoa ou empresa pode se cadastrar e vender produtos. A Amazon não vende itens neste site - apenas cobra uma taxa dos vendedores. As bonecas encontradas pela BBC no site tinham cerca de 1,20 metro de altura e cerca de 41 centímetros de cintura. As bonecas eram fotografadas em poses sugestivas e acompanhavam legendas como "manequim sexy" e "imitação 100% realista do corpo feminino". Várias bonecas acompanhavam o que os vendedores chamavam de "lingerie sexy". Um casal da cidade de Durham ficou horrorizado quando encontrou as bonecas em uma busca online por itens de sexshop. "Ficamos enojados, reportamos no mesmo momento para a Amazon", disseram eles à BBC. Mais de 20 horas depois, o casal ainda não tinha recebido qualquer resposta da Amazon. Bonecas são risco para crianças, diz ONG Com estrutura interna de aço, os produtos tinham o mesmo peso de uma criança real. Divulgação/National Crime Ageny Para a Sociedade Nacional de Prevenção da Crueldade Contra Crianças (NSPCC, na sigla em inglês), o uso destas bonecas representa um risco para a segurança de crianças. A NSPCC é uma organização não-governamental britânica que atua em defesa da infância. Desenhadas para serem tão realistas quanto possível, os produtos são finalizadas em silicone e pesam o mesmo que uma criança real. As bonecas são feitas inclusive de forma que se possa "fazer sexo" com elas - algumas têm "vaginas" que podem ser removidas para limpeza. "Já sabemos que há um risco de que as pessoas que usam estes produtos fiquem dessensibilizadas e passem a achar que este comportamento é normal, o que pode levá-las a atacar crianças, como acontece às vezes com quem assiste pornografia infantil na internet", diz Almudena Lara, representante da NSPCC. "(Por outro lado), Não há qualquer evidência de que o uso destas bonecas evite que os pedófilos em potencial ataquem crianças". "Até que as falhas na legislação sejam corrigidas para tornar ilegal a posse, venda ou fabricação destes produtos, empresas como a Amazon deveriam se recusar a vender este tipo de produto do mal", diz Lara.

G1

Fri, 13 Apr 2018 22:13:04 -0000 -


Até mesmo pioneiras da área são pouco conhecidas do grande público; algumas universidades chegaram a ter alto número de mulheres em seus primórdios, mas homens hoje são maioria absoluta. Primeira turma de formados no curso de Ciência da Computação do IME/USP, em 1974, na qual as mulheres eram a maioria IME-USP Ada Lovelace, Mary Kenneth Keller, Grace Hopper, Dana Ulery, Hedy Lamarr e Kathleen Antonelli são nomes dos quais poucas pessoas já ouviram falar. Em contrapartida, Steve Jobs, Bill Gates e Mark Zuckerberg são conhecidos por quase todo mundo. O que essas mulheres e homens têm em comum é que dedicaram a vida ao universo dos computadores. O que os diferencia é a invisibilidade delas e a fama global deles, embora todos tenham dado grandes contribuições à informática. Além disso, elas foram pioneiras, em uma área com cada vez menos representantes do sexo feminino. Pode parecer surpreendente hoje dia, mas de fato existiu uma época em que as mulheres eram maioria nesse setor. Nos seus primórdios, essas máquinas eram usadas basicamente para realizar cálculos e processamento de dados, atividades então associadas à função de secretária. Daí serem utilizadas quase só por mulheres. Mas elas não se limitaram a isso. Muitas tiveram papel importante no desenvolvimento dos computadores e dos programas, que fazem essas máquinas ter serventia. Ada Lovelace ou Ada Byron, Lady Lovelace, filha do famoso poeta inglês Lorde Byron, por exemplo, desenvolveu o primeiro algoritmo da história, e Mary Kenneth Keller, uma freira americana, teve papel importante na criação da linguagem de programação BASIC. A professora Andreia Malucelli, coordenadora da pós-graduação em Informática da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), lembra ainda que Grace Hopper, por sua vez, criou a linguagem de programação Flow-Matic, hoje extinta, mas que serviu como base para o desenvolvimento de outra linguagem, a COBOL. "Já Dana Ulery foi a primeira mulher engenheira da Nasa e desenvolveu algoritmos para a automatização dos sistemas Deep Space Network, de rastreamento de tempo real da agência espacial americana", conta. A tecnologia usada nos telefones celulares e nas redes wi-fi também foi criada por uma mulher, no caso, Hedy Lamarr. Relação com a matemática Mas a contribuição das mulheres para computação não acaba aí. Há também Kathleen Antonelli, que com Jean Jennings Bartik, Frances Snyder Holberton, Marlyn Wescoff Meltzer, Frances Bilas Spence e Ruth Lichterman Teitelbaum programou o ENIAC, o primeiro computador eletrônico digital de propósito geral da história. De acordo com Malucelli, do início da década de 1970 até meados de 1980 houve um aumento de 10% para 36% da participação das mulheres entre os profissionais de computação, e a maioria dos estudantes era do sexo feminino. "Acredita-se que esse interesse das mulheres pela graduação nessa área tenha relação com o curso de Matemática", diz. "A primeira turma surgiu a partir da migração de alunos da licenciatura em Matemática, que sempre foi um curso predominantemente feminino." A partir de meados dos anos 1980, no entanto, as mulheres começaram a dar lugar aos homens na informática. Há uma profusão de dados que demonstram essa inversão paulatina, principalmente nos cursos superiores de processamento de dados e ciência da computação. Simone Souza, do Departamento de Sistemas de Computação e presidente da Comissão de Graduação do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da USP São Carlos (ICMC-USP), diz que, até 1990, as mulheres eram predominantes. "Depois, entre 1990 e 2000, a proporção de gêneros se equilibrou e a partir de 2000 a quantidade delas foi caindo ano a ano", diz. Um levantamento do total de formandos no curso de bacharelado em Ciências de Computação do ICMC, que tinha 40 vagas até 2003 e, desde então, 100, mostra que, em 1997, se diplomaram 12 mulheres (48%) e 13 homens (52%), números que haviam caído, em 2003, para 4 (12%) e 27 (88%), respectivamente. O menor número de mulheres que concluíram o curso foi registrado em 2016: apenas duas (3%) ante 52 (97%) homens. Em 2017, elas chegaram a 12 (17%) dos 70 formandos. No Instituto de Matemática e Estatística (IME), também da USP, em São Paulo, a primeira turma de Ciências da Computação, formada em 1974, tinha um total de 20 alunos, dos 14 mulheres (70%) e 6 homens (30%). Em 2016, a turma contava com 41 alunos, dos quais apenas seis eram mulheres, ou seja, 15%. Força de trabalho Malucelli, da PUC-PR, tem números mais abrangentes. "De acordo com dados recentes divulgados por Facebook, Google, Twitter e Apple, as mulheres são apenas 30% dos funcionários nessas empresas", diz. "Em cargos técnicos, diretamente ligados à tecnologia, esse número diminui. No Brasil, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE, elas representam apenas 20% dos mais de 580 mil profissionais da área de tecnologia da informação." Nas universidades não é diferente. Malucelli cita o Anita Borg Institute (ABI), criado nos Estados Unidos, para ajudar a aumentar a participação de mulheres na tecnologia, segundo o qual elas representam apenas 18% dos estudantes de todos os cursos de ciência da computação naquele país. "No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep, ligado ao Ministério da Educação), as mulheres representam 15% dos matriculados em cursos de tecnologia", completa. Ainda de acordo com Malucelli, um gráfico, publicado no dia 8 de março pelo The Statistics Portal, que reúne estudos e estatísticas de mais de 22.500 fontes, baseado em relatórios de diversas empresas de TI, indica que as mulheres representam entre 26% (Microsoft) e 43% (Netflix) da força de trabalho nas principais empresas da área. "Além disso, o estudo Women in Tech 2018, publicado pelo portal americano HackerRank, mostra que dos 14.616 desenvolvedores de software que responderam à pesquisa, pouco mais de 10% eram do sexo feminino", acrescenta Malucelli. Estereótipos Os motivos para esse afastamento têm sido pesquisados e discutidos ao longo dos anos e estão fortemente relacionados com estereótipos. "Após 1984, foram lançados os primeiros computadores com materiais de divulgação voltados para o público masculino, começando, assim, um desinteresse das mulheres", diz. Simone Souza levanta outra possível causa para a queda do número delas no mundo da informática. "Quando surgiram, os computadores pessoais foram primordialmente utilizados pelos meninos, voltados para os jogos", explica. De acordo com ela, as meninas nessa época não eram incentivadas a interagir com essas máquinas e, por isso, começaram a se afastar de áreas relacionadas à computação. "Outra razão que acredito ser importante para a baixa procura pelos cursos de informática pelas meninas é o pouco incentivo que é dado a elas para a área de exatas nos ensinos fundamental e médio", acrescenta. A pesquisadora Eliane Pozzebon, coordenadora do curso de Engenharia da Computação da Universidade Federal de Santa Catarina, lembra que, nos anos 1970, a área de informática não era tão valorizada - as máquinas tinham pouco processamento e memória. "O trabalho com os computadores era braçal e repetitivo, então acabava sendo realizado mais por mulheres", explica. Mas, para ela, o afastamento do sexo feminino dessa área não é exclusivo de um período. "Há também a questão cultural", diz. "Desde a nossa infância, os pais preferem bonecas para as meninas e videogames para os meninos. A figura do nerd sempre esteve associada ao menino."

G1

Fri, 13 Apr 2018 18:26:38 -0000 -


Durante sabatinas no Congresso americano, CEO do Facebook se esquivou de algumas perguntas e prometeu uma resposta de sua equipe para assuntos como coleta de dados de não usuários, controle maior do uso de informações de crianças e explicações sobre a moderação de conteúdo na rede social. Mark Zuckerberg fala ao Senado sobre escândalo do vazamento de dados de 87 milhões de usuários REUTERS/Leah Millis Mark Zuckerberg, cofundador e CEO do Facebook, enfrentou dois dias de sabatina no Congresso americano. Mas, durante as cerca de dez horas em que ficou diante de senadores e deputados, não soube responder a todas as perguntas. Vez ou outra disse: "Farei com que minha equipe responda". Zuckerberg não tinha respostas sobre temas muito específicos como, por exemplo, porque um anúncio publicitário específico de um candidato em Michigan, nos Estados Unidos, não foi aprovado. Mas também se esquivou de assuntos que exigiam um esforço maior da equipe para organizar as informações. Visivelmente, Zuckerberg se esforçou para preservar a imagem da companhia uma vez que, a depender da resposta, certos questionamentos poderiam render manchetes negativas e, ainda, forçar a empresa a revelar mais sobre o funcionamento interno do que gostaria. Zuckerberg no Congresso dos EUA: Dia 1 Zuckerberg no Congresso dos EUA: Dia 2 Análise das transcrições das audiências que o CEO do Facebook participou na Câmara e no Senado indica que foram 20 as vezes que ele prometeu responder os questionamentos posteriormente, fornecendo mais informações. Ao prometer informações, a empresa de Zuckerberg se autoimpôs uma série de tarefas que têm o potencial para lhe dar alguma dor de cabeça e, ao mesmo tempo, permitir o acesso a vários dados reveladores. Zuckerberg não deixou claro, contudo, se os pedidos de esclarecimentos para os quais não tinha resposta vão ser encaminhados apenas para os congressistas ou se vão provocar mudanças reais na política de acesso e divulgação de dados da empresa. Gigantes da internet sabem por onde você anda, que lugares frequenta e com quem fala Gigantes da tecnologia ganham bilhões com dados de pessoas para enviar anúncio segmentado A BBC selecionou quatro coisas que o dono do Facebook prometeu mudar na empresa ou esclarecer. 1) Explicar como obtém dados dos "perfis sombra" "O senhor disse que todo mundo controla seus próprios dados, mas estão sendo coletadas informações de pessoas que sequer estão no Facebook e de quem nunca deu autorização ou assinou um acordo de privacidade", afirmou o congressista democrata Bem Lujan, do Novo México. A forma como o Facebook reúne dados de não usuários, chamados de perfis sombra (shadow profiles, em inglês) sempre foi um mistério. Zuckerberg disse que não conhecia essa nomenclatura -- perfis sombra --, mas admitiu que, para "fins de segurança", coleta informação sobre pessoas que não são registradas na plataforma. Entre esses dados estariam o número de IP, localização e data e hora que pessoas tentam acessar páginas da rede social. O chefe do Facebook prometeu compartilhar mais detalhes sobre os dados que coleta daqueles que não têm uma conta na rede social. Também ofereceu uma análise completa sobre o volume de dados obtidos. 2) Oferecer mais segurança à privacidade dos usuários Criar uma nova legislação para proteger o máximo possível a privacidade dos usuários americanos de redes sociais pode ser um processo complicado, disse o democrata Frank Pallone (Nova Jersey) no segundo dia de depoimento de Zuckerberg no Congresso. Para o parlamentar, o próprio Facebook deveria fazer com que suas configurações iniciais garantissem mais a privacidade dos usuários. Pelo modelo atual, é preciso alterar essas configurações para limitar o acesso da página a algumas informações pessoais. "Acho que você deveria se comprometer com isso", disse Pallone. Zuckerberg respondeu que a empresa tem feito uma série de mudanças nesse sentido, para reunir menos informações sobre seus usuários, mas ressalvou que esta é uma questão complexa. E concordou que voltaria a discuti-la. 3) Agir em relação ao viés dos algoritmos "Há alguma diretriz para definir um viés (dos algoritmos)? E, antes de tudo, tem ciência se muita gente já observou e analisou esse viés?", perguntou o republicano Steve Scalise, da Lousiana. Quando a pergunta foi feita, uma confissão surpreendente já havia sido feita por Zuckerberg em relação à Cambridge Analytica - a consultoria britânica que coletou dados de usuários da rede social por meio de um teste online e os usou para fins políticos. Mesmo sabendo que sua empresa cometeu grandes erros, ninguém foi demitido pelo escândalo envolvendo a consultoria. Scalise tentou dar um passo além das acusações envolvendo a Cambridge Analytica. Pediu que Zuckerberg esclaressesse que tipo de responsabilidade é atribuída aos que moderam o conteúdo no Facebook e se há algum algoritmo criado para filtrar certos pontos de vista políticos, ainda que sem o consentimento da companhia. 4) Criar normas específicas para proteger crianças "Estamos deixando nossas crianças nas mãos dos mais agressivos predadores comerciais do país, que os exploram... é preciso impor algumas regras", disse o democrata Ed Markey, de Massachusetts. A idade mínima para poder usar o Facebook é 13 anos, sem contar o Messenger Kids, também do Facebook e que coleta os mesmos tipos de dados. Markey defendeu que a legislação deveria proteger com regras mais rigorosas os usuários com idade entre 13 e 18 anos, ou talvez 21. Zuckerberg disse que a ideia merecia muita discussão, mas talvez não uma nova lei. Prometeu pedir à sua equipe que "desenvolva detalhes".

G1

Fri, 13 Apr 2018 18:18:10 -0000 -


Rede social estima que 443 mil brasileiros foram afetados em escândalo envolvendo a empresa Cambridge Analytica. Empresa diz que vai colaborar com as informações necessárias. Mark Zuckerberg, presidente do Facebook, presta depoimento ao Senado americano Reuters O Procon-SP notificou o Facebook Brasil para solicitar mais informações sobre o vazamento de dados de usuários brasileiros da rede social. “A fundação quer saber como e quando ocorreram os vazamentos, assim como o tipo de dados expostos, além de descrever as providências já tomadas”, diz o Procon, em nota. O Facebook elevou para 87 milhões o número de usuários da rede que tiveram dados explorados pela Cambridge Analytica, consultoria política que usou essas informações a serviço da campanha presidencial de Donald Trump. No Brasil, o número de usuários afetados foi 443 mil, segundo estimativa do Facebook. O Brasil é o 8º país na lista de países com maior número de usuários cujos dados podem ter sido usados. Os Estados Unidos aparece em 1º lugar, com 70,6 milhões de usuários, seguido por Filipinas (1,175 milhão), Indonésia (1,09 milhão) e Reino Unido (1,079 milhão). Facebook estima que 87 milhões o nº de usuários tiveram dados explorados pela Cambridge Analytica, 443 mil dos quais no Brasil Divulgação De acordo com o Procon, a notificação ocorreu no último dia 6, mas foi divulgada nesta sexta-feira (13). "Para o Facebook, nada é mais importante do que proteger a privacidade das pessoas, e estamos determinados a acertar isso”, diz a empresa, em nota. “No caso citado, vamos apresentar as informações necessárias.” Em comunicado, a Cambridge Analytica refutou a estimativa do Facebook de que 87 milhões de pessoas tiveram seus dados explorados pela empresa de marketing. A companhia disse que obteve dados de 30 milhões de pessoas por meio de um contrato legal com a GSR, que está sendo alvo de contestação.

G1

Fri, 13 Apr 2018 15:47:22 -0000 -


Usando a busca do Google, pesquisadores de um estudo obtiveram acesso a grupos públicos no app e, em questão de poucos meses, tinham telefone, fotos, vídeos, documentos, links para sites e comentários de 45.794 pessoas. Em seis meses, pesquisadores conseguiram informações sem dificuldade de 45.794 pessoas. Getty Images Nas últimas semanas, o escândalo da Cambridge Analytica colocou o Facebook na mira de seus usuários mais críticos. Um deles é Brian Acton, um dos fundadores do WhatsApp, que se juntou a uma campanha para incentivar as pessoas a deixar a plataforma de Mark Zuckerberg: "Chegou a hora. #deleteFacebook", disse ele em sua conta no Twitter. No entanto, agora é o serviço que ele fundou -- e que foi comprado pelo Facebook em 2014 -- que tem chamado a atenção sobre quebra de privacidade e exposição de dados. Um estudo feito pelos pesquisadores Kiran Garimella, da Escola Politécnica Federal de Lausanne (Suíça), e Gareth Tyson, da Universidade de Queen Mary de Londres (Reino Unido), mostrou como é fácil adquirir dados sobre usuários do app que usam os chamados grupos públicos. Em seis meses, os especialistas conseguiram informações sem dificuldade de 45.794 pessoas. Para fazer isso, eles leram cerca de meio milhão de mensagens enviadas a 178 grupos públicos. Administradores de grupos do WhatsApp podem torná-los públicos por meio de uma opção chamada "Convidar para o grupo via link". Getty Images Por definição, qualquer grupo criado no WhatsApp é privado. Mas seu administrador ou administradores podem torná-lo público por meio de uma opção chamada "Convidar para o grupo via link". Nesse momento, os membros do grupo recebem uma notificação automática. Em seu site, o WhatsApp recomenda o seguinte sobre o uso desta opção: Importante: Utilize esta função com pessoas de confiança. É possível que alguém reenvie este link para outra pessoa. Se isso acontecer, essa pessoa também poderá se juntar ao grupo. Nesse caso, o administrador do grupo não precisará aprová-lo. O que são e como funcionam os grupos públicos de WhatsApp? São grupos de conversação que podem ser acessados ​​livremente através de um link. Muitos desses links estão disponíveis em vários sites e páginas do Facebook. Eles também podem ser fornecidos por um dos administradores do grupo. Nestes grupos, são fornecidos todos os tipos de assuntos, desde esportes à política, trabalho, pornografia ou assuntos pessoais. Permitem conversar com até 256 pessoas ao mesmo tempo. Pesquisadores tiveram acesso a números de telefone, fotos de perfil, vídeos, documentos, links para sites e comentários, além da localização dos usuários. Getty Images Usando a busca do Google, os pesquisadors compilaram uma lista de grupos públicos no WhatsApp. Eles escolheram 200 grupos aleatoriamente e se juntaram a eles. Os pesquisadores tiveram acesso a números de telefone, fotos de perfil, vídeos, documentos, links para sites e comentários, além da localização dos usuários. E em nenhum momento violaram normas da plataforma. O popular aplicativo - que tem mais de um bilhão de usuários ativos por dia - armazena todas as informações fornecidas por seus usuários no banco de dados local do dispositivo que eles usam. O problema é que ele armazena a chave para descriptografar os dados no mesmo lugar - a memória RAM. Os pesquisadores entraram nestes grupos usaram um telefone "velho" da Samsung e executaram uma série códigos aparentemente fáceis de implementar, aproveitando-se de uma "falha no projeto". O processo, asseguram, requer "pouca intervenção humana". O WhatsApp tem defendido, desde a sua criação, a criptografia de ponta a ponta, uma criptografia única, que não precisa de códigos secretos ou especiais para proteger a privacidade e evitar que terceiros acessem dados privados. #deleteWhatsApp Este não é o único problema de segurança que a plataforma enfrentou em seus nove anos de existência. No final de 2017, veio à tona uma falha que permitia espionar os usuários do aplicativo. Getty Images No final de 2017, veio à tona uma falha que permitia espionar os usuários. Tratava-se de uma vulnerabilidade que foi revelada por um engenheiro de computação que estava relacionada com o "tempo de conexão" no status de contatos. De acordo com os desenvolvedores do WhatsApp, essa falha já foi resolvida. Mas as dúvidas sobre a segurança em torno do uso da plataforma continuam. No fim das contas, o aplicativo de mensagens pertence ao Facebook. E, desde o ano passado, é de conhecimento público que ele compartilha com a rede social os números de telefone de seus usuários - entre outras informações, como o tempo de conexão. E, enquanto Acton nos pede para deixarmos o Facebook, muitos estão agora se perguntando se é chegada a hora de também apagar o WhatsApp. Um deles é o pesquisador de origem indiana Vivek Wadhwa, da Escola de Direito da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. "O WhatsApp precisa se olhar no espelho", escreveu Wadhwa na semana passada em seu blog, no qual fala sobre o trabalho de pesquisadores europeus sobre os grupos públicos. "Facebook e sua 'família de empresas' estão sendo um tanto informais sobre a privacidade. [...] É hora de pedir-lhes explicações sobre as falhas nos seus produtos e como deixam exposta a nossa privacidade."

G1

Fri, 13 Apr 2018 15:11:49 -0000 -


Empresas conectam consumidores e anunciantes e, em troca, constroem uma plataformas que fornecem serviços às pessoas. Aplicativos do Facebook e WhatsApp no iPhone Justin Sullivan/Getty Images/AFP Nas quase 10 horas que durou o bombardeio de perguntas feitas por congressistas americanos nesta semana, um dos raros momentos em que Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, sorriu foi ao definir o negócio da rede social. “Nós mostramos anúncios”, disse. O executivo não foi ao Congresso só para explicar como a empresa lida com privacidade, dizem especialistas ouvidos pelo G1, mas para mostrar como defende o motor de crescimento da companhia, já que é com os dados de seus 2,1 bilhões de usuários que obtém 98% de sua receita bilionária. Mark Zuckerberg, presidente do Facebook, presta depoimento ao Senado americano Reuters A empresa usa as informações pessoais dos seus usuários para direcionar anúncios para um público específico - e também para melhorar seus serviços (leia mais abaixo). No marketing digital, os anunciantes desejam segmentar as mensagens. Eles querem, por exemplo, mandar anúncios de fraldas para mulheres que são mães - e não para todas as mulheres. E, por isso, quanto mais informações tiverem dos usuários, mais assertivo é o anúncio. Os anunciantes escolhem quem são as pessoas que eles querem que recebam a mensagem na rede social de Zuckerberg. “Caberá a eles customizar seu público baseado em interesses”, explica professor e pesquisador do Laboratório de Estudos sobre Imagem e Cultura da Universidade Federal do Espírito Santo (LABIC/UFES), . Veja a explicação do professor sobre como funcionam os anúncios no Facebook: Ao criar um anúncio, em forma de post, é possível discriminar quais as características dos indivíduos a serem atingidos pelo conteúdo; Esses usuários podem ser selecionados com base em detalhes banais (como idade e gênero), mais refinados (localização e renda) e até mais complexos (preferências políticas, culturais etc); Esses interesses são traçados com base em informações que os próprios usuários cedem, em dados coletados pelas empresas sobre o comportamento deles na internet (e fora dela) e também nas conclusões tiradas pelas companhias após analisar tudo isso; Os anunciantes não sabem quem são as pessoas a quem enviarão propaganda, apenas a que grupo pertencem. Negócio bilionário Com algumas nuances, esse processo também vale para outras empresas de internet, como Google e Twitter. E não é pouco dinheiro: 86% dos US$ 110,8 bilhões faturados pelo Google vêm da publicidade; 86,6% dos US$ 2,4 bilhões faturados pelo Twitter vêm da publicidade; 98% dos US$ 40,6 bilhões faturados pelo Facebook vêm da publicidade. “Se você for der uma olhada na lista das maiores empresas do mundo, vai verificar que as maiores delas não possuem bens, como ativos, mas dados pessoais”, afirma Danilo Doneda, professor do Instituto de Direito Público (IDP) e especialista em privacidade e proteção de dados. Facebook e Google (Alphabet) estão entre as cinco empresas mais valiosas do mundo, ao lado de Apple e Microsoft, com que compartilham a prática de reunir dados que mostram por onde seus usuários andam, que lugares frequenta e com quem falam. Não é de hoje que essa relação chama atenção. Em 2009, a comissária da União Europeia Meglena Kuneva, cunhou a frase que passou a definir a nova indústria: “Dados pessoais são o novo petróleo da internet e a nova moeda do mundo digital.” Para Malini, porém, os dados não são o único pagamento aceito em troca do acesso aos serviços dessas empresas. “Há uma gratuidade que revela um modelo baseado na comercialização da atenção das pessoas.” O produto é você? Só que o processo que transforma dados de usuários em dólares na conta de Zuckerberg não é tão fácil de entender nem bem aceito por todo mundo. Steve Wozniak, um dos fundadores da Apple, anunciou sua saída da rede social, deixando claro que não curte essa forma de ganhar dinheiro. “Os lucros são baseados nas informações dos usuários, mas eles não recebem nada disso em troca”, afirmou em entrevista ao jornal “USA Today”. Steve Wozniak, cofundador da Apple, na Campus Party 2011 Altieres Rohr/Especial para o G1 “Como eles dizem, com o Facebook, você é o produto”, afirmou Wozniak, ecoando o dito popular “Se você não está pagando, o produto é você”. Mas isso não é visto como algo negativo por todos. “Esse dito popular ignora o fato de que há mercados de dois lados, que servem a dois tipos diferentes de usuários. O Facebook é um exemplo disso. Sim, ele conecta consumidores e anunciantes e, em troca, está construindo uma plataforma que mantém os usuários engajados”, diz Daniel Castro, vice-presidente da Fundação da Tecnologia de Informação e Inovação. Democracia em risco? Para Malini, a mecânica do Facebook gera um paradoxo. Ainda que os dados usados para enviar publicidade sejam anônimos, a rede social não permite que seus usuários sejam. Usando seus mecanismos de coleta, ainda consegue saber quem gosta do que. “Os dados do Facebook vinculam uma linha do tempo a um RG, a um CPF, à identidade da pessoa.” Ainda que um anunciante não saiba quem é quem, o conteúdo exibido a essa pessoa é definido a partir de como a rede social a classifica. “A partir do momento que há uma vigilância em massa, a transparência dessas pessoas coloca em risco a própria democracia”, explica o professor. Doneda expande a ideia: “Veja bem que os dados, tidos como motor dessa nova economia são curiosos, porque não são objeto qualquer. O petróleo é algo que possa ser manipulado sem atingir as pessoas. Já os dados não podem ser retirados sem causar problemas a elas.” O problema é intensificado, diz Malini, devido à plataforma permitir que empresas ou organizações com mais recursos consigam impulsionar suas publicações a mais gente. Bons serviços Em sua defesa, as empresas dizem que a publicidade serve para democratizar o acesso a suas plataformas. “Enquanto alguns usuários poderiam e até pagariam [por serviços conectados], muitos não conseguiriam. Serviços online sustentados pela publicidade permitem que usuários tenham acesso gratuito a conteúdos e serviços”, diz Castro. Além de usar os dados das pessoas para direcionar os anúncios, eles também são usados para melhorar os serviços que oferecem. Aplicativo Waze mostra mapa da velocidade do trânsito de Belo Horizonte Reprodução/Waze Doneda diz que, se a coleta de algumas informações fosse limitada, o funcionamento de alguns serviços seria comprometido. Ele cita o caso do Google Maps, que alinha dados de fontes tão diversas como do sistema local de trânsito até o sinal do GPS de aparelhos Android para não só exibir itinerários como também o congestionamento em uma via específica. As informações pessoais também são usadas para fazer usuários ficarem mais na plataforma. “O Facebook pesquisa a relação entre emoção e o compartilhamento de conteúdo, como isso afeta nossa dimensão psicológica”, diz Malini. “Por que aparece nossas memórias na linha do tempo? Porque ele sabe que as pessoas tendem a publicar mais quando são instigadas com suas lembranças.” Transparência Para especialistas, o maior problema não é o uso dos dados em si, mas a falta de transparência sobre como isso é feito. "Há uma troca que pode gerar produtos muito úteis, mas o problema não é esse. Está em as empresas não darem controles transparentes”, diz Doneda. Na esteira do escândalo da Cambridge Analytica, o Facebook fez algumas mudanças para explicar melhor como trata das informações dos usuários, além de restringir o acesso de desenvolvedores aos dados das pessoas. Criou ainda atalhos para retirar informações coletadas pela rede social de certos aplicativos ou até excluídas de sua própria plataforma. O Google também possui uma central de segurança em que exibe todos os dados reunidos e armazenados por seus diversos serviços.

G1

Fri, 13 Apr 2018 10:00:09 -0000 -


A fabricante de processadores AMD anunciou o lançamento de uma nova atualização de software para seus processadores com o intuito de imunizar sistemas contra a falha Spectre, em especial a "versão 2" da vulnerabilidade. A atualização vale para todos os processadores atuais até a série Bulldozer, lançada em 2001, que inclui processadores do FX-8170 a FX-4100, e faz parte do pacote mensal de atualizações do Windows lançado nesta terça-feira (10).Fabricantes de placas-mãe também devem repassar as correções fornecidas na forma de atualizações de BIOS. A AMD afirma que a "combinação" da atualização da BIOS com as atualizações que fornecidas pelo Windows é necessária para obter as proteções."Spectre" é o nome popular de uma vulnerabilidade encontrada em uma técnica de otimização presente em diversos processadores modernos. Ela foi divulgada junto da falha Meltdown, que é mais grave e que, nos computadores de mesa e notebooks, afeta apenas produtos da Intel. Um hacker que explorar essas brechas pode acessar áreas da memória aos quais o seu programa não poderia ter acesso. Por isso, essas falhas trazem um risco maior para empresas, que dependam muito do isolamento de segurança oferecido pelos processadores para conceder acesso restrito a servidores.Embora menos grave que a Meltdown, a Spectre é notória por ser difícil de corrigir. A AMD enfrentou problemas quando uma atualização distribuída pelo Windows deixou o sistema inoperante em produtos mais antigos da fabricante de chips.Neste mês de abril, a Microsoft também removeu a exigência de que antivírus se "declarem" compatíveis antes de instalar essas atualizações. A empresa havia determinado que certos produtos de segurança impediam o sistema de funcionar corretamente quando as atualizações dos processadores eram instaladas.SAIBA MAISAtualização do Windows para falha Meltdown conflita com antivírus A AMD ainda não lançou atualizações para as falhas de segurança identificadas nos processadores Ryzen pela empresa israelense CTS Labs. As brechas Ryzenfall, Masterkey, Fallout e Chimera foram divulgadas publicamente apenas 24 horas após a AMD ser comunicada sobre o problema.Diversos usuários e veículos de imprensa levantaram a suspeita de que a CTS Labs e sua parceira, a Viceroy Research, pretendiam lucrar com uma possível queda nas ações da AMD resultantes da divulgação da falha e que o impacto das vulnerabilidades havia sido exagerado. Desde a divulgação do relatório, as ações da AMD registram queda de 11% e não há relatos de que as falhas tenham sido usadas em ataques reais.Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

G1

Thu, 12 Apr 2018 14:15:01 -0300 -


Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.) vá até o fim da reportagem e utilize o espaço de comentários ou envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com. A coluna responde perguntas deixadas por leitores no pacotão, às quintas-feiras.>>> Como se cria uma moeda virtual?Gostaria de saber se dá para eu criar uma moeda virtual, e que ferramenta se utiliza para criação de uma. Obrigado pela atenção.Caio MartinsCriar uma moeda do zero é difícil, mas você não precisa criar uma moeda do zero -- e isso facilita o processo para você ter seu "próprio Bitcoin" imensamente. Muitas das moedas que existem hoje são apenas clones de outras moedas com algumas pequenas alterações (como uma mudança no tempo de mineração, no tamanho dos blocos, o tamanho das recompensas para mineração e assim por diante). Logo, essas moedas não são difíceis de serem criadas, mas você ainda precisa conhecer programação para fazer a alteração do código para diferenciar a moeda original e a clone, além de aplicar as atualizações e correções pertinentes ao longo do tempo.Você também pode emitir "tokens" na rede Ethereum da mesma forma. Existem códigos prontos para você criar os chamados "contratos inteligentes" (smart contracts) que fundamentam a emissão dessas 'tokens". Existe até um serviço que cria um contrato para você via formulário, o CoinCreator.Isto dito, Caio, devo fazer um alerta: se você precisa fazer essa pergunta, provavelmente você não deve criar uma moeda virtual. Embora seja fácil pegar uma receita de bolo, usar um "copiar/colar" (ou um formulário que faça o mesmo) e assim ter a sua "moeda", isso não é suficiente para de fato manter uma moeda funcionando.Criação de moeda pode ser feita com 'receitas' e até formulári on-line, mas processo simples esconde possíveis complexidades na manutenção, segurança e visão para que a moeda seja útil. (Foto: Reprodução)O que você vai fazer, por exemplo, se for identificado algum problema no contrato que você usou, de modo que sua moeda seja hackeada? E se você descobrir que o código pronto que você pegou estava adulterado justamente para deixar que alguém assuma o controle da sua moeda um dia? Você precisa ser capaz de ao menos ler e entender os códigos para ter uma ideia do que você está fazendo e de como vai corrigir problemas no futuro.Além disso, qual é a finalidade da sua moeda?Quem se aventurou a criar moedas praticamente do zero também está tendo dificuldades. É o caso das moedas IOTA e Verge -- esta última foi recentemente hackeada e os desenvolvedores serão obrigados a criar uma versão nova do programa para voltar a rede no tempo para ignorar as modificações feitas pelos hackers.Análises apontam que 50% a 80% das moedas ("ICOs") não dão certo ou são fraudulentas. Você precisa de muito conhecimento e planejamento para não ser só mais uma -- e se o seu objetivo é justamente criar uma dessas moedas inúteis, minha sugestão continua sendo deixar isso para lá.>>> Anúncio de vírus no celularTive um problema com meu celular, aparentando ser vírus: troquei de trocar de celular, instalei o antivírus Vivo Protege sugerido pela vendedora e não mais o antivírus DFNDR de antes, mas o problema ocorreu novamente, uma semana após a troca. Rodei o antivírus Vivo Protege e ele não acusou vírus nenhum. Resolvi então seguir a sugestão da mensagem de alerta de vírus e cliquei para instalar um antivírus: o instalado foi o DFNDR. Após instalar, abri e rodei o DFNDR, que acusou um problema e deletou, mas em seguida, me ofereceu a versão paga. Recusei e desinstalei o DFNDR, até agora não houve mais mensagem de alerta de vírus.Pesquisei então na internet informando no campo de pesquisa do navegador as mensagens de alerta recebidos, até que encontrei a indicação do que ocorria com meu celular, no seu site (nesta reportagem).Com meu celular aconteceu semelhante ao descrito no seu site: enquanto o alerta aparece na tela, o celular vibra e emite bipes para reforçar a urgência. Apertar o botão "voltar" não resolve nada - a tela é que volta.O que achei estranho, é que esse alerta de vírus voltou no meu celular novo, que eu não havia instalado nenhum antivírus gratuito, tipo o DFNDR! O que pode ter acontecido? Falha do Vivo Protege? Pode um site de antivírus detectar um usuário pelo número da linha de celular e enviar a mensagem para ele? Eu cliquei num link da revista on-line que me pareceu confiável, teria sido coincidência?Grato,Humberto Rigotti SodréHumberto, nenhum antivírus instalado no celular é capaz de impedir que esses anúncios sejam exibidos. Receber esses anúncios, mesmo com um antivírus instalado, não caracteriza nenhum tipo de deficiência no software que você instalou. A mensagem que afirma que seu celular está infectado é completamente falsa e, sendo assim, não existe nada para o antivírus de verdade detectar. Seja lá o que o antivírus instalado detectou de problema, é extremamente improvável que havia qualquer relação com a exibição dessas mensagens.Há alguns relatos mais antigos de pessoas que tiveram seus roteadores atacados para mudar uma configuração de internet (o DNS) e essa configuração fazia com que anúncios publicitários específicos fossem carregados nas páginas de internet. Hoje isso é mais raro, pois várias redes de publicidade estão utilizando a segurança HTTPS, que dificulta esse truque de redirecionamento dos anúncios.Isso significa que você realmente pode acabar vendo uma mensagem dessas -- eu mesmo já vi, várias vezes -- mesmo sem ter qualquer problema de segurança. E esses anúncios são veiculados por sites da web, inclusive publicações de jornais e revistas renomadas. Redes de publicidade amplamente utilizadas, como a do Google, também distribuem esses anúncios maliciosos (como, inclusive, foi revelado por esta coluna).No caso específico do Google, em geral não existe filtro que os sites podem usar para bloquear anúncios antes que eles sejam exibidos -- como o Google exibe anúncios com base nas preferências de cada visitante, os anúncios que cada pessoa recebe não são os mesmos. Além disso, os golpistas criam novas peças publicitárias frequentemente, burlando qualquer bloqueio configurado pelos sites.Logo, quem precisa atuar nesses casos são as redes de publicidade, bem como a empresa responsável pelo aplicativo, já que essas campanhas existem por causa de programas de afiliados que elas promovem.Com esses anúncios circulando com tanta frequência, pode ter sido um mero acaso que apenas o seu telefone que não tem antivírus recebeu a mensagem. Porém, como os sistemas de publicidade em uso hoje são muito inteligentes e levam em conta vários fatores para decidir qual peça de publicidade será exibida, também é possível que o outro telefone receba menos anúncios desse tipo por você já ter interagido com essa publicidade nele.De modo geral, é extremamente difícil identificar o que faz esses anúncios aparecerem. A dica da coluna é sempre ignorar e não instalar os produtos recomendados em nenhuma hipótese, pois isso a mera instalação do aplicativo sugerido pode resultar em pagamento para o golpista.O pacotão da coluna Segurança Digital vai ficando por aqui. Não se esqueça de deixar sua dúvida na área de comentários, logo abaixo, ou enviar um e-mail para g1seguranca@globomail.com. Você também pode seguir a coluna no Twitter em @g1seguranca. Até a próxima!

G1

Thu, 12 Apr 2018 12:00:01 -0300 -


Segundo a empresa, 196 mil brasileiros foram atingidos. Hackers roubaram nome, e-mail e número de celular de clientes. Aplicativo da Uber G1 A Uber começou a notificar nesta quarta-feira (11) os brasileiros que tiveram suas informações vazadas, quando hackers roubaram dados de 57 milhões de seus usuários e motoristas em 2016. No Brasil, 196 mil pessoas foram atingidas. No país, a empresa de transporte alternativo atende 20 milhões de usuários no Brasil e possui mais de 500 mil motoristas cadastrados para fazer corridas usando seu serviço. Na mensagem enviada, a Uber pede desculpas e admite que algumas informações pessoais foram obtidas pelos criminosos como: nome; e-mail e; número de celular. A empresa de transporte alternativo afirma que não detectou nenhuma fraude em que esses dados foram usados, mas decidiu enviar o e-mail para que os usuários tomassem conhecimento do que ocorreu. “Continuamos a monitorar as contas afetadas - embora não exista qualquer indicação de que tenha havido fraude ou uso inadequado de informações relacionadas a este incidente.” A notificação dos brasileiros que tiveram as informações roubadas, na verdade, é fruto de um acordo firmado entre Uber e a Comissão de Proteção de Dados Pessoais do Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) no começo deste ano. O órgão pediu esclarecimentos da empresa. Em comunicado, a Uber diz que os seguintes dados não foram acessados: números de cartão de crédito; data de nascimento ou; histórico geográfico das viagens Golpe mantido em silêncio A Uber descobriu o ataque ainda no fim de 2016, mas tentou manter segredo sobre o vazamento. Tanto que pagou US$ 100 mil para os hackers responsáveis pelo roubo destruírem os dados roubados de mais de 57 milhões de clientes e motoristas. Quando revelou o incidente em dezembro de 2017, o executivo-chefe da companhia, Dara Khosrowshahi, reconheceu que a empresa cometeu um erro na forma de lidar com a violação durante a gestão do antigo CEO, o cofundador Travis Kalanick. "Você pode estar perguntando por que estamos falando sobre isso agora, um ano depois. Eu fiz a mesma pergunta, então eu imediatamente pedi uma investigação minuciosa sobre o que aconteceu e como nós lidamos com isso", disse Khosrowshahi, na nota que anunciou o incidente. E completou: “Embora não consiga apagar o passado, posso comprometer-me em nome de todos os funcionários da Uber que aprenderemos com os nossos erros", disse Khosrowshahi Veja o comunicado enviado pela Uber aos usuários: Como você sabe, a UBER descobriu um incidente de segurança que ocorreu em 2016. Tratamos deste tema com muita seriedade e trabalhamos com uma empresa especialista terceirizada para entender o impacto do ocorrido. Não identificamos nenhuma fraude ou uso indevido relacionado ao incidente, mas queremos garantir que você tenha conhecimento do que ocorreu, já que envolve informações suas. Para a quase totalidade dos usuários e motoristas-parceiros afetados, a informação exposta incluiu nome, endereço de e-mail e telefone celular associado à sua conta antes ou durante 2016. Em alguns casos, a informação exposta também incluiu dados coletados ou criados para usuários pela UBER, como os números internos de identificação. Nossos especialistas externos não identificaram nenhum indício de download de históricos de locais de viagens, números de cartões de crédito, números de contas bancárias ou datas de nascimento. Você pode estar certo de que quando o incidente ocorreu, nós tomamos todas as medidas imediatas para proteger os dados, impedir qualquer acesso futuro não autorizado e aumentar nossa segurança de informação.Nenhum usuário específico precisa tomar qualquer medida. No entanto, estamos monitorando sua conta para proteção adicional contra fraudes. Não há ação alguma requerida no seu lado, mas encorajamos nossos usuários a regularmente verificar se há qualquer questão com suas contas. Este e-mail está sendo enviado apenas para seu conhecimento. A UBER se desculpa pelo incidente. Nós temos orgulho em representar da melhor forma possível os interesses de nossos usuários e motoristas-parceiros no Brasil e estamos comprometidos em manter a integridade e segurança de sua informação pessoal.

G1

Thu, 12 Apr 2018 14:40:12 -0000 -


Após o escândalo envolvendo o uso indevido de informações pessoais, o Facebook vem intensificando iniciativas para recuperar a sua credibilidade e demonstrar que está empenhado em garantir a privacidade dos dados dos seus usuários. Entre as medidas adotadas, foi disponibilizado para todos os usuários um assistente que simplifica a remoção em massa dos aplicativos que ficam conectados a conta na rede social.        Sobre o assistente   A remoção de aplicativos desenvolvidos por terceiros sempre existiu, porém era uma tarefa dispendiosa, pois era necessário remover um a um. Com a nova ferramenta, o usuário pode marcar todos os apps que quiser desconectar do seu perfil e com um único clique removê-los definitivamente. Veja como usar:    1 - Acesse a sua conta no Facebook ou clique nesse link (aqui).                                              2 - Clique sobre a caixa de seleção para marcar os apps.   3 - Clique sobre o botão "Remover".   4 - Marque a opção "Também excluir todas as publicações, fotos e vídeos no Facebook que esses aplicativos e sites possam ter publicado em seu nome." e aperte no botão "Remover" para finalizar o processo.                                      5 - Clique no botão "Concluir" para fechar a janela de confirmação.    Após a remoção dos apps, eles não terão como acessar as informações pessoais, se o leitor remover acidentalmente algum app importante basta adicioná-lo novamente conforme a necessidade.      Imagens: Reprodução/G1

G1

Wed, 11 Apr 2018 12:15:01 -0300 -


Mudança foi feita para evitar o descontentamento de condutores. Logo da Uber na sede da empresa no México. Ginnette Riquelme/Reuters A Uber Technologies lançou nesta terça-feira (10) um novo aplicativo para seus motoristas que inclui ferramenta de acompanhamento de faturamento em tempo real, em um esforço para melhorar um relacionamento e evitar o descontentamento dos condutores. O lançamento acontece após o programa "180 dias de mudanças" do Uber, de junho passado e que teve como objetivo levantar alterações pedidas pelos motoristas, como a inclusão de gorjetas e compensação pelo tempo gasto na espera de passageiros. "Precisamos também pensar no longo prazo e o lugar óbvio para começar isso é o aplicativo dos motoristas", disse o presidente-executivo do Uber, Dara Khosrowshahi, em comunicado. Novidades O novo aplicativo introduz, entre outros recursos: barra de status para ajudar motoristas a decidir sua próxima localização com base na demanda; notificação que permite a motoristas verem mensagens sobre oportunidades próximas de corridas e retornos de usuários do serviço. Futuro A companhia, que está se preparando para uma oferta pública inicial de ações em 2019, perdeu US$ 4,5 bilhões no ano passado e enfrenta ferrenha competição em vários mercados do mundo e uma campanha regulatória de autoridades na Europa.

G1

Wed, 11 Apr 2018 13:48:07 -0000 -